Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 21 de junho de 2011

SOBRE A GRAVURA

                                              Gravura e matriz de linoleo (linoleogravura)

Este texto é sobre uma das tecnicas de arte mais antigas da humanidade: a Gravura.  Esta em uma primeira olhada parece uma tecnica simples porém para faze-la requer grande habilidade pois a gravura se destaca pela possibilidade de reprodução e esta copias necessitam de serem as mais aproximadas possiveis uma das outras quanto a sua aparência e foi isto que me pegou: a dificuldade de imprimi-las e quanto mais colorida mais a gravura exige do seu gravador pois as cores são colocadas uma de cada vez necessitando um encaixe perfeito. E por eu ter tido estas dificuldades quando aprendi que me fazem admirar mais ainda estas imagens.
 Vamos ao texto: 
  • Gravura: conceito, história e técnicas 
Mauro Andriole
    
O termo "gravura" é muito conhecido pela maioria das pessoas, no entanto, as várias modalidades que constituem esse gênero, costumam confundir-se entre si, ou com outras formas de reprodução gráfica de imagens. Isto faz da gravura uma velha conhecida, da qual pouco sabemos de fato.
     De um modo geral, chama-se "gravura" o múltiplo de uma Obra de Arte, reproduzida a partir de uma matriz. Mas trata-se aqui de um reprodução "numerada e assinada uma a uma", compondo desta forma uma edição restrita, diferente do "poster", que é um produto de processos gráficos automáticos, e reproduzido em larga escala sem a intervenção do artista.
Um carimbo pode ser a matriz de uma gravura, a grosso modo. Mas quando esse "carimbo" é fruto da elaboração e manipulação minuciosa de um artista, temos um "original" - uma matriz - de onde surgirão as imagens que levarão um título, uma assinatura, a data e a numeração que a identificam dentro da produção desse artista: torna-se uma Obra de Arte.
     Cada imagem reproduzida desta forma, é única em si, independentemente de suas cópias, consequentemente, cada gravura "é única", é uma Obra original assinada. O fato de haver cópias da mesma imagem, nada tem a ver com a questão de sua originalidade. Ao contrário disso, a arte da gravura está justamente na perícia da reprodução da imagem, na fidelidade entre as cópias, este é um dos fatores que distinguem o artista "gravador".
     Quando falamos de gravura, temos em mente um processo inteiramente artesanal. Desde a confecção da matriz, até o resultado final da imagem impressa no papel, a mão do artista está em contato com a Obra.
Depois de impressa, cada gravura recebe a avaliação particular do artista, que corrige os efeitos visuais ou os tons e cores, ou ainda, acrescenta ou elimina elementos que reforcem o caráter que quer dar à imagem.
     Quando a imagem chega ao "ponto", define-se a quantidade de cópias para a edição. As gravuras editadas são assinadas, numeradas e datadas pelo próprio artista. Em geral a numeração aparece no canto inferior esquerdo da gravura - 1/ 100, ou 32/ 50 por exemplo - isto indica o número do exemplar (1 ou 32), e quantas cópias foram produzidas daquela imagem (100 ou 50). O número de cópias varia muito, e depende de fatores imprevisíveis, que vão desde a possibilidade técnica que cada modalidade permite, ou também da demanda "comercial", ou do desejo do artista apenas. Grandes edições não chegam a 300 cópias, mas em geral o número é muito menor, ficando por volta de 100. Gravuras em Metal costumam ser as de menor tiragem, devido ao desgaste da matriz, que não costuma agüentar muito mais de 50 cópias.
     Outras indicações também são usadas em gravuras: PI (prova do impressor), BPI (boa para impressão, quando chega-se ao resultado desejado para todas as cópias), PE (prova de estado, que indica uma etapa da imagem antes de sua configuração final), PCOR ( prova de cor, correspondendo à investigação de combinações de cores e tons), e também PA (prova do artista, que representa um percentual que o artista separa para seu acervo, em geral 10% da edição)
Além do trabalho do artista, há também a preciosa atuação do "impressor", uma figura que está atrás do pano, por assim dizer, alguém que não cria a imagem, tampouco assina a Obra, mas faz com que ela "apareça" aos olhos do artista, literalmente.
      O impressor é quem domina os segredos do "processamento da matriz e da reprodução fiel das cópias". Há artistas impressores também, mas no geral, a gravura é fruto de um trabalho coletivo.
    A gravura é um meio de expressão que sempre ocupou lugar de destaque na produção da maioria dos artistas, pois possui características sem equivalência em outras modalidades artísticas. Suas operações sofisticadas e a invenção dos métodos de imprimir, e das próprias prensas, fizeram do ofício do artista gravador um misto de gênio da criação, com engenheiro e alquimista. Não é difícil imaginar as dificuldades de produção de uma gravura em Metal, ou Litografia em épocas que eram iluminadas a fogo, num tempo em que a carroça e o cavalo eram os transportes mais comuns nas grandes cidades, e que nada se sabia sobre plástico ou nem se imaginava a possibilidade de comprar uma lixadeira elétrica na loja de ferragens.
