Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O FAZER ARTISTICO – Artistas, Críticos e Lugares (parte 4)




 Exposição de Arte Portugesa, Londres, 1955-1956

C – Os Lugares (Espaços) da Arte

    Se quem faz, faz para o produto ser mostrado, mostrar onde? Quais são os lugares? Em que espaços se vêem Arte?


   Os lugares e os espaços são vários, porque a Arte cabe em todo lugar.


   Herança do século 19 e 20, ainda há os salões com premiações. As Galerias e os Museus de Arte com seus curadores.


    Há os espaços públicos. Há as ruas. Radha Abramo nos historia uma de suas experiências relatando que “no final dos anos 70, organizei a primeira exposição a céu aberto, na ocasião da inauguração da Praça da Sé, em São Paulo. Foram 17 obras, expostas ao público. Se a crítica não gostou ao que conhecemos como Projeto Arte no Metrô, o qual ainda não foi totalmente concluído. Ainda temos obras para colocar nas estações”...


    Vemos assim que no Brasil iniciativas estão sendo tomadas. Falta talvez vencermos nossa timidez e seguir este exemplo de levar a arte para os espaços. Isto ajudaria aos novos artistas e educaria o povo a conviver com a arte.


   Falta o artista vencer seus próprios limites, o poder público incentivar mais, haver a coletivização de ações em prol de um mundo, um Brasil mais voltado para a Arte. Porque a Arte sensibiliza e vai mais longe. Ela levanta questionamentos e se assim é a Arte politiza, transforma, desperta conscientização.


     Terminamos dizendo que Nelson Screnci salienta que “... ainda há muito espaço no Brasil para quem quer criar. É um país em permanente construção, com muitas paredes brancas e vazias a serem preenchidos... Quem quer fazer faz, com autodeterminação e independência: inventa espaços, defende suas idéias, conquista um público e remove montanhas”.


   Portanto, o Brasil, o público, espera que você artista mostre suas habilidade e competências. Queremos ver você mostrando sua Arte. Quanto a você, poder público, secretários de cultura, queremos ver mais ações, promoções de eventos, iniciativas (e menos desculpas dizendo que as verbas não são suficientes). Quanto a você, empresários, gostaríamos de vê-los fazendo parcerias com o poder público ou incentivando algum artista ou escola de arte e ateliês. Pois, afinal Arte também pertence ao mundo dos negócios e é sinal de inteligência.


    Educando o povo, influenciando o imaginário através da arte e incentivando a cultura é que o país cresce e se modifica para melhor. Forma-se assim a Cidadania e reforça a sua soberania.


    Tomemos nossas atitudes acreditando em nosso país e creditando em quem pode fazer mais por ele despertando e sensibilizando consciências.


Fonte original: http://www.barbacenaonline.com.br
 
REFERÊNCIAS:


1) BAIERZ, Silvana. Radha Abramo—um paralelo entre arte e crítica. In. Consulte Arte e Decoração. Ano XIII. 2004. Ed. Nº 34.


2) SCRENCI, Nelson. Jovens Artistas, Novos Espaços. In. Consulte Arte e Decoração. Ano III. 2004. Ed. Nº 34.


Proximas postagens

  • 10 dicas para tornar uma visita divertida
  • A arte em busca do começo
  Para finalizar, vai um pensamento que retirei do blog Ilustratus e que é bem interessante. Para se pensar
 
(...) não existe talento; existe somente uma coisa: compromisso. Nós todos temos criatividade. A chave para expressá-la é aprender a definir o que é que você quer perseguir e criar um compromisso com essa idéia. Então você vai encontrar as ferramentas que você precisa. Você vai ter a paciência para trabalhar com todos os erros , as coisas que não parecem boas, e você vai manter a perseverança até que aconteça do jeito que você quer, ou de uma forma ainda mais maravilhosa do que tinha imaginado.Por David Paladin Chethlahe

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O FAZER ARTISTICO – Artistas, Críticos e Lugares parte 3

B – O Crítico de Arte


    Já que a Arte é produção, o artista não produz para si. Ele produz para mostrar. E é por isto que a Arte é a releitura que o artista e o observador, cada um com sua decodificação, sua bagagem, sua alfabetização artística faz da vida.

    O crítico de Arte é aquele que se acha melhor entendido para dizer se o quê se produziu foi uma boa mostragem ou não, se o artista soube se expressar, soube inovar, soube usar bem a linguagem artística.

