Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CERAMICA: pequena historia e tecnicas

      A palavra cerâmica é derivada do grego kéramos que significa argila. O termo é usado para definir a manipulaçao das argilas na produção de artefatos diversos.
Pote usado como urna funerária      As peças mais antigas datam de 24.500 a.C. As características do barro que depois de molhado, amassado, moldado e queimado permite o armazenamento de grãos ou líquidos, tornaram esse material de suma importância para as civilizações, a ponto de se poder situar o estado cultural de um povo através do estudo dos seus artefatos cerâmicos.
      No Brasil pode-se localizar uma variada produção cerâmica dentro das diversas sociedades indígenas, as mais antigas com 8 mil anos e a mais famosa da Ilha de Marajó.
Modelos variados encontrados em São Luis do Maranhão     Já no Brasil colonial o uso constante dos azulejos na arquitetura que cruzou várias épocas, chegou até nós através dos portugueses.
Com o tempo a cerâmica evoluiu para múltiplos usos e chegou até os nossos dias por conta da contribuição de todos os povos desde os gregos até europeus e norte-americanos.

fonte:http://www.viladoartesao.com.br/blog/2008/04/ceramica-historia/

     A cerâmica pode ser composta por vários tipos de matéria-prima como: feldspato, sílica, quartzo e argila. Dependendo do material e da técnica utilizada obtém-se cerâmicas com características diferentes que dão à elas uma classificação específica: terracota ou louça de barro, cerâmica vidrada, grês e faiança.
     A técnica e o material mas simples originam a terracota que é produzida a partir de argilas naturais queimadas em fornos bem rudimentares à base de carvão vegetal. Todo o processo é extremamente simples.

fonte: http://www.viladoartesao.com.br/blog/2008/05/ceramica-materiais-e-tecnicas/

  O que vai definir em que a argila se transformará é o tipo de queima e o material (pigmentos) a ela misturado.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

ARTE – EDUCAÇÃO: EDUCAÇÃO PELA ARTE OU EDUCAÇÃO ARTÍSTICA?

 
                                                                          
Este é um texto que foi copiado a seguir é de autoria de Silvia Cruz formada em artes plasticas publicada em seu blog. Achei interessante as diferenciações que ela fez sobre a arte, educação artistica e arte-educação que muitas vezes achamos que é a mesma coisa e nao é assim como belas artes, artesplasticas e artes visuais. Enfim tudo é arte mas com focos diferenciados. Entao vamos a ele:
 
Arte – educação, Educação pela arte ou Educação Artística? 

A discussão sobre a terminologia utilizada para denominar a disciplina que ensina Artes, no ensino fundamental e médio, é importante, pois evidencia como essas diferentes nomenclaturas não são idênticas, pelo contrário, cada uma delas aponta para diferentes concepções do ensino da Arte.
 
Direi logo a terminologia que considero a mais coerente com a minha concepção de ensino da arte.
 
As escolas devem aderir a nome Arte para a disciplina que ensina Arte, simples assim. Sem associação com outras áreas, sem pedir licença e sem explicações, assim como Português, Matemática e tantas outras disciplinas.  A  Arte possui questões teóricas, práticas e históricas a serem ensinadas aos alunos: como se dá a construção do pensamento através das imagens, suas implicações na criação e no cotidiano do aluno, como se desenvolvem processos criativos e como entende-los, as diversas formas de ler uma imagem, os diversos suportes da arte, as questões próprias da arte contemporânea etc. Todas esses são assuntos complexos e próprios da Arte, não passam pela educação. A Arte não é necessariamente parte da educação, por isso, sem hífen, sem / e sem eufemismo que nossa disciplina seja nomeada Arte e ponto.
 
Muito comum ainda hoje é o termo Educação Artística. Foi oficializado por uma lei na década de 1970 que visava incorporar a educação escolar as atividades artísticas porem de maneira incompleta e empobrecida. Muito do fracasso nesta incorporação das Artes no ensino esta no fato dessa lei ter tido como consequencia a formação de professores polivalentes: formando profissionais em artes plásticas, música e artes cênicas em um curso de curta duração (duração de 2 anos).

Infelizmente essa é uma concepção ainda muito disseminada por antigos e novos professores. São aqueles profissionais que vão para a sala de aula na intenção de apresentar as mais diversas técnicas possíveis de maneira descontextualizada. É a partir dessa concepção que as inúmeras aulas de “reciclagem” de “releituras” de imagem são disseminadas e repetidas em uma infinidade do que eu chamo de aulas/tutoriais.
 
