Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 31 de julho de 2012

COLECIONISMO: o desejo de guardar

coleção de carros

    Pesquisando sobre livros, encadernações e etc, encontrei este texto que achei muito interessante e importante para ser compartilhando com os leitores do blog :
-Colecionismo: o desejo de guardar Vera Regina Luz Grecco Publicado originalmente no Jornal do MARGS n. 83 (Porto Alegre, junho de 2003).

Antes de inicia-lo colocarei aqui o significado de colecionismo, mesmo que possa parecer bobo, sempre é importante identificar e se informar sobre o que estam os falando:  segundo michelis:
colecionismo: sm (coleção+ismo) Tendência a fazer coleções.
coleção: sf (lat collectione) 1 Reunião de objetos da mesma natureza. 2 Compilação. 3 Ajuntamento. 4 Med Acúmulo de líquido em uma cavidade: Coleção purulenta.

Esta pequena história do colecionismo não se relaciona especificamente ao livro,
mas está estreitamente ligada à bibliofilia e à história das bibliotecas...
  

 A necessidade de colecionar é contemporânea da coleção de objetos utilitários que acompanhava o homem primitivo em seus deslocamentos. Com o tempo, foi estendida aos objetos de uso religioso e, aos poucos, aos evocativos, pois as ações humanas não são aleatórias, têm significado, são regulamentadas, repetidas, aperfeiçoadas e revestidas de simbolismo que pode ser transferido a elementos palpáveis.  

 O colecionismo ligou-se, desde o início, à idéia de posse que, por sua vez, gerou o conceito de propriedade. Possuir objetos tornou-se manifestação de poder. Assim, a coleção foi ultrapassando sua funcionalidade e tornando mais evidente seu lado simbólico.  

   Na antigüidade, as grandes coleções estão ligadas aos senhores, reis e imperadores, mas são paralelas ao desejo das culturas de conservar, para o futuro, seu patrimônio. Aurora Leon nos aponta, em seu livro El Museo, que o "colecionismo, apesar de seus problemas, foi um fenômeno sociocultural necessário ao aparecimento da instituição museológica".

    As gerações humanas foram moldadas pelas que as antecederam ou com elas conviveram. São culturalizadas por intermédio de um lastro cultural preexistente. Assim, forma-se um elo de continuidade mutável, baseado no fato de que o homem aprende a viver e pode aprender a viver melhor.      

   O Patrimônio é constituído por bens passíveis de serem transmitidos aos herdeiros e, num sentido mais amplo, é tudo o que nos cerca, que nós reivindicamos como nosso. Segundo Dominique Poulot, requer uma intervenção voluntária a fim de que sua preservação e entendimento sejam assegurados. 

      O museu, como o conhecemos hoje, símbolo e guardião do patrimônio, reunindo artefatos da nossa memória, partícipe da transmissão de conhecimentos e reflexo da nossa identidade, começou a ser gestado na Idade Média quando a Igreja reuniu grandes coleções.

      O Renascimento italiano, com o humanismo e a investigação dos testemunhos da arte clássica e, para Luis Alonso Fernández, permitiu, se não a criação do conceito de museu moderno, pelo menos o precedente histórico mais relevante. O termo museu começou a ser utilizado, num sentido próximo do atual, por Cósimo de Médicis que aplicou-o à sua coleção de códices e curiosidades. O humanismo renascentista acrescentou ao valor hedonístico e econômico da obra de arte, herança romana, um valor formativo e científico para o homem educado. O valor do objeto clássico é agora estético e histórico. O material do passado aí está para recriar e interpretar a cultura clássica.     

    A França patrocinou um colecionismo, como forma sutil de prestígio e enriquecimento do patrimônio, e impôs, conforme Aurora Leon, o estilo da corte que foi assumido pela burguesia. Na burguesia ascendente, eram encontrados todos os tipos de colecionadores. Rica e ilustrada, ela produzia bens e consumia arte. Entrementes, já havia inquietude entre os estudiosos para que os museus fossem abertos ao público.   

