Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 12 de maio de 2015

INDICAÇÕES de FILMES E VIDEOS SOBRES ARTISTAS E ARTES (parte 2)


Antes de ir direto ao assunto desta postagem, gostaria de pedir desculpas pela parte 1 desta postagem, (INDICAÇÕES de FILMES E VIDEOS SOBRES ARTISTAS E ARTES). Ela começou a dar erros que impediam a sua correção e consequentemente sua publicação e/ou atualização. Isso me motivou a escrever a segunda parte e assim continuar atualizando os leitores aquelas informações e agora nesta postagem nao consigo tirar o fundo branco que atrapalha a visualizar alguns links

Quem se interessar a ler a parte 1 mesmo com os erros, aqui esta o link: http://lauraartes.blogspot.com.br/2007/11/indicacoes-de-filmes-e-videos-sobres.html. Esse erro vem ao colocar as imagens.

 INDICAÇÕES de FILMES E VIDEOS SOBRES ARTISTAS E ARTES


  •       Sunday in the Park with George ("Domingo no parque com George")

 Ficha Tecnica:
Ano 16 Jun. 1986, TV Episode  duração de 146 min 
Genero: Comedia, Drama  

Sinopse: 
Domingo no Parque com George é um musical com música e letra de Stephen Sondheim e livro de James Lapine. O musical foi inspirado pela pintura "Um domingo à tarde na Ilha de La Grande Jatte", de Georges Seurat. Um trabalho complexo em torno de um Seurat ficcionada imerso na concentração com um único pensamento ao pintar sua obra-prima e as pessoas em que a imagem, a produção da Broadway abriu em 1984.
O musical ganhou o Prêmio Pulitzer de 1985 Drama, dois prêmios Tony por design, inúmeros prêmios Drama Desk, o Olivier Award 1991 de Melhor Musical e do Olivier Award para a Produção Musical Outstanding de 2007. Tornou-se vários revivals principais, incluindo a produção do Reino Unido de 2005 06 de apresentado pela primeira vez na fábrica Menier Chocolate e sua subsequente 2008 Broadway transferência.


  • Moulin Rouge 
Ficha Tecnica: 
Inglaterra, 1952 Diretor: John Huston

Sinopse:
   O filme acompanha a vida do pintor Henri de Toulouse-Lautrec e suas andanças pela noite parisiense. Filho de um conde, o artista francês sofre um acidente na infância que deforma suas pernas, provavelmente em decorrência de uma distrofia. Já adulto, passa a frequentar o Moulin Rouge, onde bebe conhaque e se envolve com prostitutas, que são retratadas em suas pinturas e cartazes, morrendo aos 36 anos de alcoolismo e sífilis. O ator José Ferrer interpreta o artista.

  •    Os Amantes de Montparnasse (Les Amants de Montparnasse / Montparnasse 19)
 Ficha Tecnica:
França, Itália, 1958  Diretor: Jacques Becker

Sinopse:
Gérard Philipe interpreta o trágico pintor italiano Amedeo Modigliani em seu último ano em Paris, em 1919 (ele morreria em janeiro de 1920). Modigliani é apresentado à estudante Jeanne Hébuterne (Anouk Aimée), de família conservadora, que não aprova seu relacionamento com o pintor pobre e alcóolatra. Jeanne, que estava prestes a dar à luz pela segunda vez, se suicida um dia após a morte do artista. 

  •   Carrington - Dias de Paixão (Carrington)
Ficha Tecnica:
Inglaterra, França, 1995
Diretor: Christopher Hampton
 
Sinopse:O roteirista e diretor bissexto Hampton criou uma belíssima obra, que se concentra no relacionamento platônico e conturbado entre a pintora Dora Carrington e o escritor Lytton Strachey na Inglaterra vitoriana (ambos eram do grupo Bloomsbury, do qual fazia parte Virginia Woolf). Emma Thompson e Jonathan Pryce têm atuações impecáveis. Hampton ganhou o Grande Prêmio do Júri (concorria à Palma de Ouro) e Pryce,
o de Melhor Ator em Cannes de 1995.


  • Love Is the Devil: Study for a Portrait of Francis Bacon
 Ficha tecnica:
Inglaterra, França, Japão, 1998
Diretor: John Maybury
 
Sinopse:
A tensão sexual latente nos quadros de Francis Bacon (1909-1992) é explorada neste filme, que se concentra no relacionamento do pintor britânico com George Dyer (interpretado por um então desconhecido Daniel Craig), 30 anos mais jovem. A semelhança física do ator inglês Derek Jacobi com Bacon é um achado. Os herdeiros do artista não autorizaram que nenhuma obra fosse mostrada. Como narrativa, está mais próximo do Caravaggio de Jarman do que de cinebiografias mais convencionais.



  •  El Greco
 Ficha tecnica:
Itália, França, Espanha, 1966
Diretor: Luciano Salce
 
Sinopse:
Pelo cartaz ("O homem... a época... ambos pegando fogo... agora em filme!") já dá pra perceber que a obra não é das mais felizes. O ator norte-americano Mel Ferrer interpreta o famoso pintor renascentista, nascido Domenikos Theotokópoulos na ilha de Creta e falecido em Toledo, na Espanha. Uma nova cinebiografia do pintor, também intitulada "El Greco" e dirigida pelo grego Iannis Samaragdis, foi lançada em 2007.

