Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 30 de agosto de 2011

SOBRE o CARTAZ NA ARTE e a ARTE PUBLICITARIAia

Cartaz de Toulosse Lautrec

  • A Arte do Cartaz
    A história do cartaz publicitário está intimamente ligada à da litografia. Esta técnica de impressão foi inventada por um compositor e autor de peças de teatro húngaro, Aloys Senefelder (1771 – 1834), que procurava imprimir, a baixo preço, as suas próprias partituras musicais. O processo baseia-se no princípio da repulsão entre a água e substâncias oleosas, uma pedra de calcário e uma placa de zinco ou de alumínio, para servir de base. Em 1816 abre em Paris a primeira impressora litográfica. Esta técnica permite a produção e difusão de imagens em massa, devido ao seu baixo custo. Os pintores e ilustradores rapidamente a adotaram e deram-lhe a importância que ainda hoje tem. A litografia também serviu de base às modernas técnicas de impressão, nomeadamente a offset.
  • A arte publicitária
      O pintor francês Jules Chéret é o primeiro, em 1860, a criar cartazes publicitários de carácter artístico. Ele teve a ideia de combinar a imagem com um texto curto, que permite uma leitura rápida e a percepção clara da mensagem. Foi Chéret o primeiro a compreender a importância da dimensão psicológica da publicidade ao elaborar cartazes baseados na sedução e no impacto emocional. Para tal utiliza a imagem da mulher, bela e etérea, viva e alegre... A cromolitografia, que ele aperfeiçoa, permite-lhe obter rapidamente grandes tiragens, à medida que adquire o controle perfeito das cores. A utilização de pedras de grande porte permite a produção de cartazes enormes, visíveis à distância. Graças a tintas resistentes à chuva, torna-se possível a afixação de cartazes no exterior, nas paredes e nas colunas para cartazes: nasce a arte mural. A paisagem urbana parisiense muda completamente: ao criar imagens de grande formato,com cores vivas e ilustrações sedutoras, Chéret sabe atrair como ninguém o olhar do espectador e abre assim o caminho à arte publicitária. Em finais do século XIX, muitos outros pintores seguem a tendência e se dedicam a esta arte, cujo estilo vai evoluir com os diferentes movimentos artísticos da época.
  • Os estilos
   Com a invenção do trem na segunda metade do século XIX, as companhias de caminhos de ferro como a PLM (Paris-Lião-Mediterrâneo) fazem numerosas encomendas aos artistas a elogiarem as estações de veraneio do litoral e da montanha, em particular as da Côte d’ Azur. Em todas as gares de França e nas paredes de todas as grandes cidades europeias surgem vistosas imagens sedutoras, típicas da época, e que vão criar o mito da Riviera. As suas dimensões, padronizadas, são condicionadas pelos painéis de afixação das gares e dos sindicatos de iniciativa. Os cartazes revelam paisagens magníficas, de céu sempre azul, uma vegetação exótica e luxuriante, palácios de luxo, personagens elegantes e locais de espectáculos, de festas e diversões... Um dos representantes mais ilustres desta corrente é sem dúvida o pintor de cartazes Hugo d’Alesi, com as suas tiragens ricas em cores, que ele apelida de simili-aquarelas, de tanto se parecerem com pinturas; mas também podemos citar Willette, Julien Lacaze, Henri Ganier, dito Tanconvill.
    As imagens de traço rebuscado onde a representação da mulher é onipresente, são realçadas com decoraçõe florais, cartelas e medalhões. Estes cartazes convidam ao veraneio a aristocracia e a alta burguesia da Europa e da América e fazem sonhar toda uma população que não tem os meios de custear a viagem. Numa época em que as férias ainda estavam reservadas a uma élite, os cartazes ofereciam evasão e exotismo instantâneos aos curiosos que ao tempo se entretinham a admirá-los.
     Por volta de 1920, após a Primeira Guerra Mundial, o estilo figurativo e pesado dá lugar a um novo estilo que se inspira na Arte Déco. O detalhe desaparece para se valorizar a forma e a cor, a imagem de traços escorreitos e com vários planos coloridos. E assim a clássica representação da paisagem é trocada por outros temas mais simbólicos, que tornam a mensagem publicitária mais direta, e o cartaz lê-se numa olhadela. Roger Broders, um dos maiores pintores de cartazes deste período, cujo lema era «passamos, vemos, registamos» realiza uma série completa sobre as principais estações da Côte d’Azur. As imagens que acompanham o texto, próximas do cubismo e da tipografia, são tratadas com uma preocupação de equilíbrio, como tão bem o demonstra o cartaz sobre a Escola de Esqui da Côte d’Azur de Simone Garnier. É nesta mesma época que o muito mundano Jean-Gabriel Domergue inventa a pin-up sensual e a estrela traquina como a jovem do cartaz de Monte Carlo.
    Após a Segunda Guerra Mundial, cerca dos anos 50, surge um novo estilo, o do cartaz dito de artista ou de galeria. Os grandes mestres como Picasso, Matisse e Chagall vão experimentar a técnica litográfica para produzir cartazes, entre outras coisas. As encomendas das câmaras de cidade e dos organismos de turismo geram inúmeras criações para a promoção da Côte d’Azur ou o anúncio de manifestações culturais: eventos artísticos, festivais de música, exposições de pintura.
   Hoje o cartaz é considerado como um medium artístico de pleno direito, refletindo a evolução das correntes artísticas. Os da Belle Époque, embora tenham sido impressos em grandes tiragens (que chegavam a 5.000) tornaram-se muito raros. Testemunho precioso da nossa história, de alguns deles apenas resta um ínfimo número de exemplares. Ciosos da sua preservação, as instituições patrimoniais, em especial os Arquivos Provinciais, trataram de os colecionar.
  • A Côte d’Azur e o cartaz
 *Os artistas e pintores de cartazes e a Côte d’Azur

