Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

DIVERSIDADE CULTURAL

  O texto de hoje foi pego direto no site Ministerio da Cultura e fala sobre o que a uniao de pessoas com costumes e modos diferentes podem ser vantajoso. É estranho falar isso, mas nos somos ao mesmo tempo iguais e diferentes. Somos iguais porque pertencemos a mesma raça: a Humana com caracteristicas identicas porem nos diferenciamos nos detalhes e no modo de agir e nesse ponto ao tentarmos ser iguais perdemos nossas maiores qualidades e sao elas que nos fazem evoluir por isso é interessante ser diferente sim desde que respeitemos o outro para que juntos podemos caminhar para a busca de uma vida melhor. 

DIVERSIDADE CULTURAL

Artigo da ex - ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e da secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, publicado no Jornal Correio Braziliense em 21/05/2012

        Em 2001, a Unesco adotou a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, que reconheceu, pela primeira vez, a Diversidade Cultural como “herança comum da humanidade”, considerando sua salvaguarda imperativo concreto e ético inseparável do respeito à dignidade humana. Em seguida, a Assembleia Geral da ONU proclamou o 21 de maio como Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, para conscientizar a população sobre a riqueza das diversas culturas do mundo, e aprofundar a reflexão sobre as oportunidades que a Diversidade Cultural pode trazer às sociedades. Essas reflexões nos levam a conclusões.
 
      A de que a Diversidade Cultural só pode ser protegida e promovida ao reconhecer, como princípio fundador, o diálogo e o respeito entre as civilizações e as culturas, indo além de sexo, idade, nacionalidade, pertencimento cultural, religião ou etnia, para a construção de um futuro de paz numa sociedade em que a pluralidade cultural desempenha papel de enriquecimento mútuo, reconhecimento e respeito às diferenças. Outra conclusão é que a Diversidade Cultural é fonte de representações, conhecimentos, práticas e, igualmente, de afirmação, inovação e criatividade, que contribuem para a construção de um sistema relacional viável, sustentável e harmônico entre a humanidade e os recursos terrestres. Nesse sentido, a Diversidade Cultural constitui força motriz do desenvolvimento, indispensável para atenuar a pobreza.
      
    Para o antropólogo sociocultural indiano Arjun Appadurai, a Diversidade Cultural é a ligação crucial entre as dimensões material e imaterial do desenvolvimento. Ele explica que, enquanto desenvolvimento material pode ser avaliado em termos de saúde humana, capacidades econômicas, fluxo de mercadorias e garantias físicas quanto à segurança e à produtividade, o desenvolvimento imaterial reside no espírito de participação, no entusiasmo da autonomia, nas alegrias do reconhecimento e na felicidade da aspiração. Ele nos remete à contribuição das tecnologias, dos conhecimentos e crenças culturais e religiosas, dos valores sociais e espirituais, especialmente dos povos e comunidades tradicionais, na exploração sustentável dos recursos e na preservação dos ecossistemas dos quais dependem. Isso é, inclusive, tema da Convenção sobre a Diversidade Biológica.
     No momento em que o Brasil se prepara para receber a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio, é de grande importância incluir a Cultura nas discussões, pois, além de diverso em termos biológicos, nos destacamos internacionalmente pelas Políticas Culturais que desenvolvemos, buscando garantir as expressões de nossa rica Diversidade Cultural e estabelecer maior equilíbrio entre a pluralidade de expressões. O Ministério da Cultura atua em consonância com a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Unesco em 2005, que reúne 122 países, inclusive o Brasil.

   Trata-se de compromisso de trabalhar para reforçar a cooperação e a solidariedade internacionais, de modo a fazer que países mais industrializados contribuam para ampliar a capacidade dos países em desenvolvimento de proteger e promover a diversidade de suas expressões culturais. Enquanto a Unesco trabalha com relações multilaterais, focada no desequilíbrio das trocas de bens e serviços culturais entre países, e no risco de uma homogeneização das expressões culturais no mundo, tendo a Convenção de 2005 como maneira de reforçar as indústrias culturais dos países em desenvolvimento, o Brasil trabalha a Diversidade Cultural de modo mais complexo, de acordo com nossas especificidades. Além do desequilíbrio entre as diversas regiões, nosso país abriga históricos desequilíbrios socioculturais, que provocam dificuldades a significativos segmentos em lidar com os mecanismos e códigos de acesso às políticas públicas de Cultura, como elaboração de projetos, convênios e prestação de contas.

