Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DIFERENÇA ENTRE PIGMENTO E CORANTE

  Ola hoje falaremos sobre o que é pigmento e o que é Corante  
  Na arte usamos muito pigmento e corante (na nossa vida diaria tambem), mas voces sabem a diferença entre eles? Não! Entao voces irao descobrir neste video. Entende-los é muito importante para que aprimoremos nossos resultados artistícos sobre a composição dos elementos na arte. Pena que tem propaganda de produto.

 

Proximas Postagens:  27/09 Arte-Educação, ensinar para que?
04/10 - Artigo: Se os museus e as artes foram criados pela comunidade e para as comunidades, por que tamanha resistencia em conece-los ou visita-los.
    11/10  Historia da Arte: Arte Moderna
    18/10  "Cultura: Arte é «porta aberta para o infinito», diz Bento XVI"
              

terça-feira, 13 de setembro de 2011

SOBRE AS TINTAS: video e receita

   Quem nunca usou algum tipo de tinta? Nesta postagem de hoje serão mostrados videos sobre as tintas pois é fundamental que artistas e restauradores saibam pelo menos um pouco sobre o assunto. O primeiro video foi feito pela universidade de Paranavai e fala sobre a historia/evolução da tinta voltado para a arte.


 
Para finalizar, alunos do ensino medio mostram como se faz tint



Extração de pigmento natural de açafrão

Receita:
Num almofariz ou morteiro coloque
  • 1 colher de açafrão em pó
  • 200ml de álcool
  1. Moer a mistura por 5 minutos
  2. Coar em peneira fina para separar o pó
  3. Colocar a porção líquida em recipiente com tampa
  • A tonalidade pode clarear com mais quantidade de álcool
Aplicação: em tecidos naturais e papéis
Obs: acho que pode fazer isso com toda folha ou alimento que solta tinta basta experimentar

  fonte http://www.selapintura.com/ 

Proximas postagens: 20/09 diferença entre Corante e Pigmento
                               27/09 Arte-Educação, ensinar para que?
                               04/09  Historia da Arte: Arte Moderna

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PROPORÇÃO AUREA: formula da beleza

                                                                                Esquemas da proporçao aurea

Hoje o assunto a ser tratado falará um pouco de matematica, pois quem diria ela tambem pode ser usada na arte.
   Pois bem, falam que arte é instintiva porem neste instinto/intuição há uma regra de matematica que quando seguida dizem que ela é o numero da perfeição pois a maioria das obras de arte que possuem esta medida (porção aurea) chegaram a nivel maior de aceitação e gradabilidade aos nossos olhos. Esta porção aurea tambem foi observada na natureza e que agora sera mostrada em dois videos. Um deles que foi dividido em duas partes e sao do programa arte e matematica e o outro é um episodio exibido pela Disney com a apresentação de Michey e Donald


Video da Disney 

 

parte 1 Numeros Aureos PHI
                                               


parte 2 Numeros Aureos PHI 
 
 

E assim acabo a postagem do dia, espero que tenham gostado pois o proximo é:

Proximas Postagens
Dias:13/09 Video sobre as tintas (evolução e ate como se prepara)
      20/09 Video da diferença entre Pigmento e Corante 
      27/09 Arte- Educação, ensinar para que?
      04/09  Historia da Arte: Arte Moderna

