Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
Mostrando postagens com marcador termo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador termo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de setembro de 2017

CRONOLOGIA DA ARTE



Boa Tarde, apos muito tempo sem publicar continuamente na terça,(inclusive se tiverem sugestão de assunto estamos ai porque aqui a inspiração esta pequena), hoje volto com uma publicação: cronologia ou linha do tempo na arte. Um dos lados bons de dar aula é o de pesquisar. É ele que te inspira a estar sempre inovando e descobrir coisas novas para tanto para voce mesmo quanto para os alunos. E nisso, procurando maneiras de melhorar o aprendizado da arte, encontrei vários esquemas de linha do tempo da arte que achei bem legal. Aqui estão alguns deles (alguns modificados):

  •  Desenhos sobre movimentos Artísticos:
Assinatura dos artistas                                                           Cachorros pela visao dos artistas
   
Gatos dos artistas


 
Virus na arte

     Dinossauros na arte

            


  • As linhas do tempo que resumem a historia da arte: 
 Era Pré Historica (é assim conhecida porque nao havia nenhuma forma de registro para sua comprovaçao) - Era Pre clássica (a antiguidade e idade media é onde ocorre o desenvolvimento da escrita e esta passa a ser fonte de poder dos poderosos pois apenas eles sabem ler e escrever sendo assim é usadas para catequisar os dominados atraves das imagens criadas pelos vitrais do gotico e mosaicos do bisantino ) -  Era Clássica que foi incentivada pela perspectiva, foi nesta epoca que desencolveram a tinta a oleo -  Era Moderna por causa das guerras que devastaram a Europa e a influencia do surgimento da fotografia os artistas vão buscar influencias externas. As mascaras possibilitaram o surgimento do Cubismo Fovismo e Futurismo), a simplificação e expressão das formas  - Era Contemporânea: Nesta epoca ocorre o desenvolvimento das tecnologias (computador, TV, filmadora) o artista deixa de ter uma classificação (pintor, escultor desenhista) e passa a ser apenas o artista pois desenvolve multiplas linguagens












       Outros movimentos surgidos no pós anos 60 além da  Pop e OP arte: performance, instalação, video arte, etc.
 A arte se aproxima mais da vida havendo um maior contato entre arte e publico.

Vendo estas imagens que estao disponiveis na internet, o conteúdo do ENEM e os meus conhecimentos adquiridos na faculdade, pude montar minha própria linha da arte claro respeitando cada acontecimentos.   

Era
     Pré-história      
Característica: Não existia a escrita
Se dividiu em 2 períodos 


Paleolítico                                       Neolítico
 (Pedra Lascada)                              (Pedra Polida)
         Representaçao apenas de animais                          Surge a figura do homem
          em tamanho e aparencia real                              As imagens são mais abstratas
           Flechas                                                                    desenho geométrico


Antiguidade ou Pré-Clássica
Característica: Surgimento da escrita
letramento através da imagem

P eriodos: Gotico (vitral), Bizantino (mosaico), arte grega e romana


Arte Clássica (1500-1899)
Descobrimento da perspectiva na Arte


Renascimento                                      Barroco                                 Rococó

       Representantes: 4 tartarugas ninja (associação para lembrar)
   Leonardo, Donatello, Michelangelo e Rafael
A arte atinge seu ápice com o desenvolvimento da tinta a óleo que por sua secagem lenta há inovações na pintura.


Arte Moderna (180...-195...)
Revolução Industrial
 
Impressionismo 
 
Descobrimento da Fotografia                           Período das Grandes Guerras
Possibilitando o conhecimento da cor)          (Com a Europa devastada houve a
possibilidade de olhar para os outros povos: África China)                     
                                                     
                                                                    Influencia das Mascaras
                            
 
O contato com a arte não europeia e o objeto mascara, favoreceram o surgimento destas principais escolas:                                                                                                                                                                      Expressionismo,  Fovismo  e Cubismo
                                 alem dos outros ismos
 
          A Apropriação (uso de elementos comuns do cotidiano) e a Colagem surgem no Cubismo


1960
Arte contemporânea

(Evolução dos meios de comunicação de massa)
O artista se torna mais livre, passando por varias técnicas deixando de ser conhecido por pintor ou escultor passando a ser apenas artista.

