Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

MURALISMO: Uma forma de arte pública



   O texto de hoje é sobre as pinturas em murais tao populares hoje nas cidades e no caso o movimento no qual ficou conhecido como Muralismo.

             Muralismo: Uma forma de arte pública

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

*Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

O termo muralismo, ou pintura mural, foi cunhado a partir das pinturas feitas no início do século 20, no México. Esses trabalhos eram realistas e monumentais.

Contudo, a pintura feita sobre paredes é uma técnica antiga. É uma forma de arte pública, como o grafite, porém, diferentemente deste, tem estreita relação com a arquitetura, podendo explorar o caráter plano de uma parede ou criar o efeito de uma nova área de espaço.

A técnica do afresco (aplicação de pigmentos de cores diferentes, diluídos em água, sobre argamassa ainda úmida) existe desde a Antiguidade. Muitas dessas pinturas ficaram conhecidas quando arqueólogos iniciaram as escavações de Pompéia, cidade destruída pelo vulcão Vesúvio. Também encontramos a mesma técnica na Índia e na China.

No Renascimento, temos importantes artistas que revigoraram a técnica do afresco, como Michelangelo e suas pinturas na Capela Sistina. Conduto, após esse período a técnica entrou em decadência, somente retornando com força no século 20, com as vanguardas européias: fauvistas e cubistas, que faziam murais com características expressionistas e abstratas.

Outro local onde a pintura mural ressurgiu no início do século 20 foi o México, momento também de forte efervescência política e social, marcado pela Revolução Mexicana (1910-20). Os artistas mexicanos viram no muralismo o melhor caminho para expressar suas idéias sobre uma arte nacional popular, engajada no momento revolucionário.
   
  •   Muralismo mexicano
É durante o movimento revolucionário em oposição à ditadura de Porfírio Díaz que artistas mexicanos retomam a pintura mural, e não à toa, pois eles defendiam que a arte deveria ter alcance social, ou seja, deveria ser acessível ao povo. Daí a opção pelos murais, de caráter decorativo e/ou comemorativo, que ocupam os lugares públicos, rompendo com a pintura de telas e com os meios restritos de circulação das obras de arte, como galerias, museus e coleções particulares.

Para elaborar seus murais, os artistas se inspiraram nas antigas culturas maia e asteca, na arte popular e no folclore mexicano do período colonial - e nas contribuições das vanguardas artísticas européias, sobretudo o
expressionismo. Os artistas buscavam romper com a arte acadêmica, criar uma arte original e ao mesmo tempo moderna, autenticamente mexicana.


Reprodução
Diego Rivera. Indústria da cana-de-açúcar, 1930-32.

  (...). Fazer murais e afrescos com o compromisso de construir uma narrativa histórica sobre o país era a preocupação dos muralistas.

Diego Rivera (1186-1957) é o pintor mural mexicano mais conhecido. Ele acredita na arte como uma forma de luta contra a opressão, um instrumento revolucionário. Rivera - juntamente com José Orozco e David Siqueiros - criou o movimento muralista mexicano. O trio afirmava: "Pintemos os muros das ruas e as paredes dos edifícios públicos, dos sindicatos, de todos os cantos onde se reúne gente que trabalha".


Reprodução
David Siqueiros. A marcha da humanidade: os soldados de Zapata(detalhe), 1966.

Expor em murais a opressão do colonizador espanhol, da ditadura porfirista e da exploração capitalista norte-americana no México era a forma encontrada pelos muralistas para chamar a atenção do povo para esses problemas. Também pintavam murais, como o ciclo da História do México (Diego Rivera, 1930-32, Palácio Nacional), nos quais o povo mexicano é enaltecido, desde suas origens indígenas até a época revolucionária.

Dica: Para ver mais murais mexicanos, conheça a Revista Encontrarte.


Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/muralismo-uma-forma-de-arte-publica.htm

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

FREQUENTAR MUSEUS E TEATRO MELHORAM A SAUDE.

  Este texto é mais um motivo para as pessoas frenquentarem locais culturais. Detalhe: Discordo totalmente com o texto/autor quando se fala: "As pessoas cultas que visitam museus" como se museu e teatro nao fosse um lugar para todos. Este adjetivo apenas reforça a resistencia das pessoas mais simples de visitarem lugares culturais e contribui para a (discriminaçao/elitizaçao) proposito este que esta que as comunidades culturais nao devem fazer e este blog nao incentiva.

Você Sabia? Frequentar museus e teatro melhoram a saúde

31/05/2011

   O estudo publicado na revista Journal of Epidemiology and Community Health (em portugues a traduçao é Jornal da Epidemiologia e Comunidade ligada a Saude) indica que consumir produtos culturais faz bem para a saúde

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                                         (Crédito: Dreamstime/Divulgação)
                                (Crédito: Dreamstime/Divulgação)
Pessoas que visitam museus e teatros têm saúde melhor até do que as que pintam e tocam instrumentos musicais
    As pessoas cultas que visitam museus e frequentam peças de teatro regularmente tem uma saúde melhor e uma vida mais satisfatória. É o que afirma o estudo publicado na revista Journal of Epidemiology and Community Health.
 