terça-feira, 30 de agosto de 2011

SOBRE o CARTAZ NA ARTE e a ARTE PUBLICITARIAia

Cartaz de Toulosse Lautrec

  • A Arte do Cartaz
    A história do cartaz publicitário está intimamente ligada à da litografia. Esta técnica de impressão foi inventada por um compositor e autor de peças de teatro húngaro, Aloys Senefelder (1771 – 1834), que procurava imprimir, a baixo preço, as suas próprias partituras musicais. O processo baseia-se no princípio da repulsão entre a água e substâncias oleosas, uma pedra de calcário e uma placa de zinco ou de alumínio, para servir de base. Em 1816 abre em Paris a primeira impressora litográfica. Esta técnica permite a produção e difusão de imagens em massa, devido ao seu baixo custo. Os pintores e ilustradores rapidamente a adotaram e deram-lhe a importância que ainda hoje tem. A litografia também serviu de base às modernas técnicas de impressão, nomeadamente a offset.
  • A arte publicitária
      O pintor francês Jules Chéret é o primeiro, em 1860, a criar cartazes publicitários de carácter artístico. Ele teve a ideia de combinar a imagem com um texto curto, que permite uma leitura rápida e a percepção clara da mensagem. Foi Chéret o primeiro a compreender a importância da dimensão psicológica da publicidade ao elaborar cartazes baseados na sedução e no impacto emocional. Para tal utiliza a imagem da mulher, bela e etérea, viva e alegre... A cromolitografia, que ele aperfeiçoa, permite-lhe obter rapidamente grandes tiragens, à medida que adquire o controle perfeito das cores. A utilização de pedras de grande porte permite a produção de cartazes enormes, visíveis à distância. Graças a tintas resistentes à chuva, torna-se possível a afixação de cartazes no exterior, nas paredes e nas colunas para cartazes: nasce a arte mural. A paisagem urbana parisiense muda completamente: ao criar imagens de grande formato,com cores vivas e ilustrações sedutoras, Chéret sabe atrair como ninguém o olhar do espectador e abre assim o caminho à arte publicitária. Em finais do século XIX, muitos outros pintores seguem a tendência e se dedicam a esta arte, cujo estilo vai evoluir com os diferentes movimentos artísticos da época.
  • Os estilos
   Com a invenção do trem na segunda metade do século XIX, as companhias de caminhos de ferro como a PLM (Paris-Lião-Mediterrâneo) fazem numerosas encomendas aos artistas a elogiarem as estações de veraneio do litoral e da montanha, em particular as da Côte d’ Azur. Em todas as gares de França e nas paredes de todas as grandes cidades europeias surgem vistosas imagens sedutoras, típicas da época, e que vão criar o mito da Riviera. As suas dimensões, padronizadas, são condicionadas pelos painéis de afixação das gares e dos sindicatos de iniciativa. Os cartazes revelam paisagens magníficas, de céu sempre azul, uma vegetação exótica e luxuriante, palácios de luxo, personagens elegantes e locais de espectáculos, de festas e diversões... Um dos representantes mais ilustres desta corrente é sem dúvida o pintor de cartazes Hugo d’Alesi, com as suas tiragens ricas em cores, que ele apelida de simili-aquarelas, de tanto se parecerem com pinturas; mas também podemos citar Willette, Julien Lacaze, Henri Ganier, dito Tanconvill.
    As imagens de traço rebuscado onde a representação da mulher é onipresente, são realçadas com decoraçõe florais, cartelas e medalhões. Estes cartazes convidam ao veraneio a aristocracia e a alta burguesia da Europa e da América e fazem sonhar toda uma população que não tem os meios de custear a viagem. Numa época em que as férias ainda estavam reservadas a uma élite, os cartazes ofereciam evasão e exotismo instantâneos aos curiosos que ao tempo se entretinham a admirá-los.
     Por volta de 1920, após a Primeira Guerra Mundial, o estilo figurativo e pesado dá lugar a um novo estilo que se inspira na Arte Déco. O detalhe desaparece para se valorizar a forma e a cor, a imagem de traços escorreitos e com vários planos coloridos. E assim a clássica representação da paisagem é trocada por outros temas mais simbólicos, que tornam a mensagem publicitária mais direta, e o cartaz lê-se numa olhadela. Roger Broders, um dos maiores pintores de cartazes deste período, cujo lema era «passamos, vemos, registamos» realiza uma série completa sobre as principais estações da Côte d’Azur. As imagens que acompanham o texto, próximas do cubismo e da tipografia, são tratadas com uma preocupação de equilíbrio, como tão bem o demonstra o cartaz sobre a Escola de Esqui da Côte d’Azur de Simone Garnier. É nesta mesma época que o muito mundano Jean-Gabriel Domergue inventa a pin-up sensual e a estrela traquina como a jovem do cartaz de Monte Carlo.
    Após a Segunda Guerra Mundial, cerca dos anos 50, surge um novo estilo, o do cartaz dito de artista ou de galeria. Os grandes mestres como Picasso, Matisse e Chagall vão experimentar a técnica litográfica para produzir cartazes, entre outras coisas. As encomendas das câmaras de cidade e dos organismos de turismo geram inúmeras criações para a promoção da Côte d’Azur ou o anúncio de manifestações culturais: eventos artísticos, festivais de música, exposições de pintura.
   Hoje o cartaz é considerado como um medium artístico de pleno direito, refletindo a evolução das correntes artísticas. Os da Belle Époque, embora tenham sido impressos em grandes tiragens (que chegavam a 5.000) tornaram-se muito raros. Testemunho precioso da nossa história, de alguns deles apenas resta um ínfimo número de exemplares. Ciosos da sua preservação, as instituições patrimoniais, em especial os Arquivos Provinciais, trataram de os colecionar.
  • A Côte d’Azur e o cartaz
 *Os artistas e pintores de cartazes e a Côte d’Azur

