Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 29 de julho de 2014

COMO A HERANÇA ARQUITETONICA FORMA NOSSA EXPERIENCIA parte 2

Continuaçao de como a herança arquitetonica forma nossa experiencia...
  • Contribuição para a vitalidade da cidade
Apesar de uma das coisas de que eu mais goste no Glen Echo Park seja o fato de ele ser relativamente quieto (com exceção das crianças brincando) e não particularmente urbano, uma nova pesquisa do National Trust confirma que propriedades menores e mais velhas também são responsáveis por contribuições importantes para a vitalidade urbana.
  Com base em análises estatísticas do tecido construtivo de três grandes cidades americanas, a pesquisa (intitulada Mais Velha, Mais Forte, Melhor) indica que bairros estabelecidos com uma mistura de prédios menores e mais antigos têm melhor performance em várias métricas econômicas, sociais e ambientais do que aqueles com estruturas novas e maiores. A chave parece ser a diversidade que prédios mais velhos e menores trazem para os bairros:
   “Edifícios de diversas idades e pequena escala oferecem espaços flexíveis e baratos para empreendedores lançarem novos negócios e servem como cenários atraentes para novos restaurantes e para o comércio local. Eles também oferecem opções de moradia que atraem jovens e criam espaços com escala humana para caminhadas, compras e interações sociais.”
   Em particular, o estudo – conduzido pelo Laboratório Verde de Preservação do National Trust com vários parceiros respeitados – se baseou em análises espaciais para determinar o papel relativo da idade, diversidade de idades e tamanho, além de outras medições. Mais de 40 métricas de performance foram consideradas, entre elas vibração cultural, performance do mercado imobiliário, opções de transporte e intensidade de atividade humana.
   Comparados com distritos dominados por prédios mais novos e maiores, aqueles com edifícios menores e mais velhos têm várias vantagens, de acordo com o estudo:
. Distritos mais antigos têm maior densidade populacional e mais negócios por metro quadrado comercial;
. Prédios menores e mais antigos sustentam a economia local com mais negócios locais e menor presença de grandes cadeias;
. Distritos mais antigos oferecem mais oportunidades para o empreendedorismo, incluindo para mulheres e negócios cujos donos pertencem a minorias;
. Há mais espaços culturais em bairros antigos e de uso múltiplo (residencial e comercial);
. Os índices de Walk Score e Transit Score são melhores;
. Edifícios antigos atraem mais jovens e têm mais diversidade de faixas etárias;
. Há mais vida noturna em ruas com prédios de diferentes idades.
   De fato, pode-se dizer com base nesses resultados que os bairros mais antigos, com prédios de variadas idades e tipos são mais urbanos, pelo menos no sentido tradicional, que aqueles onde há prédios maiores e mais modernos. A metodologia parece ter sido rigorosa e eu aconselho os leitores interessados a mergulhar no estudo completo, que tem cem páginas e muitos apêndices.
  • Contribuição para a sustentabilidade ambiental
   Quando se trata de sustentabilidade – pelo menos no sentido literal – não precisamos de dados para demonstrar a performance de edifícios mais velhos: sua existência continuada prova que eles, de fato, se sustentam ao longo do tempo. Dito isto, temos dados, pelo menos no que diz respeito à sustentabilidade ambiental.
   Em particular, outro estudo do Laboratório Verde de Preservação, lançado dois anos atrás, concluiu que pode demorar entre 10 a 80 anos para que um edifício novo e eficiente do ponto de vista energético supere os impactos causados por sua construção. A pesquisa considerou seis tipos de prédios em quatro cidades americanas de climas diferentes: Portland, Phoenix, Chicago e Atlanta.
   Os dados foram compilados e analisados para os seis tipos de uso dos edifícios (ou reuso, no caso de prédios mais antigos), incluindo residências de uma só família, prédios com mais de uma família, edifícios de escritórios, edifícios de uso misto, escolas fundamentais e armazéns convertidos. O estudo examinou o papel de geografia, performance energética, tipos de energia utilizada, tipo de construção e tempo de vida da construção na performance ambiental geral quando comparados prédios antigos reutilizados e novas construções.
   As principais conclusões do estudo incluem:
. A reutilização de edifícios tipicamente oferece mais ganhos ambientais de curto prazo que demolições e novas construções. Para cinco dos seis tipos de prédios avaliados no estudo, o prazo para superar os impactos ambientais negativos relativos à construção podem levar de 10 a 80 anos, caso o novo prédio seja 30% mais eficiente que um edifício existente de performance energética mediana;
. Os benefícios são maximizados se a reutilização é praticada em escala. Por exemplo, adaptar, em vez de demolir e construir, apenas 1% dos prédios de escritório e residenciais na próxima década ajudaria a cumprir 15% das metas de redução de emissões de CO2 do condado de Multnomah para os próximos dez anos;
. Os maiores benefícios do reuso são obtidos com a minimização do uso de novos materiais de construção.
   Eu acrescentaria que edifícios antigos, desenhados e construídos antes do que meu amigo e arquiteto Steve Mouzon chama de “era do termostato”, costumavam ser planejados com mais atenção às condições climáticas do que as construções atuais. Medidas como paredes mais grossas, pés-direitos altos, ventilação adequada e orientação dão a essas construções as “propriedades verdes” que ajudam a economizar energia e evitar emissões de gases causadores do efeito estufa.
  • Mude, mas faça as perguntas certas
   Para concluir, devo acrescentar enfaticamente que, apesar de tudo, não quero dizer que os lugares não devam mudar ou evoluir. Seria hipocrisia da minha parte, como um defensor da revitalização, sugerir o contrário. Devemos abraçar as mudanças para melhor — uma mudança que, como sugere o professor Ujang, não borra a distinção de lugar, mas sim acrescenta a ela. O que é importante é termos consciência: admito que não é fácil discernir com antecedência quais mudanças serão positivas e quais serão negativas com relação a nossa experiência de lugar, mas os bons planejadores sempre têm de fazer essa pergunta. E temos sempre tentar o nosso melhor para garantir que as mudanças nutram, e não diminuam, a experiência humana.