Ex:Pop Arte     Arte Abstrata    Arte conceitual   Performance  Instalação  Vídeo






terça-feira, 5 de julho de 2011

GRAFISMO (desenho infantil)

  • Evolução do Grafismo

   Já dizia Saul Steimberg que o desenho é a forma de raciocinar sobre o papel. Desenhar é exercitar a inteligência. Na verdade o desenho não reproduz as coisas que vemos mas traduz a visão que se tem delas. A elaboração de uma obra se inicia no momento em que as imagens captadas pelo artista, as formas que compõe esta imagem começam a ser traduzidas e ganham uma conotação particular, individualizada. Podemos dizer que o desenvolvimento do grafismo é a revelação da natureza emocional e psiquica da criança. É a sua linguagem gráfica onde deixa registrado suas idéias, suas vontades e suas fantasias. É através da evolução do grafismo que podemos acompanhar as mudanças e aprimoramentos dos desenhos da criança. Por volta de um ano e meio, a criança já explora o meio à sua volta, imita o que as pessoas fazem, descobrindo, dessa forma, que também é capaz de fazer coisas. Se dermos um lápis e um papel para ela, descobrirá que é capaz de deixar ali, naquele pedaço de papel, sua marca. Se surpreenderá que ao repetir o movimento, mais uma marca surgirá, e assim ela agirá com gestos sucessivos despertando o interesse e o gosto por esta espetacular descoberta. Se dermos uma caixa de giz de cera com cores variadas, ela irá usar cada uma das cores, sem qualquer pretensão de expressar coisa alguma, apenas repetirá inúmeras vezes este gesto para certificar-se do seu domínio sobre o lápis, o papel e sobre seu próprio corpo. É a conhecida fase das garatujas À medida em que for interagindo com o meio perceberá que pode fazer novos movimentos, ainda sem qualquer compromisso com a representação. Ela irá perceber a relação que existe entre o seu movimento e as marcas que deixa. Isto propiciará um aumento do seu controle sobre a mão. 

      Passarão então a surgir os movimentos em espirais e caracóis que contribuirão muito para o aparecimento do primeiro círculo fechado. Isto deverá ocorrer por volta dos 3 anos. 

       Esta descoberta para a criança é muito importante, pois evidencia a descoberta da forma. Na seqüência estas garatujas começam a ganhar nomes e detalhes como olhos, pernas e braços e até cabelos. Aqui já começa a existir uma intenção de linguagem escrita, pois ela irá desenhar os que estão mais próximos, como pai, mãe, irmã bem como, ela mesma. A cor usada para desenhar e pintar não condiz ainda com a realidade. Nesta fase a criança ainda está descobrindo as cores, por isso a necessidade de experimentá-las. Nesta fase já se pode incentivar a criança em sua linguagem oral, estimulando-a a falar sobre o que ou quem desenhou. O próximo passo é a utilização das linhas perpendiculares, paralelas, curvas e inclinadas, demonstrando um amadurecimento das suas habilidades. Passa da simples ação para um processamento de idéias do que pensa e do que observa. Os desenhos já passam a significar alguma coisa. Eles não estão somente ali, eles “fazem” alguma coisa ali. Quanto mais a linguagem oral for estimulada nesta fase, melhor será o seu desempenho na evolução da linguagem escrita (desenhos). Perto dos cinco anos, ela já desenha pessoas (inclusive com corpo) e objetos, porém todos soltos, como se estivessem voando. Não que ela tenha a intenção de que voem, mas ela ainda não consegue abstrair que os desenhos tem que estar apoiados numa grama ou numa estrada ou num chão qualquer. 

