Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

GALERIA DE ARTE AINDA É RELEVANTE PARA O ARTISTA?

O post desta semana foi copiado de um site e a referencia esta no final do texto.

Galeria de arte é relevante?

       Muitas coisas mudaram para os artistas desde o início da Internet. Mais notavelmente, os artistas agora têm muito mais opções para apresentarem a sua arte. O sistema de galeria de arte tradicional ainda tem o seu lugar, mas já não controlam mais o show como antes da era da Internet. Ser representado por uma galeria de arte já não é necessariamente o melhor e único caminho a seguir pelo artista. Apesar de tudo isso, muitos artistas continuam sua incessante busca pela representação por uma importante galeria sem perceber que outros caminhos se abriram em relação as negociações, comercializações e produções de arte.
         A principal razão por essa mudança nos negócios das arte é que agora o artista pode conversar diretamente com o seu público e defender seus interesses de forma mais consistente e com menos dependência de terceiros, algo que na era pré-internet tinha um sentido maior ser feito pela Galeria. Pela primeira vez na história e em diferentes formatos o artista pode acumular milhares ou até milhões de seguidores.
        Na era pré-internet o sucesso de um artista estava muito mais atrelado a Galeria que o representasse e o quanto de dinheiro que essa Galeria iria investir para divulgação do artista no mercado doméstico ou internacional.
        Mesmo que tudo isso ainda aconteça, já não é tão grande e o que antes era a única via agora é apenas uma das vias. Está muito mais fácil e incrível a comunicação entre artista e o público e o tempo de governança das Galerias de Artes acabou, os compradores estão a poucos passos da obra do artista.
         Os artistas agora podem fazer praticamente tudo on-line, todo o trabalho que um dia a galeria de arte fez por eles agora pode ser feito pelo artista ou seus assistentes. A Internet também facilitou o acesso a mão de obra barata para a produção de tarefas que não façam parte das habilidades dos artistas.
           A comunicação direta entre artistas e compradores era um grande problema e quase que não existia. Era praticamente impossível um comprador localizar um artista.  
        Atualmente o artista está presente em diversos canais de divulgação e está muito mais fácil enviar uma mensagem diretamente a ele com a garantia que ele ou alguém da sua equipe vá ler.
         É certo que alguma pessoas podem argumentar que as galerias de artes sempre terão o seu papel para os artistas que não querem se aprofundar em marketing e participar mais ativamente da internet, preferem um mundo mais solitário e menos social, mas a internet é um mundo solitário e pouco social. As redes sociais, por exemplo, estão mais a serviço do artista do que da venda de um quadro e essa relação artista-público é mais eficiente feito pelo artista do que pela Galeria de arte.
       No time das Galerias são poucos artistas que vendem e fazem o grosso do faturamento, em sua maioria os artistas ficam a margem das vendas o que significa que a Galeria não tem uma preocupação tão grande em expor, investir, tentar apresentar para colecionadores ou feiras esse artista de poucas vendas. Mesmo um artista representado por uma importante Galeria de Arte não tem garantia nenhuma de venda e muito mais de exposição, no online o artista tem controle total da sua divulgação e de sua carreira.
       Tradicionalmente as galerias são um passo necessário para os artistas que desejam que sua obra trafegue em museus, instituições, coleções corporativas e os níveis mais altos do mundo da arte. Mas isso também mudou. Muita pessoas que consomem arte pesquisam e compram pela internet o tempo todo incluindo colecionadores, curadores, investidores, especuladores, galeristas e qualquer outra pessoa interessada em arte, incluindo o pessoal do museu. Todos estão a procura da nova grande estrela e a internet possibilita uma pesquisa muito mais ampla que nos meios tradicionais.
          Para os artistas, as chances de serem descobertos on-line está cada vez mais reais. Sites de arte, blogs, publicações e outras mídias especializadas estão atrás de artistas com qualidade para apresentar para o seu público. Como resultado desse novo modelo de divulgação é que os artistas estão cada vez mais reconhecidos no mercado sem ter necessariamente trafegado pela via tradicional das artes.
       E a notícia mais surpreendente é que a relação hierárquica entre Galeria de Arte x Artista está se convertendo. A Galeria sempre teve controle total do seu time. Ela que definia de forma mais direta quem seria representado e hoje com o poder do artista através das mídias sociais ele se faz presente e mais necessário para as Galerias, seu potencial de divulgação, muitas vezes, é superior que da própria Galeria. Uma quebra de paradigma levando em conta que esse papel é da Galeria a pelo menos 100 anos ou desde que elas foram fundadas.
       Enquanto uma galeria de arte típica pode ter alguns milhares de seguidores on-line, não é tão incomum para um artista ter dezenas ou mesmo centenas de milhares de fãs. Não há nada excitante em seguir a maioria das galerias, praticamente tudo o que fazem é postar as artes dos artistas representados, enquanto seguir o artista é bem mais exitante porque é um contato direto com seu ídolo e é comum que sua narrativa e o seu perfil de postagens agregue bem mais valor que um post de Galeria.
        Nós que temos uma Galeria de Arte vemos exatamente isso acontecer em nossos relatórios. Um exemplo é que nossas obras são vendidas mais por buscas por nome de artistas do que pelo nome da nossa Galeria. Em nossos relatórios fica claro que muitos clientes chegam em nosso site porque procuraram determinado nome de artista e devido a facilidade em comprar a obra em nosso site acabamos fechando negócio. Uma informação relevante e que prova como a hierarquia entre Galeria x Artista mudou completamente.
         Isso mostra como artistas com um grande número de seguidores, artistas que tem um projeto de internet bem organizado tem um valor enorme para a Galeria e como seus fás podem ser uma valiosa moeda de troca no mundo da arte.
       Agora, antes de ficar entusiasmado com tudo isso, temos que pensar de forma consistente e objetiva e não se maravilhar por uma utopia de sucesso. Não são todos os artistas que conseguem se destacar no mundo digital. São inúmeros os fatores que irão influenciar no sucesso de alguém, é difícil definir e muito menos mensurar as características necessárias para o sucesso.
       O importante é o artista estar concentrado e preparado para trabalhar duro em seu projeto. Nada é impossível, mas tudo requer muito trabalho e para se destacar no mundo digital o artista tem que ter um projeto consistente e seus objetivos bem claros. É importante trabalhar com objetivos reais e que sigam uma crescente. Nós que trabalhamos a muitos anos com artistas e já vimos de tudo podemos perceber que somente os artistas que trabalham duro, que colocam metas reais e buscam por essas metas que conseguem se dar bem nas artes visuais.
 