F. Kaid Benfield, Conselheiro Especial para Soluções Urbanas do Natural Resources Defense Council
Fonte: Brasil Post

 Continuando o texto vou alem... nao somente a arquitetura, mas tambem os objetos materiais que nos cercam. Todos eles nos faz fazer parte de um tempo que nao experimentamos. Nos despertam curiosidades de como era viver daquele modo ou usando-o. Ex: Estamos tao dependentes do cartao e dos caixas eletronicos imagina como era na epoca que contavamos apenas com o dinheiro e cheque que tinhamos. Quando nao existia celular ou orelhao. A televisao nao tinha controle e o carro direçao hidraulica. As mulheres e homens usavam aquelas tantas roupas nada praticas. Tudo nos faz pensar naquilo que nao vivemos e como seria.

Proxima Postragem: 12/08 http://www.blogacesso.com.br/?p=7554

terça-feira, 22 de julho de 2014

COMO A HERANÇA ARQUITETONICA FORMA NOSSA EXPERIENCIA DE LUGAR

   O texto de hoje é de uma pessoa de fora do Brasil por isso as referencias em ingles. Ele conta a influencia que a arquitetura tem sobre nos. Consequentemente e indiretamente ele fala tambem sobre a cultura. Como é longo foi dividido em 2 partes