    A Arte da gravura exigia conhecimentos que iam muito além do seu próprio universo. E igualmente, sua penetração na sociedade nada tinha de comum com o que hoje observamos, daí seu alto valor como técnica e conhecimento dentro das atividades humanas num mundo pré-industrial.
    A gravura serviu de laboratório para grandes idéias e para veicular ideais com maior facilidade, criando interação entre camadas distintas da sociedade.
A interação do artista com o impressor pode comparar-se a do maestro com o músico durante uma sinfonia. Cada um é mestre em seu ofício, e não há mérito maior para um ou para outro, senão o de "juntos" obterem a Obra de Arte.
   Existem vários tipos de gravura, ou, técnicas distintas de reproduzir uma Obra. As mais utilizadas pelos artistas são: a gravura em Metal, a Litografia, a Xilografia, o Linóleo e a Serigrafia.
    Daremos uma breve descrição destas modalidades de gravura, apenas como uma aproximação inicial, levando em consideração que o estudo aprofundado exigiria muito mais tempo e formas específicas que fogem completamente do propósito deste artigo. De alguma forma, contudo, investigaremos o fascinante universo da gravura e comprovaremos que ela é objeto de grande valor na história humana.
  • METAL ou Calcogravura
Calcogravura 
    A gravura em Metal é uma das mais antigas, temos Obras nesta técnica, produzidas por vários gênios da Renascença, como Albert Dürer por exemplo, datando de 1500 d.C.
    A técnica do Metal consiste na "gravação" de uma imagem sobre uma chapa de cobre. Os meios de obter a imagem sobre a chapa são muitos, e não seria exagero dizer que são quase "infinitos", pois cada artista desenvolve seu procedimento pessoal no trato com o cobre. De um modo geral, o artista faz o desenho por meio de uma ponta seca - um instrumento de metal semelhante a uma grande agulha que serve de "caneta ou lápis". A ponta seca risca a chapa, que tem a superfície polida, e esses traços formam sulcos, micro concavidades, de modo a reterem a tinta, que será transferida através de uma grande pressão, imprimindo assim, a imagem no papel.
     Esta não é a única forma de trabalhar com o Metal, como dissemos antes, mas é um procedimento muito usual para os gravadores. Além de ferir a chapa de cobre com a ponta seca, obtendo o desenho, a chapa também pode receber banhos de ácido, que provocam corrosão em sua superfície, criando assim outro tipo de concavidades, e consequentemente, efeitos visuais. Desta forma o artista obtém gradações de tom e uma infinidade de texturas visuais. Consegue-se assim uma gama de tons que vai do mais claro, até o mais profundo escuro.
     Os dois procedimentos, a ponta seca e os banhos de ácido, são usados em conjunto, e além destes, ainda há outros mais sofisticados, mas que exigem longas explicações, pois envolvem a descrição de operações muito complexas. A ponta seca é o instrumento mais comum, mas existem vários outros para gravar o cobre, cada qual conferindo um possibilidade diferente ao artista.
  • LITOGRAFIA (Lito=pedra)
          A Litografia surge por volta de 1797, inventada por Alois Senefelder.
Desta vez, a matriz a partir da qual se reproduzem as cópias é uma pedra, que é igualmente polida, como o cobre, e que também receberá banhos corrosivos que criarão micro sulcos para reter a tinta que será impressa no papel.
       O processo de gravação na pedra litográfica se dá primeiramente através da utilização de material oleoso, com o qual se elabora a imagem. Este material pode ter várias formas diferentes.
Existem como "lápis litográficos" ( possuindo gradações distintas quanto ao seu grau de dureza, assim como os lápis de grafite de desenho - série H, os mais duros, e série B, os macios.) Também podem ser em formato de "barrinhas", como o giz de cera comum, com os quais se desenha na pedra. E há tintas à base de óleo que também gravam a pedra, usando-se o pincel, como uma espécie de nanquim. E até o contato da mão do artista pode "marcar" a imagem, fato que exige perícia na hora de desenhar, evitando manchas acidentais. O desenho feito na pedra é sempre em preto, as cores só vão surgir na hora de imprimir a imagem no papel.
        Temos, portanto, em síntese, que a pedra litográfica é sensível à gordura, e que a imagem produzida, pode ser obtida através de inúmeras formas conforme os materiais acima citados. Fica claro que isto permite uma vasta diferenciação entre as técnicas de cada artista, conferindo assim, sempre efeitos muito pessoais na criação da imagem.
Além de "gravar" a pedra com "gordura", é preciso que o artista isole as áreas que ficaram "em branco", ou seja, que continuam sem desenho. Isto se faz com uma goma, "lacrando" a pedra para o processo de corrosão. Somente as áreas desenhadas sofrerão o ataque corrosivo, de modo a criar micro concavidades para a receber a tinta, as demais continuarão "em branco" e estarão sempre molhadas durante a impressão. A tinta também é oleosa, por isso só adere aonde está o desenho, nas área "em branco" sofre a ação repelente da água.
         A tinta é transferida para a pedra já "processada" usando-se um rolo de borracha, semelhante ao rolo de esticar massas. Apenas uma fina camada de tinta é suficiente para imprimir a imagem no papel.  A operação final é a "passagem" da imagem para o papel usando-se uma grande prensa que esmaga o papel sobre a pedra.

