Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

MUSEUS E INCLUSAO SOCIAL

   Hoje no blog mostraremos dois mini textos que se complementam. Eles tratam sobre a importancia de o museu naos e isolar em apenas proteger seu patrimonio cultural mas tambem trazer cidadaos para o seu convivio e reforçar mais ainda a necessidade que temos em relaçao ao conhecimento de culturas e sua preservaçao nao ficando restrito em apenas um grupo de pessoas e sim a todos os grupos locais e externos

  MUSEUS E INCLUSAO SOCIAL

                                                                                                                       Gabriela Aidar


"Os Museus, como instituições culturais, podem executar um papel numa rede de elementos excludentes, ou por oposição, serem ferramentas para a inclusão social” (2002, p. 57).
O texto de Gabriela Aidar  parte do conceito de exclusão social, que, segundo ela, refere-se aos processos pelos quais um indivíduo, ou um grupo de indivíduos, encontra-se com acesso limitado aos instrumentos que constituem a vida social, e são, por isso, alienados de uma participação plena da sociedade em que vivem.
Proporcionando mudanças significativas em 3 esferas da sociedade: individual, comunitária e societária.
O trabalho com a Inclusão possibilitará ao museu reflexão sobre suas ações e práticas usuais e ao mesmo tempo a se repensar sobre que instituição é ele. Esse pensamento crítico possibilitará o entendimento de que o Museu não é neutro e que faz escolhas, e essas envolvem diversos segmentos da comunidade, que precisam igualmente ser representados. Aí entra o papel da comunicação museológica, que deve ser vista como um processo inclusivo, pois lidam com narrativas, conhecimento e patrimônio, assuntos esses pertinentes ao ser cidadão."

 Acessibilidade, Inclusão Social e Políticas Públicas nos museus                        

                                                                                                                                     Amanda Tojal

O museu, como instituição pública. deve ter como objetivo não somente a preservação do patrimônio cultural nele abrigado, como também
o importante papel de promover ações culturais enfocando o seu potencial educacional e de inclusão social. atuando como agente de conhecimento e fruição do patrimônio histórico. auto-reconhecimento e
afirmação da identidade cultural de todos os cidadãos.  Independentemente de suas diversidades.




Fonte: Ambos os texto foram retirado de artigos do site Museu e acompanhamentos

Proxima Postagem: Porque os objetos e patrimonio publico sao depredados  

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

REFLETINDO SOBRE PUBLICO - Turismo, Patrimonio e museus

    Bom dia, o tema de hoje é uma pesquisa que fizeram em relaçao a coleta de dados que dev(e/ia) se feita pelos museus sobre seus visitantes. Isso é necessario ser feito pois se querem publico precisam saber quem o frequenta (se é mais homens ou mulheres ou idosos, crianças e adultos) para poder direcionar melhor suas visitas.  Entao da proxima vez galera, se visitarem um museu e virem um caderno aberto para assinatura, assinem. Ele nao é enfeite, serve para melhorar a qualidade das exposiçoes e o conforto de quem o visita.
   Aqui esta o artigo sobre a pesquisa: 
*Obs Este texto foi retirado do site museu e acompanhamentos.


Refletindo sobre publicos  - turismo, patrimônio e museus

                                                         Isabela Andrade de Lima Morais 
 
    Era nossa necessidade então, conhecer a dinâmica do museu, o dia a dia de trabalho nos museus, e por fim, precisávamos entender quem era o visitante do museu, traçando o seu perfil, portanto iniciamos uma pesquisa para entender essa dinâmica. O que se encontrou, na maioria dos museus, foi uma ausência de pesquisa de público. E nos museus que pesquisavam o seu público, não havia uma organização sistêmica na coleta de dados; do ponto de vista do instrumento de coleta (questionário), da tabulação dos dados coletados e utilização dos mesmos.
    Os dados de 2011 presentes no catálogo Museus em Números, publicado pelo IBRAM, revelam que no Brasil 74,7% dos 3.025 museus cadastrados pelo Cadastro Nacional de Museus realizam pesquisas de público, sendo que pouco mais da metade (53,5%) realizam regularmente a pesquisa.  Diante dessa situação, resolveu-se criar mecanismos que pudessem obter informação sobre o visitante de museus. Assim formou-se o seguinte objetivo: criar um sistema unificado de coleta de dados sobre o público visitante nos espaços museus de Pernambuco. Criou-se então o SUPPEM (Sistema Unificado de Pesquisa de Público em Espaços Museais)