O termo Educação pela arte aponta para a ideia de fusão perfeita entre arte e educação. Caracteriza-se por uma relação subjetiva com o mundo e visa uma formação cultural e humanística. Tem origem nas ideias do filósofo suíço Herbert Read (1948) que enfatiza a arte não apenas como uma meta na educação, mas também como parte integrante do seu próprio processo, que é por sua vez considerado também criador.
Teve pequena repercussão na forma de atuação dos profissionais da educação, no entanto, foi uma influência que possibilitou pensar as proximidades entre arte e educação e em suas influências recíprocas.
A Arte-educação é um movimento que surge no final da década de 1970, fora da educação formal, buscando novas metodologias e formas de ação dos professores. Visa valorizar o professor e reavaliar suas formas de atuação. Esse tipo de concepção do ensino considera:
“o espaço da arte-educação é essencial à educação numa dimensão muito mais ampla em todos os seus níveis e formas”.
“...nesse sentido, cabe, então, ao arte-educador o papel de agente capaz de transformar a escola e a sociedade.”
O papel transformador do professor de artes, na minha opnião, passa primeiramente pela sua eficiência em ensinar todos os aspectos de sua disciplina. É impreterível que o professor de Artes tenha como objetivo principal o ensino de todas as dimensões e aspectos de sua disciplina para só então assuma o também importante papel interdisciplinar da Arte e possa atentar as atuações da arte como agente transformador da escola e da sociedade. Isto porque um agente transformador se torna insipto se não é  conhecido  por seus professores e  alunos. 
Como conclusão retomo o que disse anteriormente, o nome Arte é suficiente, libertador e aponta para uma forma mais completa  do ensino da Arte. É importante ainda que independente da terminologia, a arte nas escolas seja sempre repensada conceitualmente por professores reflexivos e ativos.

fonte: arteimagemcotidiano.blogspot.com.br/2012/08/arte-educacao-educacao-pela-arte-ou.html

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A IMPORTANCIA DE SE INVENTARIAR OS OBJETOS



    O texto de hoje é sobre a importancia de catalogar, inventariar objetos e parte de um assunto especifico (regiao do Rio de Janeiro) que ao mesmo tempo é geral (desvorização e falta de catalogação dos arquivos). Antes de começa-lo sempre é importante mostrar o significado de algumas palavras para se entender / compreender o assunto. Ambas as palavras estao no sentido ligado ao patrimonio; vamos lá?
   Obs: Ele foi editado pois algumas

Inventario: [Figurado]  Inscrever ou mencionar pormenorizadamente, ou seja, nos minimos detalhes.


Catalogação: derivação fem. sing. de catalogar


1. Inscrever em catálogo.

2. Agrupar e classificar elementos. = INVENTARIAR

3. Qualificar. = ETIQUETAR, ROTULAR

Tombamento:  Fazer o tombo (de terras); verificar as demarcações; arrolar, registrar.
 

RJ – Inventário de arte sacra vira museu na Baixada
by Silvana Losekann • 29 de julho de 2012 

    Para proteger o acervo de arte sacra do Rio, o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) saiu a campo para levantar os bens móveis guardados em igrejas do estado. Iniciado em 2008, o trabalho já rendeu dois volumes de um inventário que só deverá terminar em 2014 e, até o momento, conta com mais de dez mil peças catalogadas. Tem imagens de Nossa Senhora, santos protetores, querubins, retábulos e pias batismais, entre outros objetos que, uma vez listados, poderão ser mais facilmente preservados. Mostrar à população parte dessas relíquias também é uma meta que deverá ser alcançada, em 2013, pela Diocese de Nova Iguaçu. Motivada pelo levantamento, ela espera abrir o primeiro Museu de Arte Sacra da Baixada Fluminense.
    Historiador e responsável pelo Arquivo Histórico da Cúria de Nova Iguaçu, Antonio Lacerda de Meneses diz que a instituição tem a maior fonte documental da Baixada, com originais datados de 1640.(...)
   - Fala-se muito do barroco de Minas e da Bahia, mas a Baixada tem rica produção de imagens. 
Região tem igrejas tombadas pelo Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural)

