Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A RELAÇÃO ILUSTRADOR X MERCADO DE TRABALHO

Oi Gente, Boa Noite.

Resolvi tentar ressuscitar o blog e tentar pelo menos voltar a publicar 1 vez por mês, (antes publicava toda semana). Para mim, por postar muito fui achando menos noticias e também cá entre nós, o facebook foi facilitando postagens para publicações nele e tirando as atenções do site, além do que meu trabalho também tirou minhas horas vagas para pesquisa e publicações. Mas deixando o desabafo de lado, vamos lá:

 A Relação do Ilustrador com o Mercado de Trabalho

(retirado do blog da ABRA) 

Como saber se escolhendo a Ilustração como profissão você estará no caminho certo?
Com a chamada “economia criativa” em plena expansão, a nova era do marketing e a popularização do empreendedorismo, em nossa opinião, esta é uma das áreas que definitivamente mais cresce no cenário atual.

Mas, claro que uma decisão importante como esta deve ser muito bem pensada porque afinal falamos de carreira.

O objetivo deste texto é esclarecer alguns pontos da profissão de Ilustrador e certamente vai dar uma luz para você que está pensando em se jogar de vez no mundo dos desenhos e ilustrações.

Partimos então de que para atuar com ilustração, é muito importante (quase que imprescindível) que você saiba desenhar, então, se você ainda não tem esta habilidade desenvolvida, procure aperfeiçoa-la com um curso ou oficinas que, com certeza, fará grande diferença na sua carreira como Ilustrador.

Ao mesmo tempo, a ilustração na sua concepção, não está apoiada apenas no desenho. A Ilustração pode ser representada por qualquer meio visual que ilustre um tema, um assunto, uma história etc.

Designers, fotógrafos, muralistas, entre outros tipos de artistas também são considerados ilustradores, o design e as artes visuais estão totalmente ligados à ilustração.

O Ilustrador é o elemento chave que conecta ideias e as representa em estampas, logotipos, gravuras, ideias e conceitos, apenas utilizando a sua maior habilidade que é criar com intenção.

Seja como fixo em alguma agência de publicidade&propaganda ou como ilustrador freelancer, este profissional pode se desenvolver produzindo desde embalagens, novos produtos, personagens de desenhos, comerciais ou games.

O QUE FAZ UM ILUSTRADOR?
Um ilustrador normalmente pode atuar em várias frentes, então, ele produz identidades visuais de marcas, ilustrações como elementos gráficos, storyboards, concepts de cenários, personagens, realiza pintura digital de imagens, ilustração vetorial, animação 2D, materiais para aulas EAD, fotomontagens, entre outras atividades – tendo como base sempre o desenho.


QUANTO GANHA?
A faixa salarial de um(a) Ilustrador(a) varia de R$ 2.500 a R$10.000,00 dependendo do nível e tempo de atuação do profissional.


PERFIL E CARACTERÍSTICAS DO PROFISSIONAL
Dominar os principais softwares de ilustração e edição de imagens como Adobe Photoshop, Illustrator é fundamental, além disso, deverá dominar a pintura digital, ter noções avançadas de luz e sombra, perspectiva, composição de cena, anatomia, ter flexibilidade de estilos e traços.


Perfis mais avançados já possuem outros aspectos como diferenciais, que envolvem conhecimentos técnicos em edição de vídeo, Motion Graphics, animação 2D e/ou 3D, Flash, web design, experiência na área e portfólio.

Graduação ou curso equivalente na área de Design, ilustração, desenho ou animação, também ajudam bastante na hora de uma colocação profissional.