   Élson Screnci justifica argumentando que “a necessidade imperiosa de transformar a matéria mantendo aí uma espécie de diálogo com o mundo da sensibilidade é o que dá autenticidade à arte. Isto não pode ser compreendido inteiramente por quem está de fora e pouco envolvido numa atividade... É conveniente procurar a aprovação do espectador... A opinião dos especialistas, por outro lado, nem sempre pode ser seguida à risca, já que a História da Arte vem demonstrando que geralmente não são bons profetas”.
    Radha Abramo em sua entrevista à Silvana Baierl diz que “O Crítico não pode julgar o que realmente é uma obra de arte ou não”. Entretanto entre esta fala, ela faz duas considerações: “... Você pode absorver tudo, conhecer todas as formas de arte, mas com a consciência de selecionar o que é melhor. É ver tudo, conhecer tudo e eliminar o que não presta”. E depois acrescenta, “há artistas que fazem um trabalho fascinante. Outros trabalham uma arte pública, exposta na rua. Ambas têm seu valor e não podemos afirmar que arte dos museus é mais verdadeira do que vemos nas ruas”. Adverte a própria crítica de arte o seu jeito de trabalhar a crítica. Acredito na conformidade heterogênea da arte... Cada um de nós é diferente, dentro do que somos”.
    Vem-nos uma indagação: e ao crítico, quem julga? Como se faz um especialista? Seu aval, seu crivo é infalível? Até que ponto ele é “puro” em seu julgamento? Até onde o seu profissionalismo passa pelas empatias de seu ser?

    O especialista, o crítico de arte, se faz pelo acúmulo de seus estudos, interesses, preparos, pesquisas e experiência. Apesar de toda sua formação ele não é infalível. Ele também erra e é influenciado. Como Nelson Screnci disse a História da Arte já provou que os especialistas não são bons profetas ao afirmar e autenticar ou não os artistas. E que eles podem errar “principalmente quando indicam a necessidade de enquadrar o trabalho em ‘modas’ ou ‘tendência’, o que se por um lado pode oferecer à criação um lugar ao sol, por outro não é suficiente para assegurar a permanência de uma obra consistente”.

CRITICO DE ARTE " DE NORMAN ROCKWELL

Meus acrescimo: Geralmente os criticos de artes tentam descobrir "novos" talentos. Eles sao os caça taletos que arriscam investindo na carreira destes desconhecidos artistas para tentar alavanca-los e assim ganhar fama junto com eles. É como investir na bolsa: voce pode ganhar milhoes ou perde-los dependendo do seu faro.

Proxima postagem:  
                27/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares ultima parte
     

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O FAZER ARTISTICO – Artistas, Críticos e Lugares (parte 2)


           A – O Artista Hoje (no Brasil)

                                                                  
Imagem do Produtor de arte pega na net

   Antes de falarmos do produtor temos que falar do produto: Arte. Usando estes termos, produtor e produto, pode parecer que estamos sendo frios, racionais e que tratamos de algo do mundo dos negócios, da economia. Estamos sim nos referindo a isto também, porque no mundo capitalizado e globalizado arte é algo que também pertence ao mercado. Mas a razão principal é de tirar do imaginário que arte é coisa somente do plano espiritual ou da fruição dos sentidos ou do fluir. Arte e produção advem das habilidades e competências do fazer, do produzir. Foi-se o tempo que arte era vista como um dom e seu produtor, alguém abençoado por alguma entidade.

    A arte vem da necessidade que o homem sente de criar. De transformar o objeto e de dar a ele uma outra função que não o de sua funcionalidade comum (isto ocorreu sobretudo após as vanguardas do século 20). Além da necessidade de criação que move a Arte, ela é feita pela necessidade de despertar emoção, sentimentos e releitura da vida. Portanto, a Arte também é comunicação.

    Uma vez tirada a Arte de seu pedestal místico e mítico, e sabedores de que ela é o desenvolvimento, o exercício, de habilidades e competências leiamos o quê a historiadora de arte e crítica, Radha Abramo, nos diz sobre o artista, especificamente o artista brasileiro: “O que falta ao artista brasileiro é pesquisa. Arte se faz com pesquisa, conhecimento. Mas para pesquisar, o artista precisa ter material, precisa encontrar registros do que ocorreu na história. E no Brasil, temos poucas literaturas para pesquisar”. (BAIERL).

    Estas palavras são endossadas pelo articulista SCRENCI, “Cada vez mais se exige do artista uma qualificada formação teórica e prática, que favoreça o desenvolvimento de uma criação original livre de resultados óbvios e estereotipados”.

Nelson Screnci afirma ainda, que no Brasil, o artista plástico é confundido com o artesão. Apesar de haver associações das classes de artistas, falta-lhes os sindicatos, os registros em carteiras e o que é pior e que motiva esta confusão: a atividade de artista plástico ainda não foi legalmente reconhecida pelos meios oficiais.

O mesmo articulista aconselha: “Uma grande saída para quem está debatendo nos difíceis começos de uma carreira artística é o apoio de um trabalho coletivo... E desta forma invalidar a triste idéia romântica que vê no sofrimento uma condição necessária ao aparecimento de uma obra-prima” (grifo nosso).

    E ele salienta que, no Brasil de hoje, quando assistimos e os dados estatísticos confirmam para o aumento da expectativa de vida e da faixa etária considerada da terceira idade, “muitas carreira brilhantes começaram na maturidade. É quando temos mais disponibilidade para assumir uma ocupação comprometida apenas com o prazer. E experiência de vida para transformar essa atividade uma grande paixão”. E ainda que “jovens artistas não são necessariamente artistas jovens”, porque “construir uma obra é um investimento de tempo e um ato de abnegação”.