     Aqui ainda não existe a relação com o real e sim com o emotivo. Ela passa a desenhar não só o que vê mas também o que imagina. No que se refere à linguagem oral, ela já sente prazer em contar o que desenhou e já começa a dar “corpo” à sua história. Na evolução, ela começa a ordenar seus desenhos dando origem “as cenas”. Ela distribui tudo que fica no chão, na parte de baixo do papel, bem rente ao final da folha e lá em cima, coloca o sol, as núvens e os pássaros. As cores já começam a se relacionar com o real e inicia-se o primeiro passo para a proporção. 

     A proporção está ligada tanto ao tamanho real quanto ao tamanho emocional. As pessoas mais queridas são desenhadas em tamanho maior que as de menor afinidade. Nas situações de medo, sempre o fato gerador é destacado pelo tamanho. Concomitantemente, a linguagem oral também se amplia surgindo as histórias sobre seus desenhos. As histórias já começam a ter início, meio e fim. Depois disso, a criança vai amadurecendo os detalhes tentando chegar o mais próximo da realidade. Esta fase é mais lenta em relação ao desenho (linguagem escrita), ficando madura por volta dos nove anos, mas muito mais rápida quanto à linguagem oral. Aqui a história já tem um título e há o destaque dos personagens que irão compor essa história. Já começa a contar usando o “Era uma vez” e após o desenrolar de toda a história, consegue terminar resolvendo todos os problemas e dizendo que “viveram felizes para sempre”. É mágico o resultado pois é nesse momento que ela tem a real consciência de que tudo que ela fala pode ser colocado no papel, agora, através da escrita. É o ser criança caminhando rumo ao ser adulto...

  •  Grafismo Infantil 

    Heloise Martins

    
Para Vygotsky, o brincar e o desenhar deveriam ser estágios preparatórios ao desenvolvimento de linguagem escrita.
    Será que damos a devida atenção a tais atividades?
    O desenho parece surgir de forma espontânea e evoluir junto ao processo de desenvolvimento global da criança. Também é uma tentativa de comunicação formal e um meio de representação e simbolização. A criança expressa em seu grafismo aquilo que ainda não consegue com outras linguagens, por exemplo, a fala ou a escrita.
    Lais Pereira, em seu texto “O Desenho Infantil e a Construção da Significação”, traz considerações de Piaget e de Vygotsky sobre o grafismo infantil. E também um estudo de caso de uma criança de 4 anos com uma discussão interessante fundamentada na literatura, em que podemos visualizar os aspectos do desenho discutidos pelos autores.

PIAGET
     Para Piaget a criança desenha menos o que vê e mais o que sabe. Ao desenhar ela elabora conceitualmente objetos e eventos. Daí a importância de se estudar o processo de construção do desenho junto ao enunciado verbal que nos é dado pelo indivíduo.
“O desenho é precedido pela garatuja, fase inicial do grafismo. Semelhantemente ao brincar, se caracteriza inicialmente pelo exercício da ação. O desenho passa a ser conceituado como tal a partir do reconhecimento pela criança de um objeto no traçado que realizou. Nessa fase inicial, predomina no desenho a assimilação, isto é, o objeto é modificado em função da significação que lhe é atribuída, de forma semelhante ao que ocorre com o brinquedo simbólico.”

Fases do desenho segundo Piaget:
Fonte: Descoberta de um universo: a evolução do desenho infantil, de Thereza Bordoni

Garatuja: na fase sensório motora ( 0 a 2 anos) e parte da pré-operacional (2 a 7 anos). A criança demonstra extremo prazer e a figura humana é inexistente. A cor tem um papel secundário, aparecendo o interesse pelo contraste. Pode ser dividida em:
  Desordenada: movimentos amplos e desordenados. Ainda é um exercício. Não há preocupação com a preservação dos traços, sendo cobertos com novos rabiscos várias vezes. 
  Ordenada: movimentos longitudinais e circulares; coordenação viso-motora. Figura humana de forma imaginária, exploração do traçado; interesse pelas formas.
Nessa fase a criança diz o que vai desenhar, mas não existe relação fixa entre o objeto e sua representação. Por isso ela pode dizer que uma linha é uma árvore, e antes de terminar o desenho, dizer que é um cachorro correndo.