  • XILOGRAFIA (xilo=madeira + grafia = escrita)
 

      A forma mais antiga de impressão é a utilização de um relevo que recebe a tinta, a partir do qual se transfere a imagem para outra superfície. Dentre estes processos está a Xilografia.
A Xilografia consiste numa matriz em alto relevo produzida em madeira. Esta forma de gravação foi amplamente utilizada ao longo de toda história. Grandes nomes da Arte serviram-se de seus recursos, seja em períodos longínquos, ou em nossa época.
      A imagem é gravada através de goivas, formões e pontas cortantes. O artista "entalha" seu desenho na madeira, ao modo de um escultor, mas tem em mente que essa matriz não é a Obra, e sim o meio para alcançá-la. Depois disso, a matriz recebe a tinta e vai para a prensa com o papel. Há também a impressão com as costas de uma colher. Esta técnica exige grande habilidade do artista e permite a obtenção de detalhes que a prensa não consegue alcançar.(Obs quem quiser saber mais sobre a tecnica, entre neste Link: Casa da Xilogravura, nada mais confiavel que um local de fonte especifica sobre o assunto http://www.casadaxilogravura.com.br/xilo.html#Hist%C3%B3ria
  • LINÓLEO
     Esta técnica assemelha-se ao entalhe da Xilogravura, no entanto, ao invés de madeira, a matriz é de material sintético - placas de borracha, chamadas "linóleo".
Igualmente a "Xilo", a placa de linóleo receberá a tinta que ficará nas partes em alto relevo, e sobre pressão será transferida para o papel.
      Esta técnica é mais recente do que a Xilogravura devido ao material de sua matriz, e foi muito utilizada pelos artistas modernos, como Picasso por exemplo.
  • SERIGRAFIA
    A Serigrafia é a modalidade mais recente das técnicas apresentadas até então. Convivemos diariamente com Serigrafias sem desconfiarmos que também são usadas por artistas. Geralmente conhecemos pelo nome Silk-Screen, isto é, Estamparia.
Este meio de impressão é muito comum na utilização comercial, servindo para uma larga aplicação, seja em tecidos, plásticos, vidro, cerâmica, madeira ou metal.
    Quando se trata de uma Obra de Arte no entanto, a Serigrafia se sofistica e recebe tratamento diferenciado em todo seu processo, tanto quanto nas tintas usadas, como também no número de impressões que formam a imagem, ganhando assim qualidade, mais distanciando-se da aplicação comercial em larga escala.
O processo de gravação consiste em transferir a imagem desenhada para uma "tela de nylon". O desenho pode ser feito com tinta opaca (nanquim) em material transparente (acetato ou papel vegetal), obtendo-se o "filme" que servirá para gravar a tela (matriz).
   Este processo assemelha-se ao da fotografia. Em resumo, o filme desenhado é posto sobre a tela de nylon, que recebeu uma fina camada de líquido (emulsão) sensível à luz. Dentro de uma caixa escura, a tela de nylon com o desenho são expostos a luz muito forte. Passado alguns minutos a emulsão que recebeu a luz seca e adere ao nylon, e a que ficou protegida pelo desenho é retirada com água.
O resultado é uma espécie de "peneira", digamos assim, sendo que a parte desenhada esta livre para a passagem da tinta e o restante está vedado pela emulsão.
   A impressão se faz através de rodos que "empurram" a tinta que é posta dentro da tela de nylon, pelos orifícios deixados em aberto que formam o desenho. A impressão é feita numa mesa na qual se fixa a tela com dobradiças, de modo a permitir que levante-se a tela (como quem abre e fecha uma porta) e coloque-se o papel sempre no mesmo lugar para receber a imagem. O número de impressões é que permite a composição total do desenho, somando as cores e formas a cada nova impressão -assim como quem pinta uma paisagem, e primeiro pinta o tudo o que é azul, depois o que é amarelo, e assim por diante, e dessa forma chega ao resultado final.
  • NÚMERO DE IMPRESSÃO E MATRIZES
      Em geral uma gravura pode ser feita com apenas uma matriz e uma impressão, isto serve para todas as modalidades consideradas aqui. Mas a utilização de várias matrizes e várias impressões também é bastante comum, sobretudo nas Serigrafias. Desta forma, o processo descrito para a gravação da imagem numa matriz, seja no cobre, na pedra, na madeira, na borracha ou no nylon, é multiplicado pelo número de vezes que o artista precisou para obter sua imagem ideal. O mesmo ocorre com a impressão. Assim, temos gravuras que resultam de 4, 5, 8 matrizes, e que exigiram o mesmo número de impressões. Há casos de Serigrafias com até 30 impressões ou mais.
       Isto torna o processo da gravura muito dispendioso, e seu produto numa Obra de grande empenho do artista e do impressor, pois estamos falando de operações sofisticadas, inteiramente manuais, que envolvem muita atenção e força, principalmente no trato com as pedras litográficas e polimento de matrizes de cobre.
E diga-se de passagem, que não citamos os cuidados com os papeis, que exigiria outro artigo de igual tamanho, além da limpeza de tudo o que esta arte envolve.
         No entanto, é importante termos em mente, que seja qual for a técnica escolhida pelo artista - Metal, Litografia, Xilogravura, Linóleo ou Serigrafia - o que vale acima de tudo, é a capacidade de expressão que cada meio permite, e como isto irá de encontro às necessidades do artista.
         Desse panorama da gravura, chega-se rápido a compreensão de como é uma atividade especializada, e como não pode ser comparada aos produtos fabricados pelos meios industriais. Antes de qualquer conclusão, um fato destaca-se a priori: a Obra de Arte é sempre fruto de muito empenho, dedicação, estudo e Amor à Beleza.
        Assim, cada modalidade de gravura terá seu "idioma" peculiar, ainda que cada artista pronuncie seus próprios "poemas" com ele. Isto significa que as comparações não são cabíveis, pois não se trata de avaliar perícia e virtuosismo de um em detrimento de outro. Na verdade, quando falamos sobre Arte, não alcançamos jamais sua essência mirando nos aspectos técnicos. É possível, sim, que o virtuosismo de um artista nos impressione, mas isso não nos revela mais do que a superfície de seu espírito. Se desejamos mais do que isso, precisamos de silêncio e muito desprendimento de tudo aquilo que é material, e só assim a Obra se revelará plenamente em nós e cumprirá seu destino: emocionar. 