    O filósofo Nietzsche não foi o único a se apaixonar por este «paraíso francês». Desde a Belle Époque, a Côte d’Azur, terra de eleição, cativa muitos escritores: Prosper Mérimée, Guy de Maupassant, Guillaume Apollinaire. Mas foram os pintores que marcaram indelevelmente a história da região, atraídos pela sua luz incomparável, brilhante e contrastada a um tempo, e que possibilita novos caminhos na evolução da sua arte. A começar pelos impressionistas, como Claude Monet, que estadia várias vezes na Côte (em 1884 e 1888) onde pinta, infatigável, as paisagens a diferentes horas do dia.
   Na primeira metade do século XX, a descoberta da região pelos pintores modernos como Matisse, Dufy, Cocteau, Picasso, Chagall, Léger, Braque, Miró e Carzou leva alguns deles a instalarem-se aí definitivamente. A seguir à guerra vêm juntar-se-lhes outros, como Hilaire e Tobiasse. A sua presença na Côte vai dar origem a uma intensa vida artística. As exposições sucedem-se nas galerias de pintura que abrem as suas portas. O «cartaz de artista», popularizado nos anos 20 pelo litógrafo-tipógrafo parisiense Fernand Mourlot, tem então uma expansão considerável. Criado para anunciar eventos culturais, depressa se transforma num novo meio de expressão. Reforçados pela sua fama, considerados como os melhores embaixadores de uma região que tanto amam, os pintores recebem por sua vez numerosas encomendas de cartazes para a promoção turística da Côte d’Azur. E logo o tipógrafo Mourlot se afirma junto destes artistas, fazendo alguns descobrirem a técnica da litografia.

Fonte: http://www.artmuseum.gov.mo/showcontent.asp?item_id=20050430020100&lc=2 

Proxima postagem 06/09 proporção da beleza na arte

terça-feira, 23 de agosto de 2011

SOBRE O DESENHO - Texto da mesma autora de "ARTE E ARTESANATO: porque barreiras"

   
   Ola gente, percebendo o sucesso do post da Ana Crocomo (http://lauraartes.blogspot.com/2010/03/arte-e-artesanato-por-que-barreiras.html), pedi a ela mais um texto para ser compartilhado aqui caso pudesse e ela apresentou seu trabalho final de conclusão no curso de artes que faz parte do texto dela postado anteriormente. Como é um texto de faculdade é preciso sempre ter alguem como referencia durante a escrita, por isso as citações. Alem disso, seu texto era mais sobre seu trabalho pessoal então coloquei as partes mais gerais ligadas a arte.  Espero que gostem tanto quanto do outro texto. 
      Um abraço
 
DESENHO E ORNAMENTO: QUESTÕES PARA PENSAR O GESTO ARTÍSTICO

“Em arte não existe deve-se. A arte é eternamente livre. A arte foge dos imperativos, como o dia da noite”.[1] Kandinsky diz, ainda, que há um Principio da Necessidade Interior, que é o princípio do contato eficaz da alma humana, em que o artista se baseia para encontrar harmonia nas formas e cores. Cada artista, então, deve buscar o que lhe é singular, a partir de suas inquietações, sensibilidades e percepções. Assim, neste mesmo texto, o autor afirma que “o artista quer ele mesmo exprimir-se e escolhe tão-só as formas que lhe são próximas”. 

 KANDINSKY, Wassily. Do espiritual na arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996. p. 81.
[1] Ibid., p. 85.
 
     Durante muito tempo o desenho foi visto apenas como uma ferramenta para o esboço de outras artes “maiores”, como, por exemplo, a pintura, que seria composta por dois itens, o desenho e a cor. Jacqueline Lichtenstein, em seu livro A Pintura – O desenho e a cor, retoma esta discussão, presente desde o século XVI. Sobre o embate a respeito da importância do desenho ou da cor como fator essencial à arte da pinturaA autora afirma que esta oposição é mais teórica do que prática.
 