  •  El Greco
 Ficha tecnica: 
Grécia, Espanha, Hungria, 2007
Diretor: Yannis Smaragdis
 
Sinopse
O filme mais caro da história da Grécia (6 milhões de euros) dá com os burros n'água ao optar por um formato convencional e arrastado para narrar a vida do pintor El Greco. Exibido na 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2008, a obra conseguiu ser odiada com unanimidade. Roteiro, atores, direção, trilha sonora - nada consegue ir além da mediocridade, prestando um verdadeiro desserviço à memória e à obra do grande pintor da Renascença Espanhola.

Fonte:http://marcelonunesblog.blogspot.com.br/2011/07/filmes-sobre-pintores-50-60.html


  • Simon Schama's: the power of Art (O poder da arte)
Ficha Tecnica:
 De: Simon Schama
Realizadores:  Carl Hidmarch, Mark Harrison
Atores: Simon Schama, Adam Cole, Sandra Evans, Allan Corduner, Andrew Garfield, Christine Bottomley, HOLLYGALE MILLETTE, Mark HYDE, MERCEDES GROWER,  Carl Hidmarch, Mark Harrison, Andy Serkis / Allan Corduner
Duração 406 min
Ano 2006  

Sinopse: 
Tendo por base oito nomes incontornáveis do mundo da arte e oito obras-primas emblemáticas como "Davis segurando a cabeça de Golias", de Caravaggio, "Guernica" de Picasso, "A Conspiração de Claudius Civilis", de Rembrandt e "Auto-retrato" de Van Gogh, esta grandiosa série situa a arte no centro da grandes momentos da história da humanidade.Combinando a reconstituição dramática e uma fotografia espectacular com o estilo narrativo único e personalizado de Simon Schama, O Poder da Arte transporta o espectador para os intensos e obscuros momentos em que as grandes obras de arte foram idealizadas e criadas. Cada programa leva-nos a sítios onde apenas a arte pode ir: o vórtice dos mares assassinos de Turner, a atenção que Guernica despertou para os crimes nazis, os profundos campos de forças gravitacionais dos coloridos planetas de Rothka. Veja a impressão do polegar de Bernini no gesso seco da barba de um velho e a grande quantidade de pigmentos existentes nas telas de Rembrandt. O Poder da Arte é a história épica de uma força não revelada e uma hipótese de testemunhar o poder dos indivíduos que mudaram a nossa forma de viver o mundo. 

Fonte:http://marcelonunesblog.blogspot.com.br/2011/07/filmes-sobre-pintores-50-60.html
 
  • Carnival in Flanders
Ficha Tecnica: 
Diretor:Jacques Feyder 
Duração 
Ano 1935

Sinopse
  • Um Gosto e Seis Vinténs

Ficha Tecnica
Nome em Ingles:The moon and sixpense  
Ano de 1943
Genero: Drama
Direção: Robert Mulligan
Nacionalidade EUA

Notas sobre a produção 

Um dos melhores trabalhos de George Sanders,[2] como o pintor fictício Charles Strickland,  

The Moon and Sixpence é baseado no romance homônimo de W. Somerset Maugham, publicado em 1919. A história é inspirada na vida de Paul Gauguin.
Na estreia, um folheto assinalava que aquela seria a primeira vez em que pinturas com figuras nuas apareceriam nas telas. O Código Hays exigiu apenas que uma dessas figuras tivesse a parte de trás coberta por uma folha ou uma flor...[3]
Uma das inovações do filme é que foi usado o preto e branco nas sequências de Paris; o sépia nas partes ambientadas na Polinésia Francesa; e o brilhante Technicolor no breve momento em que pinturas foram mostradas na cabana do artista.
A trilha sonora, composta pelo premiado Dimitri Tiomkin, foi indicada ao Oscar.

Sinopse

Charles Strickland deixa seu emprego na Bolsa para se tornar artista. Leva seu sonho longe, a ponto de abandonar a família e trair os amigos e sócios. Em Paris, tem um caso com Blanche, esposa do artista holandês Dirk Stroeve. Em seguida, viaja para o Taiti, onde se casa com Ata e passa a levar uma vida de interminável hedonismo. Pintor de indiscutível talento, Strickland é também um grande patife. Até que contrai lepra e se vê nos umbrais da morte.
http://lounge.obviousmag.org/bienvenida/2015/02/30-filmes-para-entender-a-historia-da-arte.html
https://megafilmes.club/drama/3553-um-gosto-e-seis-vintns.html
 https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Moon_and_Sixpence#Refer%C3%AAncias
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-223079/


  • La hora de los Valientes
Ficha Tecnica:
Ano:1998
Idioma: Espanhol 
Genero: Drama, Romântico, Guerra 
Classificação:16 anos