http://www.artistavisual.com.br/galeria-de-arte-x-artista/

terça-feira, 4 de outubro de 2016

COMO DESENVOLVER SUA PERSONALIDADE ARTISTICA

Esta é uma duvida muito comum no campo artistico pois ao mesmo tempo que buscamos referencia de varios exemplos temos que criar nossa propria identidade e isso nao é tao facil ate porque acabamos absorvendo e sendo influenciados por aquilo que observamos nao tem como passar em branco, somos reflexo das nossas pesquisas e afetaçoes.

Como desenvolver sua personalidade artística

    É muito raro alguém já iniciar sua carreira artística tendo certeza sobre qual o seu melhor estilo de produção.
    Mas o maior segredo para você desenvolver a sua personalidade (ou identidade) artística é: produzir, produzir e produzir.
    Isso quer dizer que, antes de você descobrir qual é a sua personalidade artística, você precisa experimentar todas as formas de expressar a sua arte, seja ela fotografia, vídeo, desenho, artes plásticas, música, etc. Produza, faça, invente, bote a mão na massa. Não tenha medo de testar, experimentar.
    Na verdade, experimentar todos os estilos é bastante saudável tanto para o seu aprendizado quanto para você sentir qual deles tem mais receptividade pelo público.
Se você está começando agora, não se preocupe muito com estilos. Busque se inspirar nos artistas que você mais gosta, que lhe servem de inspiração, e produza bastante. Por enquanto, não pense. Faça!
     Assim como um atleta, que precisa treinar todos os dias, ao longo de muitos anos, você também precisa treinar o seu olhar, as suas ferramentas, as suas motivações e inspirações.    Depois, com o tempo você vai começar a notar que determinado estilo lhe traz mais benefícios, reconhecimento ou simplesmente acelera mais o seu coração.
    São essas informações (feedback) que lhe ajudarão a formar a sua identidade artística. Claro que será preciso ter um pouco de paciência e perseverança. Mas isso tudo pode ser prazeroso, pois você fará muitas descobertas durante o processo. E mesmo assim, depois de descobrir a sua identidade, você não precisa se prender a ela. O mundo é muito dinâmico e está em constante movimento. Todos nós estamos em constante movimento. Por isso, o seu estilo de hoje pode não ser mais interessante amanhã. Basta ficar atento ao retorno que recebe do seu público e àquilo que acelera o seu coração.
William Riga
William Riga é videomaker, fotógrafo, escritor e editor do portal Popmídia Talentos: www.popmidia.com.br 

