Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ARTE NIPO-BRASILEIRA (Japao-Brasil) parte1

    Sobre as influencias pela qual nossa arte foi influenciada, esta semana e a proxima (sao 2 partes) temos a arte japonesa, nao aquela dos mangas que atualmente é tao bem recebida mas a arte simplificada e limpa da propria cultura. Vamos a ela.


Arte nipo-brasileira:  Japonismo e modernismo

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação


    Os japoneses, antes mesmo de sua chegada ao Brasil, já influenciavam, de forma indireta, a produção artística do país. Essa história teve início em 1850, quando, por pressão da Inglaterra e dos Estados Unidos, o Japão se viu obrigado a negociar com outros países.

    O Japão havia passado muito
tempo, por volta de três séculos, sem contato com os povos ocidentais, ou seja, a cultura japonesa era um verdadeiro mistério para o resto do mundo. Nesse período, durante o qual estiveram isolados, os japoneses criaram estilos únicos de expressão artística. Com temas ligados à tradição militar, à religião, ou às cenas do cotidiano, desenvolveram técnicas peculiares de produção.

    Estabelecida a relação diplomática e de comércio com as grandes nações colonizadoras ocidentais, os
produtos japoneses passaram a circular pelo mundo. E, ao chegarem à Europa, causaram verdadeiro fascínio. Todos queriam vestir quimonos, ter espadas, empunhar leques.

   Para proteger produtos tão cobiçados durante as longas viagens por mar, os comerciantes japoneses os embrulhavam em papéis cujas imagens, aos poucos, tornaram-se conhecidas dos artistas da época. Eram gravuras desvalorizadas no Japão, por seu caráter popular, e que acabavam virando material dispensável, sem nenhum valor comercial.


   Artistas como
Van Gogh, Gauguin, Matisse, Monet, entre muitos outros, quando tiveram contato com essas gravuras, passaram a estudá-las. Assim, muito do que conhecemos desses pintores foi enriquecido pelo contato com os trabalhos de seus colegas orientais. A essa relação damos o nome de japonismo.


Reprodução
Madame Monet de quimono, 1876


   O japonismo representou a influência de que os artistas da época precisavam para renovar seu pensamento, fugindo das imposições da arte acadêmica. As influências das culturas orientais e africanas foram alguns dos pontos de partida para o modernismo na Europa - que, por sua vez, influenciou os modernistas brasileiros.
  • A influência direta

   Muitos anos depois, em 1908, os japoneses chegaram ao Brasil. Vieram trabalhar principalmente nas lavouras de café. Pouco a pouco, esses trabalhadores foram trazendo novos hábitos para o nosso país, ao mesmo tempo em que incorporavam a nossa cultura.

    A vinda de artistas japoneses certamente foi uma das mais importantes contribuições à nossa cultura e, mais uma vez, agora de forma direta, eles voltaram a ser fundamentais em nossa arte.


   Em 1930 formou-se um grupo chamado Seibi, uma associação de artistas plásticos japoneses no Brasil. Contribuíram principalmente com o desenvolvimento da
pintura abstrata, dando continuidade às idéias da Semana de Arte Moderna.

   Com uma pausa no período da Segunda Guerra Mundial, durante o qual sofreram terríveis e injustas perseguições, os japoneses e seus descendentes continuaram influenciando positivamente a cultura brasileira.


   Na década de 1980, floresceu a "cultura pop", que deu início a um novo ciclo de japonismo. Não mais como resultado de um período de isolamento, mas como decorrência das inúmeras experiências artísticas desenvolvidas no Japão, artistas de todo o mundo voltaram o olhar para o Oriente, buscando formas e técnicas de renovação.


   Samurais, monges, a filosofia e a espiritualidade zen, gueixas, ninjas e tantos outros aspectos da cultura japonesa estão cada vez mais presentes em todo o mundo ocidental, incluindo o Brasil: nos
animes (desenhos animados), nos mangás (quadrinhos), nos seriados de televisão, na moda, no cinema, nas artes plásticas, no design e na literatura.