FONTE: http://www.abraonline.com.br/artigos/ilustracao_mercado_de_trabalho/ 

(Programei postagens para os proximos 3 meses)

Proxima postagem: 07/09 27 Profissões Ligadas ao Desenho





terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O IMPACTO DO ENSINO DE ARTE (ou da falta dele) NA PERCEPÇÃO DO MUNDO - (Parte 1)

 O texto inicialmente pode ate parecer nao falar sobre o assunto do titulo porem quando chega na copia do texto da autora propriamente dito ai sim podemos entender do que se trata

O IMPACTO DO ENSINO DE ARTE (ou da falta dele) NA PERCEPÇÃO DO MUNDO
 
"A arte é o casamento do ideal e do real. Fazer arte é um ramo da artesania. Artistas são artesãos, mais próximos dos carpinteiros e dos soldadores do que dos intelectuais e dos acadêmicos, com sua retórica inflacionada e autorreferencial. A arte usa os sentidos e a eles fala. Funda-se no mundo físico tangível." - Camille Paglia, Imagens cintilantes
 
(...). Polêmica até por afirmar que há gêneros. A escritora norte-americana Camille Paglia é conhecida por desafiar as ideias em voga nos mais diversos campos. Professora de Humanidades e Estudos Midiáticos da University of the Arts da Filadélfia, é autora de obras que misturam cultura pop, história da arte, sexualidade e os diferentes meios que tornam o homem um espectador: seja na frente da televisão, de um Pollock ou de sua própria vida. 

Em sua mais recente obra, Imagens cintilantes — uma viagem através da arte desde o Egito a ‘Star Wars’ (Apicuri, 2014), Camille retorna ao local que a consagrou, a crítica à arte contemporânea. No livro, a autora de Personas sexuais analisa 29 obras que considera fundamentais na história da arte e afirma, com certa decepção, que os jovens deixaram ofícios como a pintura e a escultura para emprestar sua lealdade à tecnologia e ao design industrial.

Em entrevista, Paglia resumiu o panorama que motivou a produção do livro: “O olho sofre com anúncios piscando na rede. Para se defender, o cérebro fecha avenidas inteiras de observação e intuição. A experiência digital é chamada interativa, mas o que eu vejo como professora é uma crescente passividade dos jovens, bombardeados com os estímulos caóticos de seus aparelhos digitais. Pior: eles se tornam tão dependentes da comunicação textual e correio eletrônico que estão perdendo a linguagem do corpo.” De acordo com ela, esta degeneração gradativa da percepção/expressão tem um grande inimigo: o mercado – das galerias às instituições de ensino.

Segundo a norte-americana, este mercado não é apenas um objeto a ser combatido, mas sim um profundo problema de visão sobre a vida, que parte, também, do espectador. Ensinado a enxergar o mundo apenas de forma política e ideológica, o homem contemporâneo teria perdido a esfera do sensível, do invisível, do metafísico. A isso, somam-se a rapidez da tecnologia e a promessa de lucro aos artistas, que acabam trocando o lento processo de aprendizado por contratos exclusivos ou por telas digitais.
Longe de ser uma questão restrita a quadros e esculturas, este contexto de constante estímulo atinge a sociedade como um todo, como Camille argumenta logo na introdução da obra:
“A vida moderna é um mar de imagens. Nossos olhos são inundados por figuras reluzentes e blocos de texto explodindo sobre nós por todos os lados. O cérebro, superestimulado, deve se adaptar rapidamente para conseguir processar esse rodopiante bombardeio de dados desconexos. A cultura no mundo desenvolvido é hoje definida, em ampla medida, pela onipresente mídia de massa e pelos aparelhos eletrônicos servilmente monitorados por seus proprietários. A intensa expansão da comunicação global instantânea pode ter concedido espaço a um grande número de vozes individuais, mas, paradoxalmente, esta mesma individualidade se vê na ameaça de sucumbir.

Como sobreviver nesta era da vertigem?  Precisamos reaprender a ver. Em meio à tamanha e neurótica poluição visual, é essencial encontrar o foco, a base da estabilidade, da identidade e da direção na vida. As crianças, sobretudo, merecem ser salvas deste turbilhão de imagens tremeluzentes que as vicia em distrações sedutoras e fazem a realidade social, com seus deveres e preocupações éticas, parecer estúpida e fútil. A única maneira de ensinar o foco é oferecer aos olhos oportunidades de percepção estável – e o melhor caminho para isso é a contemplação da arte.”