Gabriel Blanchard, um dos autores citados por Lichtenstein, no texto Conferência sobre o mérito da cor, de 1671, defende a supremacia da cor na pintura.Já Charles Le Brun, em Opinião sobre o discurso do mérito da cor pelo Sr. Blachard, de 1672, em oposição, defende a supremacia do desenho sobre a cor.
O desenho era visto, primeiramente, como um auxiliar da pintura e não como uma expressão artística independente, ele era usado a serviço de algo tido como maior. Le Brun cita ainda a importância do desenho para a arquitetura e para a escultura. É como escreve Maria José S. T. Passos, no capítulo Havia uma linha esperando por mim: conversas com Lizárraga, do livro Disegno. Desenho. Desígnio.:

Se nos remetermos à história da arte, o desenho aparece em muitos momentos sob a forma de um estágio preparatório para obras que se concretizariam por meio de outros meios expressivos. O desenho estava aí como um registro do pensar do artista ou do arquiteto, algo que mais tarde se transformaria em pintura, escultura, gravura, edificação... O desenho era apenas um local de passagem, um esboço, um apontamento. [1]

Em boa parte da história da arte moderna, tanto o desenho como a pintura, serviram para representar e retratar a realidade. Ao invés do enquadramento do fotógrafo, as representações contavam com a expressão e imaginação do artista, embora frequentemente seguissem os cânones estéticos da tradição e o estilo da época. Ainda segundo Passos, é a partir do século XX “que o desenho ganha status de linguagem autônoma, embora continue representando um espaço para pensar e projetar, mas se liberta dos bastidores da obra, ganhando independência e tornando-se dela o protagonista”.
O desenho continua sendo amplamente utilizado como registro, pela sua simplicidade e acessibilidade. Desenhar é uma forma rápida de registrar e esboçar uma idéia, independente de qual seja o suporte. Por vezes é a forma mais fácil, até mesmo, de explicar algo a alguém de forma clara. Os livros de artistas estão presentes na arte contemporânea de forma bastante ativa e, contam, com freqüência, com desenhos e garatujas. É uma forma de expressão, tão livre e gestual quanto necessita o artista. 
O processo do gesto artístico é um misto de escolhas conscientes, algumas pontuais, outras levadas pela intuição.  
É como escreve Ester Grinspum, em Do desenho, desenhar “é lançar a linha no espaço, anarquicamente, mas com aquela ordem interna que só quem faz sabe”.
É possível perceber que hoje o desenho tem autonomia, pode ser uma linguagem independente, sem servir a alguma outra. (...) hoje a técnica realmente libertou-se do estatuto de ferramenta para tornar-se uma linguagem tão forte quanto às demais, como a pintura ou a escultura.
Para complementar o assunto, vai ai parte de uma materia publicada no UOL entretenimento:
  • Desenho perde status de 'obra menor' e ganha mostras em São Paulo

Desenhos são, na maioria das vezes, objetos de papel e alguns acreditam que desenhar é a tarefa mais rápida da arte. Mas a arte deve muito ao ‘quase nada’ e desenhos permanecem como sorrisos indo, desprevenidos, em direção ao esquecimento”, escreve o artista carioca Waltercio Caldas no livro “Disegno. Desenho. Desígnio” (organizado por Edith Derdyk para a editora Senac).Por vezes desprezado como linguagem da arte contemporânea, hoje o desenho vive um claro momento de valorização(...)

“O desenho tem uma velocidade e uma transparência incomuns, é mais direto e objetivo”  Rodolpho Parigi, artista visual

Ate mais. Proximo texto: dia 30/08 O Cartaz na Arte e a Arte Publicitaria  
                                                  06/09 proporção da beleza na arte
                                                  13/09 sobre as tintas

terça-feira, 16 de agosto de 2011

SUGESTOES DE OBRAS QUE VIRARAM HISTORIAS EMQUADRINHOS E SITES/BLOGS DE QUADRINISTAS

  
Estas sugestões foram deixadas na Bibliografia do texto e eu é claro copiei :) para compartilha-las

  • SUGESTÕES DE OBRAS LITERÁRIAS QUADRINIZADAS
*AMADO, Jorge e Spacca. Jubiabá. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.
*ASSIS, Machado, SRBEK, Wellington e MELADO, João Batista: Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Editora Desiderata, 2010.
*AZEVEDO, Aluisio e ROSA, Rodrigo. O Cortiço São Paulo: Editora Ática, 2009.
*FREYRE, Gilberto, WASTH, Ivan e PINTO, Estevão. Casa Grande & Senzala, Editora Abe-Graph, 2001.
*MELO NETO, João Cabral de e FALCÃO, Miguel. Morte e vida severina: auto de Natal pernambucano (em quadrinhos). 2a. edição. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010.