Twitter: @WilliamRiga – Email: info@popmidia.com.br


Fonte http://www.popmidia.com.br/talentos/como-desenvolver-sua-personalidade-artistica/

terça-feira, 5 de julho de 2016

CAMPO DE ATUAÇÃO DO MUSEOLOGO É MAIS VASTO DO QUE PARECE

CAMPO DE ATUAÇÃO DO MUSEOLOGO É MAIS VASTO DO QUE PARECE


Reportagem de Geraldo Ribeiro

   Para muita gente, o exercício da atividade de museólogo esta restrito aos museus. Engana-se quem pensa assim. O campo de atuação é bem mais amplo do que parece. Atualmente existem cerca de 5 mil profissionais em atividade no país. Os salários variam de RS 2 mim a RS 5 mil.
     Alem dos museus públicos e privados, que absorvem grande parte da mão de obra, esses profissionais podem atuar ainda em secretarias da cultura, centros culturais, orgaos ligados a preservação do patrimônio histórico, empresas que possuem centro de memorias, na catalogação de coleções particulares e nos atelies de artistas plásticos contemporâneos. Há espaço para eles inclusive na organização de acervos de teatro e redes de TVs.
      __Qualquer instituição, orgao ou lugar que trabalhe com acervo demanda trabalho do museólogo, que não esta restrito aos museus. O campo é vasto__ afirma o professor de museologia da Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio), Ivan Coelho, que cobra a valorização da profissão pelo poder publico.
      O professor, que é tambem decano do Centro de Ciencias Humanas da universidade, diz que quem trabalha nesta area precisa gostar de historia,arte, antropologia e sociologia. (...)
        A profissa, regulamentada desde 1984, cresceu em importancia na ultima decada e meia, com o surgimento de uma politica nacional de museus. Entretanto, Ivan Coelho lamenta que em epocas de crise a cultura é o primeiro setor afetado e os museus sao os primeiros a sofrer o efeito dela.


Fonte: http://extra.globo.com/noticias/educacao/profissoes-de-sucesso/campo-de-atuacao-em-museologia-mais-vasto-do-que-parece-19565173.html

terça-feira, 7 de junho de 2016

"O ARTISTA PAGA ALTO POR LEVAR UMA VIDA NAO CONVENCIONAL"

Vitor Ramil: "O artista paga alto preço por levar uma vida não convencional"

Em artigo, músico e escritor reflete sobre o papel e a imagem dos artistas em um momento de crise política no Brasil

                        Vitor Ramil: "O artista paga alto preço por levar uma vida não convencional" Ana Miranda/Divulgação 

A história é mais ou menos assim: Mark Twain, o escritor norte-americano, estava sentado na varanda de sua casa quando passou um vizinho e perguntou "Descansando, vizinho?", ao que ele respondeu, "Não, trabalhando". Outro dia o mesmo vizinho o viu cortando a grama do jardim e perguntou "Trabalhando, vizinho?", e Twain respondeu, "Não, descansando".

Lembrei dessa historinha para exemplificar a ideia de que o trabalho e o descanso do artista não se parecem com os das demais profissões. Para o senso comum, "artista" nem mesmo parece ser profissão. Para que serve o artista afinal? O sistema não tem, a priori, um lugar para ele. O pintor francês Paul Gauguin trocou uma profissão "de respeito" e rentável para se tornar um pintor destinado a viver e morrer na pobreza e sem reconhecimento. Que julgamento esperar dos contemporâneos de Gauguin senão o de que ele havia enlouquecido, que era um misantropo, um inadaptado?
Série "A cultura no governo":