Como a herança arquitetônica forma nossa experiência de lugar, 

por F. Kaid Benfield

      Venho tentando entender o que faz os lugares históricos tão especiais para tantos de nós. Parte da razão é que eles são relativamente raros nos Estados Unidos, eu acho. Durante várias décadas, nossa nova arquitetura cotidiana – nossas subdivisões, os blocos comerciais, prédios de escritórios – tem sido ao mesmo tempo insossa e mortalmente entediante em sua consistência.
   Todos lugares se parecem entre si, ou pelo menos parece ser assim. Apesar de isso não ser literalmente verdadeiro – alguns prédios empolgantes são construídos e erguidos, novos lugares nutritivos estão sendo concebidos –, os nossos melhores prédios e bairros antigos têm uma distinção própria quase automática.
   Mas também acho que talvez exista algo mais profundo acontecendo. Gravitamos para lugares antigos porque eles nos colocam no chão temporal e espacialmente. Também há uma literatura emergente nos ensinando que eles funcionam muito bem. Não quero fingir ter todas as respostas, mas eis alguns conceitos que gostaria de trazer para consideração.
  • Continuidade de lugar
  Deixe-me começar com um conceito que vou chamar de continuidade de lugar. Todos tivemos a experiência de estar num lugar que foi bastante transformado – pela demolição de um grupo de edifícios, talvez, ou pela construção de novos prédios – desde a última vez em que ali estivemos. Às vezes a mudança pode acontecer em só uma semana. As coisas parecem meio erradas, fora do lugar. Geram ansiedade, enquanto tentamos nos localizar e procurar na memória como as coisas eram antes. Essa ruptura na continuidade pode ser irritante.
   No ano passado, Tom Mayes escreveu um artigo para o Preservation Leadership Forum que considera as associações positivas que temos com a continuidade:
   “A ideia de continuidade é que, num mundo em constante mudança, lugares antigos dão às pessoas a sensação de fazer parte de um contínuo necessário para a saúde mental e psicológica. Essa é uma ideia que há muito tempo é reconhecida como um valor subjacente à preservação história, apesar de nem sempre explicado. Em With Heritage So Rich (em tradução livre, com um patrimônio histórico tão rico), a ideia de que a continuidade é capturada na frase ‘senso de orientação’, a ideia de que a preservação dá “um senso de orientação para nossa sociedade, usando estruturas e objetos do passado para estabelecer valores de tempo e lugar.”
   Mayes cita um ensaio do internacionalmente conhecido arquiteto Juhani Pallasmaa, que reforça o conceito de tempo em relação à nossa experiência de lugares antigos:
   “Temos uma necessidade mental de sentir que temos raízes no contínuo do tempo. Não habitamos somente o espaço, mas moramos também no tempo… Prédios e cidades são museus do tempo. Eles nos emancipam da pressa do presente e nos ajudam a experimentar o tempo lento e saudável do passado. A arquitetura nos permite ver e entender o processo lento da história e participar de ciclos temporais que vão além do escopo de uma vida individual.”
    Isso soa verdadeiro para mim. Há algo reconfortante em lugares antigos.
  • Pesquisa sobre ligação a lugares e continuidade
   De fato, isso já foi comprovado por pesquisas acadêmicas internacionais. Pesquisando o tópico para este artigo, encontrei um trabalho do professor malaio Norsidah Ujang sobre “Ligação com Lugares e Continuidade da Identidade de Lugares Urbanos”
Ujang argumenta que conceitos uniformes de planejamento e a “comoditização dos lugares” – tudo parecido com todo o resto – enfraquecem a identificação e a ligação com certos lugares. Depois de questionar sistematicamente 330 usuários de três ruas comerciais importantes de Kuala Lumpur, os pesquisadores concluíram que a familiaridade com um lugar contribui para sensações de conforto psicológico, enquanto “desconforto psicológico e fortes expressões emocionais” são “fortemente sentidos como reação contra mudanças físicas e intervenções inadequadas”.
   O estudo recomenda que planejadores urbanos tomem medidas para reforçar a identidade de lugar e a legibilidade, em vez de rompê-las, e busquem “garantir a continuidade da identidade de lugar por meio do entendimento dos lugares como dimensões físicas, sociais e psicológicas da experiência humana”.
   Outro aspecto importante do nosso legado arquitetônico compartilhado é que ele é, de fato, compartilhado. Nossas experiências e sentimentos de conforto pela continuidade dos lugares antigos são coletivos, não individuais. A praça central e o fórum, talvez também a velha igreja e a antiga escola – até mesmo as mansões vitorianas enfileiradas na rua próxima – nos unem, e essa coesão diminuiria se o lugar mudasse rapidamente. O legado desses lugares e construções não é apenas meu, mas nosso.
  • Engajamento cultural
  Intimamente ligado à continuidade de lugar, mas um pouco diferente, acredito, é algo que chamarei de engajamento cultural. Lugares antigos que não são familiares e com os quais não tivemos continuidade também podem provocar experiências positivas poderosas. Imagine alguém vendo as grandes pirâmides de Gizé pela primeira vez, ou um pueblo de índios americanos. Esses lugares são mágicos justamente porque temos pouca ou nenhuma experiência prévia, ou continuidade, com eles.
   Em vez de nos confortar com sua familiaridade, esses lugares desafiam nossa imaginação ao invocar outros tempos e ao nos conectar com culturas passadas de maneiras a que não estamos acostumados.   
   Eles nos educam e nos equipam com uma visão de mundo mais ampla e profunda – uma visão que nos liga com a sabedoria do passado –, a qual podemos então trazer para nossa existência contemporânea.
    Tenho um exemplo favorito, mas mais modesto, que coloco em meu novo livro People Habitat: 25 Ways to Think About Greener, Healthier Cities (Habitat das pessoas: 25 maneiras de pensar em cidades mais verdes e mais saudáveis, em tradução livre). A apenas alguns quilômetros da minha casa, logo depois da fronteira de Maryland com Washington DC, há um parque de diversões antigo e parcialmente restaurado, da era Art Déco. O antigo carrossel ainda funciona durante a temporada e deleita as crianças; você ainda pode comer algodão doce por lá. Mas não é mais um parque de diversões – não há montanha russa, e o salão onde ficavam os carrinhos de trombar hoje é usado de vez em quando para shows. Com certeza é diferente de qualquer parque de diversões que eu já vi na vida.
   Hoje, ele existe com um lugar de descanso para adultos e de brincadeiras para as crianças e como uma evocação de um parque de diversões, em vez de um parque 100% funcional. Ele desafia o visitante a trazer consigo sua imaginação, para que nos encontremos na metade do caminho: como uma expressão parcial de um passado e uma cultura que não existem mais da mesma maneira. Vou sempre ao Glen Echo Park porque, além de estar no caminho de um dos meus roteiros de treino de bicicleta, eu o amo de um jeito que não amaria se ele fosse novo, mesmo que fisicamente o parque fosse igual. Ele faz uma ligação com conexões culturais que não existiriam se eu soubesse que o lugar não teve uma história anterior para dividir com seus visitantes.

