Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 22 de março de 2011

A DIFERENÇA ENTRE OLHAR e VER texto p. 6-7

    

  O tópico de hoje é sobre a diferença de olhar e ver, mas primeiro um recado será dado. Os artigos deste tópico muitas vezes podem parecer repetitivos ou algo assim. Isso ocorre porque a arte é uma área vasta, no qual seus assuntos se entrelaçam uns com os outros tornando impossível separá-los.

    Um grande número de pessoas tem acesso hoje a pinturas de grandes artistas e a oportunidade de estudá-las. No entanto, muitas obras são vistas comumente em contextos afastados da arte, como em anúncios em cartazes de felicitações. Em outras palavras, elas não são realmente olhadas – pois olhar não é o mesmo que ver, ouvir não é o mesmo que escutar. Ver envolve apenas o esforço de abrir os olhos, olhar significa abrir a mente e usar o intelecto. Olhar uma pintura é fazer uma viagem – uma viagem com muitas possibilidades, incluindo a emoção de partilhar as concepções de outra época. Viajar é melhor com um guia que nos ajude enquanto nos aclimatamos com o novo ambiente, e que possa indicar coisas que passariam despercebidas.

  • Os Seis parâmetros
Abaixo estão as seis linhas mestras importantes numa pintura.

Tema  

   Toda pintura tem um tema especifico, com uma mensagem dotada de significado. Em geral é fácil identificá-lo, mas em obras antigas, em especial, é comum os artistas terem escolhido trechos da Bíblia ou historias de deuses da mitologia greco-romana. Ao criar tais obras, eles podem ter assumido que seu publico estava familiarizado com essas narrativas. Isso hoje não é mais verdade, mas redescobrir esses grandes mitos e lendas pode ser um dos maiores prazeres na observação dessas pinturas.

              Nascimento de Venus Releitura de Mauricio de Sousa livro Historia em Quadroes

Técnica 

   Toda pintura é criada materialmente, e a compreensão das habilidades envolvidas, como manuseio da tinta a óleo ou o uso das técnicas de afresco, acrescenta muito a nossa apreciação de uma obra de arte.

Simbolismo: 

   Muitas obras usam uma linguagem simbólica e alegórica, compreendida tanto pelos artistas como pelo seu publico. Objetos reconhecíveis, ainda que magnificamente pintados, não só a si mesmos como a conceitos de significado muito profundo ou abstrato. A familiaridade com essas linguagens diminuiu muito, mas podem ser reaprendidas por meio de estudo das pinturas e conceitos da sociedade em que o artista viveu.

Espaço e Luz:   

   Os artistas que buscavam criar uma representação convincente do mundo na superfície plana de um painel ou tela precisam adquirir a maestria da ilusão de espaço e luz. A variedade de modos com que esse efeito pode ser obtido é notável. Em alguns casos o encanto visual principal de uma pintura se reside no modo como o artista trabalhou esta característica.

Estilo histórico  
   
   Cada período desenvolve um estilo reconhecível que pode ser identificado nas obras de seus principais artistas. Os estilos não existem isoladamente, já que se exprimem em todas as artes. É possível traçar uma evolução da historia da arte.

Interpretação pessoal:  

As pessoas que se aventuram a descobrir significados das pinturas logo ficam desnorteadas com a quantidade de pontos de vistas oferecidos. Uma regra simples é: se conseguir visualizar alguma coisa por si mesmo, acredite nela – não importa o que os outros digam. Se não conseguir, deixe o comentário de lado. Todos têm o direito de atribuir uma obra de arte o que quiserem, conforme o modo de ver e a experiência, e de extrair o que preferirem, com base numa escolha pessoal. O conhecimento sobre historia da arte, simbolismo e habilidade técnica devem ampliar esta experiência. Mas a dimensão pessoal (ou “espiritual”) se perder, olhar uma obra de arte não será mais significativo que olhar, ou tentar resolver, palavras cruzadas.

    Uma visão pessoal: Coubert afirmava que o artista é livre para estabelecer suas próprias regras e fugir às convenções. De modo similar, o observador tem o direito de ignorar os princípios convencionais de interpretação e extrair de uma obra o sentido que quiser.

Fonte:
Livro Arte em Detalhes
CUMMING, Robert. "Arte em Detalhes" / Robert Cumming; [tradução Maria da Anunciação Rodrigues] - Sao Paulo: Publifolha , 2010 1a. edição 104p
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