      Até o final do séc. XVIII, as coleções tinham um caráter privado. O acesso às coleções só se efetivou com a Revolução Francesa que converteu as grandes coleções reais em museus públicos, e o museu foi estabelecido como um dos instrumentos da democratização do saber.   

  O Romantismo desmantelou as teorias escolásticas e neoplatônicas, resquícios das correntes literárias e filosóficas anteriores, em favor de uma filosofia que, na opinião de Fernández, considerava que tudo o que significasse mudança levaria o homem a um estado trágico. Portanto foi significativo que a criação dos museus, no séc. XIX, tenha se utilizado da tradição para servir de apoio à existência humana. O museu respondeu, então, e responde hoje, à necessidade de colecionar e preservar para o futuro, completando o processo histórico da humanidade, provendo-a de outros elementos além dos da história escrita. O conhecimento do passado, através de objetos e registros que sobreviveram, se impôs, pois objetos não estão sujeitos a erros de interpretação humana.  

    O fim do séc. XIX conheceu o museu como depósito de objetos exóticos dos despojos coloniais. As expedições científicas às colônias alimentavam os acervos e transformaram os museus em instituições de pesquisa científica. A introdução da pesquisa levou o museu a especializar-se por áreas do saber e a remanejar as coleções, mas o museu ainda era voltado para si mesmo.  

    Todos sabemos que reconhecer o passado é conhecer-se melhor. Quem se conhece tem identidade, sentimento de pertencer, faz parte de um grupo humano específico.  

    O desejo das culturas de conservar para o futuro seu patrimônio permitiu que através dos séculos ocorresse uma acumulação patrimonial, por isso, assinala Fernández, a realidade patrimonial precedeu a existência de uma ciência museológica. Mas onde guardar o patrimônio? No início, os museus ocuparam palácios já existentes, cuja arquitetura imponente poderia, e certamente o fez, intimidar o público, além de obrigar a execução de um mínimo de adaptações para obter certa funcionalidade.  

    No séc. XX a arquitetura começa a procurar a verdadeira identidade do museu, há necessidade de pensar o museu, planejar a adequação entre conteúdo e continente. Inicia-se, também, intensa atividade investigadora para elaborar as melhores formas de organizar e expor em museus.  

      A revitalização do museu, a partir da primeira guerra mundial, foi reflexo do sentimento do homem que passou a se sentir deslocado, perdido de suas origens, e buscou sua tradição no museu. Outra conseqüência do clima pós-guerra foi o aparecimento de novos museus, principalmente em países como o Brasil que presenciou a criação do MASP (Museu de Arte de São Paulo), do MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo e do MAM do Rio de Janeiro. No conjunto dessas ações está incluído o MARGS, criado em 1954, e prestes a completar cinqüenta anos.

Vera Regina Luz Grecco é Técnica em Assuntos Culturais da SEDAC (Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul) e aluna do pós-graduação em Museologia da UFRGS. Reproduzido com a autorização da autora


fonte: http://escritoriodolivro.com.br/historias/colecionismo.html

 
Coleção de DVDS  e Selos

terça-feira, 24 de julho de 2012

CRIATIVIDADE

  
  Criatividade
 
          O texto escolhido é sobre Criatividade, porem ao mesmo tempo que o assunto seja muito amplo pode servir especificamente para a arte por isso que esta aqui e ela é muito importante para todos 

  : Elisabeth Cavalcante ::

   Todos nós possuímos um poder criativo inato, que se origina de nossa essência, o ser natural com que chegamos ao mundo. Entretanto, ao longo de nosso crescimento nem sempre somos estimulados a expressar este dom.

    Muitos de nós, aliás, têm sufocado seu potencial criativo desde muito cedo, e são condicionados a seguir regras pré-estabelecidas para lidar com a vida, que não fujam do roteiro comum à maioria dos seres humanos.

    Quantas crianças não são reprimidas em seus talentos, porque os pais consideram bobagem as aptidões que não tragam retorno financeiro imediato?


    Assim, aos poucos, vamos abandonando nosso potencial criativo, e desacreditando das idéias que brotam espontaneamente em nosso interior.

   A criatividade é um subproduto da intuição, ou seja, ela se origina em uma dimensão que não passa pela razão. Por isso, para ser plenamente expressa exige um requisito essencial que é a confiança.
   