continua dia 29/07

terça-feira, 29 de abril de 2014

TURISMO E CULTURA, por Adriana Aparecida Marques Albertino

   O turismo cultural é um movimento físico onde pessoas se deslocam de um lugar para outro, em cidades diferentes, para conhecer a cultura, ou seja, modo de vida de determinada localidades, monumentos, etc.

    O turismo cultural também representa uma das mais amplas estratégias de desenvolvimento sustentável, já que há uma preocupação em aliar planejamento econômico e de infraestrutura à percepção da procura por bens culturais e estilos de vida, buscando preservar os recursos naturais e culturais e sociais de uma determinada localidade.

    O impacto sociocultural do turismo cultural é manifestado através de uma gama enorme de aspectos, desde as artes e o artesanato até o comportamento fundamental de indivíduos e grupos coletivos. Os impactos positivos podem ser possíveis, o turismo preserva ou mesmo ressuscita as habilidades artesanais da população e aumenta o intercâmbio cultural entre duas populações diferentes.
   
    Cabe, então, à sociedade e poder público se organizar a fim de promover a cidade.

Adriana Aparecida Marques Albertino, aluna do curso de Gestão de Turismo do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Barretos.

http://defender.org.br/artigos/turismo-e-cultura-por-adriana-aparecida-marques-albertino/

terça-feira, 8 de março de 2011

ARTE URBANA (parte 3) Grafismo

       A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes, dessa maneira temos relatos e vestígios do mesmo desde o Império Romano. Seu aparecimento na idade contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade, algum tempo depois essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.
     O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.
     O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros por sua vez não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro, o estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.
Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Os materiais utilizados pelos grafiteiros vão desde tradicionais latas de spray até o látex.

Principais termos e gírias utilizadas nessa arte;

Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúnem para pintar juntos.
Tag: é assinatura de grafiteiro.
Toy: é o grafiteiro iniciante.
Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

 Eliene Percília
Equipe Brasil Escola.com


O Grafite e a pichação

A Diferença entre os dois

    A pichação vem causando polêmica cada vez mais entre a sociedade. Então resolvemos colocar isso em debate.Vamos conhecer agora o que é o grafite e o que é a pichação.