   Assim, o MinC (Ministerio da Cultura) implementa políticas específicas para esse público, elaboradas a partir de processo que conta com a participação dos interessados, como culturas populares, povos indígenas, povos de terreiro, ciganos, crianças, jovens, idosos, LGBT e outros. Um de nossos programas de maior repercussão é o Cultura Viva, que tem como ação principal a identificação e o fomento de Pontões e Pontos de Cultura,(...). 

Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

Márcia Rollemberg
Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ARTE NIPO-BRASILEIRA (Japao-Brasil) parte 2: Grupo Seibi, Manabu Mabe e Tomie Ohtake


  A postagem de hoje é a continuaçao da influencia japonesa porem mais contemporanea que ocorreu no seculo passado na decada de 80

Arte nipo-brasileira: Grupo Seibi, Manabu Mabe e Tomie Ohtake

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

 
Escultura de Tomie Ohtake instalada em 1988 na Avenida 23 de Maio, em São Paulo, para comemorar os 80 anos da imigração japonesa. São quatro lâminas de concreto, em forma de ondas, que simbolizam as gerações que se sucederam no Brasil desde o início da imigração.
 

Escultura de Tomie Ohtake instalada em 1988 na Avenida 23 de Maio, em São Paulo, para comemorar os 80 anos da imigração japonesa. São quatro lâminas de concreto, em forma de ondas, que simbolizam as gerações que se sucederam no Brasil desde o início da imigração.

Em 2008, quando se comemora o centenário da imigração japonesa ao Brasil, é fácil os associarmos os imigrantes a imagens de lavradores, operários e comerciantes.

No entanto, dificilmente nos lembramos dos artistas que deixaram sua terra natal e escolheram o Brasil para produzir sua arte. Ou ainda dos que vieram crianças, com suas famílias, trabalharam nas fazendas e indústrias e, mais tarde, tornaram-se importantes artistas nacionais.


Assim como o grupo
Santa Helena, que reunia artistas imigrantes italianos, os japoneses fundaram, em 1935, o grupo Seibi, com a finalidade de criar um espaço de discussão que promovesse o aprimoramento técnico e a divulgação de suas obras de arte.

Os membros do Seibi assistiam às aulas de desenho de modelo vivo da Escola Paulista de Belas Artes. Ali, travaram contato com o Grupo Santa Helena, descobrindo que havia afinidade entre suas propostas e idéias. O grupo realizou sua primeira e única exposição dessa fase no Clube Japonês, em 1938.


Com a entrada do Brasil na
2ª Guerra Mundial, ao lado dos países aliados, as atividades da colônia japonesa no país foram limitadas. Imigrantes italianos, alemães e japoneses eram perseguidos, o que impediu a reunião dos artistas, provocando a dispersão do grupo.

Em 1947, dois anos depois de a guerra ter chegado ao fim, o Seibi reiniciou suas atividades, criando um ateliê coletivo com a participação de novos artistas. Em 1952, criaram o Salão do Grupo Seibi e, entre 1952 e 1970, realizaram 14 mostras, responsáveis por ampliar o espaço de projeção dos artistas nipo-brasileiros no meio artístico nacional.


O grupo realizou suas atividades até a década de 1970. Dois de seus integrantes se destacaram no cenário artístico nacional:
  • Manabu Mabe (Kumamoto, 1924 - São Paulo SP, 1997)
Pintor e gravador, considerado o pioneiro do abstracionismo no Brasil, Manabu Mabe chegou ao Brasil, junto com sua família, em 1934, para trabalhar na lavoura de café, no interior do Estado de São Paulo.

Durante sua infância, aprendeu a pintar sozinho num ateliê que improvisou no cafezal. O pintor e fotógrafo Teisuke Kumasaka pode ser considerado seu primeiro mestre. Foi ele, na cidade de Lins, que ensinou Manabu Mabe a preparar a tela e diluir as tintas.