Veja o video produzido pela faculdade de Joinville sobre a gravura


    Para saber como se faz gravrura há varios videos do processo no youtube basta digitar gravura

Proxima postagem dia 28/06: O que é Digigrafia      

terça-feira, 19 de abril de 2011

DIFERENÇA ENTRE REPINTURA E ARREPENDIMENTO ARTISTICO. Exemplos de restauros mal feitos

    Existem duas situações que podem ocorrem em uma pintura. Em uma primeira vista, elas podem parecer iguais (causam mudanças no trabalho) porém se nos atentamos melhor, vamos ver que se diferenciam bastante. É a diferença entre arrependimento artístico e repintura.

    Arrependimento do artista: ele ocorre quando o próprio faz qualquer alteração em sua obra pois não gostou do resultado anterior do seu trabalho. Esta mudança é feita com um propósito já que o artista sabe qual a intenção que deseja e tenta expressar.

    Já a repintura é alguém que não tem nada a ver com a pintura (pode ate ser um artista) executa mudanças na mesma. Com isso, ocorrem diferenças no traçado e na maneira de realizar o trabalho se comparado com o todo. Estas mudanças podem ocorrem até com o próprio artista quando ele fica um intervalo sem mexer no quadro ou quando ele leva muitos tempo para finalizar um projeto como aconteceu com Renoir em seu quadro:  
  •     O Almoço dos Remadores
 Neste quadro o artista fez um acréscimo posterior de Charles Epbrussi no quadro, o banqueiro ao fundo de cartola. "Ele foi acrescentado depois, pois é possível ver marcas e camadas de tinta diferentes sob a superfície nessa área do quadro que indicam mudanças feitas." pag 89


    Estas alterações podem nem ser perceptíveis a olho nu porém não escapam a um exame mais detalhado da tela.