A sociedade está sempre pronta para receber os engenheiros, os médicos ou os advogados, nunca os artistas. Se um médico pendurar seu diploma em uma parede, entrar e sair rotineiramente pela porta de um consultório em que estiver afixada uma placa com seu nome e especialidade, ninguém dirá que ele não é um médico, seja ele bom ou mau profissional. Para o artista, um diploma e uma porta com seu nome nunca serão o suficiente. Seu reconhecimento dependerá sempre de critérios subjetivos. O que ele faz é artístico? O que é arte afinal? O próprio artista pode passar a vida fazendo-se essas perguntas. O dilema começa cedo. Ninguém pode dizer a uma criança ou a um adolescente se ele é ou será um artista. O artista só ouve a própria voz. Nos tornamos aquilo que somos, disse outro escritor. Mas que difícil é escutar a própria voz, dizer para si mesmo: sou um artista, serei um artista.
Em minha casa, estimulamos muito nossos filhos a seguirem o caminho da arte caso se sentissem vocacionados para tal. Para a nossa alegria e a deles, Ian eIsabel são hoje artistas que muito nos orgulham. Mas sei que na maioria das famílias os pais tremem diante do projeto ou da decisão dos filhos adolescentes de quererem seguir esse caminho. O medo dos pais talvez se origine da percepção de que os jovens não têm experiência de vida suficiente para medir os riscos de uma escolha profissional equivocada ou de difícil trajetória – sem falar que, para muitos, escolher a arte significa simplesmente abrir mão de ter uma profissão "de verdade".
A difícil trajetória para um artista pode ser consequência do valor intrínseco do que ele produz, mas pode também, e talvez principalmente, resultar da dificuldade de inserção num sistema em que a arte é menos necessária que supérflua – daí a importância, para todas as sociedades, da existência de instituições culturais sólidas, aquelas que ambicionam dar à arte seu devido e digno lugar no sistema. Mesmo atuando num contexto adverso, o artista pode ser tido em alta estima. Mas é mais comum que enfrente preconceitos de toda ordem. É moeda corrente que seja taxado como vagabundo, boêmio, preguiçoso e/ou desregrado, por exemplo.
Particularmente considero da maior importância a vagabundagem, a boemia, a preguiça e o desregramento para o fazer artístico. Mas sei que um só desses adjetivos poderia destruir a reputação dos profissionais "respeitáveis" das profissões, digamos, convencionais. O artista paga alto preço por levar uma vida não convencional. Além disso, como para as pessoas em geral a arte está ligada aos momentos de entretenimento, prazer ou mesmo de descanso – aos momentos em que saem da "rotina" –, impõe-se a ideia de que o artista vive só nesses, por esses e desses momentos de lazer, que sua vida é uma festa permanente. Pouco se sabe do fazer artístico, do quão difícil e complexo ele pode ser, de quanta transpiração existe para cada inspiração. Quem não conhece a fábula da cigarra e da formiga?
Por mais que pensemos em culturas diferentes, em países em que a arte seja mais ou menos valorizada, nos EUA de Twain, na França de Gauguin, no Brasil de Noel Rosa – aquele boêmio incorrigível que, tendo vivido apenas 26 anos, criou uma obra genial com potência suficiente para moldar nossa identidade nacional –, não acredito que o papel do artista na sociedade mude muito de um lugar para o outro. No caso do Brasil atual, a dita demonização dos artistas me parece pontual, diz respeito à política. As pessoas estão demonizando umas às outras de um modo que acena com a barbárie, com a falência de um projeto democrático para o país. Por que os artistas seriam poupados dessa insanidade se, em sua maioria, eles se situam no espectro político mais à esquerda, justamente o que agora está sendo julgado?
Mas estou seguro de que aqueles que hoje insultam um Chico Buarque ou um obscuro grupo de teatro de vanguarda sabem, no fundo, que o trabalho desses artistas é da maior importância; sabem que, produzindo cada um a seu modo e com liberdade, eles são fundamentais para a nossa constituição como nação. Uso a expressão "no fundo" de propósito. Talvez o foco agora devesse estar no fundo, talvez precisássemos ir fundo nisso tudo. Que tal irmos e sairmos de lá compartilhando a mais legítima alegria cidadã?


Proxima postagem dia: 14/06 "Fizeram arte no museu"

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

COMO ANDA SUA CRIATIVIDADE?

O texto foi retirado de um site sobre artesanato e achei bem interessante pois acontece mesmo. 
   Vamos a ele:

COMO ANDA SUA CRIATIVIDADE?

  Por Cris Turek em 30 de Janeiro de 2015
 
 
    Olha só, estou aqui de novo com um assunto sério. Alias esse é bem sério: a Criatividade. E a grande pergunta é: por onde anda a sua? Ela está legalzinha?

      Em janeiro, com pique da galera em marcha reduzida, eu aproveitei para aprender um pouco mais. De tudo.

      Nisso que parei para pensar na minha turma querida: por ai, como anda o aprimoramento e a capacitação?
    Inicio de ano é uma época boa para estes assuntos. O ritmo das encomendas diminui um pouco, as pessoas se desligam enquanto saem de ferias e ai sobra aquele tempo importante pra investirmos em nos mesmos.

   A criatividade por exemplo, precisa ser trabalhada ou morre. Para mim ela é como um delicioso e cremoso sorvete. Ou a gente saboreia cada lambida ou ele se esvai, melequento entre os dedos.

     Nestes encontros em que pude participar, observei muitas pessoas preocupadas apenas em pegar todas as dicas prontas e mastigadas para dali sair fazendo tudo exatamente igual. O mesmo formato, a mesma cor, o mesmo tamanho. Esse para mim é o sintoma do sorvete derretido. Ele ainda tem sabor, mas não dá mais para saber lambendo.

   Analisando também nosso espaço da internet, ele é um lugar estranho, né não? Possibilita um campo gigantesco de pesquisa e ao mesmo tempo pode levar ao limbo da criatividade estagnada. 
E muito fácil buscar ideias prontas e  sair repetindo. E atenção; não há nada de errado em buscar inspiração na internet ou em livros e revistas. O detalhe é que um bom artesão tira do seu bau de ideias, aquele pulo do gato que vai transformar o projeto visto em algo inovador e com identidade. Identidade e estilo pesam na hora da venda.
    