Sinopse
Representação do translado das obras de arte do Museo del Prado até Valência durante a Guerra Civil.

http://lounge.obviousmag.org/bienvenida/2015/02/30-filmes-para-entender-a-historia-da-arte.html

  • Goya in Burdeos
Ficha Tecnica
País: Espanha   
Gênero: Drama  
Ano de produção: 1999 
Duração: 102 Min.
Censura: 16      Áudio: Espanhol  
Legendas: Espanhol / Português / Inglês
Produtora: Europa Filmes           
Direção: Carlos Saura
Sinopse:
Aos 82 anos, o pintor Francisco de Goya vive no exílio com a última de suas amantes, Leocadia. Reconstruindo os principais acontecimentos de sua vida para sua filha caçula, ele se lembra dos tempos em que era jovem e ambicioso, e lutou para conquistar seu espaço na corte do rei Carlos IV, em meio a intrigas palacianas, seduções e mentiras. Lembra-se, também, de seu único amor verdadeiro, a duquesa de Alba, cuja vida foi interrompida por uma dose de veneno.

Goya foi um artista genial, que em momento algum abandonou a preocupação pelo seu país e pelo seu povo. A era de luz e cor da corte Bourbon abre caminho para o mesmo Goya que, aos 46 anos, ficou surdo, um fato que gerou importante reviravolta em seu trabalho. Enquanto ficava claro na Espanha que os dias de absolutismo, sob as novas pressões do Iluminismo, chegavam ao fim, Francisco de Goya descobre um novo mundo criativo em suas pinturas soturnas e seus chamados caprichos.  adaptação dos últimos meses de vida de Goya. 


Fontes: http://lounge.obviousmag.org/bienvenida/2015/02/30-filmes-para-entender-a-historia-da-arte.html
http://www.eovideolevou.com.br/detalhe/completo.asp?cp=34253
 
  • Renoir (2013) 
Ficha Tecnica:
Data de lançamento 12 de julho de 2013 (1h 52min)

Direção: Gilles Bourdos


Gênero Drama

Nacionalidade França
Adaptação da vida do pintor Auguste Renoir. 

Sinopse:
 Côte d'Azur, 1915. Pierre-Auguste Renoir (Michel Bouquet) é atormentado pela morte da esposa, as dores da artrite e a preocupação com o filho Jean (Vincent Rottiers), que luta na Primeira Guerra Mundial. Eis que surge em sua vida Andrée (Christa Theret), uma jovem bela e radiante que desperta no pintor uma inesperada energia. Rejuvenescido, Renoir a torna sua musa. Quando Jean retorna à casa do pai para se recuperar de um grave ferimento na perna, ele se envolve com Andrée e a torna também sua musa, mas de um sonho ainda distante: o de fazer cinema.

http://lounge.obviousmag.org/bienvenida/2015/02/30-filmes-para-entender-a-historia-da-arte.html
  

  • Edvard Munch
Ficha técnica
Titulo: Edvard Munch (Original) 
Direção:Peter Watkins
Ano:1974 (Brasil)
Duração 174 minutos 
Pais de Origem França

Sinopse:
Produção norueguesa sobre a história do grande pintor expressionista norueguês realizador de obras como "o grito", "a menina doente" entre outras obras

  • Chihwaseon 
Ficha Tecnica:
Titulo em portugues: Embriagado de Mulheres e de Pintura

Ano: 2002   Origem:Coreano Genero: Drama Duração:117 minutos
Direçao: Im Kwon-taek   Atrizes / Atores: Choi Min-sik, Ye-jin Son, Sung-kee Ahn, Yeo-jin Kim e Ho-jeong Yu.

Sinopse
 A meados do século XIX, Kim Byung -moon salva jovem Seung- se de ter sido espancado por mendigos. Seung -up faz um desenho para explicar por que ele queria bater. Kim cuidadosamente observa e percebe desenho talento do rapaz excêntrico. Este filme estreou no cinemas do Brasil e Portugal em 2002. 

Fonte: http://www.filmesdetv.com/chihwaseon.html



  • Norman Rockwell: An American portrait
Ficha tecnica:
Roteiro: Mary Rawson  Gênero: Documentário Origem: EUA Duração: minutos

Elenco: Mason Adams, Erma Bombeck, Thomas S. Buechner, Robert Coles, Frank Deford, Stevan Dohanos, Ellen Goodman, Louis Lamone, Walt Reed.


Fonte: http://www.enterplay.com.br/filme/norman-rockwell-an-american-portrait-tv-612604.htm 

  • Abajo el telon 
Sinopse
Nessa obra Diego Rivera recebe a tarefa de pintar a antecâmera do Rockefeller Center, em um período complicado para os artistas.