   A historiadora de arte Radha Abramo diz que, no campo das artes plásticas, “acho que o forte da arte brasileira está na escultura e na instalação”.

    Para quem é leigo a instalação, segundo a Wikipedia, “é uma manifestação artística onde a obra é composta de elementos organizados em um ambiente... Uma das possibilidades da instalação é provocar sensações... ou coisas que simplesmente chamem a atenção do público ao redor. A primeira instalação artística foi o ‘Merz Bau”, ou ‘Casa Merz’, o apartamento do poeta e artista plástico Kurt Shwitters, transformado por ele em obra de arte, de 1923, na cidade alemã de Hannover”.


Kurt Shwitters,  "Merz Bau”
Proxima Postagem: 20/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares (parte 3)
                                   27/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares (final) 


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O FAZER ARTISTICO – Artistas, Críticos e Lugares (parte 1))

 
 
                      O inicio de todas as artes: "Arte Rupestre" na Gruta de Altamira

O ser humano desde que tomou ‘consciência de seu Ser’ sentiu necessidade, de muito mais do que seus instintos exigiam (fome, sede, abrigo, proteção), da Arte. Com isto surgiu a figura do artista, que ao longo da história assumiu diversos estados.


Nos primórdios foi aquele que, em cavernas, conseguia fazer fluir a caça. Depois era aquele que conseguia se comunicar com o mundo dos espíritos (surgia neste momento a figura do sacerdote).


Tornou-se artífice em busca do belo no mundo helênico e romano para logo depois ser o artesão da Paixão de Cristo nos Mosteiros e Catedrais.


Na Renascença, quando ousadamente, enquanto mestre, sagrou seu nome em suas obras. A assinatura do artista virou marca, virou etiqueta. E ele tornou-se protegido e financiado por algum mecenas (Nobre ou Clérigo).


As Revoluções Burguesas também alterariam o estado do artista. Agora sem a proteção da Igreja e da Nobreza, o artista se viu em dificuldades. Foi quando, então, no Século 19, na Europa surgiram os Salões cuja finalidade era proteger as Artes Plásticas e promover os recém artistas a fazer nome, a conquistar mercado e a ter o aval do especialista em arte – o Crítico de Arte.


Desta forma, na Contemporaneidade, o mundo da Arte se faz. Ou seja, o Artista, aquele que produz o objeto; o que tem um discurso sobre o produto, o Crítico de Arte; e os lugares onde o objeto é mostrado ao público, que são os salões, museus, galerias e exposições.

Proximas Postagens: A – O Artista Hoje (no Brasil)
                                      B – O Crítico de Arte
                                      C – Os Lugares (Espaço) da Arte


terça-feira, 29 de novembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DAS ARTES VISUAIS NAS SÉRIES INICIAIS

*Obs:[] são grifos meus
Este texto da Jucilene fala sobre uma experiencia pessoal que pode ser aplicada para o geral



Autor: JUCILENE CATARINA DA VEIGA

POR QUE ENSINAR ARTE?

    
Após uma análise feita na Escola Municipal de Educação Básica Air Addor, chegamos a conclusão que a disciplina Educação Artística é caracterizada pela imposição de atividades já prontas, onde os alunos devem se submeter. Trabalhando com desenhos prontos somente para pintar, tirando todo o sentido da arte que é incentivar a produção do aluno. [Esse caso acontece em todo Brasil, isso quando o professor nao dá um jeitinho de "enrolar" a aula, mesmo com a formação de professores em arte ainda existe muito despreparo ou professores que nao sao da materia e dao aula]
   Então, foi realizado o projeto com intenção de mostrar para os professores que trabalhar arte com atividades diferenciadas e produzidas pelos alunos desenvolvem sua auto-estima, e o interesse em freqüentar a sala de aula.

"A Educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracteriza um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas". (PCN, 2001, p.19).

    A Educação em arte é uma prática ligada à produção e reconstrução de suas experiências, conhecendo a arte o aluno torna-se capaz de perceber sua realidade cotidiana mais vivamente, reconhecendo objetos e formas que estão à sua volta. Solicitando todos os sentidos como portas de entrada para uma compreensão mais significativa.
   Este trabalho evidência a importância de uma educação de qualidade onde o professor deve criar um ambiente de construção e de descoberta encorajando as crianças a desenvolver a sua criatividade. Assim o professor conduz o ensino proporcionando mais prazer na construção do conhecimento artístico, despertando na criança o prazer de criar.
   A Educação Artística é fragmentada muitas vezes pela falta de visão e de preparação do professor em trabalhar artes no desenvolvimento do indivíduo.
   Pensando nisso, montamos um projeto específico nesta área "O Prazer da Arte" que tem como objetivo incentivar o gosto de trabalhar arte de forma prazerosa, utilizando várias técnicas de pintura com resultados magníficos.