 Somente aqueles que se entregam sem resistência aos seus insights intuitivos,(...) conseguem vivenciar plenamente sua criatividade.

    Quanto mais abertos e receptivos nos mantivermos para perceber os poderes de nossa alma, mais facilmente expressaremos a infinita capacidade criadora que carregamos em nosso interior.

    A criatividade significa simplesmente que você está em estado de relaxamento total. Não significa inação, mas sim relaxamento - porque, com o relaxamento, ocorre muita ação.(...)

    ...Quando você se torna criativo, quando permite que a criatividade flua por intermédio de você - quando você começa a cantar uma canção que não é sua, que não pode assinalar nem dizer: "Ela é criação minha"; sobre a qual você não pode pôr sua assinatura - então, a vida cria asas e desfere vôos.

   Na criatividade está a superação; de outro modo, nós podemos continuar, no máximo, a nos perpetuarmos tal como somos.(...)

Osho – do livro: Criatividade - Liberando Sua Força Interior


fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=11991


 
 Ilustração sobre o lado direito do cerebro (nosso lado emociaonal e criativo)

terça-feira, 17 de julho de 2012

A ARTE É INDIVIDUO E NAO COLETIVIDADE

   A partir de hoje, resolvi pegar alguns textos de grandes nomes de personalidades que tratam sobre arte e que estao no site o citador para poder discuti-los e ver as diferentes opinioes sobre aqueles que viveram exclusivamente da arte. Nao pretendo desvaloriza-los apenas comenta-los e nao ficar apenas em textos sobre o que é restauração, arte-educação ou assuntos do genero. 

    O texto a seguir, se olharmos superficialmente ele é bem polemico e agressivo porem se pensarmos profundamente ele tem algo de verdadeiro... E tambem porque devemos ver todos os lados de um mesmo assunto né

 

    Vamos a ele...

Thomas Mann      Thomas Mann Alemanha       1875 // 1955 

    A Arte é Indivíduo, não Coletividade. Arte é espírito, e o espírito não precisa, em absoluto, de se sentir obrigado a servir a sociedade, a coletividade. A meu ver, não tem direito a fazê-lo, devido à sua liberdade e à sua nobreza. Uma arte que «se mete com o povo», fazendo suas as necessidades das massas,(...) cai na miséria. Prescrever-lhe isso como um dever, admitindo-se, talvez, por razões políticas, unicamente uma arte que (todos) possam compreender, é mesmo o cúmulo da grosseria e equivale a assassinar o espírito. Este - eis a minha firme convicção - pode empreender os mais audaciosos, os mais incontidos avanços, as tentativas e pesquisas menos acessíveis às multidões, e todavia ter a certeza de servir, de um modo elevado, indiretamente o homem, e à la longue até os homens.

Thomas Mann, in "Doutor Fausto".
fonte: http://www.citador.pt/textos/a-arte-e-individuo-nao-colectividade-thomas-mann
 
Minha analise: 
     Se formos pensar, nem todo mundo admite gostar de arte e nao ve sentido na mesma. Pensando por este lado, se uma pessoa nao te valoriza para que voce vai querer tentar agrada-la, se as pessoas começarem a fazer arte porque gostam e sentem prazer no que fazem sem querer agradar a todos pode em seu ato demostrar tanto prazer que o seu trabalho acaba tocando ate o mais insensivel. É isso que o texto quer dizer, primeiro a arte deve vir de uma necessidade interna e se ela estiver de acordo com quem fez, nao for forçada e sim espontanea ela vai ser grande.
   Ao meu ver arte tinha que natural a todos e deve ser por pensar assim acabamos comentendo o erro grave de querer agradar a todos, democratizando a arte , mas tambem tem o lado da sobrevivencia de quem esolhe a arte como meio de vida e dai como fica a situção? Agora olhando por este texto, o que ele diz é que a arte deve ser desprentenciosa e somente assim ela sera verdadeira.
   Este pensamento ao meu ver é validp apenas para no ato do fazer pois depois que o trabalho é exposto ele deixa de se submeter apenas ao olhar do artista para ser do coletivo entao concordo em parte com o que foi escrito.

