Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

MUSEUS E INCLUSAO SOCIAL

   Hoje no blog mostraremos dois mini textos que se complementam. Eles tratam sobre a importancia de o museu naos e isolar em apenas proteger seu patrimonio cultural mas tambem trazer cidadaos para o seu convivio e reforçar mais ainda a necessidade que temos em relaçao ao conhecimento de culturas e sua preservaçao nao ficando restrito em apenas um grupo de pessoas e sim a todos os grupos locais e externos

  MUSEUS E INCLUSAO SOCIAL

                                                                                                                       Gabriela Aidar


"Os Museus, como instituições culturais, podem executar um papel numa rede de elementos excludentes, ou por oposição, serem ferramentas para a inclusão social” (2002, p. 57).
O texto de Gabriela Aidar  parte do conceito de exclusão social, que, segundo ela, refere-se aos processos pelos quais um indivíduo, ou um grupo de indivíduos, encontra-se com acesso limitado aos instrumentos que constituem a vida social, e são, por isso, alienados de uma participação plena da sociedade em que vivem.
Proporcionando mudanças significativas em 3 esferas da sociedade: individual, comunitária e societária.
O trabalho com a Inclusão possibilitará ao museu reflexão sobre suas ações e práticas usuais e ao mesmo tempo a se repensar sobre que instituição é ele. Esse pensamento crítico possibilitará o entendimento de que o Museu não é neutro e que faz escolhas, e essas envolvem diversos segmentos da comunidade, que precisam igualmente ser representados. Aí entra o papel da comunicação museológica, que deve ser vista como um processo inclusivo, pois lidam com narrativas, conhecimento e patrimônio, assuntos esses pertinentes ao ser cidadão."

 Acessibilidade, Inclusão Social e Políticas Públicas nos museus                        

                                                                                                                                     Amanda Tojal

O museu, como instituição pública. deve ter como objetivo não somente a preservação do patrimônio cultural nele abrigado, como também
o importante papel de promover ações culturais enfocando o seu potencial educacional e de inclusão social. atuando como agente de conhecimento e fruição do patrimônio histórico. auto-reconhecimento e
afirmação da identidade cultural de todos os cidadãos.  Independentemente de suas diversidades.




Fonte: Ambos os texto foram retirado de artigos do site Museu e acompanhamentos

Proxima Postagem: Porque os objetos e patrimonio publico sao depredados  

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

REFLETINDO SOBRE PUBLICO - Turismo, Patrimonio e museus

    Bom dia, o tema de hoje é uma pesquisa que fizeram em relaçao a coleta de dados que dev(e/ia) se feita pelos museus sobre seus visitantes. Isso é necessario ser feito pois se querem publico precisam saber quem o frequenta (se é mais homens ou mulheres ou idosos, crianças e adultos) para poder direcionar melhor suas visitas.  Entao da proxima vez galera, se visitarem um museu e virem um caderno aberto para assinatura, assinem. Ele nao é enfeite, serve para melhorar a qualidade das exposiçoes e o conforto de quem o visita.
   Aqui esta o artigo sobre a pesquisa: 
*Obs Este texto foi retirado do site museu e acompanhamentos.


Refletindo sobre publicos  - turismo, patrimônio e museus

                                                         Isabela Andrade de Lima Morais 
 
    Era nossa necessidade então, conhecer a dinâmica do museu, o dia a dia de trabalho nos museus, e por fim, precisávamos entender quem era o visitante do museu, traçando o seu perfil, portanto iniciamos uma pesquisa para entender essa dinâmica. O que se encontrou, na maioria dos museus, foi uma ausência de pesquisa de público. E nos museus que pesquisavam o seu público, não havia uma organização sistêmica na coleta de dados; do ponto de vista do instrumento de coleta (questionário), da tabulação dos dados coletados e utilização dos mesmos.
    Os dados de 2011 presentes no catálogo Museus em Números, publicado pelo IBRAM, revelam que no Brasil 74,7% dos 3.025 museus cadastrados pelo Cadastro Nacional de Museus realizam pesquisas de público, sendo que pouco mais da metade (53,5%) realizam regularmente a pesquisa.  Diante dessa situação, resolveu-se criar mecanismos que pudessem obter informação sobre o visitante de museus. Assim formou-se o seguinte objetivo: criar um sistema unificado de coleta de dados sobre o público visitante nos espaços museus de Pernambuco. Criou-se então o SUPPEM (Sistema Unificado de Pesquisa de Público em Espaços Museais)

Proxima Postagem: Museus e inclusao social

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

TRILHAS E CAMINHOS PARA A PRODUÇÃO CULTURAL

  Como este blog tem como foco a cultura artistica e o patrimonio, nao poderiamos deixar de falar sobre a profissao de produtor cultural que tambem esta envolvida no assunto. Este profissional ajuda a desenvolver a cultura de um local desenvolvendo projetos e organizando eventos. Como é uma materia que surgiu a partir de pesquisa feita, entao ela possui muitos dados estatisticos e que nos ajuda a entender um pouco mais sobre estes profissionais que na maioria sao artistas interessados em promover a cultura e seus pares.

Trilhas e caminhos para a produção cultural

| quarta-feira, 21 novembro 2012

Gestão (ou produção) cultural é uma profissão que, apesar de recentemente ter sido compreendida como tal, ainda não é reconhecida formalmente no território nacional. (isso tambem acontece com profissoes antigas)

   Dos produtores/gestores culturais que responderam à pesquisa Panorama Setorial da Cultura Brasileira 2011/2012 - patrocinada pela Vale e Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet -, 64% afirmam terem começado a produzir por ter surgido a oportunidade; 47% por serem artistas e, assim, terem se tornado produtores de seus próprios trabalhos; 31% sugeriram que a produção de projetos culturais é um meio para conseguirem atingir sua vocação real, a artística; 25% e 19% indicaram a influência de amigos produtores e da família de artistas, respectivamente; e 25% ingressaram na atividade por pertencerem a um grupo artístico que precisava de produtor.

  Porém, nestes números, existem mais informações para entendermos – de onde vem? – este produtor, que não constam do relatório da pesquisa, publicado em agosto de 2012.
    
   Destes todos, vale ressaltar um dado muito representativo: 52% dos pesquisados tiveram a oportunidade de se iniciar na atividade por serem artistas – ainda que apenas 20% dos produtores tenham afirmado este como principal motivo para o exercício da produção. Nesses casos, a perspectiva pessoal incentivou em muito o exercício da atividade. Além de ser artista, “a paixão (que tenho) pela cultura, pela arte, pela história brasileira (…) motivou o meu ingresso na atividade”, conta um artista-produtor entrevistado.