Fonte: http://lounge.obviousmag.org/bienvenida/2015/02/30-filmes-para-entender-a-historia-da-arte.html 



  • O Mestre da Vida
 Ficha Tecnica:
Duração: (1h 47min)
Direção: George Gallo
Gênero Drama
Nacionalidade EUA
 
Sinopse:

John Talia Jr. é um talentoso e problemático estudante de artes. Ao conhecer Nicoli Seroff, um genial pintor, ele insiste para que o velho mestre o ensine a pintar. Mas Seroff não só desistiu da arte, mas também da vida e quer ficar em paz.(Baseado em fatos reais)

http://7dasartes.blogspot.com.br/2012/10/lista-de-filmes-sobre-vida-de-pintores.html 
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-108560/

  • Documentário - A Arte Urbana 

      Sinopse:
    A Arte Urbana é um documentário sobre o grafite ... destacando como através dele diversos grupos e artistas hoje presentes ... Realização da Filmes do BeM ...

  • Aquiles e a Tartaruga
http://www.fulltv.com.ar/images/peliculas/achilles-and-the-tortoise.jpgFicha Tecnica:
Titulo Original: Achilles to Kame  Ano: 2008 Origem· Japonês
Genero Comedia, Drama  Classificação Livre · Duração:119 minutos 

Sinopse:
Em " Achilles de Kame ", Kitano interpreta um artista talentoso, mas pobre apaixonado motivado e tem o apoio de sua esposa sofredora, que dá vida a Kanako Higuchi. De acordo com a Kitano: "Este é um filme sobre a complexidade do mundo da arte, mesmo as pessoas sem talento deve viver para qualquer coisa por aquilo que acreditam que vale a pena, de frente para a realidade. ". 



  •  Arquitetura da destruição
Ficha tecnica:
Título Original: Undergångens arkitektur  Gênero: Documentário | Guerra | Histórico Ano de Lançamento: 1989 Duração: 119 min País de Produção: Suécia   Diretor(a): Peter Cohen

Sinopse 1: 
 Arquitetura da Destruição foi consagrado internacionalmente como um dos melhores estudos já feitos sobre o nazismo no cinema. O filme de Peter Cohen lembra que chamar a Hitler de artista medíocre não elimina os estragos provocados pela sua estratégia de conquista universal. O veio artístico do arquiteto da destruição tinha grandes pretensões e queria dar uma dimensão absoluta à sua megalomania. Hitler queria ser o senhor do universo, sem descuidar de nenhum detalhe da coreografia que levava as massas à histeria coletiva a cada demonstração. O nazismo tinha como um dos seus princípios fundamentais a missão de embelezar o mundo. Nem que, para tanto, destruísse todo o mundo.

Sinopse 2 

O Documentário a arquitetura da destruição descreve a trajetória de Hitler e seus aliados durante a ascensão do partido nazista na Alemanha, bem como da eclosão da 2º guerra mundial. Mostrando que Hitler sempre sonhou em ser um grande artista, que após sua ascensão irá utilizar seus projetos arquitetônicos bem como suas teorias, negando consideravelmente a arte modernista. Dessa forma esse documentário relata como se dava a relação dos nazistas, com as obras artísticas existentes na Alemanha e nos países dominados. Destacando, entretanto o nacionalismo e a moral ideológica Alemã em uma época de grandes crises, em que o mundo se recuperava da 1º Guerra Mundial. Onde teóricos e representantes do nazismo, passaram a questionar a arte moderna, relacionando essa arte a grupos revoltosos, sublevadores como os judeus e os bolchevismo da Rússia. Nesta atmosfera o documentário descreve a posição da Alemanha nazista em relação às obras modernistas. Pois nesse período florescia na Europa diversas teorias raciais influenciariam Hitler, fazendo com que ele desenvolvesse uma política de não aceitação da grande maioria das obras modernistas, que segundo ele representavam deformações genéticas existentes na sociedade. O que despertou no regime nazista, um projeto de arte em que se desenvolveria uma nova perspectiva dentro dos projetos, urbanísticos e arquitetônicos das cidades. Assim este documentário trás importantes características da arte do governo Hitler. A qual dá grande enfoque na teatralização, e na grandiosidade, promovendo um nacionalismo coletivo a cada idéia defendida por Hitler e seus comandados.

Fonte 1 http://www.sinopsedofilme.com.br/mostrar.php?q=1184
 Fonte 2 http://www.filmesepicos.com/2011/09/arquitetura-da-destruicao-1989.html#.VdvN5X1e5to
 


  •  Mazeppa - A Lenda de uma Paixão
 Ficha Tecnica:
 Titulo Original: Mazeppa País: EUA Gênero: Arte Diretor: Bartabas Elenco: Brigitte Marty Miiguel Bose Eva Schakmundes
Ano: 1993 Duraçao 117 min


Sinopse:
Obcecado por cavalos, pintor do século XVIII junta-se a circo, para poder observar os animais de perto, e aprender novas técnicas com famoso treinador. Sua busca, porém, é maculada pela chegada de linda amazona que quer distraí-lo de seu objetivo. Inspirado em personagem criado por Voltaire.


  • “A Maldição da Mona Lisa”  
Ficha Tecnica:
Titulo: The Monas Lisa Curse (Original)
Ano de Produçao: 2008
Duraçao: 60 min
Genero: Documentario
Pais: EUA


Sinopse 
A maldição da Mona Lisa é a história da revolução do mercado da arte, que começou com os Kennedy nos anos sessenta e se estendeu por todo o mundo. É a história de como foram criados os artistas "super estrelas" da arte. 

