Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

sábado, 10 de abril de 2010

CULTURA ARTISTICO RELIGIOSA. Tapetes da Semana Santa

    Nossa cultura brasileira é tão vasta que até um simples ato religioso de uns pode transformar uma cidade e encantar mesmo que de maneira visual muitos visitantes. Assim é a tradição de fazer tapetes na pascoa Semana Santa, pessoas espalham sacos de serragem colorida por toda a cidade de dia e a noite vão juntando este minúsculos pedacinhos transformando os em símbolos cristãos ou simplesmente obras de arte que enfeitam as ruas de algumas cidades. O interessante é que milhares de pessoas arcodam cedo para ver e fotografar estes tapetes por onde a procissão religiosa vai passar.

    Estas fotos foram tiradas em Ouro Preto, MG mas pode ser vista em outros lugares de Minas e talvez do Brasil.





quinta-feira, 1 de abril de 2010

TEM ARTISTA EM CASA?. Texto de Carlos Rielli

Quem é o artista da sua casa?

    Toda casa tem um artista, já notaram? Seja em artes plásticas, no fogão, na moda em todo segmento que você imaginar, mas que toda família tem um artista pelo menos, tem! (...), quem é o artista e o que "ele" faz de interessante? As vezes temos esse dom, e não desenvolvemos, o que é uma judiação, pois muitos talentosos acabam sucumbindo profissões mais técnicas deixando um mar de possíveis coisas ótimas para trás, o que na verdade, daria muito bem para conciliar. Tem um dos talentos que eu acho fabuloso, acho que porque sou um zero a esquerda nesse, que é o de decorar uma casa! Acho lindo, de um super equilíbrio e noção de espaço, realmente admirável! Eu até para mudar uma cadeira de posição, peço ajuda aos universitários, pois caso contrário, vira um desastre!
    E na cozinha?? quem tem mãos de fada? Fala sério, quando alguém da família cozinha bem é uma maravilha, não é? (mãe não vale, ok? mãe se fizer filet com gosto de salmão, todo mundo vai amar! rs..)

Carlos Rielli

    Coloquei este texto porque todos nós devemos valorizar os dons que temos. A arte não se limita em pintar  ou esculpir bem prova disso é a expressão a arte de fazer... e como ninguém  a consegue definir então  ela acaba sendo ampla.
    Eu por exemplo cursei a faculdade de artes plásticas, ate agora não cheguei a exercer profissionalmente porém não me arrependo em nenhum momento de tê-la feito pois o que aprendi no curso e os amigos que fiz nada pode pagar. Todo curso que você faz, você consegue tirar um aproveito dele, nada é desperdiçado.
Tudo que é feito porque se gosta, sem pensar se vai dar certo ou não, vale a pena.
AMO ARTES, AMEI MEU CURSO, mesmo sem ter dado certo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

ARTE E ARTESANATO: Por Que Barreiras? Texto de Ana Júlia Crocomo


    Este texto foi copiado porque é o assunto que se mais ouve dizem em faculdades. De um lado os professores te criticam porque voce fez um trabalho e o tema utilizado é "muito comum". Por exemplo, pode ser encontrado em qualquer feira e arte não é "vendável" porém os mesmos professores acabam fazendo artesanato para se manter. Complicado não? Então, vamos ao texto:
Obs: caso gostem da autora leiam este texto tambem dela que fala sobre a importancia do desenho: http://lauraartes.blogspot.com/2011/08/sobre-o-desenho-texto-da-mesma-autora.html 
  • Arte e Artesanato: por que barreiras?
Ana Julia Cromo  
  
     Desde meu ingresso na universidade, um assunto que despertou meu interesse e minha inquietação foi pela a distinção estabelecida entre arte e artesanato, como se houvesse uma barreira entre os dois conceitos, como se fossem coisas completamente distintas.
    Não me refiro aqui aos objetos fabricados em grande quantidade, como em uma linha de produção artesanal. Mas sim àqueles objetos que são únicos, fabricados pelo artesão minuciosamente, com todo um exercício de criação e de dedicação, em que cada um deles apresenta uma impressão do artista.

Octavio Paz, em seu texto "Ver e Usar: Arte e Artesanato", discute esta questão.