  Pré- Esquematismo: fase pré-operatória, descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Os elementos são dispersos e não relacionados entre si. O uso das cores não tem relação com a realidade, depende do interesse emocional.
 
  Esquematismo: fase das operações concretas (7 a 10 anos).Esquemas representativos, começa a construir formas diferenciadas para cada categoria de objeto, por exemplo descobre que pode fazer um pássaro com a leta "V". Uso da linha de base e descoberta da relação cor objeto. Já tem um conceito definido quanto a figura humana, porém aparecem desvios do esquema como: exagero, negligência, omissão ou mudança de símbolo. Aparecem fenômenos como a transparência e o rebatimento.

  Realismo:  final das operações concretas . Consciência maior do sexo e autocrítica pronunciada. No espaço é descoberto o plano e a superposição. Abandona a linha de base. As formas geométricas aparecem. Maior rigidez e formalismo. Acentuação das roupas diferenciando os sexos.

  Pseudo Naturalismo:  fase das operações abstratas (10 anos em diante).É o fim da arte como atividade expontânea. Inicia a investigação de sua própria personalidade.
   Características: realismo, objetividade, profundidade,espaço subjetivo, uso consciente da cor.
Na figura humana as características sexuais são exageradas, presença das articulações e proporções.

VYGOTSKY Duas condições são investigados pelo autor:  
  • Domínio do ato motor - inicialmente, o desenho é o registro do gesto e logo passa a ser o da imagem. Assim a criança percebe que pode representar graficamente um objeto. Indício de que o desenho é precursor da escrita.
  • Relação com a fala - primeiro o objeto representado só é reconhecido após a ação gráfica quando a criança fala o que desenhou. Depois ela passa a antecipar o ato gráfico, verbalizando o que vai fazer. Vygotsky afirma que a linguagem verbal é a base da linguagem gráfica.

Fases do desenho segundo Vygostky: texto do professor Ricardo Japiassu, da Universidade do Estado da Bahia

Outros autores que tratam da temática Desenho Infantil: 
Edith Derdyk, 1989
Sueli Ferreira, 2001
Viktor Lowenfeld, 1977
Ana Angélica Albano Moreira, 1984
Analice Dutra Pilar, 1996
Herbert Read,1977

"Antes eu desenhava como Rafael, mas precisei de toda uma existência para aprender a desenhar como as crianças"Picasso

Interações entre Desenho e Escrita
     "O desenho começa como uma escrita, e a escrita como um desenho, depois a criança cria formas de diferenciação e de coordenação entre elas..."
    Em uma matéria publicada na Revista Viver Mente e Cérebro - Especial Emília Ferreiro, a autora Analice Pilar mostra o resultado de uma pesquisa sobre o desenho e sua relação com a escrita, além de descrever e discutir as fases do desenho segunto Luquet. (...)

Sugestão da autora - "Enfim, é importante o professor de artes visuais, de educação infantil e das séries iniciais compreender os sistemas de desenho e de escrita em seus níveis de construção, a apropriação desses objetos de conhecimento pela criança e algumas interações entre desenho e escrita. Não se trata de etiquetar a criança quanto aos níveis de desenho e escrita, mas de entender a construção dessas linguagens."

   O que pode ser observado no Desenho:  A produção gráfica da criança é bastante rica em detalhes que, se bem observados e interpretados, podem ser úteis na mediação da aprendizagem da criança.
    
Segundo Anabel Guillén, são aspectos observáveis:
  • Fases do desenvolvimento cognitivo, psicomotor e sócio-afetivo
  • Percepção visual
  • Oralidade
  • Expressão
  • Reprodução
  • Criatividade
  • Traços da Subjetividade
  • Psicopatologias

Slides: Análise do Desenho Numa Perspectiva Psicopedagógica, da psicopedagoga Anabel Guillén, (o arquivo está em 3 partes).