    Se o bau anda meio vazio talvez seja porque não estamos exercitando para enchê-lo, só copiando. E como exercitar? Simples: pensando fora da caixa.
   
   Se para nosso trabalho é importante ter foco e prioridades, na hora de exercitar a criatividade temos que voltar a ser crianças e nos lambuzar com aquele sorvete. Olhar os objetos mais estranhos e imaginar artesanato neles, encontrar novas respostas para velhas perguntas, soltar a imaginação sem medo de acertar ou errar, apenas criar.
   
    Olhar o mundo redor e "ver" as coisas e a beleza que há nelas.Ousar, mergulhar de cabeça, perder o medo, testar e se desafiar. experimente:
  • Você pode pegar um papel e rabiscar um desenho, mesmo se não souber desenhar.
  • Ou então comprar uma tela limpa e de repente pintar uma figura sendo Picasso por um dia.
  • Pode também usar o celular e capturar uma imagem dentro da sua casa, depois na sua rua, depois pela cidade. Treine o olhar.
  • Pode brincar com algo que nunca usou, trocar de técnica só pra ver no que dá.   
     Tudo isso fará você abrir a mente e guardar lá novos registros de cores, composições formas. Muitas novas ideias que você aproveitará em futuros projetos. Quando precisar, poderá acessar esses registros mentais e usa-los sem medo de estar copiando.
   
    Fuja de copiar, sala da sombra de artesão criativo, seja alguém. Assim terá sucesso, visibilidade e reconhecimento, deixando para trás aquele rótulo de artesanato do "isso eu já vi por ai".(e é o que mais tem em feirinha de artesanato)

  Lembre que peças iguais caem na vala do preço e peças com identidade de inovação ganham em qualidade.

  Mas me diga, o seu sorvete está gostoso? 
  Esta história de as pessoas darem estas aulas para servirem como modelo e o pessoal copiar tudo certinho acontece mesmo. Discordo dessa pratica completamente. Para mim nesta aulas, nem devia falar tudo tão explicadinho. Tipo: ao falar de cores usadas não precisa especificar, o melhor é falar para usar o pincel e a cor do seu gosto, porém geralmente vivem de patrocinadores dai a propaganda. Muitas vezes fazendo cursos, os insights (ideias novas) surgiam la mesmo e eu inovava. Nada de ficar presos a receita gente. 
    As vezes o que se usa no artesanato pode ser usado num outro trabalho, ou uma receita pode ser incrementada com um ingrediente só sei que dará um sabor especial e assim vai. 
   O bom mesmo é seguir apenas a base, o resto deixa por sua conta, só se não der o mesmo efeito exato, ai sim você tem que seguir a risca se não; esquece! E é isso que faz a pessoa ser um inovador e abrir caminhos.

Fonte: blog Vila do artesão http://us1.campaign-archive2.com/?u=4b0a7ff450c1b85ecdad9c478&id=2239d898cb 

Complemento: como apagar a criatividade


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

DILEMAS DA CURADORIA

  O texto de hoje é sobre o que enfrenta a curadoria atual e como este papel surgiu no Brasil (ele foi editado apenas as partes que falavam sobre exposiçao que ja passaram e nao interfere no contexto)  
  O trabalho do curador de arte passa por desafios e conflitos inerentes a uma época em que o mercado dita as regras. Como atuar entre as questões conceituais e econômicas?

 Dilemas da curadoria

“Ser contemporâneo é estar preso a um paradoxo e, ao mesmo tempo, estar aberto a conflitos e desafios”, afirmou nesta quinta-feira (4/9) o escocês Charles Esche, durante o III Seminário Internacional ARTE!Brasileiros – A Arte Contemporânea no séc. XXI. 
   O evento aconteceu no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.(...)Ele relacionou o processo curatorial com as contradições inerentes à questão que abriu o seminário: o que é ser contemporâneo?
   (...)Esche já declarou que a arte deve ser democrática e não deve ficar confinada em galerias ou submetidas às leis do mercado.
  (...) As relações entre arte e mercado, por si só, ainda são vistas como conflitos e um dos principais desafios a serem enfrentados pelos curadores no mundo contemporâneo.
(...)
Arte x mercado - Para o artista plástico Traplev foi um dos selecionados deste ano para o Laboratório Curatorial da SP-Arte, um espaço para formação de curadores jovens, sob o comando de Adriano Pedrosa. Sua expectativa ao se inscrever para o projeto era justamente poder provocar e realizar uma crítica reflexiva dentro do circuito e do mercado de arte. “Eu atuo como artista desde o início dos anos 2000 e sou editor da publicação recibo, de artes visuais, que já distribuiu mais de 60 mil exemplares gratuitos. Não estou vinculado diretamente ao mercado de arte de galerias, feiras e etc, minha atuação sempre foi paralela a esses contextos”, conta.
   José Augusto Ribeiro, curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo, acredita que tem havido uma “financeirização da vida”, com a economia ditando muitas escolhas, e a arte obviamente tem participado disso. O mercado altera a forma como a arte aparece no jornal e como os trabalhos são adquiridos para a coleção de um museu, por exemplo. “A expansão de mercado contribui. Nunca tivemos tantas galerias em São Paulo, tantos espaços de exposição, tantos artistas e militantes de arte.  
 