Ainda em seu texto introdutório, Camille critica as instituições de ensino por falharem completamente no ensino da visão que nos tiraria desta vertigem. Se precisamos reaprender a ver, as faculdades de arte, para ela, poderiam ser consideradas mais um empecilho do que uma parceira nesta tarefa. Leia, abaixo, o que ela tem dizer sobre isso a partir de excerto do livro Imagens cintilantes

“É de uma obviedade alarmante que as escolas públicas norte-americanas têm feito um mau serviço na educação artística dos estudantes. Da pré-escola em diante, a arte é tratada como uma prática terapêutica – projetos com cartolina do tipo “faça você mesmo” e pinturas com os dedos para liberar a criatividade oculta das crianças. Mas o que de fato faz falta é um quadro histórico de conhecimentos objetivos acerca da arte.  As esporádicas excursões ao museu, mesmo que haja um por perto, são inadequadas. Os cursos de história da arte deveriam ser integrados  ao currículo do ensino primário, fundamental e médio  - uma introdução básica à grande arte e a seus estilos e símbolos. O movimento multiculturalista que se seguiu à década de 1960 ofereceu uma tremenda oportunidade para expandir o nosso conhecimento do mundo da arte, mas suas abordagens têm com demasiada frequência sacrificado a erudição e a cronologia em favor de um partidarismo sentimental e de queixumes rotineiros.

 Continua dia 03-03...


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

PRECISAMOS FALAR DE IMAGEM (PARTE 2)

Continuando o Texto de terça passada...

o entrarei aqui na história do quadro, cujo título é uma espécie de falsa legenda, já que não se trata ali de uma ronda propriamente dita nem de uma cena noturna. A fotografia me atrai por dois motivos: em primeiro lugar porque a pintura sempre retorna para assombrar a imagem digital, e é exatamente assim, como coisa assombrosa, ao mesmo tempo distante e presente, que o quadro comparece na foto; por outro lado, a cena é emblemática de um problema bastante contemporâneo: como chegar a fazer com que uma imagem seja reconhecida em sua potência, seja realmente vista em meio à algazarra do visível? O desafio da formação de público se encontra aí com o problema ainda mais escorregadio da formação do olhar.

Diante da perda de prestígio cultural do campo artístico, muitos museus redefiniram sua missão cultural tentando e testando o ajuste entre essas duas questões – vale lembrar que o Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR) criou a sua Escola do Olhar –, aliando a necessidade de formação de público a certa pedagogia do olhar. Sem diminuir a importância desses programas, em alguns dos quais já participei como artista, e reconhecendo o importante desafio que assumem, há também na proliferação veloz dessas iniciativas o risco de transformação dos museus em entidade pedagógica e da arte em aula infinita.

Independentemente da classe social ou do público que se pretende atrair para dentro dos museus, nem sempre os procedimentos propiciam de fato uma experiência do olhar. Ocorre muito quando, desajeitada ou apressadamente, tenta-se facilitar a compreensão das obras lançando mão de recursos lúdicos não tão cuidadosamente formulados como deveriam. Nos piores casos, a arte se transforma em pretexto luxuoso para atividades colaterais que infantilizam o espectador. O espectador emancipado fica aprisionado nos projetos de emancipação do seu próprio olhar.

Voltando aos jovens visitantes do Rijksmuseum, o fato de estarem de costas e desatentos ao quadro não significa que estejam rejeitando a pintura de Rembrandt. Irritados com os comentários agressivos, funcionários do Rijksmuseum esclareceram no Facebook que aquelas pessoas estavam na verdade consultando em seus celulares o novo aplicativo do museu, portanto continuavam interessadas no quadro, provavelmente em sua história, podendo também ampliar partes e detalhes, conforme as possibilidades do aplicativo.