"Na arte-Educação, o que importa não é o produto final obtido; não é a produção de boas obras de artes. Antes, a atenção deve recair sobre o processo de criação pelo qual o educador deve elaborar seus próprios sentimentos em relação ao mundo a sua volta". (DUARTE JUNIOR, 1988, p.73). [o interessante é isso, se na arte nao importa o produto final, como avaliar o aluno e mostrar para ele a importancia da disciplina na escola? Pois muitos alunos nao dao valor a materia por ela "nao ser util" para eles.]

    A arte tem uma função tão importante quanto a dos outros conhecimentos, no processo de ensino e aprendizagem.
    Através da arte pode-se despertar a atenção de cada um para a sua maneira particular de sentir, sobre a qual se elaboram todos os outros processos racionais.

"A Educação é por certo, uma atividade profundamente estética e criadora em si própria. Ela tem o sentido do jogo em que nos envolvemos prazerosamente em busca de uma harmonia. Na educação joga-se com a construção do sentido que deve fundamentar nossa compreensão do mundo e da vida que nele vivemos". (DUARTE JUNIOR, 1988, p.74).

   Durante o desenvolvimento do projeto, foi observado a criatividade e o interesse dos alunos em relação as atividades.
   No momento em que começa a produzir sua imaginação, flui o seu interesse de se destacar em sala, realizando atividades maravilhosas e criativas.
   A execução do projeto no Estágio Supervisionado foi gratificante não só para nós educadores, mas também para os educandos de 3ª e 4ª séries, que adoraram e aprenderam muito, modificando também a maneira de trabalho do professor de artes.
   Enfim, todas as pessoas comprometidas com a aprendizagem, deve ver a arte como forma de conhecimento e trabalhar para que esses conhecimentos se desenvolva.

Perfil da Autora:

JUCILENE CATARINA DA VEIGA, 33 ANOS, FORMADA EM PEDAGOGIA E POS GRADUADA EM PSICOPEDAGOGIA, TRABALHA COM ALFABETIZAÇÃO
Fonte:http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/a-importancia-das-artes-visuais-nas-series-iniciais-3616689.html

Proximas Postagens: 06/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares parte 1
                         13/12 Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares parte 2
                         20/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares parte 3
                  27/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares ultima parte
                     

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SOMENTE TEM FUTURO QUEM GUARDA MEMORIA


                        foto Representando a Guarda das memorias

     Logo apos eu fazer uma breve contextualização sobre o que é o Patrimonio me sai uma noticia dessa para reforçar e confirmar a importancia do mesmom.... Juro que nao foi premeditado mas valeu a pena.
19/10/11 • Artigos • Rio Grande do Sul -

Por José Francisco Hillal Tavares Botelho*Delegado Regional da Defender

    Existe uma lição extremamente sutil, e geralmente despercebida pela maioria das pessoas, na onda de crises que vêm assolando o que antes conhecíamos como “Primeiro Mundo”. Todos já sabemos que as outrora pujantes economias européias adentraram uma fase histórica de decadência e desaceleração – mas enquanto vemos as bolsas despencarem de Atenas a Londres, existe uma pergunta que até agora poucos fizeram. A pergunta é: diante desse horizonte de turbulências financeiras, o que seria dos países europeus se não fosse por seu exuberante (e bem cuidado) patrimônio cultural e histórico?

   Não é preciso um diploma em economia para se perceber que a preservação do patrimônio e da memória, hoje, é o que salva a Europa de um futuro ainda mais sombrio e caótico. Durante décadas – ao menos, desde a Segunda Guerra Mundial – países como França e Itália investiram de forma profunda e ampla na manutenção de sua cultura edificada. Agora, passados os loucos anos do crescimento econômico supostamente ilimitado, esses países contam com uma sobranceira tábua de salvação: o turismo cultural. Por mais endividadas que andem as empresas francesas e italianas, pessoas do mundo inteiro continuarão viajando a Roma e a Paris, para ver de perto algumas das ruas e das construções mais belas e charmosas do mundo.
     
     Poderíamos complementar esse raciocínio construindo uma distopia: imaginemos agora que franceses e italianos houvessem destruído todos os seus bulevares, demolido o Coliseu e as vielas de Florença, soterrado em concreto as praças de Veneza e posto abaixo a Catedral de Notre Dame e as escadarias de Montmartre – tudo para erguer estacionamentos, prédios comerciais e condomínios de trinta andares. Ao apagar seu passado, que tipo de futuro restaria a esses países?
  
   






 




Coliseu:"Este grandioso anfiteatro foi 
construído no centro de Roma em honra
aos legionários vitoriosos e para celebrar
a glória do império romano. 
  O seu design conceitual mantém até aos
nossos dias, uma vez que após cerca de 
2000 anos, praticamente todos os 
modernos estádios desportivos
continuam a ter o cunho inconfundível                                               Catedral de Notre Dame
do design original do Coliseu."



    A lição, enfim, é esta: a beleza não é um capricho, e a cultura não é uma frivolidade etérea. Um povo que leiloa sua identidade está condenando as futuras gerações não somente à pobreza espiritual, mas também à mais material das indigências. Sem políticas que preservem e valorizem os traços estéticos e arquitetônicos de uma região, fica- se à mercê dos humores imprevisíveis dos mercados e da oscilação bipolar dos capitais globalizados. Cultivando e respeitando o passado histórico e a herança estética, as comunidades plantam o alicerce de um futuro menos abismal, menos histérico, e mais humano.