Proxima Postagem: Museus e inclusao social

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

TRILHAS E CAMINHOS PARA A PRODUÇÃO CULTURAL

  Como este blog tem como foco a cultura artistica e o patrimonio, nao poderiamos deixar de falar sobre a profissao de produtor cultural que tambem esta envolvida no assunto. Este profissional ajuda a desenvolver a cultura de um local desenvolvendo projetos e organizando eventos. Como é uma materia que surgiu a partir de pesquisa feita, entao ela possui muitos dados estatisticos e que nos ajuda a entender um pouco mais sobre estes profissionais que na maioria sao artistas interessados em promover a cultura e seus pares.

Trilhas e caminhos para a produção cultural

| quarta-feira, 21 novembro 2012

Gestão (ou produção) cultural é uma profissão que, apesar de recentemente ter sido compreendida como tal, ainda não é reconhecida formalmente no território nacional. (isso tambem acontece com profissoes antigas)

   Dos produtores/gestores culturais que responderam à pesquisa Panorama Setorial da Cultura Brasileira 2011/2012 - patrocinada pela Vale e Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet -, 64% afirmam terem começado a produzir por ter surgido a oportunidade; 47% por serem artistas e, assim, terem se tornado produtores de seus próprios trabalhos; 31% sugeriram que a produção de projetos culturais é um meio para conseguirem atingir sua vocação real, a artística; 25% e 19% indicaram a influência de amigos produtores e da família de artistas, respectivamente; e 25% ingressaram na atividade por pertencerem a um grupo artístico que precisava de produtor.

  Porém, nestes números, existem mais informações para entendermos – de onde vem? – este produtor, que não constam do relatório da pesquisa, publicado em agosto de 2012.
    
   Destes todos, vale ressaltar um dado muito representativo: 52% dos pesquisados tiveram a oportunidade de se iniciar na atividade por serem artistas – ainda que apenas 20% dos produtores tenham afirmado este como principal motivo para o exercício da produção. Nesses casos, a perspectiva pessoal incentivou em muito o exercício da atividade. Além de ser artista, “a paixão (que tenho) pela cultura, pela arte, pela história brasileira (…) motivou o meu ingresso na atividade”, conta um artista-produtor entrevistado.

   Claro que a necessidade também entrou em ação na hora de ‘motivar’ os artistas a exercerem a função de produtores. 41% dos artistas-produtores – 21% do total de produtores entrevistados – pertencem a um grupo artístico que precisava de alguém para produzir.

   O interessante é que, dos artistas que se tornaram produtores, apenas 7,5% enxerga os artistas brasileiros como “artistas-produtores”. Nesta perspectiva, apontam que os artistas que se produzem são “muito criativos porque fazem de tudo um pouco, carregam e tocam o piano ao mesmo tempo (…) desde a criação do projeto até sua finalização”, “multiplicam-se para atender o público”.

   O índice de 7,5% de “artistas-produtores” para definir os artistas brasileiros também representam a perspectiva dos produtores que não são artistas.

    Esses números são constrastantes com o percentual de produtores que ingressaram na atividade por serem artistas. Porém, tornam-se irrelevantes se comparados com os 76,5% de artistas que se tornaram produtores e vêem os artistas brasileiros como alguém “dedicado/apaixonado” e, assim, natural que toda e qualquer tarefa seja realizada em nome de sua arte.

  Em geral, essa percepção apareceu ligada à obstinação do artista em desenvolver sua atividade artística, mesmo que em situações adversas. Isto os faz “guerreiros apaixonados pela causa”, já que “não têm o apoio de ninguém – governo, patrocinador – e têm muita dificuldade para sobreviver”.

  Destes mesmos artistas que se tornaram produtores, 34,5% verificam que os produtores são viabilizadores, “pessoas importantes dentro dos projetos”, que “permitem que os artistas trabalhem e mostrem seu talento e seu trabalho”. 29% dos entrevistados que não são artistas enxergam os produtores da mesma forma, caracterizando-os como “intermediadores da arte e do patrocínio”.