Podemos questionar a pertinência, a necessidade ou a importância desse tipo de aplicativo para a formação do olhar, mas, apesar da indignação generalizada, é bem pouco provável que o novo app do Rijksmuseum seja mais nocivo do que um audioguia mal preparado ou um texto de parede excessivamente pedagógico. Lembro de um professor que acompanhava minha turma do Liceo Gaudenzio Ferrari à Galleria degli Uffizzi, em Florença, e falava tanto que desviava nossos olhos. É claro, a voz de um professor também é capaz de aproximar o olho da potência do que é visto, assim como os novos aplicativos também têm permitido aos pesquisadores e professores de História da Arte uma visualização dos meandros da pintura ampliando detalhes como nunca antes havia sido possível. Oferecem a possibilidade de um contato visual exploratório, quase arqueológico.

Interessa também não descolar totalmente o debate em torno das tecnologias de visão do contexto universitário do ensino de arte, já que no Brasil dependemos fortemente da reprodução de imagens. Assim, o problema se desviaria da recusa enojada ou do deslumbramento fútil com os novos aparatos de visualização, levando em conta que visualizar não é o mesmo que perceber. Tanto o olhar supersônico quanto o excesso de informação biográfica não garantem por si sós uma percepção mais apurada nem um encontro decisivo com um fato ou objeto artístico. Se o problema da formação do olhar dependesse exclusivamente do incremento ótico, não precisaríamos das histórias da arte, da arqueologia, dos antropólogos da imagem ou da própria crítica.

Por outro lado, é ingênuo acreditar que somos capazes de uma experiência puramente visual do visível. Não existe uma tal ilha da pureza sensorial fora da condição mediada da imagem na qual, por bem ou por mal, estamos instalados. Não há como escapar inteiramente dos “aplicativos” que orientam a compreensão de uma imagem, sejam eles os tradicionais guias turísticos, os discursos históricos, as ferramentas conceituais da teoria da arte, a pedagogia museológica ou nossa própria inércia perceptiva.
   O acesso à porção invisível do visível não passa necessariamente pelo aumento da capacidade ótica ou pela erudição desenfreada, mas por certa cautela diante da imagem. Como sugere John Berger, talvez seja uma boa hora para perguntas ingênuas cujas respostas podem ser tudo menos simples. O que impele a pintar, desde o Paleolítico até os nossos dias? O que toda pintura têm em comum?

Talvez um olhar digressivo, uma aproximação ao mundo imaginal – nas brechas entre o material e o espiritual – dos ícones bizantinos, um olhar demorado sobre o retrato espantosamente próximo de uma jovem do primeiro século em El Fayoum, ou o espanto produzido pelas pinturas pré-históricas cada vez mais recuadas no tempo, ajudem a desarmar algumas armadilhas do visível que nos rodeia.

Laura é artista visual e escritora, professora adjunta do departamento de Teoria do teatro da UNIRio

Fonte:http://www.blogdoims.com.br/#ims/precisamos-falar-sobre-as-imagens?&_suid=1419000661022011116145009446304

   Pensando sobre as questoes levantadas no texto, geralmente achamos que quem vai ao museu é gente interessanda em ver o que tem la dentro, ver sua arte e tal. Porem nem sempre isso acontece, as pessoas nem sempre estao preparadas para ver e pensar sobre as imagens e o que veem. Lembrei que pessoas tambem vao ao museu porque por obrigaçao e sem interesse do que tem la dentro, vai numa exposiçao porque esta "bombando" e para mostrar que apenas foi no caso de selfs e localizadores. Vendo esta imagem das crianças no museu, será que o quadro por si so nao é tao atrativo que é necessario se apegar a um aplicativo, será que nao podemos ver a imagem e refletir o que ela representa para nos pessoalmente tendo que ler informaçoes extras sobre ela. Isso ate podemos fazer sim mas depois ou antes que escolhemos nossas imagens preferidas e saimos do museu. Nao sei o que dizer, apenas fico pensativa sobre isso... Será que estou ficando atrasada no tempo por nao querer me apropriar destas tecnologias?! Adoro computador mas a ponto de deixar de ver imagens presenciais para ficar com as virtuais não. Pode ser que eles estao anotando suas percepçoes no bloco de notas virtual né como faço ao ir nas expos e posso passar a mesma impressao que eles. Nao sei, é tudo muito questionador. 

Proximo: DIlemas da curadoria é o proximo texto do dia 20/01

 

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