Por Diego Lima e Suyane Oliveira

     



 X

     Existe uma grande diferença entre grafite e pichação. A diferença é que grafite é considerado uma arte de rua, já a pichação não é considerada uma arte, e sim uma atitude de vandalismo. A pratica de pichar pode levar uma pessoa á cadeia durante muito tempo. A mais recente arma contra a ação dos pichadores é o artigo 65 da lei dos crimes ambientais, número 9.605/98, existente desde 1998 e que estabelece punição de três meses a um ano de cadeia e pagamento de multa.
   As pessoas que têm o costume de pichar, disputam com outros pichadores para saber quem picha mais alto. Daí os prédios, praças,  edifícios públicos e privados ficam sujos.  Uma solução criativa para evitar a pichação é transformar os muros de edifícios em telas de arte.  Outra solução para acabar de vez com a pichação é levar os pichadores para conhecer a arte. Então é aí que aparece o grafite. 
 Os grafiteiros procuram tirar as pessoas da ´´malandragem´´ e levar pichadores para o caminho da arte.

   ATENÇÃO: O grafite só é proibido quando não tem uma solicitação.

    O grafite faz tanto sucesso hoje, que até recentemente o rei da Escócia mandou seus filhos contratarem alguém para renovar a pintura do castelo e eles resolveram chamar três grafiteiros brasileiros para fazer a obra-de-arte . 
   O rei falou que quando eles começaram  havia estranhado, pois nunca tinha visto uma arte assim tão bonita.
    Também há uma diferença entre a pichação, pois ela não é respeitada por ninguém. E o grafite é respeitado porque trata-se de uma arte muito bela. Porém, mesmo que o grafite seja muito belo, tem gente que não gosta desse tipo de arte.
    A PICHAÇÃO NA SOCIEDADE ATUAL          
     A pichação, por incrível que pareça, não pode ser tratada como simples caso, pois situa dentro de outros contextos da cidade. Quem é que nunca andou pelas ruas da cidade e nunca se incomodou com os desenhos pichados? 
    Os rastros da pichação estão em tudo que se olha na cidade, tudo já virou alvo das latas de tintas e outros materiais usados para pichar. Geralmente, não todas, as pessoas que picham são membros de gangues. E isso acaba contribuindo para a violência nas ruas da cidade.
   O movimento dos pichadores é tão grande nas cidades, que o governo está tomando atitude de ceder muros para eles não picharem mais a rua. Afinal, pichação é o ato de desenhar, rabiscar, ou apenas sujar um patrimônio (público, privado) com uma lata de spray ou rolo de tinta.
    Diferentemente do grafite, cuja preocupação é a ordem estética, o piche tem como objetivo a demarcação de territórios entre grupos. No geral, consiste em fazer algo que para eles é uma arte e para a sociedade é o ato de vandalismo.
    O grafite trata-se de um movimento, organizado nas artes plásticas. Apareceu no final dos anos 70 em Nova Iorque, como movimentos culturais das minorias excluídas da cidade. Com a revolução contracultural de 1968, surgiram nos muros de Paris as primeiras manifestações. Os grafiteiros querem sempre divulgar essa idéia.

 HISTÓRIA DO GRAFITE

    O vestígio mais fascinante deixado pelo homem através dos tempos em sua passagem pelo planeta foi, sem duvida a produção artística. Desta , a manifestação mais antiga, com certeza, foram os desenhos feitos nas paredes das cavernas. Aquelas pinturas rupestres são os primeiros exemplos de graffiti que encontramos na historia da arte. Elas representam animais, caçadores e símbolos muitos dos quais , ainda hoje , são enigmas para os arqueólogos , mas que de fato são significantes aos seres daquele contexto , como uma forma de expressão ou talvez transcrição do momento.

histórico. Não sabemos exatamente o que levou o homem das cavernas a fazer essas pinturas , mas o importante é que ele possuía uma linguagem simbólica própria. Nessa época os materiais utilizados eram terras de diferentes tonalidades, sucos de plantas, ossos fossilizados ou calcinados, misturados com água e gordura de animais. Hoje , usamos tintas em spray ou mesmo em latas , e não pintamos cervos e bisões , mas sim idéias , signos , que passam compor o visual urbano, talvez o contexto atual, decorrente de uma evolução, participante da arte também.