Sua produção inicial dialoga com o
cubismo e, gradualmente, vai aderindo à abstração. Em 1955, pinta sua primeira obra abstrata: Vibração-momentânea.

A obra com que se abre este artigo,
Grito, recebeu o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, em 1959. Mabe mescla a caligrafia japonesa com manchas, e é como se conseguíssemos perceber o movimento dos gestos do artista ao realizar a pintura. Por isso, esse estilo também recebe o nome de pintura gestual.
  • Tomie Ohtake (Kyoto, 1913)
Pintora, gravadora e escultora, veio para o Brasil em 1936 e fixou residência em São Paulo.

Iniciou suas atividades como pintora no início da década de 1950 e passou a integrar o Grupo Seibi em 1954. Sua produção inicial é figurativa, mas logo passa a optar pelo abstracionismo.

Segundo palavras da própria artista, a influência da pintura oriental, sobretudo a japonesa, "se verifica na procura da síntese: poucos elementos devem dizer muita coisa". Ela também declara fazer uma pintura silenciosa, como a cidade em que nasceu. Em suas obras, revela um intenso diálogo entre a tradição e a contemporaneidade.

Como escultora, segue a mesma tendência e propõe intervenções em espaços urbanos, produzindo esculturas de grandes dimensões, como o monumento que abre este texto.


*Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/arte-nipo-brasileira-1-grupo-seibi-manabu-mabe-e-tomie-ohtake.htm

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ARTE NIPO-BRASILEIRA (Japao-Brasil) parte1

    Sobre as influencias pela qual nossa arte foi influenciada, esta semana e a proxima (sao 2 partes) temos a arte japonesa, nao aquela dos mangas que atualmente é tao bem recebida mas a arte simplificada e limpa da propria cultura. Vamos a ela.


Arte nipo-brasileira:  Japonismo e modernismo

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação


    Os japoneses, antes mesmo de sua chegada ao Brasil, já influenciavam, de forma indireta, a produção artística do país. Essa história teve início em 1850, quando, por pressão da Inglaterra e dos Estados Unidos, o Japão se viu obrigado a negociar com outros países.

    O Japão havia passado muito
tempo, por volta de três séculos, sem contato com os povos ocidentais, ou seja, a cultura japonesa era um verdadeiro mistério para o resto do mundo. Nesse período, durante o qual estiveram isolados, os japoneses criaram estilos únicos de expressão artística. Com temas ligados à tradição militar, à religião, ou às cenas do cotidiano, desenvolveram técnicas peculiares de produção.

    Estabelecida a relação diplomática e de comércio com as grandes nações colonizadoras ocidentais, os
produtos japoneses passaram a circular pelo mundo. E, ao chegarem à Europa, causaram verdadeiro fascínio. Todos queriam vestir quimonos, ter espadas, empunhar leques.

   Para proteger produtos tão cobiçados durante as longas viagens por mar, os comerciantes japoneses os embrulhavam em papéis cujas imagens, aos poucos, tornaram-se conhecidas dos artistas da época. Eram gravuras desvalorizadas no Japão, por seu caráter popular, e que acabavam virando material dispensável, sem nenhum valor comercial.


   Artistas como
Van Gogh, Gauguin, Matisse, Monet, entre muitos outros, quando tiveram contato com essas gravuras, passaram a estudá-las. Assim, muito do que conhecemos desses pintores foi enriquecido pelo contato com os trabalhos de seus colegas orientais. A essa relação damos o nome de japonismo.


Reprodução
Madame Monet de quimono, 1876


   O japonismo representou a influência de que os artistas da época precisavam para renovar seu pensamento, fugindo das imposições da arte acadêmica. As influências das culturas orientais e africanas foram alguns dos pontos de partida para o modernismo na Europa - que, por sua vez, influenciou os modernistas brasileiros.
  • A influência direta

   Muitos anos depois, em 1908, os japoneses chegaram ao Brasil. Vieram trabalhar principalmente nas lavouras de café. Pouco a pouco, esses trabalhadores foram trazendo novos hábitos para o nosso país, ao mesmo tempo em que incorporavam a nossa cultura.

    A vinda de artistas japoneses certamente foi uma das mais importantes contribuições à nossa cultura e, mais uma vez, agora de forma direta, eles voltaram a ser fundamentais em nossa arte.