  •    Exame científico
    Os avanços científicos produziram muitas técnicas para o exame de obra de arte. A análise da tinta é um exemplo: muitos pigmentos só foram introduzidos no século XIX, e assim, se estiverem numa pintura que se alega se anterior a essa época, algo obviamente deve ser explicado. Os raios X permitem ver o trabalho preliminar, sob a superfície do quadro. Mas embora a análise cientifica possa revelar imagens ocultas, nunca poderá desvendar um significado misterioso. pag. 29

Erros de Restauração e afins:
  • Ausência de Sobrancelha: Quadro de Monalisa
    Por que não há sobracelhas? A explicação mais provável é que Da Vinci colocou-as no final, sobre a tinta fresca do rosto, e que na primeira vez em que o quadro foi limpo (talvez no século XVII) o restaurador teria usado um solvente errado, removendo-as para sempre. Isso serve de alerta aos restauradores quanto aos cuidados que é preciso ter. pag 26  
    Observação minha: Este quadro é tão famoso e tão estudado e mesmo assim nem  eu tinha percebido este pequeno detalhe.

  
Leonardo da Vinci (1452-1519)
Mona Lisa [detail: 1]
Oil on poplar panel
c1503-c1505
53 x 77 cm
(20.87" x 30.31")
Musee du Louvre (Paris, France)

     Este é apenas o detalhe focado no rosto para nos atentarmos a ausência de sobracelhas. E a imagem está tão boa que podemos observar o craquelado do quadro (estes quadradinhos) formados superficialmente na tinta com o passar do tempo.
  •   A restauração do Teto Capela Sistina de Michelangelo 
  A restauração do teto, iniciada em 1980, ocupou uma equipe de renomados restauradores de arte por 12 anos, três vezes mais que Michelangelo levou para pintá-lo. Esse trabalho mudou drasticamente a aparência anterior bastante escura, fazendo as cores vivas brilharem. O acúmulo de quase cinco séculos de sujeira - que escureceu a superfície - foi removido e agora podemos ver o teto com toda luminosidade pretendida por Michelangelo. Porém a restauração causou controversias: alguns especialistas afirmam que o processo de remoção da sujeira também eliminou os toques finais de Michelangelo da superfície do afresco. Pag. 31

  • Figura Espectral (exemplo de arrependimento)
      Uma figura vaga, montada a cavalo, mal é visível aqui. Em algum momento Constable (o pintor/autor) trocou-a por uma barrica, e depois pintou por cima dos dois. Com o passar do tempo a tinta a óleo se torna mais transparente e as figuras estão reaparecendo agora sob a superfície da tinta. pag 78

    A barrica parece que foi pintada perpendicular a margem perto do cachorrinho nesta parte grifada.













  • Mudança de expressão
  O primeiro dono do quadro pediu a Hunt (o pintor/autor) que repintasse o rosto da jovem porque sua expressão original era dolorosa demais para que ele aceitasse (olha a força da imagem) A face é iluminada pela luz da janela que aparece no espelho. pag. 80


  •      Imagem Fantasmagórica Quadro O Atelier do Artista de Courbet
      
      No canto direito do quadro, atrás do homem sentado a mesa, e perto do espelho escuro está a imagem fantasmagórica da amante do poeta, Jeanne Durval. Courber pintou a figura, mas ela está reaparecendo à medida que a tinta se torna mais transparente. pag 83

  •      Mudanças na Posição  Quadro Aula de Dança de Degas
     Exames com raio X mostram que Degas fez muitas alterações no quadro. Por Exemplo, havia duas bailarinas no primeiro plano que fitavam o observador. Uma ainda pode ser vista entre outras duas que estão agora lá, pintadas sobre as originais. O professor a princípio estava voltando para a parede do fundo.
 

Proxima Postagem: DIA 26/04 "10 aspectos da Arte Contemporanea"

terça-feira, 12 de abril de 2011

CURIOSIDADES SOBRE ARTE E GLOSSARIO

  Estes foram os conceitos que aprendi ao ler o livro Arte em Detalhes, alguns já sabia e mesmo assim resolvi postar aqui por serem interessantes.