  • Sugestão de sites e blogs:
*ANIMA BLADE http://www.animeblade.com.br
*ANIME PRÓ http://animepro.com.br
*BANCA DE QUADRINHOS http://programabancadequadrinhos.com (TV)
*BIGORNA http://www.bigorna.net
*BLOG DO UNIVERSOHQ http://universohq.blogspot.com
*BLOG DOS QUADRINHOS http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br
*BRAZIL CARTOON www.brazilcartoon.com
*CABRUUUM! http://cabruuum.blogspot.com
*EMT CULTURA http://editoraemt.blogspot.com
*ESQUADRINHANDO HQ http://esquadrinhandohq.blogspot.com
*FÁBRICA DE QUADRINHOS http://fabricadequadrinhos.uol.com.br
*FAN SITE NEWS http://fansitenews.com.br
*FANBOY http://www.fanboy.com.br
*FANZINERIA http://fanzineria.blogspot.com
*GRAPHIQ JORNAL GUIA DOS QUADRINHOS http://guiadosquadrinhos.com
*HQ & CIA http://www.alltv.com.br (TV)
*HQ ALÉM DOS BALÕES http://hqalemdosbaloes.com (TV)
*HQMANIACS HQMIX http://hqmix.com.br
                                           http://hqmaniacs.uol.com.br
*IMPACTO QUADRINHOS http://impacto-quadrinhos.blogspot.com
*IMPULSOHQ http://impulsohq.com
*JUDÃO http://judao.mtv.uol.com.br


Proximas Postagems: 
Dia 23/08 Texto: Sobre o desenho - texto da mesma autora de Arte e Artesanato porque barreiras (Um dos mais acessados no blog)
                                            30/08 arte publicitaria
                                            06/09 Proporção da beleza na arte
                                            13/09 sobre as tintas

terça-feira, 9 de agosto de 2011

HISTORIA EM QUADRINHOS parte 5: Quadrinhos em sala de aula



Texto 3: QUADRINHOS NA SALA DE AULA
Sonia M. Bibe Luyten
   
   Nos últimos quinze anos, em muitos países e também no Brasil, está comprovado que muitos professores estão usando os quadrinhos como um meio eficaz para o ensino e as necessidades de aprendizagem.
     Muitos pensam, contudo, que é só deixar uma revista na carteira e dizer: “leia”. Ou então, “desenhe algo”. O que se precisa, na realidade, é inserir as Histórias em Quadrinhos num plano já preestabelecido de uma determinada disciplina antes do início do ano letivo para poder usufruir seus resultados.

Os quadrinhos, numa definição bastante simples,
são formados por dois códigos de signos: a
imagem e a linguagem escrita.

     O primeiro passo para um professor usar os quadrinhos em sala de aula é não ter medo e começar a se familiarizar com sua linguagem. Os quadrinhos, numa definição bastante simples, são formados por dois códigos de signos: a imagem e a linguagem escrita.
   Entre os elementos que entram na composição dos quadrinhos, dando-lhes muito dinamismo, destacam-se os balões. Em sua forma tradicional, o balão indica a fala coloquial entre os personagens em tempo presente. Ele também expressa sentimentos variados, como raiva, medo ou alegria. Os desenhistas são muito criativos para encontrar efeitos visuais e comunicativos no formato do balão: existe desde o balão-berro, ao balão-transmissão, balão-cochicho, balão-nuvem entre muitos outros. Em todos eles o texto é drasticamente reduzido, o que possibilita um aproveitamento sintético da linguagem, podendo ser lido até mesmo por leitores de escolaridade inicial.
       Outro elemento muito importante nas HQs são as onomatopeias, que são os sons que procuram imitar os ruídos, dando-lhes também uma beleza visual. Os mangás, quadrinhos japoneses, exploram ao máximo este recurso, pois os sons são colocados em alfabeto katakana ou hiragana, completando a estética da página.
      Para dar mais dinamismo, são utilizadas muitas figuras convencionais, como linhas retas, indicando velocidade, imagens repetidas para movimento, estrelinhas indicando dor, poeirinhas para mostrar corrida ou velocidade e pequenas gotas dando a impressão de calor ou medo. Há muito mais exemplos, como notas musicais para canto, corações para indicar amor, espirais na cabeça como sinal de tontura e assim por diante.
As HQs podem estimular muitos exercícios de
linguagem escrita e oral, sendo um excelente
incentivo para as criações literárias e artísticas dos
alunos.


        O próprio formato do quadrinho é um indicador de leitura. Temos assim o quadrinho convencional – quadrado, retangular ou poliforme. Se o quadrinho, no entanto, for desenhado com linhas contornadas ou pontilhadas, o desenhista quer mostrar uma narrativa de sonho ou algo que se passou em tempo pretérito. Tudo isto é perfeitamente compreensível até mesmo por crianças não alfabetizadas, tamanho é o poder de comunicação.
       Portanto, a melhor maneira de fazer com que os alunos obtenham benefícios dos quadrinhos é ler também. Os olhos do professor e a compreensão de todos esses elementos citados podem auxiliar a prática pedagógica. Há diversas formas de se usar os quadrinhos. Uma delas é com as revistas, tiras de jornal ou adaptações de romances para quadrinhos. Nestes casos, há inúmeras possibilidades para as diferentes disciplinas:

1. Uso de quadrinhos como tema de discussões
   A partir de uma reflexão sobre os conteúdos, fazer uma abordagem histórica, por exemplo, de personagens índios, negros, imigrantes, etc. Enquanto a maioria dos quadrinhos da década de 1950 até os anos 80 foi orientada para crianças mais jovens e adolescentes, a mudança de marketing na década de 1990 levou a uma explosão de material mais complexo que explora o mundo à nossa volta com mais profundidade. Neste sentido, a partir de características dominantes da personalidade desses heróis em questão, pode-se efetuar, também, um juízo crítico de valores que são aceitos ou não pela sociedade. Isto propicia debates como a violência, o racismo ou a tolerância.