   E nem precisamos cruzar o Atlântico para evidenciar o benefício econômico da preservação cultural. Aqui, bem perto de nós, há duas cidades que renasceram das trevas financeiras graças a corajosas cruzadas pela salvaguarda da memória histórica. Jaguarão, pequeno município perdido no pampa, tornou-se referência turística – e converte- se gradualmente num pólo cultural efervescente, cuja indústria hoteleira e de serviços não para de crescer. Tudo isso por conta dos tombamentos realizados na cidade pelo Iphan. Já Pelotas, que até alguns anos atrás tinha ratos correndo em suas praças, reverdeceu em dignidade e autoconfiança, por conta da campanha de restaurações de seu extraordinário patrimônio arquitetônico. Quem hoje anda por Pelotas tem a impressão de estar em uma cidade que cresce no real sentido da palavra – ou seja, amadurece, aprimora- se e respeita a si mesma.

   Um exemplo mais limitado, e todavia muito contundente, é o do Centro de Porto Alegre. Até meados dos anos 2000, a área era uma das mais degradadas da capital. A expansão imobiliária mal planejada e desordeira havia deixado em seu rastro ruas sujas, praças escuras e milhares de negócios falidos. Mas os projetos de restauração dos prédios históricos fizeram a região renascer dos escombros – o resultado é que hoje todos os imóveis ali se valorizaram, o comércio renasceu e o bairro voltou, inclusive, a ter um caráter residencial. Naturalmente, ainda resta muito por fazer – o Viaduto Otávio Rocha, espécie de coração profundo do patrimônio edificado porto-alegrense, continua mergulhado no esquecimento e no desleixo; o magnífico Edifício Hermann continua sob risco de demolição; e de tempos em tempos vemos mais fachadas descaracterizadas ou simplesmente ruindo. Enfim, não se desfaz de uma hora para outra o efeito de décadas de abandono moral; mas é inegável que, pouco a pouco, a capital gaúcha volta a ter algo parecido com uma alma própria.

   Bagé, cidade essencialmente histórica, com um dos legados artísticos e arquitetônicos mais impressionantes do Rio Grande do Sul, deve mirar- se nos bons exemplos de suas irmãs regionais, as façanhudas Jaguarão e Pelotas – evitando cair nos precipícios da degradação urbana e da amnésia histórica voluntária. A destruição do patrimônio denota uma certa insegurança psíquica – se alguém  deseja destruir o que tem, é porque não acredita ter nada de bom. Nada menos bageense que essa espécie de bairrismo invertido. (É curioso, diga-se de passagem, que o discurso gaúcho de auto-afirmação tenha negligenciado por tanto tempo esta evidente expressão de orgulho local, que é a defesa do patrimônio edificado). Encontramo-nos agora num estado de graça: podemos apostar nos potenciais da região, purgando os erros passados e semeando um futuro digno de nós mesmos; ou podemos despencar ladeira abaixo, rumo à baderna, à diluição neurótica das identidades, ao redemoinho da descaracterização e da feiúra.
A decisão é nossa.

*José Francisco Hillal Tavares Botelho é jornalista, escritor, Mestre em Letras e Delegado Regional da Defesa Civil do Patrimônio Histórico (Defender) em Bagé.

Fonte: José Francisco Hillal Tavares Botelho - Delegado Regional da Defender

Proximas posstagens  29/11 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES VISUAIS NAS SÉRIES INICIAIS
                        06/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares parte 1
                        13/12 Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares parte 2
                        20/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares parte 3
                  27/12 O Fazer Artístico – Artistas, Críticos e Lugares ultima parte

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL: OS MUSEUS E AS ESCOLAS


Boa Noite, ao falar sobre o patrimonio resolvi colocar este texto de uma colega do curso a distancia que fiz e que mesmo sem conhecermos acabou complementando o que escrevi no artigo: Se os museus http://lauraartes.blogspot.com/2011/09/se-os-museus-e-as-artes-foram-criados.html. Como é um texto contando a experiencia da Tatiana resolvi colocar apenas as partes gerais e nao as expecificas de como ela ministrou as aulas


Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação - ARC - Vol. 3 - Edição Especial Copyright © 2011 AERPA Editora
Curso de Introdução a Conservação e Restauro de Acervos Documentais - CICRAD- Trabalhos de fim de Curso Convênio AERPA - CFDD do Ministério da Justiça - no 748319/2010


A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL:
OS MUSEUS E AS ESCOLAS

Tatiana Silva Gomes
Educação de Jovens e Adultos - Prefeitura Municipal de Nova Lima / MG
Introdução
   A importância do patrimônio cultural é algo vivo que exige articulações sobre as reflexões educativas, que tem a ver com a nossa história, nossa memória.
   O conceito de patrimônio é muito antigo e sofreu mudanças de significados no decorrer do tempo.
    O patrimônio nasce de uma idéia de pátria, pai, herança. É aquilo que passa de geração para geração.
    Essa noção vem da tradição romana e é muito recente a noção de que o patrimônio é uma idéia pública.
   