              Glossário                                                             

Afresco: 

Pinturas pintadas diretamente na parede com argamassa ainda úmida, tornando-se parte integrante da construção. pag 10

Tinta a óleo 

  A tinta consiste em pigmentos - matéria corante como minerais e flores, finamente moídas - suspensos num meio aglutinante liquido que depois seca. Os meios tradicionais eram gema de ovo (têmpera), água e óleo, como o de papoula ou linhaça. As vantagens da tinta a óleo, que se tornou o meio mais amplamente usado, são a resistência e a flexibilidade. Ela cria uma superfície forte e duradoura e pode ser diluída ou grossa, em impasto. Pode ser aplicada em camadas finas e transparentes como verniz para produzir grandes áreas intensas ou ser trabalhada nos mais delicados detalhes. Van Eyck aperfeiçoou a técnica da pintura a óleo e abriu muitas novas possibilidades, em especial as sutis gradações de tom e cor que dão ilusão de intensa luz natural. pag.15


Retábulos: 

Os retábulos em geral eram obras elaboradas que continham muitas cenas, mostradas em épocas diferentes do calendário da Igreja. Todos os retábulos foram criados como ponto central de devoção em locais de culto espiritual, e pode-se argumentar que a experiência estética de vê-los numa galeria está em conflito direto com seu propósito original. pag 35

Pintura de Gênero:  

As cenas de gênero eram representações em pequenas dimensões de interiores domésticos que expunham mensagens moral ou política. pag. 59

Impasto

 Tinta a óleo muito grossa aplicada a tela formando alto-relevos. pag 100

Impasto trincando

Predela:

  Fileiras de pequenas pinturas colocadas sob um painel principal de um retábulo. Com frequência contém cenas de vida dos santos representados acima. pag 101


    (pedrella e retabulo) Um retábulo de Carlo Crivelli:
a predela é formada por uma seqüência de quatro painéis, representando cenas da Paixão de Cristo.

Putti 

(singular Putto - em italiano o plural se faz usando as letras i - masculino- ou e -feminino- e não o S):  Bêbes alados comuns na arte do Renascimento e do Barroco. Têm o papel de espíritos angélicos e são companheiros constantes de Vênus. pag 101



Putti de Ilia Rubini

Trompel'oeil 
 
Pintura, ou parte de uma pintura que busca iludir o observador, para que pense tratar-se de um objeto real. pag. 101


                        Curiosidades:                                               
  • Sobre o quadro "Adoração dos Magos de Gioto"

      A tinta do manto da virgem deteriorou-se, revelando o desenho por baixo. E Por que as áreas azuis estão em mau estado? Elas não são afrescos verdadeiros. Era tecnicamente impossível aplicar pigmento azul do lápis-lazuli na argamassa umida. Assim, ele tinha que ser acrescentado sobre a massa seca e, infelizmente não resistiu ao tempo. pag 11

  As partes marcadas em verde foram as que destaquei para mostrar o que foi citado a cima. Esta imagem como todas as outras que serão postadas foram pegas da Internet.

Pintura e Música 

   Assim como a música pode trazer imagens à mente, as pinturas podem fazer ouvir sons. O truque é deixar o olhar seguir as linhas e curvas da composição, captando detalhes e absorvendo texturas e cores. pag 60

Pés da Moda
 
   Marido e mulher de pernas cruzadas. Isso era típico dos retratos do século XVIII. pag 67

Arte e nova Tecnologia    

   Os rápidos avanços tecnológicos no século XIX apresentaram aos artistas numerosos desafios. A prática da fotografia, que se difundiu a partir de 1840, contestou a exclusividade dos artistas na obtenção si registro visual. Ao mesmo tempo, os artistas passaram a dispor de novas cores sintéticas, produzidas pela indústria têxtil. pag 81

Pintura de gênero dos Pré-Rafaelita x Pintura de gênero holandesa

  Hunt é um artista menor da escola inglesa de pintura, mas esta obra é um belo exemplo do tipo de quadro que se tornou muito popular na Inglaterra vitoriana. A obra é uma história, e o tema, também explorado na literatura do século XIX, é o destino da mulher decaída. É uma pintura de gênero - uma cena de interior doméstico que traça um comentário sobre a pintura da época. Ela contém muitos detalhes que funcionam como símbolos. A mensagem moral, porém, é bem diferente daquelas cenas de gênero holandesa, que com frequência tratavam o tema da licenciosidade sexual e da prostituição com tolerância e humor. À maneira vitoriana, a mensagem é severa e reprovadora. Quadros como este, pintados meticulosamente sobre temas moralizantes e sentimentais, foram reproduzidos por toda a Europa e eram imensamente populares entre públicos e colecionadores. pag 80

                                                    
  
Evolução das Tintas
 
    O estilo criado pelos Impressionista foi facilitado pelos materiais artístícos que se tornaram disponíveis pouco antes. Enquanto os grandes mestres tinham que preparar suas tintas, os impressionistas podiam comprá-las prontas em práticos tubos de metais portáteis - hoje comuns, mas então uma novidade. pag 84

A arte nos anos 1880

    Os anos de 1880 foram um período florescente nas artes. Colecionadores ricos gastavam grandes somas com arte atual de estilo tradicional acadêmico, sem perceber que os impressionistas, como Seurat, lançavam ideias que mudariam o rumo da arte. Jovens artistas estavam entusiasmados com as perspectivas de um novo século e, adotando modernas teorias científicas da cor, buscavam um estilo moderno de arte, que se expressasse a nova época. pag 92      