   Para 32% dos artistas-produtores, os produtores culturais são guerreiros, heróis por trabalharem em um mercado em que “as dificuldades são imensas como, por exemplo, ter pouco incentivo, respeito e informação geral sobre a profissão”. Isso é percebido por 27% daqueles que não são artistas.

  Já 29,5% dos artistas-produtores verificam que são “profissionais que desenvolvem, planejam e executam projetos culturais”, contra 15% dos não artistas, que compreendem o produtor como “articuladores que fazem tudo num projeto cultural”, já que “é difícil montar uma equipe com bons profissionais (…) cabe ao produtor fazer tudo ao mesmo tempo, atuar em várias frentes”.

  Será mesmo por isso que ingressaram na atividade?
Dos produtores que desenvolveram e explicaram em maiores detalhes por que produzem (6,2% do total dos entrevistados), 26% afirmaram que o que os motiva são questões sociais, como “viabilizar o resgate do nosso patrimônio cultural de bens, móveis e imóveis”, ou ainda a “melhor qualidade cultural da cidade”.

   “O que me faz produzir é ajudar as pessoas de menor poder aquisitivo a terem acesso à cultura” e “ajudar as pessoas” foram explicações que caminharam no sentido de fazer com que o papel do produtor se assemelhe com funções filantrópicas e, às vezes, assistencialistas. Será?

   Certamente este não é o ponto de vista de um grupo menor de produtores. 6,5% deles acreditam que a produção é um negócio e constituem um “empreendimento (…) na área cultural”.

   Há também os que acreditam no trabalho de produção e se realizam pessoalmente a partir dele. Esse é o caso de 29% dos respondentes que explicaram melhor os motivos que os levaram  a produzir; seja por “realização pessoal” ou pela “satisfação do trabalho”, seja pela crença em alguma manifestação ou arte como “a paixão pelo cinema” ou “pela história (…) mineira”. Já outros 17% dos que detalharam seu início na atividade discorreram sobre a necessidade de promover seus próprios trabalhos e entenderam a produção como “única maneira de colocar a visibilidade no meu trabalho”.

   Já nem 1% dos que explanaram sobre o que os levou a produzir, sugeriram que sua formação acadêmica os orientou nesta direção. Também nesta mesma representatividade, verificam-se aqueles que produzem como necessidade gerada por outro trabalho como, por exemplo, “consequência do trabalho como diretora de escola” ou pela “oportunidade (gerada) por desenvolver atividades com crianças”.

    Sejam quaisquer dos motivos que tenham sido detalhados, percebeu-se que a atividade da produção cultural ainda não apresenta formação orientada para seu exercício. Além disso, seu não reconhecimento acarreta em mercado não estruturado que, além de permitir posturas das mais amadoras às mais profissionalizadas, favorece as mais distintas maneiras de ingresso na atividade.
Há o que se pensar!

   *Matéria escrita a partir de base de dados originária de questionário aplicado com proponentes de projetos inscritos na Rouanet, em entrevistas realizadas por telefone no mês de abril de 2011. Mais informações sobre a metodologia desta pesquisa em www.panoramadacultura.com.br.

fonte: http://www.culturaemercado.com.br/analise/trilhas-e-caminhos-para-a-producao-cultural/ 

Proxima Postagem: Refletindo sobre publicos: Turismo, patrimonio, museus

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

É PRECISO MOSTRAR QUE AS ARTES VISUAIS SAO IMPORTANTES

  Este é um texto que parte do local para o particular mas é importante para toda a classe artista visual sendo assim por ser mais especifico o texto nao se encontra na integra. *[] partes incluidas por mim.

É preciso mostrar que as Artes Visuais são importantes


   É cada vez maior a preocupação da classe artística em mudar o panorama atual da gestão pública de cultura no Rio Grande do Norte [nao so la mas em todo o país]. Movimentos independentes são organizados para realização de eventos culturais sem apoio público e para discutir ações para a área. E é dentro desse contexto que o Fórum de Artes Visuais do RN (FAV-RN) elaborou um documento com uma série de propostas de políticas públicas para o setor e entregou ao gabinete da Fundação José Augusto (Leia a íntegra do documento aqui).