Reprodução
Vagabond: mangá que conta a trajetória de Miyamoto Musashi, um lendário guerreiro samurai


Dicas de sites



  • Fundação Japão
  • Bunkyo - Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa

  • Valéria Peixoto de Alencar*
    Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação *Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

    Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/arte-nipo-brasileira-2-japonismo-e-modernismo.htm 

     Uma curiosidade sobre o Japão: a ilha apesar de influenciar muitos na Europa passou houve um momento em que a cultura japonesa se manteve isolada de tudo conservando e presenvando um estilo unico de arte tanto plastica como teatral.   

    terça-feira, 22 de janeiro de 2013

    PINTORES NEGROS: Contribuição negra à arte brasileira

     A partir de hoje em 3 textos (3 semanas ) o asunto deste blog serao textos de culturas que influenciaram a arte brasileira que é mista assim como seu povo, embora nao seja novidade ja que um interfere no outro. Pois bem, começaremos com a cultura negra em seguida 2 textos sobre a cultura japonesa. Espero que gostem...



    fonte http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/pintores-negros-contribuicao-negra-a-arte-brasileira.htm

    Pintores Negros: Contribuição negra à arte brasileira

    Da Página 3 Pedagogia & Comunicação


    Quando se fala na contribuição que os negros deram à civilização e à cultura brasileira, dificilmente se pensa de imediato em artes plásticas. Em geral, o que vem à lembrança é a música, em primeiro lugar, e fenômenos a ela relacionados, como os desfiles de escola de samba, o carnaval e outras manifestações.
    Museu Afro-Brasil O artista plástico e museólogo Emanoel Araújo resgatou a obra dos pintores negros brasileiros

    Depois disso, talvez se mencionem obras arquitetônicas e esculturais do Brasil Colônia e, mais recentemente, talvez se fale em literatura, por se levarem em conta as origens negras ou mestiças de escritores como Machado de Assis ou Mário de Andrade. No entanto, não são tão poucos os brasileiros negros que se dedicaram à pintura, nem é pequeno o valor artístico de sua produção pictórica.

    Suas obras têm sido resgatadas pelo artista plástico e museólogo Emanoel Araújo, desde o centenário da
    abolição da escravatura, em 1988, com a exposição "A Mão Afro Brasileira", e teve continuidade com a mostra "Negros Pintores", que se inaugurou no Museu Afro Brasil, em São Paulo (SP), em agosto de 2008.
     

    Dez artistas

    Nela, reuniram-se 140 pinturas de 10 artistas atuantes entre a segunda metade do século 19 e as primeiras décadas do século 20. O período em questão, na verdade, ainda não mereceu maior atenção dos estudiosos e historiadores da arte. Ao contrário, Emanoel Araújo ressalta "os maus tratos, a ignorância e a insensibilidade com que se trata no Brasil a história e a memória iconográfica" dessa época.

    "Durante muito tempo", diz o museólogo, "pouco se sabia sobre esses pintores, pouco se conhecia de sua produção artística". "Na verdade, essas obras ainda surpreendem quando aparecem no mercado de arte", ele acrescenta, lembrando "a necessidade de uma política de
    revisão para resgatar em profundidade essa produção artística".

    De qualquer modo, dez artistas já passaram a ter seus nomes inscritos, definitivamente, na história da arte no Brasil. "A vida de cada um deles", conta Araújo, "foi uma interminável batalha, um grande esforço pessoal, de uma tenacidade inimaginável, pela afirmação e reconhecimento de suas obras". "O fato de seus nomes permanecerem já credencia a raça negra ao reconhecimento da nação pela sua contribuição à construção da cultura brasileira", conclui. 

    • Arthur Timótheo (1882-1922) 
    Estudou na Casa da Moeda do Rio de Janeiro e, posteriormente, na Escola Nacional de Belas Artes. Foi pintor de paisagens e figuras, destacando-se entre essas nus e retratos. Algumas de suas paisagens impressionam pela textura, pela luminosidade e pela intensidade do colorido. Esteve na Europa onde manteve contatos artísticos que o influenciaram.

    • Benedito José Tobias (1894-1963)
    O artista é mais conhecido pelos pequenos retratos de negros e negras realizados a óleo sobre madeira ou a guache sobre papel, “com maestria e com uma certa tensão expressionista”, segundo avaliação de Emanoel Araujo. Tobias tem obra pouco pesquisada ainda, apesar da qualidade e do empenho do artista em desenvolver a técnica pictórica.