   As coisas vão muito bem e muito aquecidas pelo mercado. O contraste é que parece que cada vez tem mais público e, ao mesmo tempo, o lugar público que a arte ocupa está restrito a questões extra-artísticas, que são as econômicas”, analisa.
  Nesse sentido, um desafio dos curadores hoje em dia, para Ribeiro, é montar um quadro pertinente à teoria e à história da arte. “Talvez uma tarefa seja devolver relevância a essas disciplinas e armar um debate para a agenda pública”, diz, refletindo que o espaço da crítica de arte migrou para a figura do curador, hoje uma figura muito responsável pela visibilidade e circulação de determinados trabalhos. “O compromisso do curador deve ser com o trabalho de arte, mas hoje ele faz parte, é influenciado e influencia o mercado.”
   O desaparecimento da crítica de arte nos meios de comunicação também é apontado pelo professor Martin Grossmann, coordenador do Fórum Permanente: Museus de Arte entre o Público e o Privado, como um fator para o empoderamento do curador no circuito da arte. “A gênese da curadoria está dentro de um momento da história, na década de 1960, na Europa, quando os curadores transitavam muito mais entre os museus e os espaços alternativos. A relação com o mercado vai se fortalecer a partir dos anos 1980/90. É quando a cultura, no Brasil, deixa de ser ornamento e quando a política pública entende que a cultura é economia. A globalização tem um efeito muito marcante na conceituação do que é arte e o que é cultura. E a economia acaba formatando o curador”, afirma.
Entender o seu papel diante dessas dimensões, desse campo cultural mas que também é econômico, é um dos principais desafios dos curadores hoje, segundo Grossmann, e entra no âmbito da ética. “Por exemplo, um curador que dá assessoria a uma galeria e também para espaços públicos de arte faz o mesmo trabalho para o mercado privado e para o público. Ele não pode ser ingênuo diante disso, ou irresponsável”, defende.
    Para o professor, o curador, assim como mediador, como um gestor cultural, como um educador, precisa estar atento às características dessas condições. “Ele precisa estar bem informado sobre tudo isso e, ao fazer a mediação, alertar o público diante dessas contradições.”
    Na abertura do III Seminário Internacional ARTE!Brasileiros, o diretor do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron, levantou outra questão que os curadores encontram hoje em dia: a desconstrução da curadoria frente aos novos formatos de construção colaborativa. Um debate que, segundo ele, ainda não tem respostas.
Fonte: http://www.culturaemercado.com.br/destaque/curadoria-em-questao/

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

CONVERSANDO SOBRE ARTE

    Hoje a postagem é minha e vai o assunto vai ser arte, profissao, enfin. Domingo assinti no canal arte1 um documentario produzido ou chamado arte.tv que falava sobre o contemporaneo e achei varias falas interessantes pela que nao consegui acha-lo e varios nomes vao me fugir aqui entao peço desculpas.