    Patrimônio cultural de um povo compreende as obras de seus artistas, arquitetos, músicos, escritores e sábios, assim como as criações anônimas surgidas da alma popular e o conjunto de valores que dão sentido à vida. O patrimônio cultural pode ser preservado mediante um conjunto de ações que garantam a sua permanência com os seus diversos valores e significados artísticos, paisagísticos, científicos, históricos e/ou simbólicos na vida de uma comunidade de um determinado lugar.

   O ideal é que a preservação do patrimônio cultural seja preventiva, antecipando as ações de degradação causadas pelas condições ambientais ou pelos interesses contrários à sua manutenção.
 
   Quando não for possível exercer a conservação preventiva o patrimônio cultural deve ser restaurado, devolvendo da maneira mais exata possível a sua forma e condição original.
   Os museus tem a intenção de promover a educação patrimonial através de seus acervos. Tanto os museus de objetos representativos da cultura materiais e os espaços naturais (museus abertos) visam um programa educativo para receber grupos escolares.
   Segundo ICOM (Conselho Internacional de Museus) Museu: Uma instituição a serviço da sociedade que adquire, conserva, comunica e expõe bens representativos da natureza e do homem.
  
                                         

Fig.1 Visita a exposição Amilcar de Castro na Casa Fiat de Cultura – Belo Horizonte / MG. Alunos da E.M. Florie
Wanderley Dias – EJA – Nova Lima / MG – 2008
  
   Um conceito mais recente: Uma instituição que tem a finalidade de desenvolver conhecimentos, de salvaguardar a memória e de promover a educação e a cultura dos cidadãos.

Materiais e Métodos

   O conhecimento acerca da preservação do patrimônio cultural deve estreitar relações entre “arte escolar” e “Arte” e romper com o ensino da arte como mera transmissão de técnicas ou como momento de lazer e livre expressão para privilegiar a contemplação, o pensamento, o questionamento, a reflexão e o diálogo. Diante disso, ressignificar a prática pedagógica
convidando o aluno a atuar como produtor de sentido e gerador de mudanças em sua vida e em sua comunidade é fundamental.
    A escola, a comunidade e o Poder Público deve preservar o patrimônio cultural por meio de registros, inventários, tombamento, educação patrimonial e conservação.
   Os espaços expositivos e as escolas podem se aproximar ao incluir a educação dos sentidos entre as suas finalidades educativas. A leitura de obras de arte, assim como das diferentes produções, expressões e referências que constituem o patrimônio cultural onde vivemos ou daqueles que acessamos por meio midiáticos e eletrônicos, depende não só do desenvolvimento de nossas capacidades intelectuais/cognitivas, mas igualmente do desenvolvimento da capacidade perceptiva por meio dos nossos sentidos.
   
 Fig.2 Visita ao Museu de Artes e Ofícios – Belo Horizonte. Alunos da E.M. Cristiano Machado da Educação de Jovens e Adultos em Nova Lima / MG – 2010

         Antes da visita com os alunos em locais expositivos, o professor deve conhecer o local para que possa explorar toda potencialidade que a visita pode ter, e pensar numa preparação que estimule a visita.
    Durante a visita cabe ao professor verificar o que está chamando a atenção dos alunos durante a contemplação daquilo que está exposto deixando fluir o olhar e até mesmo quando possível, interagir.
   
    As indagações e inquietações devem ser bem vindas para que os alunos possam fazer leituras sobre o que está exposto, aguçando o olhar.
    Para que a visita se torne significativa, o professor deve levar para a sala de aula após a visita, as interpretações, as curiosidades dos alunos para dar um aprofundamento no que foi visto durante a exposição.
 Assim, cultivar o gosto pela preservação e conservação do patrimônio cultural e para ter vontade de visitar outros espaços expositivos.
 
       Fig.8 Esculturas feitas pelos alunos na aula de Artes
(Objetos da memória)
 
Resultados

    O ensino de arte nas escolas e os setores educativos em museus e instituições, visam uma parceria para a educação patrimonial; convidando os alunos para um olhar sobre o patrimônio cultural que, na maioria das vezes não tem acesso a esses espaços. (...)

   Os espaços expositivos na maioria das vezes contam com uma equipe capacitada para receber o público escolar. São os educadores que nos recebem para a mediação com a obra.

  Na visita a exposição “Tarsila e o Brasil dosModernistas” os alunos puderam conhecer e apreciar obras modernistas de artistas como Di Cavalcanti, Portinari, Tarsila do Amaral dentre outros.
   Alguns dos alunos relataram que era a primeira vez que visitava uma exposição de obras de arte.
    É essencial o conhecimento sobre as diversas técnicas, cores, formas utilizadas pelos artistas antes ou após a visita. A contemplação diante da obra e o fazer artístico após a visita são fundamentais.
Fig.1 Manacá – Tarsila do Amaral, óleo s/ tela
Esta obra de arte exposta na exposição “Tarsila e o
Brasil dos Modernistas” na Casa Fiat de Cultura foi
uma das que mais chamou atenção dos alunos.(...)
      