    • Benedito José de Andrade (1906-1979)
     Pouco conhecido ainda, o artista paulista realizou obras entre as décadas de 30 e 40. Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios, sendo aluno de Viggiani, Panelli e Enrico Vio. Recebeu vários prêmios e está inserido historicamente numa circunstância de intensa produção artística.

    • Emmanuel Zamor (1840-1917)
    Nasceu em Salvador, mas foi criado nas Europa pelos franceses Pierre Emmanuel Zamor e Rose Neveu, seus pais adotivos. Estudou música e desenho na Europa. Foi pintor e cenógrafo. Freqüentou a Academie Julian, em Paris, anos antes de Tarsila do Amaral. Voltou ao Brasil entre 1860 e 1862, quando parte de suas obras foi destruída em um incêndio no Brasil


    • Estevão Silva (1845-1891)
    Foi o primeiro pintor negro a se formar na Academia Imperial de Belas Artes e pode ser considerado um dos melhores pintores de natureza morta do século 19. Realizou igualmente pinturas históricas, religiosas, retratos e alegorias. A crítica ressalta a qualidade das composições do artista, realizadas com prodigalidade de vermelhos, amarelos e verdes.
     
    • Firmino Monteiro (1855 – 1888)
    Nasceu no Rio de Janeiro e teve infância atribulada. Exerceu várias profissões: encadernador, caixeiro e tipógrafo. Cursou a Academia Imperial de Belas Artes, onde foi aluno de Victor Meireles. Sua reputação se deve à pintura histórica e de gênero, mas executou pintura religiosa e principalmente paisagens.
     
    • João Timótheo (1879-1932)
    Artista de produção numerosa (deixou cerca de 600 obras), iniciou o aprendizado na Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Pintor, decorador e gravador, realizou paisagens, retratos, marinhas, pintura histórica e de costumes. Foi aluno de mestres como Rodolfo Amoedo e Zeferino da Costa.
     
    • Horácio Hora (1853-1890)
    Nasceu em Sergipe, onde fez os primeiros estudos. Viajou à Europa com subsídio do governo imperial. Em Paris, tornou-se freqüentador habitual do Louvre. Ganhou vários prêmios. Especializou-se em retratos, mas o trabalho considerado sua obra prima é a tela “Pery e Cecy”, inspirada na literatura de José de Alencar.
     
    • Rafael Pinto Bandeira (1863-1896)
    Aos 16 anos já estava na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Prematuramente reconhecido, o artista permaneceu por vários anos em Salvador onde foi professor de desenho e paisagismo. É considerado como um dos mais importantes paisagistas e marinhistas do século 19.
     
    • Wilson Tibério (1923-2005)
    Nasceu no Rio Grande do Sul e viveu durante longo período em Paris. O distanciamento do país, segundo Emanoel Araujo, o teria levado a pintar repetidamente motivos afro-brasileiros. O artista esteve no Senegal, de onde foi expulso por se envolver num movimento revolucionário. Faleceu na França.

    terça-feira, 15 de janeiro de 2013

    MURALISMO: Uma forma de arte pública



       O texto de hoje é sobre as pinturas em murais tao populares hoje nas cidades e no caso o movimento no qual ficou conhecido como Muralismo.

                 Muralismo: Uma forma de arte pública

    Valéria Peixoto de Alencar*
    Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

    *Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

    O termo muralismo, ou pintura mural, foi cunhado a partir das pinturas feitas no início do século 20, no México. Esses trabalhos eram realistas e monumentais.

    Contudo, a pintura feita sobre paredes é uma técnica antiga. É uma forma de arte pública, como o grafite, porém, diferentemente deste, tem estreita relação com a arquitetura, podendo explorar o caráter plano de uma parede ou criar o efeito de uma nova área de espaço.

    A técnica do afresco (aplicação de pigmentos de cores diferentes, diluídos em água, sobre argamassa ainda úmida) existe desde a Antiguidade. Muitas dessas pinturas ficaram conhecidas quando arqueólogos iniciaram as escavações de Pompéia, cidade destruída pelo vulcão Vesúvio. Também encontramos a mesma técnica na Índia e na China.

    No Renascimento, temos importantes artistas que revigoraram a técnica do afresco, como Michelangelo e suas pinturas na Capela Sistina. Conduto, após esse período a técnica entrou em decadência, somente retornando com força no século 20, com as vanguardas européias: fauvistas e cubistas, que faziam murais com características expressionistas e abstratas.