Proxima Postagem:  15/03

terça-feira, 1 de março de 2011

ARTE URBANA (Parte 2) sticker Art - adesivo em portugues bem claro :)

Sticker art:
  Esta é uma modalidade de Arte urbana. Seu nome em Inglês) pode ser traduzido como arte com etiquetas adesivas. É uma manifestação da arte pós-moderna popularizada na década de 1990 por grupos urbanos ligados à cultura alternativa.
O trabalho pode ser realizada com o propósito de transmitir uma mensagem ou pelo simples prazer de enfeitar a rua expondo seu gosto ou ponto de vista no alto de um poste, no final de uma placa ou até mesmo no pé de um muro.


Sticker art em Sao Paulo,Brasil.

   Os primeiros stickers chegaram no Brasil como adesivos decorativos utilizados na decoração de residências e lojas. Os adesivos são recortados em vinil autoadesivo e protegidos por máscara transparente que o aplicador retira ao fixá-los no local de destino - que deve ser um espaço liso.
Além dos stickers adesivos, os artistas de rua também trabalham com cartazes Lambe-Lambes, que não são adesivos, são colados com cola comercial ou caseira (mais difícil de arrancar).


Sticker satírico nos escritórios do MIT.  (TEXTO: toda atividade é monitorada para a sua proteção )

Left Hand Drinking ONLYPlant-a-Tree (sticker ecológico)
(beba somente com a mão esquerda e plante uma árvore)


   E assim termino o texto de hoje. 
proxima pesquisa: dia 08/03 sobre" Arte Urbana parte 3 Grafitte

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ARTE URBANA (parte 1) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Observação: Wikipedia nao é uma fonte totalmente confiavel oara ser usada como fonte unica de  pesquisa porem como esta modalidade é mais nova e as informaçoes encontradas foram somente estas entao... 

Arte urbana (parte 1) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


       The lovers. Estêncil de Banksy, em Bristol, Inglaterra.

    Arte Urbana ou street art - é a expressão que refere-se a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público, distinguindo-se da manifestações de caráter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo.
   As princípio, um movimento underground, a street art foi gradativamente se constituindo como forma do fazer artístico, abrangendo várias modalidades de grafismos - algumas vezes muito ricos em detalhes, que vão do Graffiti ao Estêncil, passando por stickers, cartazes lambe-lambe (também chamados poster-bombs), intervenções, instalações, flash mob, entre outras. São formas de pessas sozinhas, expressarem os seus sentimentos atraves de desenhos.

     A expressão Arte Urbana surge inicialmente associada aos pré-urbanistas culturalistas como John Ruskin ou William Morris e posteriormente ao urbanismo culturalista de Camillo Sitte e Ebenezer Howard (designação "culturalista" tem o cunho de Françoise Choay). O termo era usado (em sentido lato) para identificar o "refinamento" de determinados traços executados pelos urbanistas ao "desenharem" a cidade.

A pixação paulista é única no mundo.
Da necessidade de flexibilidade no desenhar da cidade surgiu a figura dos planos­­ de gestão. Este facto fez cair em desuso o termo Arte Urbana, ficando a relação entre Arte e cidade confinada durante anos à expressão Arte Pública.

   Dada a dificuldade de enquadramento das inscrições murais feitas à revelia das autoridades e proprietários no conceito de arte pública, assiste-se a um ressurgimento da designação de "Arte Urbana" que passou a incluir todo o tipo de expressões criativas no espaço colectivo. Esta designação adquiriu assim um novo significado e pretende identificar a Arte que se faz no contexto Urbano à margem das instituições públicas.

E assim me despeço.

Proxima postagem Arte urbana (parte 2) Sticke Art 1/03

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O QUE É INTERVENÇAO URBANA?