    A investigação foi coordenada por cientistas noruegueses e foi realizada com mais de 50 mil adultos. Tanto homens quanto mulheres que tocam instrumentos musicais, pintam e vão a teatro e museus em seu tempo livre têm saúde melhor e são menos propensos a sofrer de ansiedade e depressão. O efeito de bem-estar, entretanto, era mais notado em quem se interessa por produtos culturais do que pelos que realizavam atividades criativas.
 
    Os resultados mostraram que quanto maior o número de atividades culturais que a pessoa frequentava, maior eram os níveis de saúde e bem estar. De acordo com os autores, os resultados indicam que fazer parte de atividades culturais é importante para o cuidado da saúde.
  

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2011/05/31/831468/voce-sabia-frequentar-museus-e-teatro-melhoram-saude.html 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

POR QUE OS ESPAÇOS E OBJETOS PUBLICOS SAO DEPREDADOS?

 O texto de hoje nao tem uma relação totalmente direta com a arte e sim com a cultura e patrimonio e que vai interferir em alguns trabalhos artisticos que estao espalhados por cidades. Mesmo assim é importante este debate pois ele se reflete no nosso cuidado com nossos bens materiais e tambem com objetos artisticos que se nao estivessem sendo vigiados tambem poderiam sofrer consequencias destes atos (Um trabalho foi roubado na Bienal de Arte de SP. Isto tambem não é um tipo de depredação?). Estamos destruindo nossa identidade.

  Por que os espaços e objetos públicos são depredados?

 O que leva os moradores de nossas cidades a cometerem atos de vandalismo e depredação de patrimônio público? De escolas a orelhões, passando por pontos de ônibus, transporte público em geral, cabos de iluminação, lixeiras e até monumentos e esculturas, a destruição é sistemática e recorrente. Anos atrás, a revista Problemas Brasileiros, do Sesc SP, publicou uma matéria que traz alguns dados impressionantes sobre essa questão. Embora não sejam informações atualizadas, elas dão ideia da dimensão do problema.
De acordo com a matéria, 25% dos "orelhões" da empresa Telefônica são destruídos todos os meses no Estado de São Paulo. A manutenção mensal consome R$ 1,2 milhão na recuperação dos aparelhos. No Rio de Janeiro, a prefeitura gasta R$ 200 mil todos os anos para repor partes de monumentos ou repor placas. Para se ter uma ideia, de 2002 a 2009 os óculos da estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, que fica em Copacabana, foram furtados sete vezes.
Em Curitiba, nos primeiros seis meses de 2009, 11.285 ônibus tiveram suas janelas riscadas, gerando um custo de reposição de R$ 2,6 milhões. No mesmo período, as estações tubo tiveram um prejuízo de cerca de R$ 115 mil por conta da depredação. Em todo o ano de 2008 o sistema gastou R$ 350 mil para repor vidros, catracas, elevadores, corrimões e portas. Na cidade de São Paulo todos os meses 20% dos pontos e abrigos de ônibus são danificados. O custo mensal da manutenção desses equipamentos, em 2009, foi de R$ 600 mil de acordo com a SPTrans.
O vandalismo também atinge o sistema de iluminação pública. De acordo com a reportagem, todos os meses 150 quilômetros de cabos usados na iluminação da capital paulista são furtados e 300 lâmpadas são substituídas diariamente. Nem os bueiros estão a salvo: 500 peças são roubadas mensalmente. Além disso, todos os meses desaparecem 400 placas de trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Por que isso acontece? A explicação mais recorrente que encontrei explorando o tema atribui o vandalismo à falta de educação das pessoas, de cidadania etc. Embora seja verdadeira, essa explicação não é suficiente. Me parece que há uma relação estreita entre a qualidade urbanística de nossas cidades e a ocorrência de atos de vandalismo. O fato é que a qualidade geral das nossas cidades é péssima — elas são mal cuidadas, mal mantidas, em grande parte autoproduzidas e depois consolidadas de qualquer maneira, sem cuidado: essa situação provavelmente confere um não valor às cidades.
Outra dimensão que deve ser considerada é a qualidade e constância da manutenção dos espaços e equipamentos públicos. Um lugar como o parque Villa Lobos, em São Paulo, por exemplo, está sempre impecável. O metrô também está sempre limpo e bem mantido. Significa que não existe vandalismo e depredação nestes locais? Certamente, não. Mas a ação da administração desses espaços é rápida e permanente, o que provavelmente contribui para que haja menos depredação. Falta de educação e cidadania? Sim. Mas a cidade nos educa (ou deseduca também).

 Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/por-que-os-espa%C3%A7os-e-objetos-p%C3%BAblicos-s%C3%A3o-225029385.html




terça-feira, 25 de dezembro de 2012

MUSEUS E INCLUSAO SOCIAL

   Hoje no blog mostraremos dois mini textos que se complementam. Eles tratam sobre a importancia de o museu naos e isolar em apenas proteger seu patrimonio cultural mas tambem trazer cidadaos para o seu convivio e reforçar mais ainda a necessidade que temos em relaçao ao conhecimento de culturas e sua preservaçao nao ficando restrito em apenas um grupo de pessoas e sim a todos os grupos locais e externos

  MUSEUS E INCLUSAO SOCIAL

                                                                                                                       Gabriela Aidar


"Os Museus, como instituições culturais, podem executar um papel numa rede de elementos excludentes, ou por oposição, serem ferramentas para a inclusão social” (2002, p. 57).
O texto de Gabriela Aidar  parte do conceito de exclusão social, que, segundo ela, refere-se aos processos pelos quais um indivíduo, ou um grupo de indivíduos, encontra-se com acesso limitado aos instrumentos que constituem a vida social, e são, por isso, alienados de uma participação plena da sociedade em que vivem.
Proporcionando mudanças significativas em 3 esferas da sociedade: individual, comunitária e societária.
O trabalho com a Inclusão possibilitará ao museu reflexão sobre suas ações e práticas usuais e ao mesmo tempo a se repensar sobre que instituição é ele. Esse pensamento crítico possibilitará o entendimento de que o Museu não é neutro e que faz escolhas, e essas envolvem diversos segmentos da comunidade, que precisam igualmente ser representados. Aí entra o papel da comunicação museológica, que deve ser vista como um processo inclusivo, pois lidam com narrativas, conhecimento e patrimônio, assuntos esses pertinentes ao ser cidadão."

 Acessibilidade, Inclusão Social e Políticas Públicas nos museus                        

                                                                                                                                     Amanda Tojal

O museu, como instituição pública. deve ter como objetivo não somente a preservação do patrimônio cultural nele abrigado, como também
o importante papel de promover ações culturais enfocando o seu potencial educacional e de inclusão social. atuando como agente de conhecimento e fruição do patrimônio histórico. auto-reconhecimento e
afirmação da identidade cultural de todos os cidadãos.  Independentemente de suas diversidades.




Fonte: Ambos os texto foram retirado de artigos do site Museu e acompanhamentos

Proxima Postagem: Porque os objetos e patrimonio publico sao depredados  

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

REFLETINDO SOBRE PUBLICO - Turismo, Patrimonio e museus

    Bom dia, o tema de hoje é uma pesquisa que fizeram em relaçao a coleta de dados que dev(e/ia) se feita pelos museus sobre seus visitantes. Isso é necessario ser feito pois se querem publico precisam saber quem o frequenta (se é mais homens ou mulheres ou idosos, crianças e adultos) para poder direcionar melhor suas visitas.  Entao da proxima vez galera, se visitarem um museu e virem um caderno aberto para assinatura, assinem. Ele nao é enfeite, serve para melhorar a qualidade das exposiçoes e o conforto de quem o visita.
   Aqui esta o artigo sobre a pesquisa: 
*Obs Este texto foi retirado do site museu e acompanhamentos.


Refletindo sobre publicos  - turismo, patrimônio e museus

                                                         Isabela Andrade de Lima Morais 
 
    Era nossa necessidade então, conhecer a dinâmica do museu, o dia a dia de trabalho nos museus, e por fim, precisávamos entender quem era o visitante do museu, traçando o seu perfil, portanto iniciamos uma pesquisa para entender essa dinâmica. O que se encontrou, na maioria dos museus, foi uma ausência de pesquisa de público. E nos museus que pesquisavam o seu público, não havia uma organização sistêmica na coleta de dados; do ponto de vista do instrumento de coleta (questionário), da tabulação dos dados coletados e utilização dos mesmos.
    Os dados de 2011 presentes no catálogo Museus em Números, publicado pelo IBRAM, revelam que no Brasil 74,7% dos 3.025 museus cadastrados pelo Cadastro Nacional de Museus realizam pesquisas de público, sendo que pouco mais da metade (53,5%) realizam regularmente a pesquisa.  Diante dessa situação, resolveu-se criar mecanismos que pudessem obter informação sobre o visitante de museus. Assim formou-se o seguinte objetivo: criar um sistema unificado de coleta de dados sobre o público visitante nos espaços museus de Pernambuco. Criou-se então o SUPPEM (Sistema Unificado de Pesquisa de Público em Espaços Museais)

Proxima Postagem: Museus e inclusao social

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