    Outro local onde a pintura mural ressurgiu no início do século 20 foi o México, momento também de forte efervescência política e social, marcado pela Revolução Mexicana (1910-20). Os artistas mexicanos viram no muralismo o melhor caminho para expressar suas idéias sobre uma arte nacional popular, engajada no momento revolucionário.
       
    •   Muralismo mexicano
    É durante o movimento revolucionário em oposição à ditadura de Porfírio Díaz que artistas mexicanos retomam a pintura mural, e não à toa, pois eles defendiam que a arte deveria ter alcance social, ou seja, deveria ser acessível ao povo. Daí a opção pelos murais, de caráter decorativo e/ou comemorativo, que ocupam os lugares públicos, rompendo com a pintura de telas e com os meios restritos de circulação das obras de arte, como galerias, museus e coleções particulares.

    Para elaborar seus murais, os artistas se inspiraram nas antigas culturas maia e asteca, na arte popular e no folclore mexicano do período colonial - e nas contribuições das vanguardas artísticas européias, sobretudo o
    expressionismo. Os artistas buscavam romper com a arte acadêmica, criar uma arte original e ao mesmo tempo moderna, autenticamente mexicana.


    Reprodução
    Diego Rivera. Indústria da cana-de-açúcar, 1930-32.

      (...). Fazer murais e afrescos com o compromisso de construir uma narrativa histórica sobre o país era a preocupação dos muralistas.

    Diego Rivera (1186-1957) é o pintor mural mexicano mais conhecido. Ele acredita na arte como uma forma de luta contra a opressão, um instrumento revolucionário. Rivera - juntamente com José Orozco e David Siqueiros - criou o movimento muralista mexicano. O trio afirmava: "Pintemos os muros das ruas e as paredes dos edifícios públicos, dos sindicatos, de todos os cantos onde se reúne gente que trabalha".


    Reprodução
    David Siqueiros. A marcha da humanidade: os soldados de Zapata(detalhe), 1966.

    Expor em murais a opressão do colonizador espanhol, da ditadura porfirista e da exploração capitalista norte-americana no México era a forma encontrada pelos muralistas para chamar a atenção do povo para esses problemas. Também pintavam murais, como o ciclo da História do México (Diego Rivera, 1930-32, Palácio Nacional), nos quais o povo mexicano é enaltecido, desde suas origens indígenas até a época revolucionária.

    Dica: Para ver mais murais mexicanos, conheça a Revista Encontrarte.


    Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/muralismo-uma-forma-de-arte-publica.htm

    terça-feira, 8 de janeiro de 2013

    FREQUENTAR MUSEUS E TEATRO MELHORAM A SAUDE.

      Este texto é mais um motivo para as pessoas frenquentarem locais culturais. Detalhe: Discordo totalmente com o texto/autor quando se fala: "As pessoas cultas que visitam museus" como se museu e teatro nao fosse um lugar para todos. Este adjetivo apenas reforça a resistencia das pessoas mais simples de visitarem lugares culturais e contribui para a (discriminaçao/elitizaçao) proposito este que esta que as comunidades culturais nao devem fazer e este blog nao incentiva.

    Você Sabia? Frequentar museus e teatro melhoram a saúde

    31/05/2011

       O estudo publicado na revista Journal of Epidemiology and Community Health (em portugues a traduçao é Jornal da Epidemiologia e Comunidade ligada a Saude) indica que consumir produtos culturais faz bem para a saúde

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                                             (Crédito: Dreamstime/Divulgação)
                                    (Crédito: Dreamstime/Divulgação)
    Pessoas que visitam museus e teatros têm saúde melhor até do que as que pintam e tocam instrumentos musicais
        As pessoas cultas que visitam museus e frequentam peças de teatro regularmente tem uma saúde melhor e uma vida mais satisfatória. É o que afirma o estudo publicado na revista Journal of Epidemiology and Community Health.
     
        A investigação foi coordenada por cientistas noruegueses e foi realizada com mais de 50 mil adultos. Tanto homens quanto mulheres que tocam instrumentos musicais, pintam e vão a teatro e museus em seu tempo livre têm saúde melhor e são menos propensos a sofrer de ansiedade e depressão. O efeito de bem-estar, entretanto, era mais notado em quem se interessa por produtos culturais do que pelos que realizavam atividades criativas.
     