   
Imagem de uma intervenção urbana em Curitiba pega na internet

Intervenção Urbana 
termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaços públicos. No início, um movimento underground que foi ganhando forma com o decorrer dos tempos e se estruturando. Mais do que marcos espaciais, a intervenção urbana estabelece marcas de corte. Particulariza lugares e, por decupagem, recria paisagens. Existem intervenções urbanas de vários portes, indo desde pequenas inserções através de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas.
"O que hoje chamamos de intervenção urbana evolve um pouco da intensa energia comunitária que floresceu nos anos de chumbo. Os trabalhos dos artistas contemporâneos, porém, buscam uma religação afetiva com os espaços degradados ou abandonados da cidade, com o que foi expulso ou esquecido na afirmação dos novos centros. Por meio do uso de práticas que se confundem com as da sinalização urbana, da publicidade popular, dos movimentos de massa ou das tarefas cotidianas, esses artistas pretendem abrir na paisagem pequenas trilhas que permitam escoar e dissolver o insuportável peso de um presente cada vez mais opaco e complexo." Maria Angélica Melendi
"Cabe observar que, atualmente nas artes visuais, a linguagem da intervenção urbana precipita-se num espaço ampliado de reflexão para o pensamento contemporâneo. Importante para o livre crescimento das artes, a linguagem das intervenções instala-se como instrumento crítico e investigativo para elaboração de valores e identidades das sociedades. Aparece como uma alternativa aos circuitos oficiais, capaz de proporcionar o acesso direto e de promover um corpo-a-corpo da obra de arte com o público, independente de mercados consumidores ou de complexas e burocratizantes instituições culturais." Wagner Barja
"Houve um tempo em que o termo intervenção era privilégio legítimo de militares, estrategistas ou planejadores e o urbano adjetivava o futuro ainda longínquo para a maioria da população mundial. Se a intervenção urbana foi, no século XX, predominantemente heterônoma, uma ordem vinda de cima, a partir da segunda metade deste mesmo século, os artistas começaram a interceptar tal heteronomia e a apropriar-se da possibilidade de intervir no mundo real e na cultura, irreversivelmente urbanos. Neste curto intervalo histórico, diversas iniciativas artísticas realizadas fora dos museus e galerias, dos palcos e dos pedestais buscaram novas relações socioespaciais e consolidaram a idéia de intervenção urbana em dois rumos: como estratégia de transformação física (monumentos também heterônomos) ou como tática de uso da cidade e da cultura (interferências efêmeras, imagéticas, móveis, colaborativas). Atuando através de forças imprevistas, de conflitos de tradução e da expansão das noções e hierarquias tradicionais do espaço, tais práticas (a deriva, o minimalismo, a land art, o building cut, o happenning, o site-specific, etc.) desmontaram de uma vez por todas a ideia clássica de arte baseada no consenso e possibilitaram a emergência complexa e indelével da noção de público. E se hoje a expressão intervenção urbana soa como lugar comum até no mais remoto rincão sonhado pelos landartistas ­– quando o território está globalmente esquadrinhado pelos satélites, parcelado pelos interesses imobiliários e maculado pela latinha de Coca-Cola abandonada – o espaço público continua a ser uma das promessas não cumpridas da cidade. Público que, obviamente, não se refere apenas à ideia de audiência ou espectadores, mas a um conjunto de redes e espaços de participação e autonomia que conformam o território “de todos” na cidade, na diversidade dos seus aspectos sensíveis. Uma breve e provisória taxonomia do espaço público no contexto da arte atual delineia, em maior ou menor grau, o desejo – poético, político, coreográfico – de propor contribuições para futuros renovados que permitam que o senso de coletividade e a prática espacial crítica exerçam-se na cidade: (1) as experiências artísticas construídas sob a ideia do espaço público como mera localização testemunham o esvaziamento de suas redes territoriais, quando a cidade é utilizada apenas como lugar de exibição ou palco especial; (2) o espaço público entendido como processo e negociação retoma a esfera pública com seus conflitos e diversas vozes, tentando ver emergir discursos e possibilidades; (3) o espaço público como lugar de estudo corográfico tenta se aproximar das investigações geográficas e geopolíticas, repensando a arte através das experiências dos territórios de intolerância mundial; (4) o espaço público como prática de mapeamento performativo apresenta a ideia do mapa pessoal como escritura crítica de navegação da cidade; (5) o espaço público virtual lida com a emergência dos aparatos globais de medição, comunicação e monitoração do espaço, num alargamento redundante da esfera pública.." Renata Marquez e Wellington Cançado
  • Artistas e grupos

...realizadores de intervenção urbana:

Saiba mais sobre Intervenção Urbana

  • Rizoma.net

  O Rizoma.net foi um importante site que abrigou rico acervo de artigos sobre ativismo e intervenção urbana. O site saiu do ar em 2009, mas seus textos podem ser acessados a partir destes links:

Fontes:

Proxima Postagem: 22/02 "Arte urbana (parte 1)"

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