Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 29 de maio de 2012

ARTE POSTAL


   Nos anos 60, muitas correspondências eram trocadas por artistas plásticos, nas quais compartilhavam criações entre si através do serviço de correios. A impressão artística era estampada no envelope através de colagem, fotografia e selo.

     Mundialmente é conhecida como “mail art”, ou Arte Postal, nesta época, Ray Johnson criou a Escola de Arte por Correspondência, em Nova York, nos Estados Unidos. Ray Johnson costumava escrever uma carta na frente e no verso do envelope, quebrando a privacidade de seu conteúdo.
     Muitos artistas, além de usarem envelopes vazios, também colocavam obras de artes dentro dos envelopes customizados, dentre as obras enviavam colagens, pinturas, gravuras, fotografias, montagens, vídeos, carimbos, textos, entre outras expressões.
      Portanto a arte postal não está atrelada somente a uma linguagem ou técnica artística. A arte postal é aquela que utiliza o correio como suporte e veículo para disseminação de um conteúdo artístico, surgida como alternativa aos meios tradicionais de exposição da arte.
       No Brasil, a Arte Postal amadureceu na época da ditadura, podemos citar como nossos artitas expoentes o pernambucano Paulo Bruscky, que organizou em 1975, em Recife, a I Exposição Internacional de Arte Postal, censurada pelo regime militar.
     Nos fins dos anos 80, esta arte perdeu força. Nos anos 90, com o advento da internet comercial, a Arte Postal passou a ser utilizada sob uma nova visão de participação através do e-mail e dos sistemas de compartilhamento de opiniões.

Fontes
http://www.oktiva.net/oktiva.net/1321/nota/16532
http://educacao.uol.com.br/artes/arte-postal.jhtm

   A arte postal sobrevive ate hoje assim como toda arte que começou antes das novas midias, é claro que diminui-se a quantidade de particiantes porem nunca acaba pois neste meio há espaço para as diversas linguagens.
   Eu tambem participo deste tipo de arte e quem quiser fazer parte do grupo ou apenas conhece-lo basta acessar:

http://redeartepostal.blogspot.com.br/

   Aqui todos os participantes possuem seu endereço de e-mail preservado, somente a organizadora é que tem acesso a ele. Sendo assim, um tema é dado e enviamos nossa arte imagem ou poesia para uma caixa postal comum e a partir dais cartas sao enviadas aos seus destinos. O tema é mensal e a pessoa pode escolher e fazer quantos quiser para serem enviados a pessoa escolhida. O interessante é que com o tema proposto, se voc nao sabe sobre ele, isto te incentiva a pesquisar alem da troca de trabalhos na qual voce acaba conhecendo pessoas novas ou formas diferentes de se expressar diferente da sua.

 Aqui vao exemplos dos postais que enviei e que recebi juntamente com o tema:

Expressões em latim mes de dezembro
expressao Malleus Malificarium= livro do martelo das bruxas) frente e verso e a expressao Vade Mecum (Vem comigo) frente e verso


 













Caprichos e relaxos


 Mes das mulheres (março) e O movimento representado pela imagem/palavra (abril) 





















postais recebidos: palavra em movimento (abril) caprichos e relaxos

                  


Proxima Postagem: 12/06/2012 Releitura de imagem


terça-feira, 22 de maio de 2012

CODIGO DE ETICA DO RESTAURADOR


 
    
Olá pessoal,

A postagem de hoje é para todos conhecerem um pouco sobre o codigo de etica do restaurador, aqui esta presente apenas a introdução. O codigo é importante porque dita a postura que este profissional deve tomar diante:
  •    Obra
  •    pesquisa
  •   do contratante
  •   do publico 
  •  dos colegas de profissao

É interessante para todos saberem/terem uma ideia dos procedimentos que devem ser tomados, pois restaurar não é apenas pegar um pincel e ir "consertando tudo", assim como conservação que nao é apenas olhar e medir as olhas, há todo um processo de cuidado e pesquisa com o que esta sendo trabalhado. 