Proxima postagem: 24/07 Criatividade

terça-feira, 10 de julho de 2012

CINEMA DE ANIMAÇAO

   

   O assunto de hoje do blog é cinema de animação. Primeiro vou falar com minhas palavras o que sei sobre o tema e em seguida postarei textos pesquisados para dar mais embasamento"garantia" ao que esta sendo tratado.
    A animação é um conjunto desenhos feitos quadro a quadro e transmitido a tamanha velocidade que estes quadros parecem ter movimento aos nossos olhos (varia de 12 quadros por segundo ou mais).
     Ela pode ser tradicional, ou seja, feita manualmente ou digital feita no computador, ser bidimencional (2 dimensoes:largura e altura) ou tridimensional (3 dimensoes: altura, largura e profundidade gerando o volume) e possui vários tipos.
  • Animação de recortes: Aqui desenhos sao recortados e a pessoa os movimenta.

  • Animação de Fantoches: É o teatro de marionetes ou mamulengo.
  • Teatro de sombras que vem la da china.
    O que se destaca nestes tres metodos a cima é a manipulaçao de objetos feita pelo homem havendo uma maior aproximaçao publico peça

    Stop-motion termo em ingles que indica para e movimenta. Neste estilo, o animador vai fazer um movimento na imagem filmar em seguida mudar outra peça ou fazer outro movimento fazendo uma alteração na cena para novamente voltar a gravar a cada nova mudança. O stop-motion pode ser feito em qualquer suporte (quadro de areia, papel) e com qualquer material (massinha, moveis, objetos) .
  Um dos destaques da animação mundial foi Norman Mclaren que mesmo em uma epoca em que nao havia tanta tecnologia como hoje, ele testou e se destacou em vários tipos de animações, inovando o estilo.
 
(Pesquisado )
  O cinema de animação compreende o desenho animado, a animação de bonecos, a animação de fotos e a recente animação computadorizada. O que caracteriza a chamada oitava arte, é o fato de não fazer-se uso de atores nem de cenários naturais. Sua origem remonta as antigas experiências com sombras chinesas e aos aperfeiçoamentos introduzidos na lanterna mágica durante os séculos XVII e XVIII. Mas foi só no século XIX que as teorias puderam ser levadas à prática (devido ao grande avanço da fotografia). Na década de 1920, Walt Disney compreendeu o grande partido que poderia tirar de uma arte nova e em crescente popularidade. As bases de uma "fábrica de sonhos" para as crianças e adultos foram lançadas em 1926, quando Mickey - o camundongo antropomorfo - fez sua estréia nas telas. O cinema de animação é totalmente construído através de desenhos, fotos ou bonecos. 
    A idéia de movimento, ou seja, a animação, é dada pela reprodução rápida (24 quadros por segundo) das imagens estáticas, em posições ligeiramente diferentes uma das outras.   
  Durante muito tempo, o cinema de animação foi voltado para o público infantil nas antigas sessões zás-trás de cinema, às 10 da manhã de Domingo, ou nos horários infantis de televisão. Hoje faz-se animação também para adultos. O traço de animação pode se manifestar de várias formas: com a inclusão de pequenos desenhos animados, pela inclusão de um ou mais personagens de desenho, pela animação de bonecos e pelas trucagens que fazem personagens voarem, jogarem bola com a Lua, desaparecerem como fantasmas, etc. 
   A introdução dessas animações leva à quebra do ilusionismo criado pela imagem cinematográfica e recoloca o problema da ficção em seu devido lugar, além de introduzir o elemento lúdico, o inventar possibilidades descabidas, o manifestar desejos mágicos. 
 Fonte: http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/fis/equipes/cinema/cinemanimacao.html

Técnicas de animação

 fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anima%C3%A7%C3%A3o

Proxima Postagem: 17/07 Arte é individuo e nao coletividade
TV Western storyboard example
 Este é um storyboard retirado do site:http://accad.osu.edu/womenandtech/Storyboard%20Resource/.. O Storyboard (historia em prancha/prancha de historia em portugues) Ele é o rascunho e o roteiro visual da animação e pode ser visto como a propria animação sem movimento, pois é nele que esta contido todo conteudo principal do filme a ser criado (nao precisa rser rigorosamente iguais) mas o storyboard é quem vai ditar os parametros que serviram de guia da historia para que ela nao se perca

terça-feira, 3 de julho de 2012

LIVROS DE ARTISTA: DEFINIÇÃO PLURAL

  Hoje o tema é sobre o livro de artista

 

Livro de artista, Paulo Miranda, objeto em técnica mista, 50x120 cm, 2003.