Fonte: http://filmow.com/a-maldicao-da-mona-lisa-t78330/ 


  • Crumb
 Ficha tecnica:
Título original: Crumb Ano: 1994 Tempo: 119min  Direção:  Terry Zwigoff

 Sinopse
Documentário que retrata a genialidade e o espírito transgressor do cartunista Robert Crumb, papa do movimento underground dos anos 70, nos Estados Unidos. Engraçado e ao mesmo tempo perturbador, o filme percorre seis anos da vida de Crumb e da sua família.  


Fonte: http://www.cinemenu.com.br/filmes/crumb-1994#ficha-tecnica


  • O Sonho de um Arquiteto ou A Barriga do Arquiteto
 Ficha tecnica
Gênero: Drama   Ano de lançamento: 1987   Duração: 118 minutos  Direção: Peter Greenaway   Elenco: Brian Dennehy, Chloe Webb, Lambert Wilson, Sergio Fantoni

Sinopse:  Stourley Kracklite (Brian Dennehy), um renomado arquiteto norte-americano, chega a Roma com sua jovem esposa Louisa (Chloe Webb) para organizar uma exposição sobre o arquiteto francês Etienne-Louis Boullée (1728-1799). Em pouco tempo, Louisa se envolve com o italiano Caspasian (Lambert Wilson), co-organizador da mostra, e declara-se grávida. Kracklite, sentindo fortes dores de estômago, acredita estar sendo envenenado pela mulher e torna-se obcecado pelas barrigas dos imperadores romanos, imortalizadas na estatuária local. 

Fonte: http://www.cinemasonhoesaudade.com.br/filme/index/355/a-barriga-do-arquiteto


  • Verdades e Mentiras
 Ficha tecnica:
  Título: Vérités et mensonges (Original) 
Produçao: 1973  
Dirigido por Orson Welles 
Duraçao 96 min 
Genero documentario 



Sinopse

F for Fake (nome em ingles) é um documentário ensaístico, um filme sobre a fraude, a mentira, nos seus vários ângulos. Centra-se na vida do famoso falsificador de arte Elmyr de Hory.Welles surge em vários locais, inclusive num restaurante, até numa suposta sala de edição, criando um filme dentro do filme.

Fonte: Desculpe esqueci de anotar



[Arte] Uma seleção de 50 documentários disponíveis no youtube, sobre grandes pintores do mundo e alguns períodos que marcaram a História da Arte. (Copia do face)

1) Bosch: https://goo.gl/DvQXZj
2) Blake: https://goo.gl/JGlxrI
3) Caravaggio: https://goo.gl/5gHrfG
4) Constable: https://goo.gl/7izb1N
5) Courbet: https://goo.gl/Pzr5kR
6) Delacroix: https://goo.gl/69eHQK
7) Degas: https://goo.gl/wQLwOU
8) Escher: https://goo.gl/DEurRS
9) El Greco (em espanhol): https://goo.gl/xRRfpt
10) Friedrich: https://goo.gl/ANnWU1
11) Frida (em espanhol): https://goo.gl/luTHNC
12) Gauguin: https://goo.gl/X0UOcW
13) Goya: https://goo.gl/Alup77
14) Hogarth: https://goo.gl/ZafU9q
15) Kandisky: https://goo.gl/b3eNnH
16) Klimt: https://goo.gl/y1JtVk
17) Leonardo da Vinci: https://goo.gl/nYXrwK
18) Leonardo da Vinci, o mundo:https://goo.gl/0ShgBa
19) Manet: https://goo.gl/Lrw2IT
20) Michelangelo: https://goo.gl/APKBcn
21) Miró (espanhol): https://goo.gl/livODG
22) Monet: https://goo.gl/B0NdxB
23) Munch: https://goo.gl/7ReTjF
24) Paul Cezanne: https://goo.gl/AsuRqw
25) Paul Klee: https://goo.gl/a8pboJ
26) Picasso (espanhol) : https://goo.gl/3cUyGr
27) Pissarro: https://goo.gl/ye6Jwx
28) Rafaello: https://goo.gl/dpQyvK
29) Rembrandt: https://goo.gl/Ej7cQT
30) Rembrandt, série genios da pintura:https://goo.gl/O5TjUu
31) Renoir: https://goo.gl/AopsqJ
32) Rossetti: https://goo.gl/wvurg6
33) Rousseau: https://goo.gl/RhRt88
34) Salvador Dali (espanhol): https://goo.gl/FUFkkw
35) Salvador Dali, biografia (espanhol):https://goo.gl/NJWPxo
36) Seurat: https://goo.gl/dDGu87
37) Turner: https://goo.gl/WUYXlY
38) Toulouse-Iautrec: https://goo.gl/ksOLVT
39) Van Gogh: https://goo.gl/r2KMFJ
40) Van Gogh, série grandes artistas:https://goo.gl/8JbdUP
41) Van Dyck: https://goo.gl/VVJKST
42) Vermeer: https://goo.gl/C8U0wt
43) Vermeer série grandes artistas:https://goo.gl/n4Zzui
44) Velasquez: https://goo.gl/mPecUN
45) Os impressionistas: https://goo.gl/A9ZX1O
46) Pinturas do Alto Renascimento:https://goo.gl/hLe6Kf
47) Grande pintores norte americanos:https://goo.gl/VgcDVT
48) A Arte fez o mundo, O dia que as imagens nasceram - https://goo.gl/R7uypE
49) A Arte fez o mundo, A arte da persuasão:https://goo.gl/iZVJZt
50) A Arte fez o mundo, era uma vez:https://goo.gl/KCXSye
 — com Rafaela Zakarewicz.