Plano de aula: 23.09
  • Minhas considerações
   Após ler estes textos, vemos que todas as pessoas começam a se comunicar através da arte e do contanto com a mesma. As vezes começa a ser alfabetizada através dos quadrinhos que tambem é uma forma artistica. Sem falar que a música esta presente no respirar do humano e a expressão que nos remete ao teatro. Então como explicar esta desvalorização ou aversão que muitos, após crescerem, criam por estas linguagem dizendo não as entender ou algo do tipo. Por outro lado, a quantidade de pessoas que abandonam tudo para viver de arte ou algo relacionado a ela. 
  Todos estes fatos mostram a importancia que a arte possui e que mesmo sem saber defini-la nós necessitamos dela. Muitos perguntam como seria a vida sem Arte. Então o que percebemos é que mesmo os que dizem não gostar dela mesmo sem perceber necessitam de arte para vive.

Proxima postagem: 12/07 Serie da TV Escola sobre desenho em quadrinho parte 1
       
 4 partes desenho em quadrinhos, 
Sugestões de obras em quadrinhos e sites/blogs de quadrinistas, 
Sobre o desenho (texto da mesma autora que arte e artesanato porque barreiras), 
Sobre o Cartaz na arte e a arte publicitaria

terça-feira, 28 de junho de 2011

O QUE É "DIGIGRAFIA"?

                        

                                                                Foto do site digigrafia.net

Esta postagem é para todos conhecerem como eu esta nova terminologia/categoria das artes

Mauro Andriole

     A presente explicação do significado de "Digigrafia" foi retirada de um e-mail do artista plástico Mauro Andriole dirigido ao diretor da Casa da Cultura André Masini, que lhe havia pedido que o ajudasse a entender o termo. O texto do e-mail, apesar de escrito sem maiores preocupações, é tão rico de informações e impressões, que foi necessário compartilhá-lo com todos nossos visitantes.
"Digigrafia" é o nome dado a uma técnica relativamente nova, que parte de um desenho (e.g. um desenho feito em nanquim sobre papel) que é digitalizado através de um scanner, manipulado em um programa para tratamento de imagens (por exemplo o Photoshop) e depois impresso através de uma impressora de grande qualidade.
   Esse processo vem a atender "necessidades mercadológicas" a priori. Os meios tradicionais ficaram demasiadamente caros para os artistas, de modo que, litografias, gravuras em metal ou xilografias, tornaram-se raras, sobretudo em SP. O que é positivo na "digigrafia", é o fator "difusão em larga escala" - costuma-se reproduzir até 300 unidades, assinadas uma a uma pelo artista -, permitindo o acesso à obra para públicos que jamais teriam condições de possuir uma litografia ou metal. Por outro lado, a algo de impessoal nesse meio digital que incomoda ao artista, fato discutido pelos gravadores que conheço, principalmente os mais velhos. No entanto, não aderir a essa "necessidade mercadológica" significa, no mais das vezes, parar de produzir gravuras, pois o maior atelier de gravuras de SP, talvez o maior do país, deixou de fazer parcerias com os artistas. Até os anos 90, o atelier produzia litografias e metal, dividindo a edição com os artistas. Todos os grandes nomes da gravura brasileira passaram por lá , chama-se GLATT & YMAGOS. Mas essa prática ficou inviável de uns 5 anos para cá. A falta de conhecimento sobre o assunto por parte dos compradores fez com que o preço de uma gravura ficasse injustificável diante de uma reprodução mecânica. De maneira geral o "produto" parecia o mesmo para o leigo, que optava pelo preço mais baixo por razões óbvias.
    A gravura sempre foi uma técnica nobre, exigindo grande perícia durante todo processo, desde a elaboração da imagem pelo artista, até a impressão feita pelos "artistas impressores", por sinal, não há como omitir esse personagem fantástico. São pessoas que manipulam as prensas, operários da imagem, e que desvendam diante do olhar do artista aquilo que estava latente em seu peito. Dessa forma mágica, a obra acontece a quatro, às vezes a seis mãos ! E o resultado são as gravuras que conhecemos. Assim foram realizadas as grandes obras de Aldemir Martins, Maria Bonomi, Guilherme de Faria, Renina Katz, Darel Valença, Burle Marx e tantos outros. A relação estreita entre o artista e o impressor já foi tema de Bienal, creio que em 1982 ou 85, quando realizaram uma mostra de um "impressor", apresentando obras de inúmeros artistas.
     Voltando à digigrafia, não creio que se dará o mesmo, e nem podemos exigir tal coisa. A questão que se coloca é a da reprodução em larga escala. Esse tema foi muito debatido nos anos 30 pelos filósofos Adorno e W. Benjamim, sendo o primeiro um ferrenho opositor à idéia da reprodução da obra, e o segundo um defensor. No meu entender ambos estão corretos, discutiam sobre focos diferentes apenas.
Mas a despeito das dificuldades da produção da gravura, alguns artistas ainda mantém suas produções em suas oficinas. Claro que isso implica numa prática que beira o sacerdócio, devido ao grande esforço que a técnica exige, são etapas longas e onerosas principalmente para os mais idosos, e não há como saltá-las. Eu instalei a pouco tempo uma pequena prensa em meu atelier, dessa que se usava para encadernar, e venho criando imagens numa técnica chamada "linóleo". Trata-se de um carimbo, a grosso modo, que recebe a tinta que é transferida para o papel através da pressão. Foi uma saída que encontrei para driblar os percalços da "contemporâneidade".
-- x --
    A Digigrafia Arte e Sobrevivência partiu de um desenho feito em nanquim sobre papel que foi digitalizado através de um scanner, depois manipulado no "Photoshop 5.0" e por fim impresso através de uma impressora de grande porte - jato de tinta -sobre papel. Não lembro agora o nome do papel, mas é algo semelhante ao Canson, numa gramatura alta, por volta de 280gr.