     Os artistas, sobretudo os pintores, intervêm e colaboram na elaboração de livros desde tempos imemoriais – nomeadamente a nível decorativo e ilustração. Mas, em meados do século XX fazem-no diferentemente porque engendram eles próprios os (seus) livros assumindo e acompanhando todas as etapas de feitura dos mesmos - são os editores, produtores, paginadores, autores dos textos e imagens, encadernadores e distribuidores. A diferença fundamental, entre o livro ilustrado por um artista e um livro de artista, reside numa subtileza sagazmente definida por Anne Moeglin Delcroix (...) "o livro não tem um significado ele é o significado."

     O livro de artista é integralmente concebido e realizado pelo artista, é da sua inteira responsabilidade e autoria. A partir do século XX, o livro e os múltiplos são, por excelência, meios de divulgação e difusão da contracultura. São materiais geralmente baratos de adquirir ou produzir, transportáveis e, consequentemente, acessíveis a quem quiser consumir. Em meados do século XX, alguns artistas constituem as suas próprias editoras, evitando assim qualquer tipo de censura e garantindo uma independência economica; cito apenas alguns exemplos: Sol Le Witt funda Printed Matter, Ed Ruscha cria a Heavy Industry Publications, Michael Baldwin e Terry Atkinson unem-se em 1968 para criar a Art & Language Press; e, Dick Higgings publica inúmeros livros, opúsculos e manifestos dos artistas ligados ao movimento Fluxus através da sua Editora Something else press. (...) Existem dois aspectos seminais, fundadores do conceito "livros de artista":
 
1 – o artista coleciona, copia e divulga mais facilmente o que faz devido às novas e acessíveis técnicas de reprodução (fotocopiadoras, fax, scanner, impressão off-set, entre outros); passando os a produzir múltiplos colecionáveis e/ou efemeros: revistas, cartazes, postais, livros de artistas, livros-objectos, auto-colantes, flyers mas também discos, filmes, entre outros, de forma autonoma e independente da rede galeristica e museal. Estes múltiplos espelham o cruzamento de uma influência popular e referências eruditas.
 
2 – os artistas documentam os seus próprios processos de trabalho registando happenings e ações efemeras, publicando textos críticos (como por exemplo D. Judd), poéticos ou outros de caráter indefinível – como por exemplo as auto-entrevistas de Lucas Samarras.(...)

Uma outra definição menor, mais simples e que resume isso tudo é essa:

   Os livros de artista são livros produzidos por artistas, na sua maioria para manuseio direto, assim possibilitando uma aproximação física, tatil e visual com a produção artística. Os livros de artista são sempre edições especiais, podendo o artista fazer edição de exemplar único ou múltiplos exemplares. Os livros de artista são espaços de criação, onde se exploram vários tipos de narrativas, são locais privilegiados para experiências plásticas, no livro de artista é possível fazer uso de várias linguagens poéticas (artes visuais, poesia, literatura ...) somando e criando interligações de tempo e espaço, tempo e movimento. É de extrema importância o desenho das palavras, as palavras como imagens, as imagens como palavras, com igual relevância poética. ------------------------- texto de Constança Lucas  

Fonte: http://www.arachnesnet.com/isabelbaraona/pt/textos/2010_sharemag.html
                  http://livrosdeartista.blogspot.com.br/




 LAVATER,Warja Le Petit Chaperon Rouge


AMBE, Noriko  enquanto uns fazem livros  para expressar sua poetica, outros "destroem" (a artista trabalha com recortes em livros/revistas para fazer seu trabalho)

Proxima Postagem: Cinema de Animação

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