   Claro que a necessidade também entrou em ação na hora de ‘motivar’ os artistas a exercerem a função de produtores. 41% dos artistas-produtores – 21% do total de produtores entrevistados – pertencem a um grupo artístico que precisava de alguém para produzir.

   O interessante é que, dos artistas que se tornaram produtores, apenas 7,5% enxerga os artistas brasileiros como “artistas-produtores”. Nesta perspectiva, apontam que os artistas que se produzem são “muito criativos porque fazem de tudo um pouco, carregam e tocam o piano ao mesmo tempo (…) desde a criação do projeto até sua finalização”, “multiplicam-se para atender o público”.

   O índice de 7,5% de “artistas-produtores” para definir os artistas brasileiros também representam a perspectiva dos produtores que não são artistas.

    Esses números são constrastantes com o percentual de produtores que ingressaram na atividade por serem artistas. Porém, tornam-se irrelevantes se comparados com os 76,5% de artistas que se tornaram produtores e vêem os artistas brasileiros como alguém “dedicado/apaixonado” e, assim, natural que toda e qualquer tarefa seja realizada em nome de sua arte.

  Em geral, essa percepção apareceu ligada à obstinação do artista em desenvolver sua atividade artística, mesmo que em situações adversas. Isto os faz “guerreiros apaixonados pela causa”, já que “não têm o apoio de ninguém – governo, patrocinador – e têm muita dificuldade para sobreviver”.

  Destes mesmos artistas que se tornaram produtores, 34,5% verificam que os produtores são viabilizadores, “pessoas importantes dentro dos projetos”, que “permitem que os artistas trabalhem e mostrem seu talento e seu trabalho”. 29% dos entrevistados que não são artistas enxergam os produtores da mesma forma, caracterizando-os como “intermediadores da arte e do patrocínio”.

   Para 32% dos artistas-produtores, os produtores culturais são guerreiros, heróis por trabalharem em um mercado em que “as dificuldades são imensas como, por exemplo, ter pouco incentivo, respeito e informação geral sobre a profissão”. Isso é percebido por 27% daqueles que não são artistas.

  Já 29,5% dos artistas-produtores verificam que são “profissionais que desenvolvem, planejam e executam projetos culturais”, contra 15% dos não artistas, que compreendem o produtor como “articuladores que fazem tudo num projeto cultural”, já que “é difícil montar uma equipe com bons profissionais (…) cabe ao produtor fazer tudo ao mesmo tempo, atuar em várias frentes”.

  Será mesmo por isso que ingressaram na atividade?
Dos produtores que desenvolveram e explicaram em maiores detalhes por que produzem (6,2% do total dos entrevistados), 26% afirmaram que o que os motiva são questões sociais, como “viabilizar o resgate do nosso patrimônio cultural de bens, móveis e imóveis”, ou ainda a “melhor qualidade cultural da cidade”.

   “O que me faz produzir é ajudar as pessoas de menor poder aquisitivo a terem acesso à cultura” e “ajudar as pessoas” foram explicações que caminharam no sentido de fazer com que o papel do produtor se assemelhe com funções filantrópicas e, às vezes, assistencialistas. Será?

   Certamente este não é o ponto de vista de um grupo menor de produtores. 6,5% deles acreditam que a produção é um negócio e constituem um “empreendimento (…) na área cultural”.

   Há também os que acreditam no trabalho de produção e se realizam pessoalmente a partir dele. Esse é o caso de 29% dos respondentes que explicaram melhor os motivos que os levaram  a produzir; seja por “realização pessoal” ou pela “satisfação do trabalho”, seja pela crença em alguma manifestação ou arte como “a paixão pelo cinema” ou “pela história (…) mineira”. Já outros 17% dos que detalharam seu início na atividade discorreram sobre a necessidade de promover seus próprios trabalhos e entenderam a produção como “única maneira de colocar a visibilidade no meu trabalho”.

   Já nem 1% dos que explanaram sobre o que os levou a produzir, sugeriram que sua formação acadêmica os orientou nesta direção. Também nesta mesma representatividade, verificam-se aqueles que produzem como necessidade gerada por outro trabalho como, por exemplo, “consequência do trabalho como diretora de escola” ou pela “oportunidade (gerada) por desenvolver atividades com crianças”.

    Sejam quaisquer dos motivos que tenham sido detalhados, percebeu-se que a atividade da produção cultural ainda não apresenta formação orientada para seu exercício. Além disso, seu não reconhecimento acarreta em mercado não estruturado que, além de permitir posturas das mais amadoras às mais profissionalizadas, favorece as mais distintas maneiras de ingresso na atividade.
Há o que se pensar!

   *Matéria escrita a partir de base de dados originária de questionário aplicado com proponentes de projetos inscritos na Rouanet, em entrevistas realizadas por telefone no mês de abril de 2011. Mais informações sobre a metodologia desta pesquisa em www.panoramadacultura.com.br.

fonte: http://www.culturaemercado.com.br/analise/trilhas-e-caminhos-para-a-producao-cultural/ 

Proxima Postagem: Refletindo sobre publicos: Turismo, patrimonio, museus

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

É PRECISO MOSTRAR QUE AS ARTES VISUAIS SAO IMPORTANTES

  Este é um texto que parte do local para o particular mas é importante para toda a classe artista visual sendo assim por ser mais especifico o texto nao se encontra na integra. *[] partes incluidas por mim.

É preciso mostrar que as Artes Visuais são importantes


   É cada vez maior a preocupação da classe artística em mudar o panorama atual da gestão pública de cultura no Rio Grande do Norte [nao so la mas em todo o país]. Movimentos independentes são organizados para realização de eventos culturais sem apoio público e para discutir ações para a área. E é dentro desse contexto que o Fórum de Artes Visuais do RN (FAV-RN) elaborou um documento com uma série de propostas de políticas públicas para o setor e entregou ao gabinete da Fundação José Augusto (Leia a íntegra do documento aqui).

   As propostas tem como base o Plano Nacional de Artes Visuais, que ainda está em processo de construção, mas que já estabelece diretrizes para o setor[...]. 

   Segundo Sanzia Pinheiro, ex-chefe do Núcleo de Artes Visuais da Funcarte e  uma das que participam do FAV-RN, o momento é de construção. “Uma Secretaria Estadual de Cultura está prestes a ser criada e é importante que se escute os profissionais que trabalham com as artes visuais e se discuta políticas públicas adequadas para esta área específica”, diz.

   Outro que participa do Fórum é o artista plástico paranaense e vice-chefe do Departamento de Artes da UFRN Marcos Andruchak. “Eu desconhecia o mercado das Artes aqui do Estado. Só quando vim morar em Natal que percebi que a produção é boa. Temos artistas de qualidade espalhados por aí que poucos conhecem, pois não tem apoio para expor ou produzir suas obras. O que falta mesmo são políticas públicas permanentes. Sabemos que podemos melhorar a situação atual e isso se faz por meio da união. Queremos mais oportunidades”, comenta.