      A interação da obra com o cotidiano prevaleceu na criação dos alunos. (...)
 
Conclusões:
   O trabalho visa contribuir para a reflexão sobre a preservação do patrimônio cultural e a prática de arte em sala de aula, após visitas com alunos em espaços expositivos.
Somos responsáveis pelo patrimônio cultural e devemos cuidar, preservando para as gerações futuras.

 Se cada um fizer sua parte, preservando e não agredindo o patrimônio cultural, estaremos preservando a nossa cultura, nossa memória.
  Aguçar o olhar através da contemplação, da criação e do conhecimento buscando sensibilização para preservar conservar o patrimônio cultural.

Referências

(1) Escola e Museus: diálogos e práticas. Júnia Sales Pereira, eat. Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Cultura, Superintendência de Museus, Pontifícia Universidade Católica de Minas gerais, Cefor, 2007.
(2) A educação como Cultura. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Editora Brasiliense, 2ª Ed.São Paulo – SP, 1986
(3) FERRAZ, Maria Heloísa; FUSARI, Maria F. de Rezende. Metodologia do Ensino de Arte. 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 1999.
(4) Bessa, Altamiro; eat. Preservação do Patrimônio Cultural: nossas casas e cidades, uma herança para o futuro.Belo Horizonte: Crea – MG, 2004.
(5) www.cefor.pucminas.br (DVD Museu e Escola – Parceria: LEME /FAE/UFMG
E-Mail da Autora
Tatianagomes2@yahoo.com.br

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CONCEITO E NOÇOES SOBRE O PATRIMONIO parte 2



Esquema basico:

O esquema acima foi achado na internet e complemento o meu esquema abaixo
________________________________________________            
Patrimonio material + Patrimonio Imaterial = Patrimonio Cultural          

    
 |                   |


bens moveis  +  bens imoveis

________________________________________________________
  

   Falando em patrimonio cultural temos que falar sobre o que é cultura e segundo o wikipedia:
   
    Cultura (do latim colere, que significa cultivar) 

    É um conceito de várias acepções, a mais corrente é a definição de Edward B. Tylor, segundo a qual “todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”.[1]
      Ainda segundo a wikipedia a cultura é dinâmica. Como mecanismo adaptativo e cumulativo, a cultura sofre mudanças. Traços se perdem, outros se adicionam, em velocidades distintas nas diferentes sociedades. (É por isso que os nossos conceitos sobre arte e patrimonio vao se modificando com o passar do tempo e por isso necessitamos de cautela para modificar em um objeto considerado artistico)
   Dois mecanismos básicos permitem a mudança cultural: a invenção ou introdução de novos conceitos, e a difusão de conceitos a partir de outras culturas (e delas proprias) ... que ela decide adotar.
   A mudança acarreta normalmente em resistência. ( Como prova disso temos as arte que primeiro vem o choque e em seguida o aplauso) Visto que os aspectos da vida cultural estão ligados entre si, a alteração mínima de somente um deles pode ocasionar efeitos em todos os outros. Modificações na maneira de produzir podem, por exemplo, interferir na escolha de membros (...). A resistência à mudança representa uma vantagem, no sentido de que somente modificações realmente proveitosas, e que sejam por isso inevitáveis, serão adotadas evitando o esforço da sociedade em adotar, e depois rejeitar um novo conceito.

    Há no Brasil (como em todos os países) entidades que trabalham com o patrimonio: IPHAN (Instituto do patrimonio historico e artistico nacional pagina: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaInicial.do 

 O Iphan  tambem possui um canal no youtube para divulgar videos sobre o patrimonio: http://www.youtube.com/user/Iphangovbr 

    O Iphan se dividiu em Ibram instituto brasileiro dos museus para melhorar separar e melhorar o cuidado com o patrimonio pois o Iphan tinha um amplo campo para atender. Entao o site do IBRAM é : http://www.museus.gov.br/

    Bem, isso foi o que achei interessante (apesar de me enrolado um pouco) espero que sejam para voces tambem. Ate o proximo se quiserem me mandem dicas ou opinioes para me ajudar

   A Rede Minas afiliada a TV Cultura exibiu uma serie denominada patrimonio. Quem quiser conhece-la, basta acessar o link http://www.redeminas.tv/bem-cultural/assista

Proximos Textos

                15/11/ A Importancia da Preservação do Patrimonio Cultural: os museus e as escolas
                     22/11 2011 So tem Futuro quem guarda memoria 
                   29/11/2011 A Importancia das Artes Visuaias nas Séries Iniciais
                           

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CONCEITO E NOÇÕES SOBRE O PATRIMONIO (parte 1)


  
Olá galera do blog, tudo bem?
 