        Os resultados mostraram que quanto maior o número de atividades culturais que a pessoa frequentava, maior eram os níveis de saúde e bem estar. De acordo com os autores, os resultados indicam que fazer parte de atividades culturais é importante para o cuidado da saúde.
      

    http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2011/05/31/831468/voce-sabia-frequentar-museus-e-teatro-melhoram-saude.html 

    quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

    POR QUE OS ESPAÇOS E OBJETOS PUBLICOS SAO DEPREDADOS?

     O texto de hoje nao tem uma relação totalmente direta com a arte e sim com a cultura e patrimonio e que vai interferir em alguns trabalhos artisticos que estao espalhados por cidades. Mesmo assim é importante este debate pois ele se reflete no nosso cuidado com nossos bens materiais e tambem com objetos artisticos que se nao estivessem sendo vigiados tambem poderiam sofrer consequencias destes atos (Um trabalho foi roubado na Bienal de Arte de SP. Isto tambem não é um tipo de depredação?). Estamos destruindo nossa identidade.

      Por que os espaços e objetos públicos são depredados?

     O que leva os moradores de nossas cidades a cometerem atos de vandalismo e depredação de patrimônio público? De escolas a orelhões, passando por pontos de ônibus, transporte público em geral, cabos de iluminação, lixeiras e até monumentos e esculturas, a destruição é sistemática e recorrente. Anos atrás, a revista Problemas Brasileiros, do Sesc SP, publicou uma matéria que traz alguns dados impressionantes sobre essa questão. Embora não sejam informações atualizadas, elas dão ideia da dimensão do problema.
    De acordo com a matéria, 25% dos "orelhões" da empresa Telefônica são destruídos todos os meses no Estado de São Paulo. A manutenção mensal consome R$ 1,2 milhão na recuperação dos aparelhos. No Rio de Janeiro, a prefeitura gasta R$ 200 mil todos os anos para repor partes de monumentos ou repor placas. Para se ter uma ideia, de 2002 a 2009 os óculos da estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, que fica em Copacabana, foram furtados sete vezes.
    Em Curitiba, nos primeiros seis meses de 2009, 11.285 ônibus tiveram suas janelas riscadas, gerando um custo de reposição de R$ 2,6 milhões. No mesmo período, as estações tubo tiveram um prejuízo de cerca de R$ 115 mil por conta da depredação. Em todo o ano de 2008 o sistema gastou R$ 350 mil para repor vidros, catracas, elevadores, corrimões e portas. Na cidade de São Paulo todos os meses 20% dos pontos e abrigos de ônibus são danificados. O custo mensal da manutenção desses equipamentos, em 2009, foi de R$ 600 mil de acordo com a SPTrans.
    O vandalismo também atinge o sistema de iluminação pública. De acordo com a reportagem, todos os meses 150 quilômetros de cabos usados na iluminação da capital paulista são furtados e 300 lâmpadas são substituídas diariamente. Nem os bueiros estão a salvo: 500 peças são roubadas mensalmente. Além disso, todos os meses desaparecem 400 placas de trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
    Por que isso acontece? A explicação mais recorrente que encontrei explorando o tema atribui o vandalismo à falta de educação das pessoas, de cidadania etc. Embora seja verdadeira, essa explicação não é suficiente. Me parece que há uma relação estreita entre a qualidade urbanística de nossas cidades e a ocorrência de atos de vandalismo. O fato é que a qualidade geral das nossas cidades é péssima — elas são mal cuidadas, mal mantidas, em grande parte autoproduzidas e depois consolidadas de qualquer maneira, sem cuidado: essa situação provavelmente confere um não valor às cidades.
    Outra dimensão que deve ser considerada é a qualidade e constância da manutenção dos espaços e equipamentos públicos. Um lugar como o parque Villa Lobos, em São Paulo, por exemplo, está sempre impecável. O metrô também está sempre limpo e bem mantido. Significa que não existe vandalismo e depredação nestes locais? Certamente, não. Mas a ação da administração desses espaços é rápida e permanente, o que provavelmente contribui para que haja menos depredação. Falta de educação e cidadania? Sim. Mas a cidade nos educa (ou deseduca também).

     Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/por-que-os-espa%C3%A7os-e-objetos-p%C3%BAblicos-s%C3%A3o-225029385.html




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