   Sanzia também concorda com a qualidade artística local e fala que a visibilidade fora do estado pode ser melhor. “Organizei e participei de várias curadorias e é comum os curadores falarem positivamente sobre a produção daqui. Eles se surpreendem porque em outros estados não se tem conhecimento das artes potiguares [na verdade nao temos noçao da qualidade de muitos estados aqui ja que o país é grande e normalmente os artistas preferem se fechar enquanto momento de produçao se abrindo somente em exposiçoes]. É uma das intenções da gente conseguir o apoio público para se dar mais visibilidade. Queremos dar um foco nas Artes Visuais, assim se verá mais nomes aparecendo no cenário nacional”, fala.

  Situação dos espaços expositivos e diversidade de linguagens

Dentre as várias propostas para a área, o Fórum de Artes Visuais do RN espera que haja ampliação, aperfeiçoamento e atualização do quadro de professores de artes para o ensino fundamental e médio; criação do curso de Artes Visuais na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte; incentivos para o empreendedorismo cultural; criação de um conselho permanente de Artes Visuais para assessoramento direto de todos os projetos voltados para o setor; além de ações como melhorias no funcionamento de espaços culturais públicos.

  “O RN tem vários espaços expositivos, falta movimentá-los. É preciso abrir editais para ocupação, fazer cronograma de exposições com lista de artistas convidados de fora do Estado.[...]

  “Há espaços, mas se não estão sendo usados, é como se eles não existissem”, comenta Andruchak, que também atenta para um fato, [...]

   O Fórum reconhece a importância de manifestações artísticas tradicionais, mas espera que o poder público busque apoiar a arte em suas variadas linguagens, sem restrições ou privilégios, como aponta Sanzia. “Todas as linguagens precisam ser incentivadas. [...]”.

   Questionado sobre o interesse dos potiguares pela arte, Andruchak pensa um pouco e responde. “O poder aquisitivo do Natalense é alto. Essas pessoas podiam estar consumindo arte, mas por que não consomem? Porque elas não conhecem. Não tem acesso a produção local. Se elas não conhecem, elas vão comprar outro carro, ou vão fazer uma viagem. As pessoas o tempo todo pensam em arte. Na hora de comprar se observa o design de um carro, ou a cor de uma roupa ao mesmo tempo em que se pensa na eficiência do produto. A arte está em todos os lugares. Mas é preciso mostra que ela é importante”.

Sobre o Fórum

O  Fórum  de  Artes  Visuais  do  Rio  Grande  do  Norte  (FAV-RN) é um espaço autônomo e apartidário de reflexão e discussão. Criado em agosto de 2010, o Fórum é formado por artistas, professores/educadores, estudantes, pesquisadores, críticos, produtores e gestores, que se reúnem mensalmente no SEBRAE/RN para debater temas relacionados às artes visuais no Estado e no país. O FAV-RN faz parte da grande rede brasileira em torno de fóruns estaduais e, a nível nacional, do Colegiado Nacional de Artes Visuais, para refletir, discutir e sugerir novas políticas públicas para a área.

fonte: http://revistacatorze.com.br/2011/e-preciso-mostrar-que-as-artes-visuais-sao-importantes

terça-feira, 27 de novembro de 2012

CONSERVAR PARA NAO RESTAURAR

  Sabem aquele ditado "melhor prevenir que remediar, pois então, o topico de hoje esta relacionado a isso porem foi alterado para melhor conservar que restaurar. Vamos a ele...

Conservar para não restaurar

On 12 de novembro de 2012, in Artigos, Nacional, by Silvana Losekann
Por Gabriela Nogueira Cunha

Denúncia de possível erro na restauração do quadro “A Primeira Missa no Brasil” realça a fragilidade das políticas de preservação de bens culturais no país.

 

    A esta altura do campeonato, a história de Cecilia Giménez, que mobilizou as redes sociais no início de agosto, já esfriou. Mas o caso da espanhola de 80 anos que, cheia de boa vontade, mas com propensão para o desastre, “restaurou” uma imagem de Jesus Cristo pintada no século XIX, serve de alerta sobre a importância deste delicado ofício. Embora a lambança promovida pela amadora senhorinha de Borja seja inigualável, o Brasil também tem histórias mal contadas de restaurações. Uma delas envolve um quadro famosíssimo, abrigado em um dos principais museus do país. Só que aqui a polêmica é velada.
   A obra em questão é nada menos que “A Primeira Missa no Brasil”, de Victor Meirelles de Lima (1832-1903), pintada entre 1859 e 1860 na França. 
    Considerada a primeira pintura histórica produzida por um brasileiro, retrata a missa que Pedro Álvares Cabral mandou rezar para marcar simbolicamente a posse de Vera Cruz pela Coroa portuguesa, assim como a implantação da fé católica no novo domínio, em 1500. Com 2,68 por 3,56 metros, o quadro dificilmente passa despercebido por quem visita a Galeria de Arte Brasileira do Século XIX do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.
     O que olhares leigos não captam são os possíveis acidentes de percurso resultantes da última restauração da tela, bancada pelo BNDES em 2006. Após a intervenção, duas faixas de cor neutra, nas laterais, passaram a dividir espaço com os elementos épicos da pintura.
    A denúncia foi feita pelo crítico e historiador da arte Carlos Roberto Maciel Levy e endossada pelo restaurador Cláudio Valério Teixeira, atual secretário de Cultura de Niterói (RJ), que na década de 1980 coordenou a restauração de duas das mais importantes telas do acervo do próprio MNBA: “Batalha dos Guararapes” (1879), também de Victor Meirelles, e “Batalha do Avaí” (1872), de Pedro Américo. Em entrevista à Revista de História, Levy contou que na cerimônia de reinauguração do Museu Nacional de Belas Artes, há seis anos, percebeu os novos elementos no quadro, nunca vistos antes. “Quando entrei na sala em que estava a pintura, acompanhado do professor Cláudio Valério Teixeira, reconheci de imediato a moldura original. Ora, eu estava com o maior restaurador de obras de arte do Brasil! Cutuquei o Cláudio, e ele, que já é meio pálido, olhou para a pintura e ficou mais pálido ainda. Não sou restaurador e não vou dar opiniões categóricas, mas naquele momento eu tive a nítida impressão de que a tela havia sofrido um acidente de restauração”.