O Autor, Mauro Andriole, é artista plástico, estudioso de filosofia, sobretudo de temas que convergem para a ciência e a metafísica.

Proxima postagem dia 05/07: Texto sobre os grafismos infantis (desenhos iniciais da criança)

terça-feira, 12 de abril de 2011

CURIOSIDADES SOBRE ARTE E GLOSSARIO

  Estes foram os conceitos que aprendi ao ler o livro Arte em Detalhes, alguns já sabia e mesmo assim resolvi postar aqui por serem interessantes.

              Glossário                                                             

Afresco: 

Pinturas pintadas diretamente na parede com argamassa ainda úmida, tornando-se parte integrante da construção. pag 10

Tinta a óleo 

  A tinta consiste em pigmentos - matéria corante como minerais e flores, finamente moídas - suspensos num meio aglutinante liquido que depois seca. Os meios tradicionais eram gema de ovo (têmpera), água e óleo, como o de papoula ou linhaça. As vantagens da tinta a óleo, que se tornou o meio mais amplamente usado, são a resistência e a flexibilidade. Ela cria uma superfície forte e duradoura e pode ser diluída ou grossa, em impasto. Pode ser aplicada em camadas finas e transparentes como verniz para produzir grandes áreas intensas ou ser trabalhada nos mais delicados detalhes. Van Eyck aperfeiçoou a técnica da pintura a óleo e abriu muitas novas possibilidades, em especial as sutis gradações de tom e cor que dão ilusão de intensa luz natural. pag.15


Retábulos: 

Os retábulos em geral eram obras elaboradas que continham muitas cenas, mostradas em épocas diferentes do calendário da Igreja. Todos os retábulos foram criados como ponto central de devoção em locais de culto espiritual, e pode-se argumentar que a experiência estética de vê-los numa galeria está em conflito direto com seu propósito original. pag 35

Pintura de Gênero:  

As cenas de gênero eram representações em pequenas dimensões de interiores domésticos que expunham mensagens moral ou política. pag. 59

Impasto

 Tinta a óleo muito grossa aplicada a tela formando alto-relevos. pag 100

Impasto trincando

Predela:

  Fileiras de pequenas pinturas colocadas sob um painel principal de um retábulo. Com frequência contém cenas de vida dos santos representados acima. pag 101


    (pedrella e retabulo) Um retábulo de Carlo Crivelli:
a predela é formada por uma seqüência de quatro painéis, representando cenas da Paixão de Cristo.