   Em 1930 formou-se um grupo chamado Seibi, uma associação de artistas plásticos japoneses no Brasil. Contribuíram principalmente com o desenvolvimento da
pintura abstrata, dando continuidade às idéias da Semana de Arte Moderna.

   Com uma pausa no período da Segunda Guerra Mundial, durante o qual sofreram terríveis e injustas perseguições, os japoneses e seus descendentes continuaram influenciando positivamente a cultura brasileira.


   Na década de 1980, floresceu a "cultura pop", que deu início a um novo ciclo de japonismo. Não mais como resultado de um período de isolamento, mas como decorrência das inúmeras experiências artísticas desenvolvidas no Japão, artistas de todo o mundo voltaram o olhar para o Oriente, buscando formas e técnicas de renovação.


   Samurais, monges, a filosofia e a espiritualidade zen, gueixas, ninjas e tantos outros aspectos da cultura japonesa estão cada vez mais presentes em todo o mundo ocidental, incluindo o Brasil: nos
animes (desenhos animados), nos mangás (quadrinhos), nos seriados de televisão, na moda, no cinema, nas artes plásticas, no design e na literatura.


Reprodução
Vagabond: mangá que conta a trajetória de Miyamoto Musashi, um lendário guerreiro samurai


Dicas de sites



  • Fundação Japão
  • Bunkyo - Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa

  • Valéria Peixoto de Alencar*
    Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação *Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

    Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/arte-nipo-brasileira-2-japonismo-e-modernismo.htm 

     Uma curiosidade sobre o Japão: a ilha apesar de influenciar muitos na Europa passou houve um momento em que a cultura japonesa se manteve isolada de tudo conservando e presenvando um estilo unico de arte tanto plastica como teatral.   

    terça-feira, 22 de janeiro de 2013

    PINTORES NEGROS: Contribuição negra à arte brasileira

     A partir de hoje em 3 textos (3 semanas ) o asunto deste blog serao textos de culturas que influenciaram a arte brasileira que é mista assim como seu povo, embora nao seja novidade ja que um interfere no outro. Pois bem, começaremos com a cultura negra em seguida 2 textos sobre a cultura japonesa. Espero que gostem...



    fonte http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/pintores-negros-contribuicao-negra-a-arte-brasileira.htm

    Pintores Negros: Contribuição negra à arte brasileira

    Da Página 3 Pedagogia & Comunicação


    Quando se fala na contribuição que os negros deram à civilização e à cultura brasileira, dificilmente se pensa de imediato em artes plásticas. Em geral, o que vem à lembrança é a música, em primeiro lugar, e fenômenos a ela relacionados, como os desfiles de escola de samba, o carnaval e outras manifestações.
    Museu Afro-Brasil O artista plástico e museólogo Emanoel Araújo resgatou a obra dos pintores negros brasileiros

    Depois disso, talvez se mencionem obras arquitetônicas e esculturais do Brasil Colônia e, mais recentemente, talvez se fale em literatura, por se levarem em conta as origens negras ou mestiças de escritores como Machado de Assis ou Mário de Andrade. No entanto, não são tão poucos os brasileiros negros que se dedicaram à pintura, nem é pequeno o valor artístico de sua produção pictórica.

    Suas obras têm sido resgatadas pelo artista plástico e museólogo Emanoel Araújo, desde o centenário da
    abolição da escravatura, em 1988, com a exposição "A Mão Afro Brasileira", e teve continuidade com a mostra "Negros Pintores", que se inaugurou no Museu Afro Brasil, em São Paulo (SP), em agosto de 2008.
     

    Dez artistas

    Nela, reuniram-se 140 pinturas de 10 artistas atuantes entre a segunda metade do século 19 e as primeiras décadas do século 20. O período em questão, na verdade, ainda não mereceu maior atenção dos estudiosos e historiadores da arte. Ao contrário, Emanoel Araújo ressalta "os maus tratos, a ignorância e a insensibilidade com que se trata no Brasil a história e a memória iconográfica" dessa época.

    "Durante muito tempo", diz o museólogo, "pouco se sabia sobre esses pintores, pouco se conhecia de sua produção artística". "Na verdade, essas obras ainda surpreendem quando aparecem no mercado de arte", ele acrescenta, lembrando "a necessidade de uma política de
    revisão para resgatar em profundidade essa produção artística".