CÓDIGO DE ÉTICA DO CONSERVADOR-RESTAURADOR 
Indice

1.         Relação com os bens culturais
2.         Pesquisa e documentação
3.         Relação com proprietário ou responsável legal
4.         Relação com o público
5.         Relação com colegas e com a profissão


INTRODUÇÃO
           
     Conservar e restaurar obras do patrimônio histórico, artístico e cultural é uma profissão que requer de quem a ela se dedica extensa cultura, treinamento e aptidões especiais.
    Aos cuidados destes profissionais são entregues bens culturais que constituem herança material e cultural da sociedade. Por bens culturais entendemos aqueles objetos a que a sociedade atribui particular valor artístico, histórico, documental, estético, científico, espiritual ou religioso. A sociedade atribui ao conservador-restaurador o cuidado destes bens, o que exige grande senso de responsabilidade moral, além da responsabilidade em relação ao proprietário ou responsável legal, a seus colegas e a seus supervisores, à sua profissão, ao público e à posteridade.
    Entendemos preservação de modo abrangente, compreendendo todas as ações que visam retardar a deterioração e possibilitar o pleno uso dos bens culturais. Conservação-restauração seria o conjunto de práticas específicas, destinadas a estabilizar o bem cultural sob a forma física em que se encontra, ou, no máximo, recuperando os elementos que o tornem compreensível e utilizável, caso tenha deixado de sê-lo. Por conservação preventiva designamos o conjunto de ações não-interventivas que visam prevenir e/ou retardar os danos sofridos, minimizando o processo de degradação dos bens culturais.
   O papel fundamental do conservador-restaurador é a preservação dos bens culturais para benefício da atual geração e das gerações futuras. Para tal, este profissional realiza diagnóstico, tratamentos de conservação e restauração dos bens culturais, a respectiva documentação de todos os procedimentos, além do estabelecimento de atividades referentes à conservação preventiva.
        É ainda da competência do conservador-restaurador:
  •   Desenvolver programas de inspeção e ações de conservação e restauro.
  •   Emitir pareceres técnicos e dar assistência técnica para a conservação e restauro dos  bens culturais.
  •   Realizar pesquisas sobre a conservação e restauro. (materiais e métodos).
  •   Desenvolver programas educacionais, de treinamento, e lecionar conservação e restauro.
  •   Disseminar informação obtida através do diagnóstico, tratamento ou pesquisa.
  •   Promover conhecimento e maior entendimento sobre conservação e restauro.
            O conservador-restaurador não é artista, nem artesão. É um profissional de nível superior, que pode ser oriundo das áreas de ciências humanas, exatas ou biológicas. O artista e o artesão criam, dominam as técnicas e podem conhecer bem os materiais, mas não possuem a formação, nem dispõem de conceitos fundamentais para a intervenção em bens culturais.
            O presente código visa estabelecer normas e princípios que orientem o conservador-restaurador na boa prática de sua profissão. 

Proxima Postagem:05/12 Arte postal
                                   12/06 Releitura de arte

terça-feira, 15 de maio de 2012

HISTORICO SOBRE ARTE CIRCENSE Parte 2

 Continuando nossa historia do circo...


El Circo de Fernando Botero

O CIRCO NORTE-AMERICANO

    John Bill Ricketts, inglês e aluno de Hughes, levou o circo para os Estados Unidos, em 1792, em turnê pelo nordeste americano. Seu circo foi destruído em um incêndio, o que o fez retornar para a Inglaterra, aonde não chegou, pois o navio em que viajava afundou em uma tempestade. 
   William Cameron Coup foi o primeiro a fazer um espetáculo circense de grandes dimensões, para uma platéia de mais de mil pessoas, em 1869, com espetáculo em dois picadeiros simultaneamente. Dois anos depois, associou-se a Phineas T. Barnum, um famoso apresentador, e abriram um grande circo em Nova York. A propaganda dizia que era “o maior espetáculo da Terra”.

    Em 1881, Barnum juntou-se a James Anthony Bailey, fazendo surgir um circo ainda maior, o Barnum and Bailey, com três picadeiros simultâneos.

     Em 1884, surgiu a poderosa dinastia circense dos irmãos Ringling, que absorveram, entre outras, a companhia de Barnum e Bailey, e se tornaram a maior organização itinerante do mundo. No entanto, depois da II Guerra Mundial, os custos de montagem e transporte tornaram inviável o traslado de semelhante estrutura.

O CIRCO NO BRASIL
(Pintura de Toulosse-Lautrec)

  No Brasil, mesmo antes do circo de Astley, já havia os ciganos que vieram da Europa, onde eram perseguidos. Sempre houve ligação dos ciganos com o circo. Entre suas especialidades, incluíam-se a doma de ursos, o ilusionismo e as exibições com cavalos. Há relatos de que eles usavam tendas e nas festas sacras havia bagunça, bebedeira e exibições artísticas, incluindo teatro de bonecos. Eles viajavam de cidade em cidade e adaptavam seus espetáculos ao gosto da população local. Números que não faziam sucesso na cidade eram tirados do programa.