       CONVERSANDO SOBRE ARTE
 
  Ele ja começou com uma fala do artista Tunga dizendo que a arte nao tem significado mas quando uma pessoa chega perto de um trabalho e há uma sintonia entre ambos entao os sentidos e as formas surgem e há ali uma comunicaçao, pois teve uma ali para observar e um objeto que a tocava de alguma forma resumindo arte é uma troca de sensaçoes sentimentos entre pessoa e objeto.
  Em seguida vem uma historiadora e diz que a arte é constantemente produtiva, pois sempre existe alguem a realizando, nao há uma sequencia logica para ela é como se fosse uma constelaçao que ao olhar uma pessoa vem e ve uma constelação neste conjunto de estrelas e destas constelações surgem os grupos de estrela, o mesmo ocorre com os periodos artisticos, eles sao nomeados e definidos por grupos de pessoas que a classificam e como neste momento estamos vivendo uma arte contemporanea do nosso tempo ainda nao temos a dimensao e noção para classifica-la pos não houve o tempo para estar atenta a ela. (Sendo assim, tudo que fazemos, a cultura que construimos, o patrimonio artistico e cultural que conhecemos hoje tudo foi agrupado e selecionado e de certa forma algo acabou sendo excluido. Imagina quantos trabalhos foram produzidos e pessoas fizeram coisas interessantes que se perderam ou que nao chegaram a ser vistos com este olhar de classificaçao. Sendo assim, ao meu ver por darmos muito valor a estas classificaçoes e grupos ja reconhecidos que acabamos ignorando os outros objetos artisticos e patrimoniais.  Por isso, muita gente tem medo de interpretar a arte por terem medo de pensar errado e de certa forma acabam se excluido e excluido a possibilidade de gostar de algo por ele nao ter certos valores artisticos, patrimoniais. Ao mesmo tempo nós seres humanos nao podemos de certa forma guardar de tudo consequentemente há essa necessidade de classificaçao mesmo que seja exclusoria pois é impossivel contemplar tudo e todos).    
    Mas mesmo assim se faz necessaria a educação artistica, cultural no Brasil pois como diz Felipe (curador acho que mam do rj) no video apesar da produçao brasileira em relação a pratica ter  crescido muito, não existe tantos brasileiros que falem sobre nossa produçao entao se assim continuar ficaremos "produzindo objetos" para os outros.
P  Este assunto pode parecer meio sem noção pois estamos falando de arte porem ambos (arte e conservação) se conjugam. E dai cai no mesmo problema da falta de teoricos para discutir e falar de arte. Se nao temos quem a valorize como ter profissionais que as conservem para preservar para a posteridade.
  Nao sei se me fiz expressar bem mas o assunto de hoje foi este. Espero que pelo menos um pouquinho dele tenha tocado alguem, ate mais....

Proxima Postagem 23/12 Museus e crianças

terça-feira, 8 de julho de 2014

SOBRE A POLEMICA PROPAGANDA DO REMEDIO ANADOR E OUTROS (pre) CONCEITOSonceitos (sobre museus e arte)

 
 Propaganda do remédio Anador

  A postagem de hoje não é para fazer propaganda contra ou a favor desta marca e sim  para falar sobre o preconceito existente em relação as instituições artísticas e a própria arte. Quem ai já não ouviu falar que "Quem vive de passado é museu", agora a expressão a cima "Quem fica parado no tempo é museu", se professor não é profissão imagina professor de arte ou artista que fica divagando ou perambulando e rabiscando por ai?
  Primeiro farei alguns esclarecimentos sobre as artes depois sobre estas expressões: Primeiro que todo professor trabalha sim e muito alem da sala de aula isso sem contar que as vezes o pessoal acha q eles tem que virar pai dos alunos ne. Professor de artes e artistas vivem de afetação (fatos que mexem com o seu ser) por isso eles precisam buscar inspiração não é num lugar fechado e sim andando por ai, viajando e lendo o livro pois do contrario eles não se sensibilizam, precisam de experiência do seu entorno, ainda mais quando precisam viver do seu trabalho que já não é fácil. 
   Já sobre as frases a cima, se quem vive de passado é museu ou se ele fica parado no tempo como explicar os museus de Arte Contemporanea que estão espalhados por todo o Brasil, os museus interativos tais como o da Língua Portuguesa, enfim, eles mostram o passado é? Só se for o de ontem.   
  Mesmo os museus do "antigo" precisam se atualizar e estão sempre oferecendo oficinas ou criando alguma interação/novidade para seu publico que muitas vezes não vão visita-los. Então quem fica atrasado e parado no tempo é justamente esse pessoal que tem este pensamento.
   Museu é um espaço formador de opinião (é uma escola não formal) assim como as escolas então não podem parar, têm que acompanhar os acontecimentos.
   Vamos pensar melhor nisso e abrirmos mais nossa mente que esta atrasada? Concordam.

Ate a próxima


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A CULTURA É INULTIL, FELIZMENTE, por Juan Peces

   Artes, Filosofia, Dança, artesanato... Nao interpretem mal gente, a inutilidade ai se da no caso de ela (a cultura)despertar aquela pergunta "mas voce faz o que para viver" ou seja, cultura enriquece a pessoa intelectualmente porem nem sempre é rentavel e tem que gostar mesmo para se sobressair a tantas criticas e dificuldades. Leiam que o texto é interessante. E ainda bem mesmo que ela é inutil!!! :)

A cultura é inútil, felizmente, por Juan Peces

              Uma imagem composta para representar a leitura e a cultura em geral como um refúgio. 

Uma imagem composta para representar a leitura e a cultura em geral como um refúgio.

   O noticiário policial de 26 de dezembro de 2013 em Paris relata que um escritor desesperado, farto de instituições indiferentes à sua paixão pela cultura, arremessou seu carro contra os portões gradeados do Palácio do Eliseu. O motorista, Attilio Maggiulli, não pôde suportar o que considerava um desprezo oficial ao projeto da sua vida, o Théâtre de la Comédie Italiénne – que perdeu quase 50% de financiamento público em três anos –, e não encontrou melhor maneira de apresentar suas queixas do que carimbar sua indignação contra a residência oficial da presidência da República Francesa.