     “Feito com as mãos, o objeto artesanal conserva, real ou metaforicamente, as impressões digitais de quem o fez. Essas impressões são a assinatura do artista, não um nome, nem uma marca. São antes um sinal: a cicatriz quase apagada que comemora a fraternidade original dos homens. Feito pelas mãos o objeto artesanal está feito para as mãos: não só podemos ver como apalpar. A obra de arte nós vemos, mas não tocamos.” (p.51)
      Os objetos artesanais são feitos um a um, manualmente. É impossível que não exista neles a criação, o trabalho e o fazer artístico. A história da arte, desde sua origem, está intimamente ligada ao artesanato e à utilidade. Com o passar do tempo, estabeleceram-se barreiras em torno da arte, os quadros foram dispostos nas paredes brancas dos museus e galerias, intocáveis e eternos. O artesanato tornou-se utilitário, descartável e passou a ser vendido em feiras a baixo custo, para que o artesão possa sobreviver. Tornaram-se conceitos diferentes, como se nunca houvesse existido relação entre eles.
     Icleia Cattani, no texto "Mestiçagens na Arte Contemporânea: conceitos e desdobramentos", comenta: “no momento contemporâneo, constata-se que a arte é campo de experimentação no qual todos os cruzamentos entre passado e presente, manualidade e tecnologia, materiais, suportes e formas diversos se tornam possíveis”. Na atualidade, o campo das artes tem se tornado cada vez mais amplo, abrangendo e buscando outras áreas de conhecimento. Já a manualidade, o fazer artesanal, por vezes, acabam sendo deixados à margem. Porém, como afirma Cattani, há espaço para todo o tipo de experimentação.
     Walter Gropius, um dos fundadores da Bauhaus (considerada uma das primeiras escolas de design do mundo), escreve um manifesto em 1919, ele afirma:
    “Não há nenhuma diferença essencial entre artista e artesão, o artista é uma elevação do artesão, a graça divina, em raros momentos de luz que estão além de sua vontade, faz florescer inconscientemente obras de arte, entretanto, a base do ‘saber fazer’ é indispensável para todo artista. Aí se encontra a fonte de criação artística. Formemos, portanto, uma nova corporação de artesãos, sem a arrogância exclusivista que criava um muro de orgulho entre artesãos e artistas”.
     Não vejo o artista como elevação do artesão, mas acredito, sim, que os dois campos devem caminhar juntos. Toda a atividade artística envolve uma atividade artesanal. Mesmo as novas mídias (vídeos, instalações, performances, manipulação de imagens) exigem dedicação, tempo e manualidades do profissional. Escolhi esta citação de Gropius, por acreditar não ser necessária a construção deste muro que separa a atividade artística do artesanato.
     Não estou aqui defendendo a idéia de que toda atividade artesanal é artística, mas acredito que as artes estão inegavelmente ligadas ao artesanato. Em meus trabalhos busco sempre o fazer artesanal, gosto de evidenciar em meus desenhos o tempo, a dedicação que tenho para com eles. Faço peças utilitárias, bijuterias e jóias. Considero que esta entrega do artista a seu ofício é importantíssima e encantadora. É certo que na atividade artística persistem o saber fazer e a sensibilidade artesanais.

Referências Bibliográficas
PAZ, Octavio. Convergências: ensaios sobre arte e literatura. Rio de Janeiro: Rocco. (p. 45 a 55).

GROPIUS, Walter. Manifesto Bauhaus, 1919. Disponível em . Acesso em 10 de set. de 2008.

CATTANI, Icleia Borsa (org). Mestiçagens na Arte Contemporânea. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2007.


   Obs: Para vocês terem uma idéia, a divisão entre arte e artesanato foi criada durante o Império Romano para separar escravos (que no caso faziam artesanato) de libertos e mais ainda pessoas ilustres (tinham o dom por isso faziam arte). E mesmo despois do imperio romano ter acabado a tanto tempo assim com aparentemente a  escravidão que no caso do Brasil aconteceu em 18... ainda mantemos esta ideia absurda. Será que ainda  achamos que um artesão não pensa quando faz seu trabalho?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ARTE

Quem é o artista da sua casa?

    Toda casa tem um artista, já notaram? Seja em artes plásticas, no fogão, na moda em todo segmento que você imaginar, mas que toda família tem um artista pelo menos, tem! (...), quem é o artista e o que "ele" faz de interessante? As vezes temos esse dom, e não desenvolvemos, o que é uma judiação, pois muitos talentosos acabam sucumbindo profissões mais técnicas deixando um mar de possíveis coisas ótimas para trás, o que na verdade, daria muito bem para conciliar. Tem um dos talentos que eu acho fabuloso, acho que porque sou um zero a esquerda nesse, que é o de decorar uma casa! Acho lindo, de um super equilíbrio e noção de espaço, realmente admirável! Eu até para mudar uma cadeira de posição, peço ajuda aos universitários, pois caso contrário, vira um desastre!
    E na cozinha?? quem tem mãos de fada? Fala sério, quando alguém da família cozinha bem é uma maravilha, não é? (mãe não vale, ok? mãe se fizer filet com gosto de salmão, todo mundo vai amar! rs..)