2. Uso de quadrinhos na linguagem escrita e oral
    As HQs podem estimular muitos exercícios de linguagem escrita e oral, sendo um excelente incentivo para as criações literárias e artísticas dos alunos. No ensino de línguas estrangeiras, por exemplo, há oportunidades de propiciar a formação de diálogos nos balões em uma história já desenhada, recortada ou adaptada para esta finalidade.


3. Análise de conteúdo
    Análise das personagens a partir de heróis ou vilões no seu aspecto físico em combinação com o psicológico. Os alunos podem verificar o tipo de vocabulário que os desenhistas empregam, quais os sentimentos que despertam no leitor, como reagem às situações que enfrentam – como coragem, medo, amor, covardia, etc. Nos quadrinhos japoneses – mangás – podemos comparar como outras culturas reagem a estas situações.
     Outro ponto que pode ser avaliado é se a história dá margem a estereótipos tais como: familiares (como são apresentadas as figuras da mãe, pai, avós); profissionais (conceito de certas profissões – médicos, operários, lixeiros, industriais); sociais (como são vistos os ricos, os pobres, os turistas, os marginais, as tribos urbanas); nacionais (em que circunstâncias aparecem os africanos, os asiáticos, os árabes); culturais (como é vista a família, o trabalho, a juventude, a velhice).
      Estes são pontos importantes que devem ser desenvolvidos e analisados não só a partir de uma história, mas também do conjunto da produção de algum determinado autor e desenhista de quadrinhos.


Se é na escola que a avaliação adquire materialidade,
é na vida cotidiana de professores,
estudantes e suas famílias que ela deposita seus
desdobramentos.

4. HQ e identificação projetiva da personalidade
       
     É possível numa sala de aula fazer muitas brincadeiras e testes com crianças, adolescentes e adultos a partir de certos critérios dentre uma gama de personagens: heróis, heroínas, vilões, animais e personagens secundários. No momento da escolha, pedir o porquê de sua preferência ou repúdio. E o mais importante: o que eles gostariam de ser. Com a ajuda da psicologia, isto se torna um instrumento para a identificação do leitor-personagem que, através da fantasia, projeta sua personalidade ou aquilo que almeja ser. É muito útil em sala de aula.
     Outra forma de usar os quadrinhos é fazer uma História em Quadrinhos. Como nem todos têm habilidade para desenhar e/ou fazer roteiros, os próprios alunos é que vão escolher a partir de suas aptidões. Uma vez isto delimitado, há vários exercícios que podem ser feitos:


Leitura de um texto e, posteriormente, sua quadrinização, delimitando-se o tamanho da história (uma ou duas páginas). É neste ponto que o professor precisa estar familiarizado com a linguagem dos quadrinhos, pois poderá orientar os alunos no uso dos diversos tipos de balão para dar o tom das onomatopeias, as figuras convencionais de ação, movimento.
     Aqui vão entrar os roteiristas. A partir de um texto que foi escolhido (livro didático, romance), é preciso elaborar um roteiro condizente para se tornar uma nova arte.


Criação de uma HQ sobre um tópico: Pode ser trabalho individual ou de grupo. Este item é aplicável a todas as disciplinas: Português, História, Geografia, Artes, Língua Estrangeira, Ciências, Física ou Matemática. Usando a linguagem sintética dos quadrinhos, é preciso que o aluno possa primeiro pesquisar, entender e depois explicar os conteúdos pesquisados.

Ponto de vista. A partir de um tema qualquer, como por exemplo, um domingo no parque, os alunos deverão desenhar diferentes histórias sob o ponto de vista de cada personagem no parque: o pipoqueiro, as crianças, os peixinhos no lago, o pedinte, o casal de namorados e assim por diante. Muito útil para possibilitar aos alunos novos enfoques para uma criação literária.

O professor e os livros didáticos com Histórias em Quadrinhos

   Há muitos livros didáticos que contêm exercícios ou algum conteúdo na forma de quadrinhos.
Muitos têm um objetivo puramente comercial e nem sempre estão preocupados se isto vai mesmo ajudar tanto o professor como o aluno. Neste caso, é importante o professor estar familiarizado com a linguagem dos quadrinhos e até tornar isto uma questão de aula, fazendo uma leitura crítica com os alunos. Juntos poderão observar alguns pontos:

• Quadrinhos com excesso de texto nos balões dificultando a leitura e, consequentemente, a assimilação do conteúdo.
• Imagens muito chamativas distraindo o aluno para o principal, que é a mensagem veiculada.
• Não se iludir com roupa nova para velhas imagens: há livros didáticos que, com o intuito só de vender, colocam alguns elementos dos quadrinhos (balões, onomatopeias) em velhas imagens conhecidas.
Por exemplo, a já conhecida estátua de D. Pedro I com o acréscimo de um balão dizendo “Independência ou Morte”.
• Personagens estereotipados. Como se apresentam as raças, as profissões, a maneira de falar, pessoas com deficiência, etc., reforçando apenas velhos conceitos em roupagem nova.