Proxima Postagem: DIA 19/04 Diferença entre repintura e arrependimento artístico. Exemplos de restauros mal feitos, etc.
 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ARTES VERSUS RESTAURAÇAO


    Decidi escrever este texto pois nós os artistas geralmente não pensamos no quanto é trabalhoso o restauro ou não pensamos no depois da arte pronta apenas queremos criar e pronto. Falo isso, pois fui tomar consciência deste fator após estudar restauração.
     Quando somos artistas, nos é ensinado a criar, soltar a imaginação e fazer o quisermos de trabalho. Depois esta obra, por exemplo, vai parar na mão de alguém que gosta muito de arte e se deteriora com o tempo ou por acaso e ela acaba sendo enviada para um restaurador. Ai vem o trabalho...
    Todo material sofre deterioração porque suas moléculas vão se tornando acidas resultando no enfraquecimento da estrutura (fato natural para todos os materiais). A função do restaurador é impedir que este desgaste continue.
     O profissional em restauro não pode usar qualquer material ou mexer no trabalho sem ter um conhecimento sobre. Ele precisa fazer vários testes, usar materiais que estão disponíveis em sua área. Falo isso porque muitas vezes ao criar uma arte, nós os artistas, usamos papeis e tinta de baixa qualidade ou por não possuirmos condição de comprar melhores ou por achar que o resultado será mais satisfatório ou simplesmente por não pensar no futuro da obra.
     Se o artista usar o material adequado e com alta qualidade isto prolongara a vida da obra. O bom condicionamento (o jeito de guardar) também ajuda muito. Exemplo: Para uma pintura em tela necessita de uma boa base de preparo. Nada de usar material escolar pois existem materiais profissionais e de marcas conhecidas para isso, há papeis apropriados para cada tipo trabalho, etc.
     Então fica o dilema: Fazer um alto gasto na sua carreira, as vezes, sem ter um bom retorno para que seu trabalho dure ou usar a criatividade, fazer experimentações com variados suportes e materiais. A escolha é de cada um.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

RESTAURAÇÃO VAI MUITO ALEM DA PACIENCIA. HÁ MOMENTOS DE PEDREIRO TAMBEM

      Quando pensamos em restauração, associamos, na maioria das vezes,  com uma profissão que exija muita paciência-detalhista e esquecemos que ela não se resume a isso. Primeiro, restauração pode ser de moveis, de casas, de objetos, ou seja, restaurar é trazer algo  restaurado a vida e/ou a funcionalidade e isso inclui mexer na parte estrutural da obra também. Dentro do curso que fiz de restauração de escultura de madeira, papel e pintura em cavalete, a matéria que era mais "delicada" entre todas era a de papel que exige muita destreza com os materiais alem de um olho clínico milimétrico e mesmo assim trabalhávamos carregando baldes ou usando a prensa que necessita de muita força para ser movimentada.
  Ao dizer que esquecemos o outro lado, é porque as vezes, temos que ser pedreiros ou pintores; subirmos em andaimes o que exige o uso de materiais de segurança, usamos venenos e produtos altamente tóxicos que precisam ser usados com cautela para nossa saúde não correr risco fora os fungos que vem junto com as peças nas quais manipulamos e respira-los causa vários tipos de doenças.
Tanto é, que fiz uma pequena apresentação esquemática do curso usando fotos minhas feitas durante o tempo de estudo.

 Em nosso laboratório                              fazemos limpeza total            chegamos as vezes a lavar e a passar 





    Geralmente temos que ser carpinteiros, marceneiros, pedreiros alem de fazermos descobertas na bruta (com raspagens a base de bisturis )


Aprendemos a ser fotógrafos e levar nossas obras para tirarem radiografia










    
    

Também nos fazemos por culinaristas ou cientistas cientista que misturam trabalham com proporções, química, biologia.



    Para isso temos que usar o material necessário: luvas, jalecos e mascaras e qualquer outro que precisar. Tudo para manter nossa segurança total


    Também realizamos operações complicadas com nossos pacientes, e lidamos com situações e casos delicados que as vezes (para não dizer todas) também podem nos fazer mau/ são eles fezes de Insetos xilófagos (foto da direita), fungos e outros destruidores de peças/coleções



     Preenchemos lacunas porém não tornamos nada novo
 

     


E ainda temos que disfarçar rasgos para depois cortas tudo certinho

E vamos as alturas literalmente para conquistamos nossos objetivos

  

   Este link é de um trabalho em que uma colega de turma atuou. Preste atenção no que a restauradora chefe fala sobre o processo desta igreja e que serve de exemplo para todo trabalho feito em restauração.