  O circo com suas características, em geral itinerante, existe no Brasil a partir dos fins do século XIX. Os grupos circences desembarcavam em um porto importante, faziam seu espetáculo e partiam para outras cidades, descendo pelo litoral até o Rio da Prata, até chegar a Buenos Aires.

    Instalando-se na periferia das grandes cidades e voltado para as classes populares, sua modernização não se deu em termos de espaço e equipamentos: investe no elemento humano, suas destrezas, habilidades e criatividade. Por isso, os palhaços são as figuras centrais e deles depende o sucesso do espetáculo.

     O circo brasileiro tropicalizou algumas atrações. O palhaço brasileiro falava muito, ao contrário do europeu, que era mais mímico. Era mais conquistador e malandro, seresteiro, tocador de violão, com um humor picante. O público também apresentava características diferentes: os europeus iam ao circo a fim de apreciar a arte; no Brasil, os números perigosos eram as atrações: trapézio, animais selvagens e ferozes.

    Segundo Alice Viveiros de Castro, existem atualmente mais de 2.000 circos espalhados pelo Brasil, sendo aproximadamente 80 médios e grandes, com trapézio de vôos, animais e grande elenco. Estima-se um público anual de 25 milhões de espectadores. 
    
  Entre os problemas enfrentados nos dias de hoje, estão o alto preço cobrado pelo aluguel dos terrenos e a proibição da instalação de circos em algumas cidades. Por vezes, as autoridades locais temem os “forasteiros”.

SURGE UM NOVO CIRCO

Imagem de Toulosse-Lautrec " Et cirque Fernado"

     Atualmente, paralelamente aos circos itinerantes e tradicionais que ainda existem, a arte circense também é aprendida em escolas. Por uma mudança de valores, muitos circenses colocaram seus filhos para estudar e fazer um curso universitário. As novas gerações estão trabalhando com mais empenho na administração dos circos.

    Surge um novo movimento, que pode ser chamado de Circo Contemporâneo. Não há uma data precisa do seu surgimento, mas pode-se dizer que o movimento começou no final dos anos 70, em vários países simultaneamente.

   Na Austrália, com o Circus Oz (1978), e na Inglaterra, com os artistas de rua fazendo palhaços, truques com fogo, andando em pernas de pau e com suas mágicas.

   Na França, a primeira escola de circo é a Escola Nacional de Circo Annie Fratellini. Annie era descendente da maior família de palhaços franceses, os Fratellini. A escola surge com o apoio do governo francês, em 1979. Ligados à escola ou não, começam a surgir vários grupos.

   No Canadá, os ginastas começaram a dar aulas para alguns artistas performáticos e a fazer programas especiais para a televisão e em ginásios, em que os saltos acrobáticos eram mais circenses. Em 1981, criou-se a primeira escola de circo para atender à demanda dos artistas performáticos.

    Em 1982, surge em Québec o Club des Talons Hauts, grupo de artistas em pernas de pau, malabaristas e pirofagistas. É esse grupo que, em 1984, realiza o primeiro espetáculo do Cirque du Soleil. Em decorrência do grande sucesso no Canadá, eles recebem apoio do governo para a primeira turnê nos Estados Unidos. A segunda turnê, em 1990, é assistida por 1.300.000 espectadores no Canadá e excursiona por 19 cidades americanas.

     Surge a grande empresa de espetáculos que atualmente está em cartaz, com oito espetáculos diferentes, no mundo - em três continentes - com mais de 700 artistas contratados.
     Voltando um pouco na história, é importante mencionar a influência da ex-União Soviética. Em 1921, o novo governo soviético resolve criar uma escola de circo e convida o prestigiado diretor de teatro Vsevolod Meyherhold para dirigi-la.

     O contato entre os tradicionais do circo e a vanguarda do teatro resulta na criação de uma escola que coloca o circo num patamar de arte. Dança clássica e teatro fazem parte do currículo. É criada uma forma de espetáculo com temas vairados e uma apresentação inteiramente nova. São criados novos aparelhos, diretores são chamados para dirigir os espetáculos, músicos fazem composições especiais e sob medida.