  • Com Amor, Van Gogh
Ficha Tecnica
Data de lançamento 30 de novembro de 2017
Duração 1h 35min
 Classificaçao: 12 anos
Gêneros Animação, Biografia
Nacionalidades Reino Unido, Polônia
 
 Sinopse
1891. Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin (Douglas Booth) encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência. Desta forma, ele parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do pintor falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.

Fonte:http://www.adorocinema.com/filmes/filme-241757/









terça-feira, 28 de abril de 2015

PARA QUE SERVEM OS MUSEUS

  O texto de hoje é para esclarecer definitivamente qualquer duvidas ou falso conceito sobre museus já que nos mesmos acabamos por criar ideias muitas vezes falsa sobre algum assunto ou objeto.

Obs.: O texto vai ser colado como imagem por a pagina não permitir copias porem aos poucos ele será digitado e sua referencia sera colocada aqui caso prefiram ler no próprio texto.

 PARA QUE SERVEM OS MUSEUS

   O que é que acontece então quando estamos no museu?
   Um museu apresenta uma narrativa sobre um assunto. Uma historia contada pelos objetos colocados em vitrines, rotulados com etiquetas com informação sobre autoria, ano de criação, material e a técnica usada.
   O que é que significa a historia num museu. Encontramos normalmente dois tipos de propostas nos museus do nosso tempo.
   Os museus clássicos, apresentam narrativa, construída por um curador, apoiada em objetos apresentados segundo uma ordem, cronológica, por afinidade estética. São museus que parem dos objetos que estão dentro e que procuram captar a atenção dos visitantes.
     Nos museus participados são os que interrogam o mundo onde se inserem. Um museu tem uma determinada função social. Servem a sociedade. Os seus objetivos e valores fundamentais. Nestes museus a preocupação do curador é responder o pulsar do mundo com os recursos disponíveis. A construção da narrativa é feita em colaboração com a comunidade que participa na escolha dos objetos que decide guardar e conservar. São espaços inclusivos que procuram o que é que a comunidade quer aprender. São espaços de interrogação.
    Para fazer este tipo de museu é necessário abri as portas. Sair para o espaço envolvente e procurar o que é relevante. Saber o que as pessoas querem como representação de sua memoria propor que essas pessoas usem o espaço do museu para criarem atividades relacionadas com os seus patrimônios. São museus que procuram respostas para o pulsar do mundo. São lugares de encontro e descoberta de novos objetos para musealizar. Procuram compreender o território e a cidade como espaço de cidadania. São promotores a ação na comunidade.
     A curadoria participativa não é um trabalho fácil. A memoria é um campo de confronto social. Em qualquer comunidade há diferentes memorias em disputa. Como espaço de encontro, o museu é uma oportunidade para reconhecer a diversidade e promover a inclusão do outro e da diferença.

     O que é que deve suceder quando saímos de um museu?
    No final temos de ter consciência do que sucedeu. Um museu serve para facilitar o modo como olhamos o mundo, para os outros e para nos mesmos. O sentido dos museus inovadores e propiciar uma consciência sobre o patrimônio que encontramos e como podemos usar isso para fazer coisas novas. O patrimônio não é o que se tem mas o que se pode fazer com ele. Serve para podermos viver melhor e mais felizes. 
    Os museus são espaços de inovação. São laboratórios onde podemos experimentar combinações de ideias. É através do encontro que se produz transformação.

Pedro Pereira Leite
Centro de Estudos Sociais Universidade de Coimbra.
 
Fonte: http://www.plataformamacau.com/uncategorized/para-que-servem-os-museus/


terça-feira, 3 de março de 2015

Parte 2 O IMPACTO DO ENSINO DE ARTE (ou da falta dele) NA PERCEPÇÃO DO MUNDO

Continuaçao da semana passada    Era de se esperar que as faculdades que oferecem cursos de artes liberais dessem ênfase à educação artística, mas não é esse o caso. O atual currículo, de estilo self-service, torna os cursos de história da arte disponíveis, mas não obrigatórios. Com raras exceções, as universidades abandonaram toda noção de um núcleo de aprendizado. Os departamentos de humanidades oferecem uma mixórdia de cursos feitos sob medida para os interesses de pesquisa dos professores. Tem havido um gradual eclipse, nos Estados Unidos, do curso de história geral da arte, que cobria magistralmente, em dois semestres, da arte das cavernas ao modernismo. Apesar de sua popularidade entre os estudantes, que se recordam deles como pontos culminantes em suas vivências universitárias, os cursos gerais são cada vez mais vistos como excessivamente pesados, superficiais ou eurocêntricos – e não há mais vontade institucional de estendê-los para a arte mundial.

