Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 9 de julho de 2013

GOIÁS - O TRABALHO DOS RESTAURADORES


  Em minha opinião o texto apresenta alguns pequenos erros que vou comentar aqui antes de vocês inicia-los fora isso ele esta correto e faz uma boa apresentação sobre a profissão (* acréscimo meu)
Pequenas correções: "O restaurador tem como função primordial garantir que a obra de arte a ser restaurada permaneça íntegra, mantendo suas características originais durante décadas ou séculos" O restaurador não restaura a peça para que ela mantenha suas caracteristicas originais. Do jeito que esta aqui eu entendi que a peça fica como se fosse antes e nao é assim, a restauração tenta aproximar das caracteristicas originais e se a peça esta faltando e nao ha referencia ela continua faltante sim pois nao se pode criar a partir do que nao se tem referencia. Se o artista criar na restauraçao entao estará falsificando. 

O trabalho dos restauradores


Trabalho de restauradores tem como objetivo perpetuar obras de arte, sejam elas pinturas, 
esculturas ou gravuras (*ou objetos de Igrejas e arquitetura)

Garantir perpetuação e reconhecer o valor histórico das obras de arte de uma forma geral, é o papel dos restauradores. Uma profissão fascinante e minuciosa, que lida diariamente com a ciência, e exige muito cuidado e atenção de seu executor. O restaurador tem como função primordial garantir que a obra de arte a ser restaurada permaneça íntegra, mantendo suas características originais durante décadas ou séculos. São desenvolvidos projetos de restauração e conservação, que evoluem cada dia mais com as novas tecnologias. Entre os objetos que podem ser restaurados, estão: livros, manuscritos, esculturas, pinturas, fotografias e monumentos, seja ele de valor sentimental ou histórico.

   O restaurador analisa as condições em que tais obras de arte ou objeto estão, a partir disso, se devem ou não permanecer no local, com o intuito de prolongar a vida das peças. Este profissional pode trabalhar em órgãos oficiais do patrimônio, museus, igrejas, galerias de arte e bibliotecas ou consultor.
 
   Mônica Lima de Carvalho é restauradora, e atualmente trabalha na Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela coordenou o projeto intitulado “Ação Educativa/Educação e Comunicação: implantação de um novo sistema de comunicação museal para a exposição de longa duração do Museu Antropológico da UFG”. O projeto culminou com a reformulação física da exposição de longa duração, além da implantação de subprojetos de apoio, como a construção de câmara externa de fumigação, a adequação da Reserva Técnica Etnográfica, a implantação do Laboratório de Conservação e Restauro, o estágio de conservação em coleções etnográficas no Royal Albert Memorial Museum Art & Gallery, em Exeter, na Inglaterra, onde teve a oportunidade de especializar-se pelo período de seis meses em conservação, restauração e gerenciamento de coleções etnográficas e arqueológicas.
  • Dificuldades para formação
   Mônica ressalta os prós e contras da profissão, e as possíveis vertentes da restauração. Ela fala da importância, para quem pretende seguir essa carreira, de saber outro idioma, além das dificuldades encontradas no percurso da graduação e possíveis especializações. “Aqui no Brasil, a graduação nesta área, só é encontrada no Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É preciso muita dedicação, não é um curso qualquer em que podemos ficar somente com a sala de aula, a cada especialização, você percebe o quanto o estudo aprofundado é de fundamental importância para seu crescimento como profissional. Uma das graduações da UFG, oferece apenas uma matéria a respeito de montagem de quadros. Atualmente, os cursos oferecidos pela Faculdade de Artes da UFG,  deixam muito a desejar no quesito introdução a preservação e conservação de obras de arte, quanto à tecnologia de construção, como por exemplo, escultura policromada, pintura de cavalete, gravura e técnicas mistas”, esclarece.
  • Exigência de dedicação
    Segundo Mônica, o curso de especialização é realizado em Belo Horizonte, era financiado com a ajuda de verbas do exterior, e disponibilizava bolsas oferecidas pela Capes aos alunos. Ela cita, que no Brasil, não há muito investimento nos profissionais ou na área de restauração. No entanto, o salário para quem pretende ingressar na carreira, pode variar de R$ 3 mil a R$ 6 seis mil, nas universidades federais. “Boa parte das bibliografias do curso são do exterior, ou seja, em outro idioma, por esse motivo, quem sabe mais de uma língua, pode ter mais facilidade nos estudos. Os critérios e técnicas usadas na restauração, também são internacionais. Infelizmente o curso de especialização do Cecor encontra-se desativado no momento, devido a implantação do curso de graduação de conservação da Escola de Belas Artes, UFMG”, explica.
  
     Para a restauradora, o trabalho é estimulante, e a levou a outros países como Inglaterra, Holanda,  Itália, França, Portugal e Índia, tudo em busca de mais conhecimento. “Normalmente, nos casos dos bens culturais móveis, o processo de intervenção é desenvolvido em laboratório de conservação e restauro, mas nos casos de bens culturais integrados, o processo acontece no próprio local de origem, como por exemplo, os elementos artísticos integrados de uma igreja como talhas dos retábulos, altares, pinturas parietais e de forros e outros elementos decorativos”, diz.