O CIRCO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO

   A primeira escola que se instalou no Brasil chamava-se Piolin, em São Paulo, no estádio do Pacaembu (1977). Em 1982, surgiu a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, onde jovens de todas as classes sociais têm acesso às técnicas circenses. Formados, os ex-alunos vão trabalhar nos circos brasileiros ou no exterior, ou formam grupos que se apresentam em teatros, ginásios e praças.
   
    Atualmente, a Intrépida Trupe, os Acrobáticos Fratelli, os Parlapatões, Patifes e Paspalhões, a Nau de Ícaros, o Circo Mínimo, o La Mínima, o Circo Escola Picadeiro, a Linhas Aéreas e o Teatro de Anônimo, entre outros, formam o Circo Contemporâneo Brasileiro.

Pesquisa: site Central do Circo
 fonte: http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diacirco.html 

Proxima Postagem: 22/05 Codigo de etica do restaurador

terça-feira, 8 de maio de 2012

HISTORICO SOBRE ARTE CIRCENSE Parte1


     O tema de hoje será dividido em duas partes falando da historia do circo no Brasil e no mundo desde o seu surgimento ate os dias de hoje (a fonte da noticia esta no final da parte 2)

O CIRCO SEM LONA

    Pode-se dizer que as artes circenses surgiram na China, onde foram descobertas pinturas de quase 5.000 anos, em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas. A acrobacia era uma forma de treinamento para os guerreiros, de quem se exigia agilidade, flexibilidade e força. Com o tempo, a essas qualidades se somou a graça, a beleza e a harmonia.

    Em 108 a.C., houve uma grande festa em homenagem a visitantes estrangeiros, que foram brindados com apresentações acrobáticas surpreendentes. A partir daí, o imperador decidiu que todos os anos seriam realizados espetáculos do gênero durante o Festival da Primeira Lua. Até hoje, os aldeãos praticam malabarismo com espigas de milho e brincam de saltar e equilibrar imensos vasos nos pés.

   Nas pirâmides do Egito, existem pinturas de malabaristas. Nos grandes desfiles militares dos faraós se exibiam animais ferozes das terras conquistadas, caracterizando os primeiros domadores.

    Na Índia, os números de contorção e saltos fazem parte dos milenares espetáculos sagrados, junto com danças, música e canto.
     
     Na Grécia, as paradas de mão, o equilíbrio mão a mão, os números de força e o contorcionismo eram modalidades olímpicas. Os sátiros faziam o povo rir, dando continuidade à linhagem dos palhaços...

     No ano 70 a.C., em Pompéia, havia um anfiteatro destinado a exibições de habilidades incomuns.

      O Circo Máximo de Roma apareceu pouco depois, mas foi destruído em um incêndio. Em 40 a.C., no mesmo local, foi construído o Coliseu, onde cabiam 87 mil espectadores. Lá, eram apresentadas excentricidades como homens louros nórdicos, animais exóticos, engolidores de fogo e gladiadores, entre outros. Porém, entre 54 e 68 d.C., as arenas passaram a ser ocupadas por espetáculos sangrentos, com a perseguição aos cristãos, que eram atirados às feras, diminuindo o interesse pelas artes circenses.

     Os artistas passaram a improvisar suas apresentações em praças públicas, feiras e entradas de igrejas. Durante séculos, em feiras populares, barracas exibiram fenômenos, habilidades incomuns, truques mágicos e malabarismo.

     No século XVIII, vários grupos de saltimbancos percorriam a Europa, especialmente a Inglaterra, França e Espanha. Eram freqüentes as exibições de destreza a cavalo, combates simulados e provas de equitação.

 O CIRCO COMO ELE É

     O primeiro circo europeu moderno, o Astley's Amphitheatre, foi inaugurado em Londres por volta de 1770, por Philip Astley, um oficial inglês da Cavalaria Britânica. O circo de Astley tinha um picadeiro com uma espécie de arquibancada perto. Ele construiu um anfiteatro suntuoso e fixo, pois ficaria permanentemente no mesmo lugar. 

     Organizou um espetáculo eqüestre, com rigor e estrutura militares, mas percebeu que, para segurar o público, teria que reunir outras atrações; juntou, então, saltimbancos, equilibristas, saltadores e palhaço. O palhaço do batalhão era um soldado do campo, que acaba sendo o "clown", palavra que, em inglês, se origina de caipira. O palhaço não sabia montar, entrava no picadeiro montado ao contrário, caía do cavalo, subia de um lado, caía do outro, passava por baixo do cavalo. Como fazia muito sucesso, começaram a se desenvolver novas situações. Ao longo dos anos, Astley acrescentou saltos acrobáticos, dança com laços e malabarismo.