Jovens professores, criados em meio ao pós-estruturalismo, com sua suspeita mecânica da cultura, consideram-se especialistas, e não generalistas, e não foram treinados para pensar sobre trajetórias tão vastas. O resultado final é que muitos alunos de humanidades se formam com pouco senso da cronologia ou da deslumbrante procissão de estilos que constituía a arte ocidental.

A questão mais importante acerca da arte é: o que permanece e por quê?

As definições de beleza e os padrões de gosto mudam constantemente, mas padrões persistentes subsistem. Defendo uma visão cíclica da cultura: os estilos crescem, chegam ao ápice e decaem para tornarem a florescer, num renascer periódico. A linha de influência artística pode ser vista claramente na cultura ocidental, com várias interrupções e recuperações, desde o Egito antigo até hoje – uma saga de 5 mil anos que não é (como diria o jargão acadêmico) uma “narrativa” arbitrária e imperialista. Grande número de objetos teimosamente concretos – não apenas “textos” vacilantes e subjetivos – sobrevivem desde a antiguidade e as sociedades que moldaram.

A civilização é definida pelo direito e pela arte. As leis governam o nosso comportamento exterior, ao passo que a arte exprime nossa alma. Às vezes, a arte glorifica o direito, como no Egito; às vezes, desafia a lei, como no Romantismo.

O problema com abordagens marxistas que hoje permeiam o mundo acadêmico (via pós-estruturalismo e Escola de Frankfurt) é que o marxismo nada enxerga além da sociedade. O marxismo carece de metafísica – isto é, de uma investigação da relação do homem com o universo, inclusive a natureza. O marxismo também carece de psicologia: crê que os seres humanos são motivados apenas por necessidades e desejos materiais. O marxismo não consegue dar conta das infinitas refrações da consciência, das aspirações e das conquistas humanas.

Por não perceber a dimensão espiritual da vida, ele reduz reflexivamente a arte à ideologia, como se o objeto artístico não tivesse outro propósito ou significado além do econômico ou do político.

Hoje, ensinam aos estudantes a olhar a arte com ceticismo, por seus equívocos, suas parcialidades, suas omissões e ocultos jogos de poder. Admirar e honrar a arte, exceto 
quando transmite mensagens politicamente corretas, é considerado ingênuo e reacionário. 

Um único erudito marxista, Arnold Hauser, em seu épico estudo de 1951, A história social da arte, teve bom êxito na aplicação da análise marxista, sem perder a magia e o mistério da arte. E Hauser (uma das influências iniciais do meu trabalho) trabalhava com base na grande tradição da filologia alemã, animada por uma ética erudita que hoje se perdeu.

A arte é o casamento do ideal e do real. Fazer arte é um ramo da artesania. Artistas são artesãos, mais próximos dos carpinteiros e dos soldadores do que dos intelectuais e dos acadêmicos, com sua retórica inflacionada e autorreferencial. A arte usa os sentidos e a eles fala. Funda-se no mundo físico tangível.

O pós-estruturalismo, com suas origens linguísticas francesas, tem a obsessão pelas palavras e, com isso, é incompetente para interpretar qualquer forma de arte além da literatura. O comentário sobre arte deve abordá-la e descrevê-la em seus próprios termos. 

Deve-se manter um delicado equilíbrio entre os mundos visível e invisível. Aqueles que subordinam a arte a uma agenda política contemporânea são tão culpados de propaganda e rigidez literal como qualquer pregador vitoriano ou burocrata stalinista.

- Leia na íntegra este ensaio introdutório por Camille Paglia, o primeiro da obra Imagens cintilantes
Assista à Camille Paglia no canal do Fronteiras no YouTube:
- A ansiedade masculina e a civilização
- Minhas escolhas


Fonte: http://fronteiras.com/canalfronteiras/entrevistas/?16%2C341 

Comentario: No meu entendimento, a autora  esta questionando a falta de teoria que temos sobre arte e sem conhecimento de toda esta historia da arte nos passa despecebidos detalhes que completam e fundamentam o todo e fica vulneravel a ações do mundo, ficamos nas maos do mercado e do excesso de imagem sem poder nem saber criticar

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O IMPACTO DO ENSINO DE ARTE (ou da falta dele) NA PERCEPÇÃO DO MUNDO - (Parte 1)

 O texto inicialmente pode ate parecer nao falar sobre o assunto do titulo porem quando chega na copia do texto da autora propriamente dito ai sim podemos entender do que se trata

O IMPACTO DO ENSINO DE ARTE (ou da falta dele) NA PERCEPÇÃO DO MUNDO
 
"A arte é o casamento do ideal e do real. Fazer arte é um ramo da artesania. Artistas são artesãos, mais próximos dos carpinteiros e dos soldadores do que dos intelectuais e dos acadêmicos, com sua retórica inflacionada e autorreferencial. A arte usa os sentidos e a eles fala. Funda-se no mundo físico tangível." - Camille Paglia, Imagens cintilantes
 
(...). Polêmica até por afirmar que há gêneros. A escritora norte-americana Camille Paglia é conhecida por desafiar as ideias em voga nos mais diversos campos. Professora de Humanidades e Estudos Midiáticos da University of the Arts da Filadélfia, é autora de obras que misturam cultura pop, história da arte, sexualidade e os diferentes meios que tornam o homem um espectador: seja na frente da televisão, de um Pollock ou de sua própria vida. 

