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Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 18 de junho de 2013

E QUANDO NEM SE É CONSIDERADO POSSÍVEL PUBLICO DOS MUSEUS?

Ola leitores do Templo. O Texto de hoje foi uma copia do blog repensando museus. Ele foi escrito em primeira pessoa entao nao fiz nenhuma modificação de pessoa para que ele continuasse como o original. 
  
E quando nem se é considerado possível público dos museus?

ENVIADO PELA CELIA FLORES (autora do texto). 


Recentemente tive acesso ao “Relatório final da pesquisa – O ‘não público’ dos museus:levantamento estatístico sobre o ‘não ir’ a museus no Distrito Federal” e logo fiquei curiosa para percorrer as páginas e desvendar os resultados obtidos através da pesquisa. E, também, logo percebi a exclusão das crianças como possível público considerado por ela. Não sendo “economicamente ativas”, as crianças não foram consideradas neste estudo.
Prosseguindo na leitura, fui sendo impelida, pelos próprios argumentos da investigação, a pensar que precisamos considerar as crianças como potenciais frequentadores dos museus. A começar pela própria finalidade da pesquisa em questão – “oferecer subsídios para a constituição de melhores e mais eficazes políticas públicas para o campo museal…” (p. 2, grifos meus), a leitura dos resultados obtidos deve anunciar reflexões e ações que transformem uma realidade que já é, há muito, conhecida: a maior parte da população do nosso país NÃO frequenta os museus.
Em 2005, ingressei no Mestrado em Educação na UFSC, tendo como projeto de pesquisa um estudo exatamente sobre crianças e museus – com dissertação defendida em 2007, intitulada “O que as crianças falam sobre os museus…”. E um dos questionamentos que me levaram a este recorte foi pensar em por que numa cidade, como o Rio de Janeiro, tantas pessoas passam diariamente em frente a museus e não entram, nem ao menos pensam sobre a possibilidade de ir lá, por curiosidade, que seja. Naquele momento eu ainda não havia feito muitas leituras sobre o tema, mas já tinha a ideia de que museus eram equipamentos acessados por poucos…
Assim como encontro neste Relatório final, as relações entre escolarização e frequência nos museus, por exemplo, já foram percebidas anteriormente. E, agora, me pergunto se as ações desencadeadas por este documento devem continuar centradas apenas na população economicamente ativa; ou se isso será, algum dia, suficiente.
Voltando a argumentos do próprio documento, se sabemos que “(…) a prática cultural de ir a museus não constitui um ato natural. É resultado de um processo dinâmico de constituição cultural” (p.3), me parece coerente aproximar as crianças desta prática. Se o papel dos adultos numa sociedade (ao menos no que tange às relações que estabelecem com as crianças) é apresentar a elas o mundo social no qual estão inseridas, ampliar suas possibilidades de visão e leitura deste mundo, “apresentar” os museus para esses sujeitos de pouca idade, é nossa função! Se compreendemos que a construção “dos meios simbólicos necessários para a fruição dos bens culturais musealizados são adquiridos pela educação familiar e escolar, isto é, pela transmissão de capital cultural mediante práticas pedagógicas formais e informais”(p.3), é urgente desenvolvermos ações efetivas (e criativas) que envolvam o público infantil dos museus.   
Me parece que continuar não percebendo as crianças como possível público dos museus faz perdurar o índice altíssimo de sujeitos economicamente ativos e totalmente distantes da frequência nos museus, distantes da possibilidade de entendimento destes espaços como um dos lugares onde se encontra lazer e diversão, percepção vivenciada por um público, hoje, muito, muito restrito.

Inevitável voltar lá em minha pesquisa de Mestrado, quando ouvi crianças falando sobre museus, constatarem que museu é “lugar para aprender, divertir-se e ver arte”. Não é, afinal, o que gostaríamos de possibilitar a todos?
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