Fonte: http://www.defender.org.br/conservar-para-nao-restaurar/ 

 Bem como foi dito, houveram alterações no quadro e se tratando de uma restauração que por sinal é feita por humanos, querendo ou nao, mesmo que dizer ser uma ciencia exata e tecnica acho que o trabalho é pacivel existir a subjetividade sim. Vejam comigo, todos nos quando aprendemos a escrever nao aprendemos todos do mesmo jeito e mesmo assim o individual acaba percistindo e dando caracteristica propria a escrita. O mesmo acontece com medicina e com restauração sim e cada um vai por um pouco de si no trabalho mesmo que incosciente. Entao é por isso que se fala em melhor conservar para nao restaurar, pois a conservação nao realiza alterações fisicas na obra, ela trabalha com o controle do ambiente  em que se encontram os trabalhos. Mas se for uma conservação tambem mal feita nao adiantara nada entao vamos o negocio é estudar e quanto mais nos cercamos de cuidado e conhecimento sobre o que estamos fazendo; melhor.
  Ate a proxima ...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

PROFESSOR MOSTRA QUE QUIMICA E ARTE CAMINHAM JUNTAS EM RESTAURO DE BENS CULTURAIS

      O artigo de hoje é para mostrar que arte nem é tao subjetiva assim, se ela se alia a uma materia tao objetiva como quimica e outras materias exatas entao quer dizer que ela tem sua importancia e objetividade.
  
 Reportagem: Fernanda Vilela

Caso da espanhola que tentou recuperar pintura mostra que é necessário conhecimento para restauração de obras de arte (Crédito: Centro de Estudos Borjanos/AFP) 
Caso da espanhola que tentou recuperar pintura mostra que é necessário conhecimento para restauração (crédito: Centro de Estudos Borjanos/AFP)

 Caso da espanhola que tentou recuperar pintura mostra que é necessário conhecimento para restauração de obras de arte (Crédito: Centro de Estudos Borjanos/AFP) Caso da espanhola que tentou recuperar pintura mostra que é necessário conhecimento para restauração (crédito: Centro de Estudos Borjanos/AFP) 
    
     A palavra arte tem origem no latim e significa técnica ou habilidade. Geralmente ela é entendida como a atividade humana ligada à estética e à comunicação, realizada a partir da percepção, emoções e ideias. As manifestações artísticas buscam o mergulho na consciência, dando um significado único e diferente para cada obra. A importância da preservação do patrimônio histórico e cultural de uma nação demonstrou a necessidade da existência de outra habilidade: a conservação e restauração de bens culturais. 
     Com o passar do tempo, as obras de arte envelhecem e se desgastam. Para cuidar desse material tão delicado é necessário ter conhecimento sobre o assunto. Para isso, a união com a Química é fundamental. 
    Um exemplo mal sucedido de restauração feita sem preparo adequado foi o de uma espanhola de 80 anos que decidiu por conta própria restaurar uma pintura do século XIX na parede de uma igreja em Borja, na Espanha. A mulher até agiu com boa vontade, mas acabou distorcendo completamente a obra original, feita pelo artista Elías García Martínez. 
     O Prof. Dr. João Cura D´Ars de Figueiredo Junior, especialista em Química de Bens Culturais na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que o químico auxilia diretamente o restaurador ao escolher, por exemplo, um solvente que funcione de uma forma bem específica na limpeza e na remoção das pinturas. “Pensemos em uma situação em que há uma pintura na qual o seu verniz está envelhecido e de cor amarela. Ao usarmos um solvente para remover esse verniz, há o risco de tirarmos também a tinta. A solução que o químico encontra é que diferentes materiais, como o verniz e a tinta, podem possuir diferentes solubilidades. Em uma situação aceitável, o verniz será totalmente polar e a tinta totalmente apolar. Neste caso, poderíamos usar água para remover o verniz sem o risco de que ela dissolva a tinta”, diz. 
    Segundo Figueiredo, em diversos momentos, o restaurador tem a necessidade de identificar substâncias em obras de arte para conhecer a técnica que o artista utilizou ou proteger o estado de conservação da obra. “O estado de conservação nos diz o quanto a obra está deteriorada e o que causou essa deterioração”, explica. 
    O pesquisador diz ainda que, com o avanço tecnológico, os materiais utilizados no processo de restauração de uma obra de arte evoluíram. “Hoje em dia, temos sistemas com géis, bem semelhantes a sabões, que podem usar materiais como a lipase, uma enzima que auxilia na remoção de tintas a óleo. Há também solventes magnéticos. Esses solventes são géis magnéticos misturados a um solvente de uso comum, como as cetonas. Eles apresentam a facilidade de limparem as obras e serem removidos depois com ímãs”, afirma o professor. 

 História 

   Figueiredo explica ainda que as primeiras tentativas de unir a Química e a restauração começaram no século XVIII. Grandes cientistas como Pasteur, Bertholet, Humphry Davy e Faraday foram os precursores. Bertholet chegou a ser requisitado pelo próprio Napoleão Bonaparte para tratamentos químicos em obras encontradas no Egito. 
    Esses cientistas, porém, passaram por dificuldades. Os restauradores os evitavam, pois acreditavam que os químicos não possuíam sensibilidade para tratar a obra de arte com respeito. “Isso acabava encontrando razão, pois muitas vezes as intervenções dos químicos foram desastrosas. Humphry Davy, por exemplo, acabou destruindo vários pergaminhos ao tentar restaurá-los”, revela Figueiredo. 
   “Infelizmente, o passo mais importante para essa união foram as guerras mundiais. A destruição de monumentos e obras artísticas pelos bombardeios e ataques de exércitos gerou um forte sentimento de que eles deveriam ser preservados e todos os esforços para isso, oriundos de qualquer área, seriam importantes”, complementa o pesquisador.

 Arte e Ciência 

                             O prof. João Cura D'Ars de Figueiredo Junior durante aula de análise de materiais de obras de arte

O prof. João Cura D’Ars de Figueiredo Junior durante aula de analise de materiais de obra de arte

 O prof. João Cura D'Ars de Figueiredo Junior durante aula de análise de materiais de obras de arte O prof. João Cura D’Ars de Figueiredo Junior durante aula de análise de materiais de obras de arte Para Figueiredo, a Arte e a Ciência estão interligadas e devem caminhar juntas. “A divisão do conhecimento em disciplinas existe apenas para facilitar o estudo. Não existe um planeta ‘Química’, ou um planeta ‘História’. Bom, podem até existir, mas aqui no planeta Terra todos os conhecimentos são fundamentais para o ser humano. Precisamos saber sobre artes e sobre exatas. O conhecimento de uma não elimina a outra”, diz. O professor conclui citando uma frase do cientista francês Henri Poincaré: “O cientista não estuda a natureza porque ela é útil; estuda-a porque se delicia com ela, e se delicia com ela porque ela é bela. Se a natureza não fosse bela, não valeria a pena conhecê-la e, se não valesse a pena conhecê-la, não valeria a pena viver”. 

 fonte: http://agenciacienciaweb.wordpress.com/2012/09/14/professor-mostra-que-quimica-e-arte-caminham-juntas-em-restauro-de-bens-culturais/

terça-feira, 13 de novembro de 2012

CULTURA E EDUCAÇÃO

    Quando a Educação se afasta da Cultura ela perde sua alma. Quando a Cultura se afasta da Educação ela perde seu corpo. Reaproximar Cultura e Educação é reaproximar corpo e alma.
 