    De qualquer modo, dez artistas já passaram a ter seus nomes inscritos, definitivamente, na história da arte no Brasil. "A vida de cada um deles", conta Araújo, "foi uma interminável batalha, um grande esforço pessoal, de uma tenacidade inimaginável, pela afirmação e reconhecimento de suas obras". "O fato de seus nomes permanecerem já credencia a raça negra ao reconhecimento da nação pela sua contribuição à construção da cultura brasileira", conclui. 

    • Arthur Timótheo (1882-1922) 
    Estudou na Casa da Moeda do Rio de Janeiro e, posteriormente, na Escola Nacional de Belas Artes. Foi pintor de paisagens e figuras, destacando-se entre essas nus e retratos. Algumas de suas paisagens impressionam pela textura, pela luminosidade e pela intensidade do colorido. Esteve na Europa onde manteve contatos artísticos que o influenciaram.

    • Benedito José Tobias (1894-1963)
    O artista é mais conhecido pelos pequenos retratos de negros e negras realizados a óleo sobre madeira ou a guache sobre papel, “com maestria e com uma certa tensão expressionista”, segundo avaliação de Emanoel Araujo. Tobias tem obra pouco pesquisada ainda, apesar da qualidade e do empenho do artista em desenvolver a técnica pictórica.

    • Benedito José de Andrade (1906-1979)
     Pouco conhecido ainda, o artista paulista realizou obras entre as décadas de 30 e 40. Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios, sendo aluno de Viggiani, Panelli e Enrico Vio. Recebeu vários prêmios e está inserido historicamente numa circunstância de intensa produção artística.

    • Emmanuel Zamor (1840-1917)
    Nasceu em Salvador, mas foi criado nas Europa pelos franceses Pierre Emmanuel Zamor e Rose Neveu, seus pais adotivos. Estudou música e desenho na Europa. Foi pintor e cenógrafo. Freqüentou a Academie Julian, em Paris, anos antes de Tarsila do Amaral. Voltou ao Brasil entre 1860 e 1862, quando parte de suas obras foi destruída em um incêndio no Brasil


    • Estevão Silva (1845-1891)
    Foi o primeiro pintor negro a se formar na Academia Imperial de Belas Artes e pode ser considerado um dos melhores pintores de natureza morta do século 19. Realizou igualmente pinturas históricas, religiosas, retratos e alegorias. A crítica ressalta a qualidade das composições do artista, realizadas com prodigalidade de vermelhos, amarelos e verdes.
     
    • Firmino Monteiro (1855 – 1888)
    Nasceu no Rio de Janeiro e teve infância atribulada. Exerceu várias profissões: encadernador, caixeiro e tipógrafo. Cursou a Academia Imperial de Belas Artes, onde foi aluno de Victor Meireles. Sua reputação se deve à pintura histórica e de gênero, mas executou pintura religiosa e principalmente paisagens.
     
    • João Timótheo (1879-1932)
    Artista de produção numerosa (deixou cerca de 600 obras), iniciou o aprendizado na Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Pintor, decorador e gravador, realizou paisagens, retratos, marinhas, pintura histórica e de costumes. Foi aluno de mestres como Rodolfo Amoedo e Zeferino da Costa.
     
    • Horácio Hora (1853-1890)
    Nasceu em Sergipe, onde fez os primeiros estudos. Viajou à Europa com subsídio do governo imperial. Em Paris, tornou-se freqüentador habitual do Louvre. Ganhou vários prêmios. Especializou-se em retratos, mas o trabalho considerado sua obra prima é a tela “Pery e Cecy”, inspirada na literatura de José de Alencar.
     
    • Rafael Pinto Bandeira (1863-1896)
    Aos 16 anos já estava na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Prematuramente reconhecido, o artista permaneceu por vários anos em Salvador onde foi professor de desenho e paisagismo. É considerado como um dos mais importantes paisagistas e marinhistas do século 19.
     