Em sua mais recente obra, Imagens cintilantes — uma viagem através da arte desde o Egito a ‘Star Wars’ (Apicuri, 2014), Camille retorna ao local que a consagrou, a crítica à arte contemporânea. No livro, a autora de Personas sexuais analisa 29 obras que considera fundamentais na história da arte e afirma, com certa decepção, que os jovens deixaram ofícios como a pintura e a escultura para emprestar sua lealdade à tecnologia e ao design industrial.

Em entrevista, Paglia resumiu o panorama que motivou a produção do livro: “O olho sofre com anúncios piscando na rede. Para se defender, o cérebro fecha avenidas inteiras de observação e intuição. A experiência digital é chamada interativa, mas o que eu vejo como professora é uma crescente passividade dos jovens, bombardeados com os estímulos caóticos de seus aparelhos digitais. Pior: eles se tornam tão dependentes da comunicação textual e correio eletrônico que estão perdendo a linguagem do corpo.” De acordo com ela, esta degeneração gradativa da percepção/expressão tem um grande inimigo: o mercado – das galerias às instituições de ensino.

Segundo a norte-americana, este mercado não é apenas um objeto a ser combatido, mas sim um profundo problema de visão sobre a vida, que parte, também, do espectador. Ensinado a enxergar o mundo apenas de forma política e ideológica, o homem contemporâneo teria perdido a esfera do sensível, do invisível, do metafísico. A isso, somam-se a rapidez da tecnologia e a promessa de lucro aos artistas, que acabam trocando o lento processo de aprendizado por contratos exclusivos ou por telas digitais.
Longe de ser uma questão restrita a quadros e esculturas, este contexto de constante estímulo atinge a sociedade como um todo, como Camille argumenta logo na introdução da obra:
“A vida moderna é um mar de imagens. Nossos olhos são inundados por figuras reluzentes e blocos de texto explodindo sobre nós por todos os lados. O cérebro, superestimulado, deve se adaptar rapidamente para conseguir processar esse rodopiante bombardeio de dados desconexos. A cultura no mundo desenvolvido é hoje definida, em ampla medida, pela onipresente mídia de massa e pelos aparelhos eletrônicos servilmente monitorados por seus proprietários. A intensa expansão da comunicação global instantânea pode ter concedido espaço a um grande número de vozes individuais, mas, paradoxalmente, esta mesma individualidade se vê na ameaça de sucumbir.

Como sobreviver nesta era da vertigem?  Precisamos reaprender a ver. Em meio à tamanha e neurótica poluição visual, é essencial encontrar o foco, a base da estabilidade, da identidade e da direção na vida. As crianças, sobretudo, merecem ser salvas deste turbilhão de imagens tremeluzentes que as vicia em distrações sedutoras e fazem a realidade social, com seus deveres e preocupações éticas, parecer estúpida e fútil. A única maneira de ensinar o foco é oferecer aos olhos oportunidades de percepção estável – e o melhor caminho para isso é a contemplação da arte.”

Ainda em seu texto introdutório, Camille critica as instituições de ensino por falharem completamente no ensino da visão que nos tiraria desta vertigem. Se precisamos reaprender a ver, as faculdades de arte, para ela, poderiam ser consideradas mais um empecilho do que uma parceira nesta tarefa. Leia, abaixo, o que ela tem dizer sobre isso a partir de excerto do livro Imagens cintilantes

“É de uma obviedade alarmante que as escolas públicas norte-americanas têm feito um mau serviço na educação artística dos estudantes. Da pré-escola em diante, a arte é tratada como uma prática terapêutica – projetos com cartolina do tipo “faça você mesmo” e pinturas com os dedos para liberar a criatividade oculta das crianças. Mas o que de fato faz falta é um quadro histórico de conhecimentos objetivos acerca da arte.  As esporádicas excursões ao museu, mesmo que haja um por perto, são inadequadas. Os cursos de história da arte deveriam ser integrados  ao currículo do ensino primário, fundamental e médio  - uma introdução básica à grande arte e a seus estilos e símbolos. O movimento multiculturalista que se seguiu à década de 1960 ofereceu uma tremenda oportunidade para expandir o nosso conhecimento do mundo da arte, mas suas abordagens têm com demasiada frequência sacrificado a erudição e a cronologia em favor de um partidarismo sentimental e de queixumes rotineiros.

 Continua dia 03-03...


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