   Cidades como Angra, Paraty e Rio já têm museus do tipo, mas o historiador acha que há pouca divulgação do acervo. 
     Os dois primeiros volumes do inventário do Inepac abrangem a Baixada Litorânea e o Norte e Noroeste fluminenses. Atualmente, os pesquisadores atuam na Região Serrana, no Médio Paraíba e no Centro-Sul do estado. Embora Nova Iguaçu já esteja colaborando com o Inepac, as regiões de Baixada, Costa Verde, Niterói e São Gonçalo só serão visitadas no ano que vem. Já o Rio ficará para 2014.
     Paulo Vidal, diretor-geral do Inepac, diz que o inventário não é um trabalho apenas para quem gosta de arte, mas fundamental para o futuro dos acervos.
     - Temos que despertar o sentimento de pertencimento, mostrar à população o que significa aquilo que, para ela, era só uma estátua – conta Paulo, que também pretende chamar atenção para peças que desapareceram de igrejas nos últimos anos. – Há um arquivo com cerca de cem peças desaparecidas. Esse é um trabalho de formiguinha. O inventário é um trabalho de salvamento. Fazemos pesquisa de campo, localizamos a peça, identificamos e analisamos as condições do material.
     Começar o trabalho pelo interior não foi por acaso. Segundo o Inepac, havia uma “sangria” maior nesta região, por falta controle dos bens.
    - Algumas cidades não têm noção da importância histórica. (...)
Para controlar melhor o acervo, o Inepac criou endereços na internet, abertos à consulta popular: www.artesacrfluminense.rj.gov.br e www.bcp.rj.gov.br. Por Ediane Merola – Agência O Globo

fonte: http://www.defender.org.br/rj-inventario-de-arte-sacra-vira-museu-na-baixada/

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A UTILIDADE DA ARTE

  Continuando a postar textos sobre arte discutidos por alguns artistas de varios ramos artisticos, seguimos com este A utilidade da artw

Fiodor Dostoievski Fiodor Dostoievski Russia
1821 // 1881 Escritor

    A Utilidade da Arte -

 Mas, com licença - dirão os senhores - em que se funda; que razão concreta a sua para dizer que a arte nunca pode ser contemporânea e não corresponde à realidade quotidiana?
Respondemos.
  Em primeiro lugar, se tomarmos em conjunto todos os factos históricos, principiando no começo do Mundo e acabando nos nossos dias, veremos que a arte esteve sempre com o homem; respondeu sempre aos seus anseios e ao seu ideal; ajudou-o a procurar este último... foi co-natural com ele, evolucionou em uníssono com a sua vida histórica e morreu também ao mesmo tempo que a sua vida histórica.
    
   Em segundo lugar (e isto é o importante), o génio criador, base de toda a arte, vive no homem como manifestação de uma parte do seu organismo, mas vive inseparável do homem. De onde se conclui que o génio criador não pode tender para outros fins que não sejam os que visa o próprio homem. Se seguisse outro caminho, quereria dizer que se separara dele. 
    
    E, por conseguinte, teria infrigido as leis da natureza. Mas o homem enquanto são não viola as leis da Natureza (de maneira geral). De onde se conclui que não há nada a temer no que diz respeito à arte: esta não atraiçoará a sua missão. Viverá sempre na vida real e presente do homem; não pode fazer outra coisa. Por conseguinte, sempre se manterá fiel à realidade.
   Claro, o homem sempre pode, no decurso da sua vida, afastar-se da realidade normal, infringir as leis da natureza: então a arte, arrastada atrás dele, também se afastará. Mas isto só prova a sua íntima, inquebrantável união com o homem, a sua eterna fidelidade ao homem e aos seus interesses.
    Mas voltamos a repetir que a arte só será fiel ao homem enquanto não servir de obstáculo ao seu desenvolvimento.
   Assim, o primeiro dever, neste ponto, é de não coibir a arte seja com o que for capaz de a entravar ou de a afastar para fins diversos, não ditar-lhe leis que, mesmo sem isso, já não são poucos os escolhos com que ela tropeça no caminho. Não lhe faltam seduções e aberrações inerentes à vida histórica do homem. Quanto mais livremente se desenvolver tanto mais normalmente actuará e tanto mais depressa encontrará o seu caminho quotidiano e «útil». E sendo os seus interesses e os seus fins idênticos ao do homem, a que serve e de quem é inseparável, quanto mais livre for o seu desenvolvimento tanto maior utilidade trará aos mortais.

Fiodor Dostoievski, in 'Diário de um Escritor' 

http://www.citador.pt/textos/a-utilidade-da-arte-fiodor-dostoievski 
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