  Esta é mais uma das postagens do blog, ate a próxima

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PEQUENO RESUMO SOBRE ARTE RESTAURAÇÃO

(Assunto ainda pensado naquela longa viagem de 14 h)

  •      Alguem sabe como surgiram as primeiras coleções de Museus? 
    Para quem nao sabe surgiu a partir do ato mais temido por ela hoje o roubo. Pois é, isso mesmo, antigamente nao existia a politica de preservação que os paises possuem hoje e foi assim que os museus famosos da Europa conseguiram adquirir suas tão cobiçadas coleções: trazendo as novidades dos outros paises para serem conhecidas pelos seus habitantes formando os chamados gabinetes de curiosidades (figura ao lado) que eram restritos aos convidados dos reis, ou seja, as pessoas de posse.
    Estou falando isso para começar a descrever alguns fatos que aconteceram para se chegar a restauração que hoje é praticada.

    A evolução da arte foi assim... 
    Antigamente trabalhos eram feitos com o resto dos destroços de outros. Isso acontecia quando um país colonizava o outro ou quando a visao do que é arte mudava.
   As coleções surgiram dos saques praticados antigamente pelos povos antigos que conquistavam outros países. Tambem ocorriam as modificações de trabalhos ja prontos (como no poder em que  sempre um governante muda o que o outro fez porque acha o seu gosto melhor). Eram acrescentadas partes de como acreditavam que o trabalho fosse ou faziam modificações a pedido de alguem ou do pensamento da epoca.

    Ex: A igreja mandou tampar todos os orgaos genitais das figuras da capela Sistina pois achavam aquilo indecente. Muitos artistas se tornaram restauradores, pois como achavam que sabiam pintar podiam também restaurar.
    Então finalmente na Segunda Guerra Mundial quando a Europa foi completamente desolada é que tomou-se consciência de preservar e manter o que ainda restava e criou-se a noção de patrimônio e em seguida a conservação e a restauração.
     Falar em restauração é tão polemico quanto arte, pois como há a subjetividade cada um vai restaurar do jeito que pensa. Existe ate a discursao no ramo se a arte é Cientifica (pois ela exige comprovação dos métodos realizados) ou se há criatividade no seu fazer?

    O ato de restaurar é caro e poucos falam como e quanto cobrar. Muitas vezes é gasto um grande tempo restaurando para que no final a peça restaurada volte com a aparencia de nem ter sido mexida e isso frustra quem vê. Há correntes que acreditam que ao restaurar deve se fazer o uso de matérias diferentes do original porem se pareça com ele para que somente especializados identifiquem o que foi restaurado. 

   Muitos falam em evitar o achismo/invensionismo (imaginar o que artista podia ter feito em determinada parte no caso de áreas faltantes) e do processo de mínima intervenção, ou seja, deixar o maximo do original da peça (Contudo o que mede esta mínima intervenção?) A peça não deve parecer nova como a comprada na loja. Porem deve ser pensada qual é a funcionalidade da peça: se é uma peça museal (apenas ajustaria as partes q estão mais precárias), de devoção/de igreja (exige uma restauração maior). Em alguns países, acha-se que se deve conservar a patina da peça - esta patina no caso é uma camada escurecida que é formada no decorrer do tempo na peça que a deixa com aparência envelhecida - já em outros países, acham que esta patina deve ser retirada para manter a peça um pouco mais nova. Já existem pessoas que se acham restauradores e pintam as peças ou fazem ajustes da forma lhes convém.

   Ex: na nossa escola já apareceu Santa que foi queimada e como não sabiam como eram a vestiram de bolinhas (Existe santa assim???) 
 
    Como novas técnicas e novos materiais são descobertos a cada dia prega-se a técnica da reversibilidade (voltar e retirar), pois caso a peças necessitar de uma nova restauração e existir um novo material para determinada função o antigo pode ser substituído facilmente. E ai como será realmente a restauração.
 
   Agora vem o mais contraditorio, muitos dos antiquários e dos restauradores de arte entram nesta função para poderem roubar e vender arte;olha que bonito. Você manda restaurar algo e se o restaurador achar que compensa te furta a peça e ganha com ela ou vai em um antiquário comprar arte e pode ser que compre uma peça que seja procurada em outro lugar. Já parou para pensar nisso?!
   (Veja matéria do Yahoo sobre roubo de arte: Arte sacra vira lucro) É por isso que quando se restaura peça deve se fazer tudo com cautela, pois atelier são alvos visados e não se acha fácil anúncios sobre restauração.
                         Ate mais

*Proximo artigo: Frases sobre arte ditas por famosos

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