    O filósofo Nietzsche não foi o único a se apaixonar por este «paraíso francês». Desde a Belle Époque, a Côte d’Azur, terra de eleição, cativa muitos escritores: Prosper Mérimée, Guy de Maupassant, Guillaume Apollinaire. Mas foram os pintores que marcaram indelevelmente a história da região, atraídos pela sua luz incomparável, brilhante e contrastada a um tempo, e que possibilita novos caminhos na evolução da sua arte. A começar pelos impressionistas, como Claude Monet, que estadia várias vezes na Côte (em 1884 e 1888) onde pinta, infatigável, as paisagens a diferentes horas do dia.
   Na primeira metade do século XX, a descoberta da região pelos pintores modernos como Matisse, Dufy, Cocteau, Picasso, Chagall, Léger, Braque, Miró e Carzou leva alguns deles a instalarem-se aí definitivamente. A seguir à guerra vêm juntar-se-lhes outros, como Hilaire e Tobiasse. A sua presença na Côte vai dar origem a uma intensa vida artística. As exposições sucedem-se nas galerias de pintura que abrem as suas portas. O «cartaz de artista», popularizado nos anos 20 pelo litógrafo-tipógrafo parisiense Fernand Mourlot, tem então uma expansão considerável. Criado para anunciar eventos culturais, depressa se transforma num novo meio de expressão. Reforçados pela sua fama, considerados como os melhores embaixadores de uma região que tanto amam, os pintores recebem por sua vez numerosas encomendas de cartazes para a promoção turística da Côte d’Azur. E logo o tipógrafo Mourlot se afirma junto destes artistas, fazendo alguns descobrirem a técnica da litografia.

Fonte: http://www.artmuseum.gov.mo/showcontent.asp?item_id=20050430020100&lc=2 

Proxima postagem 06/09 proporção da beleza na arte

terça-feira, 23 de agosto de 2011

SOBRE O DESENHO - Texto da mesma autora de "ARTE E ARTESANATO: porque barreiras"

   
   Ola gente, percebendo o sucesso do post da Ana Crocomo (http://lauraartes.blogspot.com/2010/03/arte-e-artesanato-por-que-barreiras.html), pedi a ela mais um texto para ser compartilhado aqui caso pudesse e ela apresentou seu trabalho final de conclusão no curso de artes que faz parte do texto dela postado anteriormente. Como é um texto de faculdade é preciso sempre ter alguem como referencia durante a escrita, por isso as citações. Alem disso, seu texto era mais sobre seu trabalho pessoal então coloquei as partes mais gerais ligadas a arte.  Espero que gostem tanto quanto do outro texto. 
      Um abraço
 
DESENHO E ORNAMENTO: QUESTÕES PARA PENSAR O GESTO ARTÍSTICO

“Em arte não existe deve-se. A arte é eternamente livre. A arte foge dos imperativos, como o dia da noite”.[1] Kandinsky diz, ainda, que há um Principio da Necessidade Interior, que é o princípio do contato eficaz da alma humana, em que o artista se baseia para encontrar harmonia nas formas e cores. Cada artista, então, deve buscar o que lhe é singular, a partir de suas inquietações, sensibilidades e percepções. Assim, neste mesmo texto, o autor afirma que “o artista quer ele mesmo exprimir-se e escolhe tão-só as formas que lhe são próximas”. 

 KANDINSKY, Wassily. Do espiritual na arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996. p. 81.
[1] Ibid., p. 85.
 