    Um programa de integração entre Cultura e Educação deveria ser estruturante para todo programa de governo. Há acúmulo teórico e experiência prática, comprovando que este encontro entre Cultura e Educação não somente dá certo como é indispensável para uma cultura cidadã e uma educação emancipadora, como o movimento mundial pelas Cidades Educadoras, ou o conceito das Escola-Parque, formulado pelo pedagogo brasileiro Anísio Teixeira, ou dos Parques Infantis, implantados na década de 1930 em São Paulo, por Mário de Andrade.

    Aqui não se trata da pedagogização da cultura e das artes, mas da integração entre cultura e educação, em um processo permanente, que aconteça em todos os lugares, com todas as gerações e por toda vida. A base da cidadania cultural está neste sutil exercício.

   Integrado Cultura e Educação (e também esportes, lazer e meio ambiente) é possível implantar, paulatinamente, a Educação em Tempo Integral, mas não em tempo integral na escola e sim utilizando toda a rede de Cultura da cidade (não somente a municipal, como também de demais instituições a partir de parcerias). Fora do horário na escola os alunos poderiam participar:

.    a)  Cursos de iniciação artística em Escolas Municipais de Iniciação Artística
.    b)  Formação de público com freqüência a teatros, museus, centros culturais e cinemas;
.    c)  Projetos especiais como o Recreio nas Férias – assegurando programação cultural e esportiva de férias para todas as crianças e adolescentes da cidade;
.    d)  Corpos Artísticos Juvenis (ou vocacionais), como orquestras e corais, grupos de teatro, dança, circo e coletivos em artes visuais ou audiovisual. 
O objetivo seria assegurar a todas crianças e jovens o acesso a, pelo menos, um curso de iniciação artística e freqüência mensal em, no mínimo, uma programação em teatro, cinema ou exposição e uma semana de férias nas atividades do Recreio nas Férias (com atividades de cultura, esporte e lazer nos pólos de férias, passeios e visitas a áreas de lazer – quando desenvolvi esta experiência em Campinas, no início dos anos 90 e em São Paulo, no governo Marta Suplicy, conseguimos atender a mais de 100.000 crianças e jovens por edição).

    Quanto aos Corpos Artísticos Juvenis, faço um exercício para demonstrar o quanto é viável. Imaginemos uma cidade que contasse com 50 Orquestras e Corais Infantis e Juvenis, com participação entre 60 e 100 jovens em cada um. 
  O custo de manutenção de cada orquestra seria de R$ 400 mil/ano, garantindo contratação de regente e professores por naipe (violino, violoncelo, percussão, etc…); um sistema de orquestras jovens com este porte asseguraria 1.000 apresentações de música de câmera por ano (2 por mês, durante 10 meses, por cada orquestra), envolvendo diretamente entre 3 a 5 mil jovens músicos, além de gerar postos de trabalho para músicos recém formados, que atuariam como regentes e professores de orquestra (aproximadamente 500 no total). Há que contabilizar também o público beneficiado com a série de concertos, alcançando centenas de milhares, ou até milhões, de pessoas. O custo total desta ação seria de R$ 20 milhões/ano (numa cidade que assumisse 50 orquestras jovens), pouco para o alcance educacional e cultural da iniciativa.
     A Orquestra de Heliópolis, em São Paulo, é um exemplo de transformação social e beleza que resulta de um trabalho como este. Por que as cidades do Brasil não podem contar com tantas mais experiências como a surgida na favela de Heliópolis, em São Paulo? O mesmo poderia acontecer com grupos de teatro, dança, coral, etc… (neste caso a um custo menor por grupo constituído). Como parâmetro de eficácia, devemos observar o Sistema de Orquestras Jovens da Venezuela, conhecido como El Sistema (atualmente a Venezuela é o país que mais forma músicos eruditos no mundo – em relação à população); com 30 milhões de habitantes, o país conta com mil orquestras e 300 mil músicos em atividade (em proporção, a cidade de São Paulo deveria contar com 100 mil músicos e mais de 300 orquestras jovens).   
       Todo município brasileiro pode e deve ter seu Sistema de Corpos Artísticos Juvenis, seja uma banda de coreto ou orquestra, um grupo de teatro, dança ou circo, ou vários. Investindo muito ou pouco, mas investindo e cuidando de sua gente, este deveria ser o principal objetivo de todo governo.
Sistema Municipal de Bibliotecas, livro e leitura, outra ação indispensável. Biblioteca é patrimônio cultural e, sobretudo, formação. Além de assegurar, ao menos, uma biblioteca por município ou distrito, cabe integrar a rede de bibliotecas públicas com as bibliotecas escolares, bibliotecas comunitárias e demais iniciativas de difusão do livro e da leitura. E ir além da integração e disponibilização de acervos.
      É preciso atualizar o conceito de bibliotecas, transformando-as em espaços convidativos e agradáveis, com acervo atualizado e livros ao alcance direto do leitor (ao menos o acervo mais atual), espaços iluminados e aconchegantes, atividades lúdicas em brinquedotecas e constante programação cultural e artística. Há diversos bons exemplos de como a instituição Biblioteca pode assumir um novo papel de estimulador social e cultural, que vai muito além da guarda e consulta de acervos. A cidade de Medellin, na Colômbia, é um belo exemplo de como potentes bibliotecas se transformam em âncora para a regeneração urbana e o exercício de uma cultura cidadã; isso também pode acontecer em qualquer cidade do Brasil.
       E para além das Bibliotecas. Há a necessidade de políticas de difusão do livro e da leitura, levando-o mais próximo ao público, com iniciativas que vão desde a distribuição gratuita de livros de baixo custo no sistema de transporte público (a exemplo do programa “Para ler de boleto en el metro”, na cidade do México) até a organização de bancas/estantes em praças e pontos de ônibus (a exemplo da cidade de Bogotá, ou da bela iniciativa de um Ponto de Cultura em um açougue, na cidade de Brasília, que disponibiliza 100.000 livros nos pontos de ônibus da cidade). E difusão se faz com gente, Agentes de Leitura (jovens da Cultura Viva, que difundem a leitura em casas, ruas e espaços comunitários) e o próprio incentivo à criação literária. Enfim, não há Cultura e Educação sem a devida prioridade às bibliotecas, livros e leitura.