   As propostas tem como base o Plano Nacional de Artes Visuais, que ainda está em processo de construção, mas que já estabelece diretrizes para o setor[...]. 

   Segundo Sanzia Pinheiro, ex-chefe do Núcleo de Artes Visuais da Funcarte e  uma das que participam do FAV-RN, o momento é de construção. “Uma Secretaria Estadual de Cultura está prestes a ser criada e é importante que se escute os profissionais que trabalham com as artes visuais e se discuta políticas públicas adequadas para esta área específica”, diz.

   Outro que participa do Fórum é o artista plástico paranaense e vice-chefe do Departamento de Artes da UFRN Marcos Andruchak. “Eu desconhecia o mercado das Artes aqui do Estado. Só quando vim morar em Natal que percebi que a produção é boa. Temos artistas de qualidade espalhados por aí que poucos conhecem, pois não tem apoio para expor ou produzir suas obras. O que falta mesmo são políticas públicas permanentes. Sabemos que podemos melhorar a situação atual e isso se faz por meio da união. Queremos mais oportunidades”, comenta.

   Sanzia também concorda com a qualidade artística local e fala que a visibilidade fora do estado pode ser melhor. “Organizei e participei de várias curadorias e é comum os curadores falarem positivamente sobre a produção daqui. Eles se surpreendem porque em outros estados não se tem conhecimento das artes potiguares [na verdade nao temos noçao da qualidade de muitos estados aqui ja que o país é grande e normalmente os artistas preferem se fechar enquanto momento de produçao se abrindo somente em exposiçoes]. É uma das intenções da gente conseguir o apoio público para se dar mais visibilidade. Queremos dar um foco nas Artes Visuais, assim se verá mais nomes aparecendo no cenário nacional”, fala.

  Situação dos espaços expositivos e diversidade de linguagens

Dentre as várias propostas para a área, o Fórum de Artes Visuais do RN espera que haja ampliação, aperfeiçoamento e atualização do quadro de professores de artes para o ensino fundamental e médio; criação do curso de Artes Visuais na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte; incentivos para o empreendedorismo cultural; criação de um conselho permanente de Artes Visuais para assessoramento direto de todos os projetos voltados para o setor; além de ações como melhorias no funcionamento de espaços culturais públicos.

  “O RN tem vários espaços expositivos, falta movimentá-los. É preciso abrir editais para ocupação, fazer cronograma de exposições com lista de artistas convidados de fora do Estado.[...]

  “Há espaços, mas se não estão sendo usados, é como se eles não existissem”, comenta Andruchak, que também atenta para um fato, [...]

   O Fórum reconhece a importância de manifestações artísticas tradicionais, mas espera que o poder público busque apoiar a arte em suas variadas linguagens, sem restrições ou privilégios, como aponta Sanzia. “Todas as linguagens precisam ser incentivadas. [...]”.

   Questionado sobre o interesse dos potiguares pela arte, Andruchak pensa um pouco e responde. “O poder aquisitivo do Natalense é alto. Essas pessoas podiam estar consumindo arte, mas por que não consomem? Porque elas não conhecem. Não tem acesso a produção local. Se elas não conhecem, elas vão comprar outro carro, ou vão fazer uma viagem. As pessoas o tempo todo pensam em arte. Na hora de comprar se observa o design de um carro, ou a cor de uma roupa ao mesmo tempo em que se pensa na eficiência do produto. A arte está em todos os lugares. Mas é preciso mostra que ela é importante”.

Sobre o Fórum

O  Fórum  de  Artes  Visuais  do  Rio  Grande  do  Norte  (FAV-RN) é um espaço autônomo e apartidário de reflexão e discussão. Criado em agosto de 2010, o Fórum é formado por artistas, professores/educadores, estudantes, pesquisadores, críticos, produtores e gestores, que se reúnem mensalmente no SEBRAE/RN para debater temas relacionados às artes visuais no Estado e no país. O FAV-RN faz parte da grande rede brasileira em torno de fóruns estaduais e, a nível nacional, do Colegiado Nacional de Artes Visuais, para refletir, discutir e sugerir novas políticas públicas para a área.

fonte: http://revistacatorze.com.br/2011/e-preciso-mostrar-que-as-artes-visuais-sao-importantes
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