                 
      Este primeiro circo funcionava como um quartel: os uniformes, o rufar dos tambores e as vozes de comando para a execução dos números de risco. O próprio Astley dirigia e apresentava o espetáculo, criando assim, a figura do mestre de cerimônias.

    Seu espetáculo foi visto por gente de todo o mundo, pois Londres era uma cidade muito visitada. E, em 50 anos, houve um rápido desenvolvimento do circo no mundo.
     
    O termo "circus" foi utilizado pela primeira vez em 1782, quando o rival de Astley, Charles Hughes, abriu as portas do Royal Circus. Em princípios do século XIX, havia circos permanentes em algumas das grandes cidades européias. Existiam, além disso, circos ambulantes, que se deslocavam de cidade em cidade, em carretas cobertas.

terça-feira, 1 de maio de 2012

PRESERVAR É VIVER TRES VEZES


  O Texto de hoje foi escrito por uma pessoa que tratou sobre os problemas que ocorrem no sul do Brasil porem podem ser aplicados a todo o país no qual (o dono) prefere demolir as escondidas uma obra importante quando se sabe que ela vai ser tombada. A cultura ainda continua no novo e moderno esquecendo que o "velho" foi novo e importante para aquela epoca em que foi construido.

 ArtigosRio Grande do Sul • 21 de março de 2012 por
    Em recente viagem a Cartagena das Índias e Bogotá, na Colômbia, me dei conta que preservar nosso patrimônio é viver três vezes: o passado, o presente e o futuro. Todos os gestores públicos tendo sob sua responsabilidade municípios pequenos ou grandes, abastados, pobres ou remediados, têm a mesma obrigação: resguardar o patrimônio histórico e cultural.
     Bogotá tem o seu Centro Histórico bem preservado, assim como toda a cidade antiga de Cartagena das Índias, que está excelentemente bem preservada. E, diga-se de passagem, são ambas um encanto de se conhecer.
    Nossas administrações, por outro lado, têm sido desleixadas com o nosso passado. Ouso afirmar que vivemos um momento de crise, com um prédio listado pelo Patrimônio caindo em pleno Centro Histórico; com ruas fechadas, gerando enormes prejuízos para moradores e comerciantes.
      A situação de abandono do nosso mobiliário urbano se repete no IV Distrito, onde podemos ver desabar em breve a nau do Gondoleiros. Logo, não teremos futuro histórico, por que não preservamos nosso passado.
    Porto Alegre não sabe separar o que é valor cultural, histórico e estético, de prédios velhos. Existe um brutal sectarismo e atraso, onde alguns poucos se arvoram de conhecedores da História, ditam normas, criam teses míopes, que são compradas por governantes, sem pensar.
(...)Eles confundem tombar com cair.
      A cidade tornou-se irresponsável com nossa história cultural. Nossas autoridades deixaram de preservar, ao contrário do que fizeram as autoridades de Bogotá e Cartagena das Índias.
      O que eu venho defendendo é (...). Se um diz que é, o outro diz que não é, não importando se é real ou não, se é correto ou não. O mundo não é um GreNal. O mundo é rico, multifacetado.
      Tem coisas que se não forem preservadas, serão capadas de nossa identidade. Por outro lado, se construções insignificantes forem erigidas como históricas podemos estar enganando nosso futuro.

Por Adeli Sell – vereador do PT-POA
 fonte: http://sul21.com.br/jornal/2012/03/preservar-e-viver-tres-vezes/

Na minha opiniao é por isso que inventamos o museu :)
"Memorias nao podem ser esquecidas.
 O passado, uma vez vivido, entra em nosso
 sangue, molda o nosso corpo. Escolhe 
as nossas palavras. É inutil renega-lo.
As cicatrizes e os sorrisos permanecem. 
Os olhos dos que sofreram e amaram
serão, para sempre, diferentes de todos os outros.

Resta-nos fazer as pazes com aquilo que
ja fomos, reconhecendo que, de um jeito
ou de outro, aquilo que ja fomos 
continua vivo em nos, seja sob a forma 
de demonios que queremos exorcizar e
esquecer - sem sucesso-, seja sob a
forma de memorias que preservamos com
saudade e nos fazem sorrir com
esperança".  
 (Rubem Alves)















Proxima Postagem: 08/05 Historia da Arte circense parte 1
                                    15/05 Historia da Arte Circense parte 2

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