     Pensando sobre qual seria o assunto desta semana, me veio a ideia de falar sobre o que é patrimonio. Por alguns instantes resisti  de faze-lo, por este espaço ser um blog de arte e eu estar com medo de fugir do assunto principal que originou o"Templo Artistico". Porém conscientizei que a arte está englobada no patrimonio e nao há como dissociar do assunto que tambem envolve a conservação e restauro que tambem é tratado aqui. Entao decidi falar sobre ele pois quem tem noção sobre o que é o patrimonio, fica mais facil de reconhece-lo e assim o conserva e acaba conhecendo melhor sobre si mesmo pois ele é fruto e extensao de um povo. 
  Quando pensamos em Patrimonio geralmente o relacionamos a bens particulares que possuem para nós um valor economico e significativo tais como o salario que ganhamos, a casa e tudo mais que temos. Entretanto falar/pensar em Patrimonio envolve muito mais coisas do que imaginamos. 
  Ao meu ver, Patrimonio é aquilo que pertence a alguem e se formos pensar patrimonio cultural ou natural é a cultura ou natureza da qual um pais e/ou toda uma população é dona. Já imaginaram entao a amplitude do assunto.  Mas vamos deixar de enrolação e começar do começo.
   Para termos uma fonte confiavel e não ficar apenas no que penso que seja Patrimonio,  segundo o dicionario é: s.m. Bem que vem do pai e da mãe. / Conjunto dos bens, direitos e obrigações de uma pessoa jurídica. / Fig. O que é considerado como herança comum.

Agora segundo a  fonte do cicrad (curso a distancia que fiz) e a 1ª aula : Patrimonio

 Conceito de Patrimônio:


  Conjunto de bens históricos e culturais (materiais ou imateriais) e naturais que tenham valor reconhecido
para um determinado local.
  O patrimônio é de direito público da comunidade no qual está inserido. O objeto pode ser de propriedade
particular, mas o seu caráter histórico e/ou artístico, a sua composição imaterial, é de propriedade de todos. 
   A importância de preservar o patrimônio histórico e cultural de uma nação ou até mesmo de uma comunidade é cada vez mais evidente. Isso porque esse patrimônio contém grande quantidade de informações sobre variadas áreas do saber.
   Por isso, contemporaneamente, há uma inclinação em entender os bens que constituem o patrimônio como documentos detentores de informação, e os lugares de salva-guarda desses bens, lugares de informação (ou depósitos de informação).   
    É dessa forma que museus, bibliotecas, pinacotecas, centros de documentação e outras instituições do tipo podem ser tidos como lugares de informação, na medida em que guardam grande quantidade de informação contida em seus documentos e bens.
     No entanto, para que um documento ou bem tenha o “privilégio” de ser guardado em uma instituição, é
preciso que ele seja reconhecido como importante para uma determinada comunidade.
O patrimônio é constituído de bens materiais e bens imateriais. (Formando assim o patrimonio cultural)
     
  Bens culturais: é cada item que constitui o patrimônio histórico e cultural de determinada comunidade.
 

   Bem material: são os objetos de valor cultural, compreendo bens móveis e imóveis. Como exemplo de bem material, podemos citar um quadro, um prédio, um conjunto mobiliário, um conjunto paisagístico, um artefato artesanal. Complementando tirado do site do IPHAN: O patrimônio material protegido pelo Iphan, com base em legislações específicas é composto por um conjunto de bens culturais classificados segundo sua natureza nos quatro Livros do Tombo: arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico; belas artes; e das artes aplicadas. Eles estão divididos em bens imóveis como os núcleos urbanos, sítios arqueológicos e paisagísticos e bens individuais; e móveis como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos. 


    Os bens culturais materiais tombados podem ser acessados por meio do Arquivo Noronha Santos ou pelo Arquivo Central do Iphan o, que é o setor responsável pela abertura, guarda e acesso aos processos de tombamento, de entorno e de saída de obras de artes do país. O Arquivo também emite certidões para efeito de prova e inscreve os bens nos Livros do Tombo.


   Bem imaterial: O conceito de bem imaterial ainda é bastante controverso. De maneira geral, pode-se afirmar que bens imateriais são o conjunto de saberes e conhecimentos relacionados à vivência de determinada comunidade.


Resumindo (opiniao minha): bens materiais é aquilo que voce pode ver e tocar já o bem imaterial nao pode ser palpavel: Ex: O carnaval voce pode ter roupas que representam o carnaval mas voce nao consegue tocar o carnaval pois ele é composto por gente, musicas e sentimentos que se misturam e nao podem ser reproduzidos   

   Segundo a Convenção, o patrimônio imaterial pode ser definido como as "práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural imaterial, que se transmite de geração em geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade e contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana”.
 
(UNESCO - Convenção Para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, 2003, parágrafo 2°, disponível em
http://www3.iphan.gov.br:8080/interfacePublicaInrc/paginas/principal/principal.seam;jsessionid= 




Proximos Textos: 08/11/2011 2ª Parte do conceito de patrimonio
                        15/11/ A Importancia da Preservação do Patrimonio Cultural: os museus e as escolas
                     22/11 2011 So tem Futuro quem guarda memoria 
                   29/11/2011 A Importancia das Artes Visuaias nas Séries Iniciais 

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