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Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"PATRIMONIO IMATERIAL E DIVERSIDADE CULTURAL : decreto para proteção dos bens imateriais."

   Eu ganhei um livro "O Registro do Patrimonio Cultural": dossie final da comissao e do grupo de trabalho PATRIMONIO IMATERIAL. E dentre os artigos que livro possui, eu escolhi ler o texto que possui o titulo do post de hoje; ele possui aproximadamente 123 linhas e o dividi em 4 partes contendo cada uma 30, 35, 31, 30 linhas, a parte escolhida foi muito interessante pois se relacionou com a postagem passada sobre a diversidade cultural
   Hoje será transcrita a parte final que achei a mais importante depois outro dia posso transcrever as outras tres para voces conhecerem o texto. Entao vamos?!  o que está entre () é adição minha para esclarecimento do texto.


    O paragrafo esta falando sobre o novo decreto que o Brasil criou sobre Patrimonio Cultural Imaterial revendo as noções de patrimonio e nao mais dissociando o material do imaterial e que foi um avanço para o país.

"PATRIMONIO IMATERIAL E DIVERSIDADE CULTURAL : decreto para proteção dos bens imateriais." 

                                                                                                                   Autor: Laurent Levi Strauss
tradutoção: Jeanne Marie Claire Sawaya
 
     ... Alem da inclusao de representantes da sociedade civil entre as partes legitimas para propor inscrição, nos livros de registro de um bem imaterial sao 4 os tipos: 1 saberes e fazeres, 2 celebrações ritos e festas, 3 expressoes literarias, artes e cenicas e 4 mercados feiras e santuarios ) e a preocupação constante reafirmada de que toda inscrição deve ser acompanhada de documentação cientifica e tecnica reunida pelo IPHAN (Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional) um dos dispositivos do artigo merecem ser especialmente enfatizados: é o artigo 8º, que preve que os bens culturais imateriais inscritos serão reexaminados e reavaliados a cada 10 anos, a fim de se decidir se ainda merece figurar na lista do "Patrimonio Cultural do Brasil". Pois, de fato, mais ainda do que qualquer outro, o patrimonuio imaterial nasce, vive e morre. Intimamente associado a vida cotidiana das pessoas, nao se poderia congela-lo, nem pereniza-lo por decreto. Gostos, necessidades, modo de vida, valores representações sempre evoluiram e continuarão a faze-lo e, se uma comunidade  abandona uma pratica  social nao há como opor. O que pode ser feito, e o decreto atende a isso é, por um lado, inventariar estudar e conservar, e por outro, oferecer reconhecimento social aos detentores deste patrimonio para que tenham reconhecida sua importancia, convidando-o a perpetua-lo e transmiti-lo às novas gerações que, por sua vez, terão tomado consciência de seu valor.
    
      (aqui esta a parte que mais gostei) esde o Renascimento, compreendeu-se que nenhuma civilização pode pensar por si propria sobre si mesma se nao dispuser de uma outra ou varias outras que lhe sirvam de elementos de comparaçao. Para conhecer e compreender sua propria cultura, é necessário aprender a vê-la do ponto de vista do outro, confrontar nossos costumes e crenças com aquelas de outros tempos e de outros lugares. (Tive uma experiencia assim quando mudei de regiao porem continuei no mesmo estado, ao me deparar com outro subsotaque, pude ver o quanto a minha regiao fala carregado ao estilo caipires mesmo, foi interessante esta observação.)
   
 Nas suas relações mutuas, as sociedades humanas nao podemficar abaixo, sem correr riscos (...) Na era da mundialização, em que a diversidade externa tende a torna-se cada vez mais pobre, torna-se urgente manter e preservar a diversidade interna de cada sociedade, gestada por todos os grupos e subgrupos humanos que a constituem e que desenvolvem, cada umm diferenças às quais atribuem extrema importancia, Em certa media, a dicersidade cultural poderá pelo menos ser mantida e estimulada pela preservação das especificidades culturais dos diferentes grupos sociais: assim como se criam bancos de genes  de especies vegetais para evitar seu empobrecimento da diversidade biologica e o enfraquecimento de nosso ambiente terrestre, é preciso, para que a vitalidade das sociedades nao seja ameaçada, conservar, ao menos, a memoria viva de costumes, praticas e saberes insubstituiveis que nao devem desaparecer. Pois é a diversidade que deve ser salva, nao o conteudo historico que cada epoca lhe conferiu e ninguem sabera perpetuar para alem dela propria. A nova legislaçao brasileira abre, neste sentido, vias que poderão ser uteis como inspiraçao para toda comunidade internacional.

     Comentario: Achei interessante o texto porque mesmo sendo escrito por teoricos apresenta ao meu ver uma leitura facil de ser compreendida e que fala muitas verdades que podem proprorcionar a identificaçao pessoal sobre o que é e esta acontecendo com a cultura regional, do pais e ate mundial, ou seja, ela é mutante.