*Terceiro texto da série “A Potência da CULTURA – ensaio com sugestões para programas de governo”, publicada originalmente e na íntegra na revista Fórum. Clique aqui para ler o segundo texto.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A POTENCIA DA CULTURA

Falando em cultura ontem dia 05 foi dia dela e por coincidencia o texto fala sobre este assunto. O artigo foi retirado da revista virtual Cultura e Mercado

A Potência da Cultura

   E se a Cultura fosse prioridade em programas de governo? Ela seria reconhecida como o fio condutor que une o direito à saúde, ao transporte, à moradia, à educação, ao trabalho, à cidade… à cidadania. Cultura como arte, habilidades humanas, mas para além das artes e da expressão simbólica, Cultura como comportamento, como atitudes e valores que se expressam desde as mínimas relações no cotidiano à economia. Assim, teríamos programas de candidatos e candidatas às prefeituras que tratariam a Cultura em toda sua Potência, central e transversal.

 

   Como primeira medida, o fortalecimento das Secretarias e órgãos de gestão da Cultura. Não é possível que a Cultura continue sendo tratada como mero ornamento, com políticas públicas acanhadas e concentradas, tanto no espaço geográfico, quanto social, ou restritas à realização de eventos e atividades artísticas pontuais.
     Em São Paulo, por exemplo, se de um lado houve a positiva e necessária recuperação de espaços como o Teatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade, além da incorporação da Virada Cultural (que, em meu modo de ver, deve ser mantida e aperfeiçoada) ao calendário da cidade; de outro, o investimento em Cultura, para além do centro da cidade ou para além de um grande evento anual, ficou praticamente abandonado.
    E este é o retrato de praticamente todo o país. Em Campinas, a mediocrização da gestão cultural vem desde o final do século passado (e, infelizmente, enquanto paro para pensar em alguma exceção positiva, poucos exemplos me vêem à cabeça, talvez Suzano, na grande São Paulo, não muito mais que isso).
    Ao menos em cidades mais dinâmicas, como São Paulo, outros agentes e instituições assumem um papel  mais ativo que as prefeituras na vida cultural da cidade; como o SESC paulista e sua programação de vanguarda, ou a iniciativa privada financiada com recursos de renúncia fiscal (mas neste caso reduzindo a Cultura à dimensão Mercadoria), além de manifestações e organizações autônomas da sociedade (como os saraus literários de periferia ou os pequenos teatros de grupo).
    Sem dúvida, em cidades com as dimensões de São Paulo esta pluralidade de agentes culturais, pode e deve ser estimulada; todavia, o que não pode mais continuar acontecendo é o fraco protagonismo do poder público municipal, não somente em São Paulo como em quase todos municípios do Brasil.
  Tanta coisa boa poderia acontecer se as gestões municipais fossem estruturadas a partir de uma visão ampla integradora da Cultura, sob o conceito da cidadania cultural.
      Nos próximos dias, exercitarei aqui um ensaio de como isso poderia se realizar na prática, em programas de governo. Penso em quatro macro-programas, interligados e transversais, não somente entre si, no âmbito de atuação das secretarias de Cultura, mas em inter-relação com as demais secretarias e programas do governo municipal. Estes programas matriciais deveriam se desdobrar em Ações e Iniciativas.

*Primeiro texto da série “A Potência da CULTURA – ensaio com sugestões para programas de governo”, publicada originalmente e na íntegra na revista Fórum.
         
Autor: Célio Turino
Historiador, escritor e gestor de políticas públicas. Foi idealizador e gestor do programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura.

   Meu Comentário: A cultura ainda nao foi percebida totalmente e nem as pessoas em geral (a maioria delas) conhecem seu potencial. Cultura é o modo de pensar e agir que pode ser vista individualmente (um individuo em particular) e coletivamente. É essa coletividade que vai formar o diferencial de cada cidade, estado e país. E o melhor, esta sempre em transformação. Porem se não respeitamos o outro estamos negando nossa propria cultura que como disse é coletiva tambem. Muita gente nao valoriza e prestigia os eventos sociais que acontecem em seu entorno e desta forma se alienia e quanto mais pessoas forem assim mais o lugar se estagna (nao evolui). Conhecer as comidas/sabores, as musicas/sons, os cheiros, os locais e as artes fazem parte do conhecimento cultural e devemos cultiva-los.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PELA CIDADE ARTE

Este foi um artigo publicado no Jornal Folha de Sao Paulo que achei muito interessante sobre a cidade do Rio de Janeiro porem como algumas partes falam de uma arte especifica e nao tem nem imagem vou colocar apenas os trechos mais apropriados para o assunto a ser discutido "Cidade arte".

20/09/2012 - 03h30 

                      
                                 Estátua de Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, RJ

Pela cidade, arte

...Como a instalação de arte em espaços públicos pode melhorar o local ou alterar a vida das pessoas?
O Rio tem centenas de trabalhos de artistas como Amilcar de Castro, Waltercio Caldas e mestre Valentim espalhados ao ar livre, além de Drummonds e Caymmis, com quem se pode desabafar ou só ficar ao lado.
    A arte não é solução para os problemas da cidade (como alerta a pensadora urbana Jane Jacobs, "há uma limitação estética fundamental no que pode ser feito com as cidades: uma cidade não pode ser um obra de arte"), ainda mais de uma metrópole como o Rio, bela e desigual. Mas ajuda na integração do espaço público à vida das pessoas, de maneira a se tornar lugar de encontro.
     Vale olhar o "Percent of Art", de Nova York, programa que obriga toda construção pública a destinar 1% de seu orçamento à arte da cidade.
    Em metrópoles cada vez mais populosas e sufocantes, obras em áreas públicas podem ser espaços de ócio em que o tempo utilitário é substituído por um tempo lúdico, dando sentido novo ao lugar de sempre. 

Paula Cesarino CostaPaula Cesarino Costa é jornalista. Paulistana, é diretora da Sucursal do Rio da Folha desde 2004. Desempenhou várias funções desde que entrou no jornal em 1987. Foi secretária de Redação, editora de política, de negócios e de cadernos especiais e coordenadora de treinamento. Escreve às quintas na página 2 da versão impressa da Folha.

    Na minha opiniao as vezes quando a arte esta no meio da cidade e se mistura com ela, dependendo de sua forma pode passar despercebida pela população e/ou ser mais aceita pela população nao a  enxergando como aquela arte de museu inaucansavel e elitista. Estando na cidade acaba trazendo um novo olhar. Esta atitude é muito valida e para mim se se tornar materia de aula pode melhorar ainda mais a valorização cultural e o mudar valores ja arraigados as pessoas em relação a arte. 