   Até aqui tem-se o resumo da história de Maggiulli. A notícia remete, no entanto, à história de outro escritor indignado, o professor italiano Nuccio Ordine* (nascido em Diamante, região da Calábria, daí o nome Diamante Ordine em sua certidão de batismo). Com personagens iguais ou parecidos – uma cultura apunhalada, uma educação asfixiada e um povo adormecido –, Ordine, de 55 anos, preferiu usar a palavra para atacar a ignorância das instituições e alertar sobre seus efeitos para a cidadania. Se deixarmos que nos roubem o legado de nossos antepassados e que se mutile o conhecimento, alerta, não apenas deixaremos de ser pessoas cultas, como também todas as gerações futuras deixarão de ser pessoas em sentido estrito.

    O veículo usado por Ordine para seu grito profético é o manifesto chamado L’utilità dell’inutile (“A utilidade do inútil”, sem tradução no Brasil).(...)
   
   O filósofo italiano Nuccio Ordine. / EFEA tese central do livro pode ser resumida na ideia de que a literatura, a filosofia e outros conhecimentos humanísticos e científicos, longe de serem inúteis – como se poderia deduzir por seu progressivo isolamento nos planos educacionais e nos orçamentos ministeriais –, são imprescindíveis. 

“O fato de [tais conhecimentos] serem imunes a qualquer expectativa de benefício” representa, segundo o autor, “uma forma de resistência aos egoísmos do presente, um antídoto contra a barbárie do útil, que chegou a corromper inclusive nossas relações sociais e nossos afetos íntimos”.


O filósofo  italiano Nuccio Ordine./  EFE

Como em um coro grego, Nuccio Ordine monta uma defesa do conhecimento apoiando-se nos autores que o precederam em sua empreitada. Dante, Petrarca, (...), Hugo, Montaigne… Eles são recrutados e contextualizados para mostrar “o peso ilusório da posse e seus efeitos devastadores sobre a dignitas hominis, o amor e a verdade”.

Por que este livro? “Há 24 anos venho tentando convencer meus alunos de que não se frequenta a universidade para obter um diploma, mas para tentarmos ser melhores, isto é, para aprendermos a raciocinar de forma independente.” Para Ordine, a transmissão do amor pelo conhecimento é um esporte de combate. E isso implica desmontar algumas ideias materialistas difundidas pelo sistema capitalista. “As pessoas pensam que a felicidade é um produto do dinheiro. Estão enganadas!”, afirma.

Tal pretensão já se estendeu para todos os âmbitos. “O utilitarismo invadiu espaços aonde nunca deveria ter entrado, como as instituições educativas”, denuncia o professor. E alerta: “Quando se reduz o orçamento para as universidades, escolas, teatros, pesquisas arqueológicas e bibliotecas, a excelência de um país está sendo diminuída, eliminando qualquer possibilidade de formar toda uma geração”.

O autor também se apoia em um discurso de Victor Hugo – em 1848! – diante da própria Assembleia Constituinte da França, onde o escritor pronunciou estas palavras: “As reduções propostas no orçamento especial das ciências, das letras e das artes são duplamente perversas. São insignificantes do ponto de vista financeiro, e nocivas de todos os outros pontos de vista”. Ordine diz que, ao ler esse discurso, deu um pulo até o teto e se apropriou das teses de Hugo ao afirmar (exclamar, na verdade) que “nas épocas de crise é que se deve dobrar o orçamento para a cultura!”.

O manifesto inclui também um texto premonitório de Abraham Flexner, publicado em 1939, que prega a importância da ciência. “Queria que ficasse claro que a defesa do inútil [o que não é ligado ao objetivo de lucro] não diz respeito somente a escritores e humanistas, mas é uma luta que também preocupa os cientistas”, explica Ordine. “O Estado não pode renunciar à ciência básica [por causa dos benefícios advindos]; por isso escrevi um capítulo dedicado às universidades entendidas como empresas.”

A Utilidade do Inútil não é apenas uma série de argumentos contra a tendência ao utilitarismo ou o “comércio satânico” (Baudelaire): é também um manual para superar o que o autor do livro chama de “o inverno da consciência” e para lembrar, com Montaigne, que “é o desfrutar, não o possuir, que nos faz felizes”.

*Nuccio Ordine é filósofo e professor de literatura italiana da Universidade da Calábria. Lecionou na Universidade Yale, na Universidade de Nova York, na Sorbonne (Paris) e no Instituto Warburg (Londres). Desde 2012, é cavaleiro da Legião de Honra francesa. A Utilidade do Inútil é o seu mais recente ensaio.

Fonte: El País

http://defender.org.br/artigos/a-cultura-e-inutil-felizmente-por-juan-peces/

 

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