     Durante muito tempo o desenho foi visto apenas como uma ferramenta para o esboço de outras artes “maiores”, como, por exemplo, a pintura, que seria composta por dois itens, o desenho e a cor. Jacqueline Lichtenstein, em seu livro A Pintura – O desenho e a cor, retoma esta discussão, presente desde o século XVI. Sobre o embate a respeito da importância do desenho ou da cor como fator essencial à arte da pinturaA autora afirma que esta oposição é mais teórica do que prática.
 
Gabriel Blanchard, um dos autores citados por Lichtenstein, no texto Conferência sobre o mérito da cor, de 1671, defende a supremacia da cor na pintura.Já Charles Le Brun, em Opinião sobre o discurso do mérito da cor pelo Sr. Blachard, de 1672, em oposição, defende a supremacia do desenho sobre a cor.
O desenho era visto, primeiramente, como um auxiliar da pintura e não como uma expressão artística independente, ele era usado a serviço de algo tido como maior. Le Brun cita ainda a importância do desenho para a arquitetura e para a escultura. É como escreve Maria José S. T. Passos, no capítulo Havia uma linha esperando por mim: conversas com Lizárraga, do livro Disegno. Desenho. Desígnio.:

Se nos remetermos à história da arte, o desenho aparece em muitos momentos sob a forma de um estágio preparatório para obras que se concretizariam por meio de outros meios expressivos. O desenho estava aí como um registro do pensar do artista ou do arquiteto, algo que mais tarde se transformaria em pintura, escultura, gravura, edificação... O desenho era apenas um local de passagem, um esboço, um apontamento. [1]

Em boa parte da história da arte moderna, tanto o desenho como a pintura, serviram para representar e retratar a realidade. Ao invés do enquadramento do fotógrafo, as representações contavam com a expressão e imaginação do artista, embora frequentemente seguissem os cânones estéticos da tradição e o estilo da época. Ainda segundo Passos, é a partir do século XX “que o desenho ganha status de linguagem autônoma, embora continue representando um espaço para pensar e projetar, mas se liberta dos bastidores da obra, ganhando independência e tornando-se dela o protagonista”.
O desenho continua sendo amplamente utilizado como registro, pela sua simplicidade e acessibilidade. Desenhar é uma forma rápida de registrar e esboçar uma idéia, independente de qual seja o suporte. Por vezes é a forma mais fácil, até mesmo, de explicar algo a alguém de forma clara. Os livros de artistas estão presentes na arte contemporânea de forma bastante ativa e, contam, com freqüência, com desenhos e garatujas. É uma forma de expressão, tão livre e gestual quanto necessita o artista. 
O processo do gesto artístico é um misto de escolhas conscientes, algumas pontuais, outras levadas pela intuição.  
É como escreve Ester Grinspum, em Do desenho, desenhar “é lançar a linha no espaço, anarquicamente, mas com aquela ordem interna que só quem faz sabe”.
É possível perceber que hoje o desenho tem autonomia, pode ser uma linguagem independente, sem servir a alguma outra. (...) hoje a técnica realmente libertou-se do estatuto de ferramenta para tornar-se uma linguagem tão forte quanto às demais, como a pintura ou a escultura.
Para complementar o assunto, vai ai parte de uma materia publicada no UOL entretenimento:
  • Desenho perde status de 'obra menor' e ganha mostras em São Paulo

Desenhos são, na maioria das vezes, objetos de papel e alguns acreditam que desenhar é a tarefa mais rápida da arte. Mas a arte deve muito ao ‘quase nada’ e desenhos permanecem como sorrisos indo, desprevenidos, em direção ao esquecimento”, escreve o artista carioca Waltercio Caldas no livro “Disegno. Desenho. Desígnio” (organizado por Edith Derdyk para a editora Senac).Por vezes desprezado como linguagem da arte contemporânea, hoje o desenho vive um claro momento de valorização(...)

“O desenho tem uma velocidade e uma transparência incomuns, é mais direto e objetivo”  Rodolpho Parigi, artista visual

Ate mais. Proximo texto: dia 30/08 O Cartaz na Arte e a Arte Publicitaria  
                                                  06/09 proporção da beleza na arte
                                                  13/09 sobre as tintas

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