           E, finalmente, se o livro não atender ao interesse dos alunos, eles podem quadrinizar uma nova versão com o objetivo de fazer uma leitura crítica sobre algum conteúdo que não acharem compatível com a realidade. Ou recontar a história sob outro ponto de vista, sempre com a ajuda do professor.
Todos estes itens devem estar dentro de um planejamento de aula. O uso de quadrinhos tem o objetivo de ajudar, motivar e estimular o aluno a desenvolver habilidades, além de ensinar de forma lúdica. Os benefícios serão muitos. As Histórias em Quadrinhos dão uma extraordinária representação visual do conhecimento, mostram o que é essencial, ajudam na organização narrativa da história, são de fácil memorização, enriquecem a leitura, a escrita e o pensamento e desenvolvem conexões entre o visual e o verbal. E o mais importante: os quadrinhos, em sua estrutura, formam uma imagem descontínua.
     O espaço em branco entre um quadrinho e outro tem que ser preenchido rapidamente na mente do leitor para formar uma imagem contínua, como se fosse um filme ou um desenho animado.
Este espaço em branco, ao qual ninguém dá importância, tem uma função extraordinária: ajuda o cérebro a pensar.
      Professores, vocês ficarão surpresos com os resultados de um projeto envolvendo o uso de histórias em quadrinhos em sala de aula.
Obrigada e ate mais

Proximas Postagens: 
16/08: Sugestões de obras em quadrinhos e sites/blogs de quadrinistas
                                23/08: Sobre o desenho (texto da mesma autora que "Arte e artesanato porque barreiras já postado aqui anteriormente)
                                30/08 Sobre o Cartaz na arte e a arte publicitaria
                                06/09 Proporção da Beleza

terça-feira, 2 de agosto de 2011

HISTORIA EM QUADRINHOS: parte 4 Quadrinhos alem do gibi


  • Quadrinhos além dos gibis
 JAL

       Os professores costumam utilizar a linguagem dos quadrinhos para alguns exercícios básicos e de forma criativa. Alguns fazem uma fotocópia de uma página de HQ com os textos eliminados. Apenas os desenhos. Na sala pedem para os alunos completarem os balões de fala como um exercício de criação e desenvolvimento de texto. Esse exercício ajuda a passar a estrutura de início, meio e  fim de uma história para uma boa redação. Os professores estão certos nessa criação espontânea e empírica. Mas esta ferramenta pode render mais. Muito mais. Não podemos imaginar os quadrinhos apenas como estímulo de leitura, mas sim como estímulo para qualquer outra área cultural.
     Na atualidade, a tecnologia veio com tudo para o mundo dos jovens e das crianças. Um jovem pode estar com o computador ligado nos portais de relacionamento, conversando com um ou mais amigos. Ao mesmo tempo, pode estar com um aparelho MP4 ligado aos ouvidos. E, ainda, jogando game e atendendo celular. Tudo ao mesmo tempo.
     É uma prática que o faz mais ágil, mas também produz a falta de atenção que não ajuda nem um pouco a que ele consiga fixar o que recebe. Quando esse mesmo jovem procura ler uma revista em quadrinhos, há um exercício de concentração em um veículo. Pode até ouvir música ao mesmo tempo mas, com certeza, estará educando seu cérebro para a necessária ação de concentração. Isso é fundamental para que o jovem se interesse em leitura de forma concentrada. Ajuda no trabalho do professor para passar informações.
    Portanto, podemos observar que essa linguagem vai muito além dos gibis, como diz o título deste texto. Vamos, então, demonstrar os diversos caminhos que uma HQ pode trilhar fora de sua comercialização em bancas.

• QUADRINHOS DE INFORMAÇÃO EMPRESARIAL:


    Toda empresa necessita de um projeto de comunicação interna. Informaçõesde organização, implantação denovos sistemas internos, Cipa (cuidados com acidentes do trabalho), projeto social da empresa e todo tipo de tema necessário.
   A linguagem dos quadrinhos é a mais significativa em estímulo à leitura. Atinge todo tipo de funcionário. Do mais simples ao diretor da empresa.

• QUADRINHOS PARA SERVIÇO PÚBLICO: 
     
As empresas governamentais procuram implantar campanhas de saúde, de educação, de cunho social e outras informações que, geralmente, são distribuídas para a população mais carente.

• QUADRINHOS PARA A ÁREA PUBLICITÁRIA:

    Campanhas de empresas direcionadas para os jovens e crianças são acompanhadas de personagens e historinhas que explicam sobre o produto à venda ou, simplesmente, buscam agregar valor ao produto. Campanhas em jornais e revistas também se utilizam de personagens de quadrinhos já conhecidos ou criados especificamente para esse fim.

