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Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 5 de março de 2013

A CENTRALIDADE DA CULTURA NO DESENVOLVIMENTO parte 2

 Continuanado o texto da semana passada sobre a importancia da cultura, a parte de hoje (a qual acho mais legal)  esta centrada na cultura e os beneficios que ela pode trazer a um povo. Tambem começa a falar sobre a cultura brasileira. 

 A CENTRALIDADE DA CULTURA NO DESENVOLVIMENTO parte 2

    Cultivar é ordenar e sistematizar um conhecimento, nascido de um conjunto de valores, transformando-o em uma ou mais práticas. Não se pode ter dúvida que o desenvolvimento de uma sociedade humana é a tradução mais corriqueira de um processo civilizatório mais amplo. Projetar o desenvolvimento de uma sociedade é, em última instância, idealizar um modelo de civilização.

    A afinidade entre cultura e civilização é tão grande que costumeiramente são confundidas. Para determinadas correntes de pensamento do século XVIII e XIX elas foram sinônimas. De uma coisa, entretanto, não se pode ter dúvida. A civilização é um projeto de sociedade formado por valores e por uma visão de mundo, corporificados em instituições e representações sociais e políticas; em suas realizações e em seu modo de vida. É evidente, por tudo isto, que a base de uma civilização são suas culturas.

   Todo desenvolvimento material corresponde a um dado desenvolvimento intelectual. São interdependentes, faces de uma mesma moeda. A ninguém espanta que cultura e conhecimento também estejam permanentemente sendo confundidas. Não é para menos, a tradução que fazemos da vida está condicionada ao conhecimento que dela temos. A qualidade de vida numa sociedade humana depende das culturas que nela predominam.  

    Depende das ideias predominantes sobre o valor da vida humana, das necessidades criadas pela nossa existência coletiva, dos modos de satisfazer as necessidades básicas e de criar formas mais variadas de aproveitar a própria vida.  Todas as nossas necessidades são construídas culturalmente ao longo da História, mesmo que sejam as mesmas em qualquer lugar e época. Isso significa que a própria noção de “desenvolvimento” está carregada de valores.

   Especialmente no mundo contemporâneo, não temos como falar em desenvolvimento sem questionar a sua sustentabilidade. O desafio de buscar um desenvolvimento sustentável já é em si mesmo expressão de confronto com um modo de ser que ainda hoje é hegemônico. 
(...). Vivemos num século em que se evidencia a irracionalidade do estilo ocidental de desenvolvimento, construído com base em valores culturais forjados em uma visão de mundo etnocêntrica e antropocêntrica, que marcou e têm ainda marcado em muito o pensamento científico ocidental.

   (...). Como vemos, é a cultura, em suma, quem lhe dá os contornos e as coordenadas de sua ampliação. A questão ambiental, que a busca por um desenvolvimento sustentável nos impõe, está a nos exigir outra sensibilidade e visão de mundo. (...) Meio ambiente não se confunde com a natureza, ele nasce da relação do homem com ela. É resultado de um propósito civilizatório. Não existe sem uma cultura(...).

   Temos uma história que não é apenas “natural”, que também é cultural, urdida por uma natureza muito particular: a humana. A chamada luta contra a natureza foi um dos maiores motes do processo civilizatório ocidental até a bem pouco tempo. A palavra cultura (...) nasce no centro da invenção de uma dicotomia e de um conflito entre o homem e natureza. Está na raiz de sua definição ser algo que nasce em oposição ao natural. Sua meta, em primeira instância, está associada à superação da condição de primata.

   Cultivar é de fato alterar a ordem natural das coisas; a agricultura e o fogo foram nossas duas primeiras interferências no meio ambiente. A cultura passou a ser o nosso grande diferencial frente aos outros animais (...).

   Não é demais repetir: temos que ter em mente, a questão ambiental é, sobretudo, uma questão cultural, que envolve mudança de sensibilidade, comportamento e visão de mundo. 

   (...)Não costumamos ver a cultura como uma necessidade básica. Temos que entender que sem uma radical mudança de valores, não há salvação para a vida do homem no planeta. (...)Carecemos de outra visão do que seja desenvolvimento (...).

    Foi assim, com essa visão do papel estratégico que cabe à cultura no desenvolvimento de nosso país, sentimos a necessidade de ampliar o raio de compreensão da ideia de cultura (...). Eliminamos as caixinhas que o restringiam ao mundo das artes e da literatura. Redesenhamos a sua estrutura institucional para uma atuação mais ampla em todos os sentidos. Sabíamos que tínhamos que ativar todo o corpo cultural brasileiro. 
    (...)Precisávamos desconcentrar a nossa política cultural, trazer para o seu raio de ação expressões culturais até então sem acesso ao apoio do Estado.

   Precisávamos ir ao encontro da diversidade cultural brasileira, enfim. Sabíamos que toda forma de cultura vale a pena. Estamos convencidos de que nossa grande contribuição a um mundo globalizado é a nossa diversidade cultural.(...) Aliás, nossa singularidade é mesmo a nossa pluralidade.(...)
 
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