    
Estátua de Cartola e Noel Rosa no Rio de Janeiro

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PRESERVANDO A HISTORIA

 O texto de hoje fala porque um bem privado ou tombado ou que ainda vai ser tombado no Brasil ainda é destruido as escondidas. Ja adiantando isso ocorre, porque o dinheiro fala mais que a cultura. 
  O texto ainda esclarece algumas duvidas que as pessoas nao sabem sobre imoveis tombados. Enfim vale a pena ser lido. 


PRESERVANDO A HISTORIA

by Silvana Losekann • 8 de setembro de 2012 • Artigos, Nacional • 1 Comment


Prédios com valor histórico, artístico e cultural podem ser tombados pelo patrimônio público, mas não têm auxílio para a conservação.

Imagem Google Maps               

   Quando um imóvel é tombado pelos órgãos públicos responsáveis, significa que ele faz parte da história de uma cidade, estado ou país, e que sua preservação é de suma importância. Entretanto, receber essa incumbência não é exatamente uma maravilha.
Os incentivos para a preservação de tais prédios são mínimos e os custos para a manutenção ficam a cargo apenas do proprietário – afinal, não existe nenhuma verba pública destinada à manutenção de bens tombados. “Os órgãos de conservação deveriam ter mais incentivos para facilitar na preservação”, defende o diretor de Legislação Urbana do Sindicato da Habitação e Condomínios de São Paulo (Secovi-SP), Eduardo Della Manna.

  • Moderno antigo Projetado em 1946, o Edifício Louveira é um forte representante do modernismo arquitetônico paulistano. Foi tombado em 1993 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) do estado e, em 2002, pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). “Para conservar a fachada, fazemos a lavagem a cada sete anos e quando precisamos repor alguma pastilha procuramos ser o mais fiel possível”, explica o síndico Guilherme Toscano.
Com formas retas, altos pilares redondos no térreo e uma fachada em tons chamativos de vermelho e amarelo, os dois blocos do Louveira são bastante procurados por amantes da arquitetura modernista e curiosos. “Estudantes, engenheiros, professores. Diversas pessoas vêm até o edifício para conhecê-lo. As despesas de manutenção são pagas com o valor cobrado pela taxa condominial”, afirma o síndico.

  • Preservar é lei Apesar da preservação de edifícios tombados estar presente na legislação, não há verbas que se destinem a sua conservação. “Quando o imóvel pertence ao poder público existem verbas do próprio Estado, mas quando é uma propriedade privada não existe nenhum fundo que se destine a conservá-lo. Fica tudo a cargo apenas do proprietário”, detalha Eduardo Della Manna.
Assim como em qualquer condomínio, os custos com manutenção precisam constar na previsão orçamentária. “Apesar de ser um edifício tombado, não temos tantos gastos. Os custos são os mesmos do que para a preservação de qualquer outro prédio que não pode ter sua fachada alterada, o que acontece quase que no geral”, ressalta Toscano. A taxa mensal de aproximadamente R$ 1 mil é usada no pagamento de despesas como a presença de um colorista e um pintor, que têm a função de manter o bom estado da fachada.

  • Área envoltória Quando um imóvel é tombado, a área ao seu redor também é afetada. “Não é possível construir nada perto que impeça a visibilidade do bem tombado. Ao lado do Louveira existe um terreno comprometido exatamente por isso”, exemplifica o síndico. Há também restrições quanto a modificações dentro do prédio. Por outro lado, quando só a fachada é tombada algumas alterações internas podem ser feitas – desde que sejam comunicadas ao órgão responsável e não comprometam a estrutura do edifício.

  • Saiba mais sobre como funciona o tombamento de um prédio:
Qualquer pessoa pode solicitar que um imóvel seja tombado, basta fazer uma solicitação na prefeitura ou no órgão responsável de seu município ou estado. Técnicos avaliarão o pedido e, se ele for aprovado, será encaminhado para instâncias superiores;
Se você mora em um tombado, procure conscientizar os vizinhos sobre a importância de preservar o local;
Nunca inicie uma obra sem antes consultar o órgão responsável pelo tombamento.
Fonte: http://www.defender.org.br/preservando-a-historia/

terça-feira, 16 de outubro de 2012

CULTURA E/OU IDENTIDADE CULTURAL

 
Sotaques e culinaria sao tradições
 

Achei o texto de hoje superinteressante pois ele fala como se começa a valorizar a cultura de um lugar. Em minha opiniao, a maioria das pessoas se apegam a tradição delas proprias porem não sabem o verdadeiro valor que isso possui tanto para ela como para a preservação da sua cultura. Ja quando passamos para o valor tradicional do outro, que nao seja familar ao nosso, é que (as vezes) nasce(m) o(s) estranhamento(s) e o valor do outro é desrespeitado.  Mas leiam o texto que entenderão o que falo e caso tiverem alguma opiniao sobre o assunto comentem. Essa troca que é legal. ;)

Cultura e/ou Identidade Cultural

by  • 10 de setembro de 2012 • Artigos, Defender, Rio Grande do Sul • 0 Comments

Por Telmo Padilha Cesar*

     Entre nascer e morrer todo ser humano deixa marcas diferenciadas e muito pessoais que vão ser reconhecidas além de sua existência. São marcas que marcam tempos, épocas e fazem diferenças, produzem cicatrizes em corpos e mentes, mudam pessoas, aprimoram futuros e ousam mudar o mundo. Marcas que podem estar na parede de uma caverna milenar ou na mão de alguém, hoje, servindo para falar e ouvir.
     Ao criar e desenvolver novas formas de expressão, ao reproduzir e refazer artefatos, produtos ou mesmo a forma de fazer as coisas que recebeu já feitas como herança, esse único ser privilegiado pela inteligência se vê reconhecido e valorizado por aqueles que o cercam. Suas invenções, construções, ferramentas, instrumentos, arte, jeitos e gestos vão marcar cenhos, retorcer olhos e bocas, mas vão, ao mesmo tempo, estimular a criatividade nos cérebros de sua plateia.
       Na verdade, se reprisa a mágica e a beleza da vida, pois tudo isso será repassado aqueles que virem depois. Descendentes, filhos, netos e todos os que tomarem a notícia, conhecimento do seu trabalho ou usufruir a alegria do seu convívio, da mesma forma que de antes, já aconteceu consigo. Esse modificado, mas conservado conjunto de saberes e fazeres repassados ao futuro através da memória, é o que podemos chamar de Cultura. E a Identidade Cultural dos povos se forma, se fortalece, se desenvolve e se adequa a novos tempos pelas músicas tocadas, pelos cantos cantados, pelas danças dançadas, pelas receitas elaboradas e apreciadas no modo gente, criativo e social de viver.
          Diferente dos atuais dias de tormento e da péssima qualidade de vida que assola grande parte da população mundial, aqueles que valorizam a comida da casa, o doce da avó, o toque de gaita ou do violão de seu avô, o barquinho do filho, a bruxinha de pano que brinca com a filha, são os que vivem como foi definido para os seres humanos: – em família, respeito e paz. Com lazer, alegria, inteligência, rodeados de valores puros e verdadeiros.
     Se alguém pensa em promover, incentivar ou defender a Cultura, então deve começar em sua família, sua casa, sua rua, seu bairro, cidade e estado.  É desse jeito que se vai ter País. É desse jeito que se vai ter respeito de uns pelos outros. É desse jeito que se vai compor como retalho, a colcha que abriga, enfeita e protege.
        É assim que entendo, defino e curto Cultura. Para as outras definições que abarrotam páginas eu me despeço e me desculpo, usando esse texto como identidade.
*presidente da Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico

Fonte: http://www.defender.org.br/cultura-eou-identidade-cultural/

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O PATRIMONIO HISTORICO

O Patrimônio Histórico

by Silvana Losekann • 1 de setembro de 2012 

Por Marco A. Camarano*

O maior patrimônio existente no planeta é a própria humanidade que herdou todos os bens naturais, materiais e intangíveis (nao palpaveis).

   Cabe a ele, ao homem, a guarda e a preservação desses bens que, sendo as características de um povo, o agrega e o  distingue. Incluído nisso estão todos os bens móveis, imóveis e naturais. Nossa função seria cuidar desses bens edificados (deixados pelas gerações passadas) e dos naturais, que também são menosprezados pela população e muitas vezes alvos de depredação.

   No mês de agosto comemorou-se o Dia do Patrimônio Histórico, dia 17. Na verdade não foi uma comemoração, já que apenas algumas pessoas e entidades se lembraram. Foi muito importante a iniciativa do Instituto Estrada Real e da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg) de Minas Gerais, que ofereceram à cidade o mobiliário urbano com lixeiras, bancos, abrigos de ônibus e sinalização, que, diga-se de passagem, de tão bem integrados à paisagem, não a agridem. Esse projeto respeitou os pressupostos normativos nos âmbitos estadual, federal e internacional e seguiu as orientações do Guia do Mobiliário Urbano das Cidades Históricas mineiras, editado pelo Sebrae/MG.

   Mas houve problemas relativos à adequação dos materiais e implementação do projeto, que estão sendo resolvidos, felizmente. Outras cidades históricas também querem implementar o mesmo projeto, que precisa ser aperfeiçoado.

   Lamentavelmente, o dia 17 de agosto não trouxe nenhuma reflexão mais aprofundada sobre o patrimônio. Numa cidade como São João del-Rei – que embora bastante descaracterizada ainda possui  bens  edificados de uma beleza ímpar e bens imateriais únicos no país, e talvez no mundo – de alguma forma  algo mais  contundente deveria ter acontecido.

   Porém, numa atitude bem sucedida, o Ministério Público de Minas Gerais criou o decreto de despoluição do Centro Histórico e das fachadas das lojas do centro da cidade. Com o apoio do Conselho Municipal do Patrimônio, cuja atuação merece os maiores elogios, a iniciativa tornou o visual da cidade mais leve e agradável, deixando entrever as fachadas até então encobertas por placas gigantescas ou por várias placas. Não é o tamanho delas ou a cores agressivas das frentes das lojas que vão atrair os clientes e sim os preços honestos e o atendimento.


Fonte: http://www.defender.org.br/o-patrimonio-historico/

  Em minha opiniao, ainda nao aprendemos a ter toda esta consiencia sobre a valoração do patrimonio, pois muitos preferem destruir imoveis as escondidas antes deles serem tombados pois o proprietario nao quer arcar com os custos. 
  Nos pessoas comuns desconhecemos que podemos pedir o tombamento de uma area e poucos sabem as regras que devem ter com os monumentos historicos. Ex evitar descaracterizar tanto o proprio imovel como seu entorno. Imagina essa regra em um lugar que possui uma casa antiga e o local acaba sendo tomado pelos predios, o entorno ai ja foi embora e que empresario construtor vai pensa neste entorno, ele quer é fazer seus predios mesmo.
    Esta consientização devia ser dada desde a infancia porem perdemos muita coisa quando nao valoramos nossos bens e memorias.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

QUANTO VALE O PATRIMONIO DE UMA CIDADE?



O texto de hoje vai falar sobre a relação patrimonio e mercado nos tempos de hoje, é uma reportagem retirada do site Defender

Curitiba/PR – Quanto vale o patrimônio histórico de uma cidade?

by  • 


                                 
Argola para cavalos na Rua São Francisco – Foto de Lina Faria

    A foto acima mostra uma argola centenária em frente a funerária São Francisco, que outrora foi uma maternidade e que servia para amarrar arreios de cavalos. Esta é a última e onde ficará? Nos escombros de algum depósito de lixo? A rua mais antiga da cidade, assim como o patrimônio histórico do Hospital Bom Retiro e o bosque que deveriam ser tombados estão aos ventos do mercado, esse novo e poderoso destruidor da história e da cultura.

     O tombamento se faz necessário toda vez que a conservação se vincule a fatos memoráveis da história. É assim nas cidades que possuem algo para contar (1).
Ao invés disto prevalece a vontade do “mercado”.

    Sobre o tema o professor Michael Sandel argumenta: “Precisamos perguntar se não existem certas coisas que o dinheiro não pode comprar, pois o mercado descarta o moral”. (2)

    Os períodos que antecedem as eleições transformam profundamente as cidades. Não acontecem somente discursos, mas ações muitas vezes sem o debate e a discussão democrática que devem antecedê-las.

    O patrimônio histórico e cultural de um território define sua cultura – e a base das civilizações se forma na cultura. Com a globalização e o neoliberalismo vem a devastação dos lugares públicos e do sentido de coletividade. Em resumo: o público se privatiza.

   Ocorre que a história de uma cultura nos demonstra que quando os interesses econômicos prevalecem, ela desaparece.

Notas
(1) DI PIETRO, M.S.Z. Direito administrativo. 25ª ed. São Paulo: Atlas, 2012, p. 146 e ss.
(2) SANDEL, M. O que o dinheiro não compra: os limites morais do mercado. Trad. ClóvisMarques. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012, p. 13 e 93.
fonte: http://www.defender.org.br/curitibapr-quanto-vale-o-patrimonio-historico-de-uma-cidade/

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