• QUADRINHOS PARA PROFISSIONAIS LIBERAIS:

       Médicos, engenheiros, advogados, jornalistas, empreendedores e diversos outros profissionais podem utilizar revistas em quadrinhos para apresentação de seus serviços. Já houve o uso de quadrinhos por um advogado do Rio Grande do Sul, para explicar como ocorreu no caso julgado para distribuição ao júri daquele evento.

• QUADRINHOS PARADIDÁTICOS:

       São adaptações de livros famosos, biografias de personagens da história e textos diversos do currículo escolar desenvolvidas nessa linguagem.

• QUADRINHOS JORNALÍSTICOS:
     
  Jornalistas que desejam publicar sua matéria em quadrinhos, como Joe Sacco, autor que criou uma série de reportagens quadrinizadas de suas andanças por guerras e locais de conflito.

• QUADRINHOS TERAPÊUTICOS:

    Profissionais da psiquiatria e psicanálise podem desenvolver criação de quadrinhos em grupo como terapia de aproximação e entendimento de amigos, familiares e comunidades.

• QUADRINHOS RELIGIOSOS:
  
   Várias publicações já foram produzidas para catequizar ou simplesmente difundir a vida de santos, crenças, seitas e grandes personagens religiosos, geralmente para buscar o interesse do público jovem e infantil.

• QUADRINHOS DE VANGUARDA:
      
  Artistas que desejam extrapolar a linguagem de diversos tipos de arte se utilizam dos quadrinhos como inspiração para seus quadros de pintura, seus grafites, poemas, esculturas, vídeos e eventos culturais. (Meu ex: Mauricio de Souza que fez a releitura de quadros famosos utilizando a turma da Monica no lugar dos personagens origi)

• QUADRINHOS NO DESIGN E DECORAÇÃO:
   
   A rica linguagem das HQs - com as onomatopeias, balões, grafismos de ação e personagens famosos - são inspiração constante para utilidades domésticas, decoração de ambientes e formas de design inovadoras e bem-humoradas.

O diretor de cinema Alfred Hitchcock já utilizava a
quadrinização em cenas como a do filme “Os
Pássaros”, na década de 60.

• QUADRINHOS NO CINEMA:
   
   Atualmente toda a parte de pré-produção, com desenhos de roupas, personagens e ambientes, é desenvolvida com desenhos para que o roteiro seja todo quadrinizado nos planos e na forma que o diretor de imagem deseja. 

• QUADRINHOS NO RÁDIO:
    
  Novelinhas, programas de humor e jornalísticos criam personagens e se utilizam da linguagem dos quadrinhos com suas frases de efeito e suspense.
    Essas são apenas algumas das possibilidades da aplicação dos quadrinhos nas mais diversas áreas de atuação profissional. Falando mais sobre o que a linguagem dos quadrinhos nos proporciona, basta demonstrar que tem em sua base a diversidade de outras artes.

O leitor de HQ é basicamente um coautor da
história, pois interpreta os personagens.

  • TEATRO: 
     O leitor de HQ é basicamente um coautor da história, pois interpreta os personagens. O desenhista dá a imagem e o leitor escolhe a voz que aquele personagem ou aquela onomatopeia terá. O quadrinho respeita também o “time” de cada um. Uma pessoa pode ler uma página em segundos ou, se quiser, em minutos. Depende do entendimento e da assimilação de cada leitor. Diferente de um filme que passa em quase duas horas, sem interrupção, impondo o “time” de entendimento. Essa interpretação do leitor é uma linguagem teatral. Por isso, a leitura das histórias em quadrinhos interessa ao ensino. Cada um terá seu tempo de entendimento respeitado. A absorção do conteúdo é mais eficaz. O cérebro, criando junto a interpretação, faz com que o leitor sinta-se envolvido na história

  • CINEMA:  
      Nem precisa dizer o quanto os quadrinhos e o cinema são próximos
     Como dissemos antes, o roteiro de um filme é desenvolvido em quadrinizações, hoje em dia. Além disso, os planos do cinema são os mesmos usados na composição dos desenhos dos quadrinhos. Temos o plano geral para início de uma cena, onde são mostrados os personagens dentro de uma paisagem, depois o plano americano, onde o personagem é enquadrado da base do peito para cima, e os planos em “close”, onde o enquadramento é nos detalhes da cena. O desenhista é um diretor de cinema que escolhe as cenas para induzir o leitor a criar as imagens em movimento em sua cabeça. Sem esquecer que em uma história em quadrinhos pode-se utilizar de qualquer imagem de efeito especial que seria de alto custo em uma produção cinematográfica.