Putti 

(singular Putto - em italiano o plural se faz usando as letras i - masculino- ou e -feminino- e não o S):  Bêbes alados comuns na arte do Renascimento e do Barroco. Têm o papel de espíritos angélicos e são companheiros constantes de Vênus. pag 101



Putti de Ilia Rubini

Trompel'oeil 
 
Pintura, ou parte de uma pintura que busca iludir o observador, para que pense tratar-se de um objeto real. pag. 101


                        Curiosidades:                                               
  • Sobre o quadro "Adoração dos Magos de Gioto"

      A tinta do manto da virgem deteriorou-se, revelando o desenho por baixo. E Por que as áreas azuis estão em mau estado? Elas não são afrescos verdadeiros. Era tecnicamente impossível aplicar pigmento azul do lápis-lazuli na argamassa umida. Assim, ele tinha que ser acrescentado sobre a massa seca e, infelizmente não resistiu ao tempo. pag 11

  As partes marcadas em verde foram as que destaquei para mostrar o que foi citado a cima. Esta imagem como todas as outras que serão postadas foram pegas da Internet.

Pintura e Música 

   Assim como a música pode trazer imagens à mente, as pinturas podem fazer ouvir sons. O truque é deixar o olhar seguir as linhas e curvas da composição, captando detalhes e absorvendo texturas e cores. pag 60

Pés da Moda
 
   Marido e mulher de pernas cruzadas. Isso era típico dos retratos do século XVIII. pag 67

Arte e nova Tecnologia    

   Os rápidos avanços tecnológicos no século XIX apresentaram aos artistas numerosos desafios. A prática da fotografia, que se difundiu a partir de 1840, contestou a exclusividade dos artistas na obtenção si registro visual. Ao mesmo tempo, os artistas passaram a dispor de novas cores sintéticas, produzidas pela indústria têxtil. pag 81

Pintura de gênero dos Pré-Rafaelita x Pintura de gênero holandesa

  Hunt é um artista menor da escola inglesa de pintura, mas esta obra é um belo exemplo do tipo de quadro que se tornou muito popular na Inglaterra vitoriana. A obra é uma história, e o tema, também explorado na literatura do século XIX, é o destino da mulher decaída. É uma pintura de gênero - uma cena de interior doméstico que traça um comentário sobre a pintura da época. Ela contém muitos detalhes que funcionam como símbolos. A mensagem moral, porém, é bem diferente daquelas cenas de gênero holandesa, que com frequência tratavam o tema da licenciosidade sexual e da prostituição com tolerância e humor. À maneira vitoriana, a mensagem é severa e reprovadora. Quadros como este, pintados meticulosamente sobre temas moralizantes e sentimentais, foram reproduzidos por toda a Europa e eram imensamente populares entre públicos e colecionadores. pag 80

                                                    
  
Evolução das Tintas
 
    O estilo criado pelos Impressionista foi facilitado pelos materiais artístícos que se tornaram disponíveis pouco antes. Enquanto os grandes mestres tinham que preparar suas tintas, os impressionistas podiam comprá-las prontas em práticos tubos de metais portáteis - hoje comuns, mas então uma novidade. pag 84

A arte nos anos 1880

    Os anos de 1880 foram um período florescente nas artes. Colecionadores ricos gastavam grandes somas com arte atual de estilo tradicional acadêmico, sem perceber que os impressionistas, como Seurat, lançavam ideias que mudariam o rumo da arte. Jovens artistas estavam entusiasmados com as perspectivas de um novo século e, adotando modernas teorias científicas da cor, buscavam um estilo moderno de arte, que se expressasse a nova época. pag 92      

Proxima Postagem: DIA 19/04 Diferença entre repintura e arrependimento artístico. Exemplos de restauros mal feitos, etc.
 

Pesquisar este blog

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...