    • Wilson Tibério (1923-2005)
    Nasceu no Rio Grande do Sul e viveu durante longo período em Paris. O distanciamento do país, segundo Emanoel Araujo, o teria levado a pintar repetidamente motivos afro-brasileiros. O artista esteve no Senegal, de onde foi expulso por se envolver num movimento revolucionário. Faleceu na França.

    terça-feira, 15 de janeiro de 2013

    MURALISMO: Uma forma de arte pública



       O texto de hoje é sobre as pinturas em murais tao populares hoje nas cidades e no caso o movimento no qual ficou conhecido como Muralismo.

                 Muralismo: Uma forma de arte pública

    Valéria Peixoto de Alencar*
    Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

    *Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

    O termo muralismo, ou pintura mural, foi cunhado a partir das pinturas feitas no início do século 20, no México. Esses trabalhos eram realistas e monumentais.

    Contudo, a pintura feita sobre paredes é uma técnica antiga. É uma forma de arte pública, como o grafite, porém, diferentemente deste, tem estreita relação com a arquitetura, podendo explorar o caráter plano de uma parede ou criar o efeito de uma nova área de espaço.

    A técnica do afresco (aplicação de pigmentos de cores diferentes, diluídos em água, sobre argamassa ainda úmida) existe desde a Antiguidade. Muitas dessas pinturas ficaram conhecidas quando arqueólogos iniciaram as escavações de Pompéia, cidade destruída pelo vulcão Vesúvio. Também encontramos a mesma técnica na Índia e na China.

    No Renascimento, temos importantes artistas que revigoraram a técnica do afresco, como Michelangelo e suas pinturas na Capela Sistina. Conduto, após esse período a técnica entrou em decadência, somente retornando com força no século 20, com as vanguardas européias: fauvistas e cubistas, que faziam murais com características expressionistas e abstratas.

    Outro local onde a pintura mural ressurgiu no início do século 20 foi o México, momento também de forte efervescência política e social, marcado pela Revolução Mexicana (1910-20). Os artistas mexicanos viram no muralismo o melhor caminho para expressar suas idéias sobre uma arte nacional popular, engajada no momento revolucionário.
       
    •   Muralismo mexicano
    É durante o movimento revolucionário em oposição à ditadura de Porfírio Díaz que artistas mexicanos retomam a pintura mural, e não à toa, pois eles defendiam que a arte deveria ter alcance social, ou seja, deveria ser acessível ao povo. Daí a opção pelos murais, de caráter decorativo e/ou comemorativo, que ocupam os lugares públicos, rompendo com a pintura de telas e com os meios restritos de circulação das obras de arte, como galerias, museus e coleções particulares.

    Para elaborar seus murais, os artistas se inspiraram nas antigas culturas maia e asteca, na arte popular e no folclore mexicano do período colonial - e nas contribuições das vanguardas artísticas européias, sobretudo o
    expressionismo. Os artistas buscavam romper com a arte acadêmica, criar uma arte original e ao mesmo tempo moderna, autenticamente mexicana.


    Reprodução
    Diego Rivera. Indústria da cana-de-açúcar, 1930-32.

      (...). Fazer murais e afrescos com o compromisso de construir uma narrativa histórica sobre o país era a preocupação dos muralistas.

    Diego Rivera (1186-1957) é o pintor mural mexicano mais conhecido. Ele acredita na arte como uma forma de luta contra a opressão, um instrumento revolucionário. Rivera - juntamente com José Orozco e David Siqueiros - criou o movimento muralista mexicano. O trio afirmava: "Pintemos os muros das ruas e as paredes dos edifícios públicos, dos sindicatos, de todos os cantos onde se reúne gente que trabalha".


    Reprodução
    David Siqueiros. A marcha da humanidade: os soldados de Zapata(detalhe), 1966.

    Expor em murais a opressão do colonizador espanhol, da ditadura porfirista e da exploração capitalista norte-americana no México era a forma encontrada pelos muralistas para chamar a atenção do povo para esses problemas. Também pintavam murais, como o ciclo da História do México (Diego Rivera, 1930-32, Palácio Nacional), nos quais o povo mexicano é enaltecido, desde suas origens indígenas até a época revolucionária.

    Dica: Para ver mais murais mexicanos, conheça a Revista Encontrarte.


    Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/muralismo-uma-forma-de-arte-publica.htm

    Pesquisar este blog

    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...