Carlos Rielli

    Coloquei este texto porque todos nós devemos valorizar os dons que temos. A arte não se limita em pintar  ou esculpir bem prova disso é a expressão a arte de fazer... e como ninguém  a consegue definir então  ela acaba sendo ampla.
    Eu por exemplo cursei a faculdade de artes plásticas, ate agora não cheguei a exercer profissionalmente porém não me arrependo em nenhum momento de tê-la feito pois o que aprendi no curso e os amigos que fiz nada pode pagar. Todo curso que você faz, você consegue tirar um aproveito dele, nada é desperdiçado.
Tudo que é feito porque se gosta, sem pensar se vai dar certo ou não, vale a pena.
AMO ARTES, AMEI MEU CURSO, mesmo sem ter dado certo.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

VER ARTE EM UMA EXIBIÇÃO (quadros/esculturas, imagens em geral)



Observação: São apenas dicas pessoais para ajudar a apreciar um trabalho artístico

   Há vários livros de críticos de arte e pessoas ligadas a área que mostram uma obra e começam a falar dela; coisas que normalmente nem vimos e ficamos nos perguntando: De onde ele tira estas coisas? Fácil, ele observou o trabalho. E qualquer pessoa pode fazer análise de uma obra sem precisar ser um estudioso do assunto. Basta apenas o interessado estar aberto para conhecer algo novo e depois aprender a ver, observar, passar um tempo em frente ao trabalho e naturalmente o olhar vai sendo treinado, vendo detalhes ainda não visto. É um ótimo exercício para se fazer, afinal de contas todo mundo pode "descobrir" elementos do trabalho que passaram despercebidos até mesmo pelo próprio autor da obra. Isso porque a arte se faz através do contato arte x público aliado ao que a arte consegue passar para seu ouvinte ou espectado (ato pessoal). Se isso não ocorrem então ela não cumpriu seu papel.

Dica: Uma análise de obra é composta por 3 parte: 
  • Parte 1

*Analise descritiva - Todo mundo é capaz de fazer e é comum para todo trabalho. É a parte mais objetiva da arte. Nela é feita a descrição da obra sendo ela figurativa ou abstrata, orgânica ou geométrica.       
     Nesta etapa é descrita as cores e os elementos que compõem o objeto ou obra observada. Para se fazer isso é interessante dividir (visualmente/mentalmente é claro) a obra em cinco partes: parte superior, inferior, central, lateral esquerda e direita para quem escutar ou ler a descrição; entender melhor.     
    Observa-se composição, equilíbrio, enfim, o que estiver sendo mostrado e o que puder falar sobre obra.

Veja abaixo: 


   A imagem mostra um sorvete de 3 bolas numa casquinha em forma de barca, ou seja, cumprida. Ele possui um canudinho de biscoito na parte da frente que esta a sua direita. A sobremesa esta nas cores: verde, amarelo e rosa, contem cobertura e castanhas sobre ela. Possivelmente é uma banana split, etc...

    Existe um detalhe: * Se você parar em frente a um trabalho e seu olhar não conseguir sair de uma parte da obra ou não conseguir olhar para nenhuma parte dela é porque há um desequilibrio na imagem. A obra precisa ser vista por completo pelos olhos.
 
        *Há diferença se é pessoa é ocidental ou oriental no momento em que observa a obra. Nós ocidentais, vemos/lemos a obra da esquerda para a direita e nos concentramos mais no tema (parte principal). Já os orientais vêem da direita para esquerda e o fundo influencia o objeto principal. Quer um exemplo?! 
   Exemplo: Os livros japoneses leem da direita para a esquerda já os ocidentais leem da esquerda para a direita .

  • Parte 2
    *Analise interpretativa: é o que a obra consegue passar para a pessoa que a observa; o que cada um entendeu sobre a imagem (normalmente ela possui 2 pontos de vista:  1º Ponto de vista->o do autor e as sensações que ele teve no momento de criar a obra . 2º Ponto de vista -> e a visão dos espectadores (o que eles entenderam ao ver o trabalho). Isso é subjetivo e também existe diferença entre a visão ocidental e oriental.
   
   Exemplo: Se tivermos dois quadros bastante parecidos porém eles se diferenciam pelo humor das pessoas presentes no quadro 1 a uma pessoa do centro está rindo e as do fundo tambem já quadro 2 a mesma pessoa do centro ri e as pessoas ao fundo estão bravas. Se perguntarmos para os ocidentais a pessoa central do quadro está feliz nos dois casos já para os orientais no quadro 1 a pessoa do centro está mais feliz do que a do quadro 2 mesmo sendo a mesma pessoa. Isso porque as pessoas do fundo 2 estão bravas. 

 *Analise representativa/iconológica: É o que a imagem e os elementos desta representam. Esta analise precisa de estudos para ser feita, é um trabalho de detetive.

Por exemplo: A imagem de um santo qualquer: suponhamos - Santo Antônio- o santo vem acompanhado por uma caveira, um manto geralmente, um cordão com três nós e representa o santo protetor dos animais, caridade,etc . No caso, para se saber o significado de tudo que está no quadro ou na obra existe o dicionário de símbolos que vem com uma lista de significado de várias imagens/palavras.

   E é isso. Espero ter ajudado um pouco a entender e a ver a arte com outros olhos.

  •  Parte 3
  Aqui neste link a uma indicação de como ler uma obra. Atraves de perguntas simples que motivam a pessoa a observar a obra.  É um exercicio dado por uma professora de arte a seus alunos e que pode ser feito para quem se interessar: http://artesrosecler.blogspot.com/2009/09/analise-de-uma-obra-2-ano-ensino-medio.html?

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