                                                                  Filme Roger Habit
  • MODA:
   Um desenhista é também estilista. Cria as roupas dos personagens já imaginando a ação em que se enquadrarão.
    Não é por acaso que os super-herois usam aquelas roupas coladas ao corpo, mais fáceis de enfrentarem lutas e a ação dessas aventuras. É preciso até um estudo técnico da roupa, além de sua forma visual agradável. Alguns personagens inspiraram a moda ou foram inspirados pela moda. Quem assiste aos desfiles pode ver claramente algumas criações de estilistas que só funcionam na passarela e não na vida real. De outra forma, a atual febre de Festivais Cosplay (pessoas que se vestem como os heróis) demonstra o quanto essa moda pega! Um ótimo exercício para quem quer ser estilista.


LITERATURA
   Se alguém algum dia quiser ser um escritor, pode desenvolver sua dramaturgia, estrutura de uma história e ter idéias fazendo quadrinhos. Ao trabalhar criação de personagem, sua concepção intelectual, sua forma física e como será colocado em uma situação criada, a pessoa tem a base para contar uma boa história. Há falta de criatividade nos textos vistos em trabalhos escolares. O estímulo pode ser desenvolver quadrinhos.
  • ARTES PLÁSTICAS:
     Os quadrinhos já foram vanguarda nas artes visuais desde seu início.  

Primeiro, por trazer o movimento aos traços de um desenho e, depois, por nos dar variantes incríveis de plasticidade. Vai de um desenho linha clara, bem simples, ao uso de colagens ou pontilhismo.
    A visualização do som através das onomatopeias é uma criação artística sensacional e inédita entre as linguagens visuais. A era da Pop Art, nas décadas de 60 e 70, foi toda montada sob a forma dos quadrinhos. Roy Lichtenstein foi um dos artistas que se notabilizaram por essa valorização dos quadrinhos em suas litogravuras. 
  Atualmente, temos HQs nos mais diversos modos de arte e técnicas que usam de pincéis a computadores. Não há limite na criação dessas obras.
Roy Lichtenstein

O desenhista é um diretor de cinema que escolhe as cenas para induzir 
o leitor a criar as imagens em movimento em sua cabeça.

  •      PSICOLOGIA:
    Basta dizer que criar personagens e testá-los nas mais diversas situações já é um exercício de pesquisa do intelecto. 
     Só há uma boa história se houver bons personagens. Para isso, o conhecimento de pensadores como Freud e Carl Jung pode ajudar bastante e faz com que o autor se aprofunde na matéria. 
   Heróis em crise, como os da série X Men, revigoraram o modo de contar aventuras, justamente por aproximar esses heróis das fraquezas humanas.

  •     ARQUITETURA: 
    Para contar uma história visualmente é preciso que os personagens entrem em cenários. Pode ser uma floresta, mas também uma cidade. Moradias, ruas, cidades criadas através de pesquisas de lugares. Se a história acontece no futuro, é preciso prever e criar novas formas que podem acontecer nos próximos anos. Um desenhista também tem que ser um arquiteto.

  • DESIGN 
    Da mesma forma, copos diferentes, móveis únicos e objetos que depois podem ser produzidos em merchandising para os fãs dos heróis que colecionam tudo. É preciso saber unir a forma com a praticidade.

Porta copos hello Kitty

  •   CIÊNCIA: 
    As histórias de ficção científica acabam sendo concretizadas tempos depois nas invenções da humanidade.
      A clonagem veio antes nos quadrinhos e hoje é realidade.
    Agentes do serviço secreto que se comunicavam através de um relógio de pulso nas historinhas, hoje, estariam defasados. Mas fizeram parte do processo de engenharia que fez com que pudéssemos falar por microfones em lapelas. Está provado que a ciência e a tecnologia buscam transformar esses sonhos em realidade, mais cedo ou mais tarde.
     Podemos ficar aqui desenvolvendo mais temas,
à proporção que estudamos o que há nessa mágica das HQs. Por essa razão, a linguagem dos quadrinhos é essencial para a utilização na educação. Ao entrar na experiência de criar uma história, entra-se nesse mundo de alternativas e conhecimento. Depois de tantos exemplos que passamos nesse texto, talvez o melhor de todos seja o aproveitamento desse processo para fixar informação, coloborando assim para a formação dos estudantes. Os professores já sabem que isso é possível, mas podem ser orientados para perceber qual é o modo mais prático, que atenda às diversas disciplinas escolares, sem complicação. O trabalho em sala de aula com os quadrinhos cria uma nova etapa no relacionamento entre professor e aluno. Aproxima os dois de uma forma colaboracionista.
    Facilita o ensino sem qualquer investimento a não ser lápis, papel, borracha e o próprio professor.  Os dois nunca mais olharão para um gibi achando que é apenas um objeto de diversão e lazer. Muito além do gibi.

¹ Jornalista e cartunista, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil – ACB e fundador do Troféu
HQMIX das Artes Gráficas.

Proxima reportagem: 09/08 Desenho em quadrinho parte 5
                                     16/08 Sugestões de obras em quadrinhos e sites/blogs de quadrinistas, 
                                      23/08 Sobre o desenho (texto da mesma autora que arte e artesanato porque barreiras), 
                                      30/08 Sobre o Cartaz na arte e a arte publicitaria
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