  • A importância dos restauradores
  Desde obras de arte particulares, peças de colecionadores até mesmo edificações do patrimônio histórico. Todos podem e devem passar por restauradores, com o intuito de conservar e prolongar o tempo de “vida” da peça ou imóvel. De acordo com o colecionador e professor da UFG João Batista Souza, o bom restaurador tem um papel importantíssimo para a história. “Tem cerca de dez anos que coleciono obras de arte, sejam em quadros, esculturas ou até mesmo mobiliário. Tenho três quadros, de uma família que morava em um casarão na cidade de São Paulo, eles se mudaram para o litoral, e colocaram a venda coisas do mobiliário, por que não caberia no apartamento. Não são de artistas famosos, mas sim quadros acadêmicos. Comprei por que gostei dos quadros, foram os primeiros que comprei. São dos anos de 1911, e 1939. Outro que também adquiri no mesmo período é bem grande e data de 1911, inclusive foi objeto de uma prova recente do vestibular da UFG. Ele ainda não foi restaurado, mas será, está com alguns descascados na pintura, precisa de uma limpeza, porque esta há muito tempo guardado, ou pregado na parede e adquiriu sujidades, excremento de insetos, outros três já foram restaurados. Tenho medo de deixar meus quadros nas mãos de qualquer pessoa. Por esse motivo somente a Mônica (restauradora) faz os trabalhos, já houve casos em que pinturas foram desfiguradas, então precisamos procurar alguém que tenha realmente indicação e seja habilitado para o trabalho. O valor histórico e sentimental que essas obras têm, nos leva a cuidar bem delas”, diz o colecionador.

Para João Batista, além de mandar seus objetos para a restauração, ele tem cuidados especiais em casa, para que a peça dure por muitos anos. “A Mônica me instruiu em relação a como posso limpar os quadros com o pincel”. Fui a São Paulo recentemente e trouxe uma escultura, no trajeto de volta ela quebrou. Em casa nós colamos com cola instantânea, mas daqui um tempo aquilo fica amarelado iria ser notável a deterioração depois de algum tempo,  então eu prefiro aguardar um pouco e, logo vou trazê-la para ser restaurada. Com o tempo eu adquiri uma noção de valores, se vejo algo que compensa, eu peso se vale a pena ou não comprar”, esclarece.
  • A profissão
   A restauração e reconstituição, vem desde o começo do mundo. Existe todo um discurso sobre isso, no renascimento, por exemplo, os artistas eram chamados para fazerem essas restaurações, e achavam que o trabalho de alguns precisava de algumas correções, o que era feito, e designado como restauração. No Renascimento isso gerou problemas, foi um dos fatores de maior degradação de patrimônio cultural.

De acordo com Deolinda, no Brasil desde a década de 30, são desenvolvidos trabalhos na área do restauro. “Inicialmente com Edson Mota no Rio de Janeiro, e outro restaurador da Bahia, ambos foram fazer curso na Bélgica, voltaram para o Brasil e descobriram que era bem mais  fácil trabalhar por lá. 

No Brasil, na época,  não tinha instrumental. Conheci Edson Mota filho, então a saga deles na construção de instrumental, de pesquisa da área de restauro, foi muito interessante e é perceptível como há uma discussão a cerca desses estudos. Você vê as pessoas falando do trabalho do Edson Mota, como tendo causado problemas em determinadas intervenções de restauro que ele fez, porque na época não havia  tecnologia e, neste período as pessoas buscavam fazer as coisas da melhor forma possível, dentro daquilo que havia de conhecimento na época, imaginando que no futuro poderia ter uma saída para aquela obra. Você nunca faz uma intervenção que você não tenha certeza que pode reverter, ou seja, quanto menos você mexer, melhor” ressalta a restauradora.

Deolinda cita a aprovação do Senado Federal, para uma nova lei que regulamenta a profissão. “Só há cursos profissionalizantes, no Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Minas Gerais em Ouro Preto e Belo Horizonte. Há um curso na cidade de Goiás, mas é a nível técnico. Nunca parei de estudar, acho que isso é o fundamental, você não pode dizer que é restaurador se você não estuda, e se recicla. Há outra questão quanto ao retorno financeiro, nunca consegui sobreviver dessa profissão, mas também nunca tentei viver só disso. Gosto muito da profissão, e acho que a maioria das pessoas que entram nessa área  gostam, e se apaixonam. No período dos anos 80 até 2000/2005, éramos desbravadores, pelas mesmas dificuldades que o Edson tinha lá na década de 30, 40, 50”, diz.

De acordo com a restauradora, a profissão também tem seus “perigos”. “Nessa área, somos poucos, você tem um monte de curiosos, tive fases em que, quando chegava um trabalho no ateliê, que já tinha passado pelas mãos de curioso eu sabia que iria dar o dobro de trabalho, então acabava tendo de cobrar mais. E se a obra for roubada? Tem que ter procedência, é preciso saber com o que está lidando. Já me deparei com situações do tipo, chamei os órgãos competentes, e se tratava de um roubo em série, a pessoa chegou na minha casa, no ateliê com indicações, mas a peça tinha carimbos de origem, e eu achei suspeito. Imagine se eu faço o restauro? Fico como cúmplice, na restauração você trabalha com peças, ou que possuem um valor monetário ou afetivo alto, ninguém manda restaurar uma coisa que não tem valor nenhum para ela”, ressalta. (...)
Fonte: DM.com.br
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