   Um abração e ate a proxima postagem    

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

DIVERSIDADE CULTURAL

  O texto de hoje foi pego direto no site Ministerio da Cultura e fala sobre o que a uniao de pessoas com costumes e modos diferentes podem ser vantajoso. É estranho falar isso, mas nos somos ao mesmo tempo iguais e diferentes. Somos iguais porque pertencemos a mesma raça: a Humana com caracteristicas identicas porem nos diferenciamos nos detalhes e no modo de agir e nesse ponto ao tentarmos ser iguais perdemos nossas maiores qualidades e sao elas que nos fazem evoluir por isso é interessante ser diferente sim desde que respeitemos o outro para que juntos podemos caminhar para a busca de uma vida melhor. 

DIVERSIDADE CULTURAL

Artigo da ex - ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e da secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, publicado no Jornal Correio Braziliense em 21/05/2012

        Em 2001, a Unesco adotou a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, que reconheceu, pela primeira vez, a Diversidade Cultural como “herança comum da humanidade”, considerando sua salvaguarda imperativo concreto e ético inseparável do respeito à dignidade humana. Em seguida, a Assembleia Geral da ONU proclamou o 21 de maio como Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, para conscientizar a população sobre a riqueza das diversas culturas do mundo, e aprofundar a reflexão sobre as oportunidades que a Diversidade Cultural pode trazer às sociedades. Essas reflexões nos levam a conclusões.
 
      A de que a Diversidade Cultural só pode ser protegida e promovida ao reconhecer, como princípio fundador, o diálogo e o respeito entre as civilizações e as culturas, indo além de sexo, idade, nacionalidade, pertencimento cultural, religião ou etnia, para a construção de um futuro de paz numa sociedade em que a pluralidade cultural desempenha papel de enriquecimento mútuo, reconhecimento e respeito às diferenças. Outra conclusão é que a Diversidade Cultural é fonte de representações, conhecimentos, práticas e, igualmente, de afirmação, inovação e criatividade, que contribuem para a construção de um sistema relacional viável, sustentável e harmônico entre a humanidade e os recursos terrestres. Nesse sentido, a Diversidade Cultural constitui força motriz do desenvolvimento, indispensável para atenuar a pobreza.
      
    Para o antropólogo sociocultural indiano Arjun Appadurai, a Diversidade Cultural é a ligação crucial entre as dimensões material e imaterial do desenvolvimento. Ele explica que, enquanto desenvolvimento material pode ser avaliado em termos de saúde humana, capacidades econômicas, fluxo de mercadorias e garantias físicas quanto à segurança e à produtividade, o desenvolvimento imaterial reside no espírito de participação, no entusiasmo da autonomia, nas alegrias do reconhecimento e na felicidade da aspiração. Ele nos remete à contribuição das tecnologias, dos conhecimentos e crenças culturais e religiosas, dos valores sociais e espirituais, especialmente dos povos e comunidades tradicionais, na exploração sustentável dos recursos e na preservação dos ecossistemas dos quais dependem. Isso é, inclusive, tema da Convenção sobre a Diversidade Biológica.
     No momento em que o Brasil se prepara para receber a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio, é de grande importância incluir a Cultura nas discussões, pois, além de diverso em termos biológicos, nos destacamos internacionalmente pelas Políticas Culturais que desenvolvemos, buscando garantir as expressões de nossa rica Diversidade Cultural e estabelecer maior equilíbrio entre a pluralidade de expressões. O Ministério da Cultura atua em consonância com a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Unesco em 2005, que reúne 122 países, inclusive o Brasil.

   Trata-se de compromisso de trabalhar para reforçar a cooperação e a solidariedade internacionais, de modo a fazer que países mais industrializados contribuam para ampliar a capacidade dos países em desenvolvimento de proteger e promover a diversidade de suas expressões culturais. Enquanto a Unesco trabalha com relações multilaterais, focada no desequilíbrio das trocas de bens e serviços culturais entre países, e no risco de uma homogeneização das expressões culturais no mundo, tendo a Convenção de 2005 como maneira de reforçar as indústrias culturais dos países em desenvolvimento, o Brasil trabalha a Diversidade Cultural de modo mais complexo, de acordo com nossas especificidades. Além do desequilíbrio entre as diversas regiões, nosso país abriga históricos desequilíbrios socioculturais, que provocam dificuldades a significativos segmentos em lidar com os mecanismos e códigos de acesso às políticas públicas de Cultura, como elaboração de projetos, convênios e prestação de contas.

   Assim, o MinC (Ministerio da Cultura) implementa políticas específicas para esse público, elaboradas a partir de processo que conta com a participação dos interessados, como culturas populares, povos indígenas, povos de terreiro, ciganos, crianças, jovens, idosos, LGBT e outros. Um de nossos programas de maior repercussão é o Cultura Viva, que tem como ação principal a identificação e o fomento de Pontões e Pontos de Cultura,(...). 

Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

Márcia Rollemberg
Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural

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