Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 2 de agosto de 2016

COMO A ARTE PODE EXPANDIR SUA CONSCIÊNCIA

GEralmente criticAMOS AS ARTES POR NAO SERVIR PARA NADA;POIS É, ESTE NAO SERVIR PARA NADA TEM MUITO MAIS EFEITOS INTERNOS E INVISIVEIS DO QUE NOS IMAGINAMOS.a ARTE É POTENTE POR SI SO...

COMO A ARTE PODE EXPANDIR SUA CONSCIÊNCIA

   Com tantas evidências dos efeitos positivos da yoga e meditação que vemos atualmente, você pode ser surpreendido com o que as pesquisas científicas também tem a dizer sobre os efeitos de arte no cérebroA arte pode nos curar,  nos inspirar, e alterar a química do nosso cérebro. 

  Muito antes dos estudos da neurociência moderna, os artistas criavam obras para inspirar as pessoas e hoje existem exames de imagem do cérebro complexas que podem comprovar o quanto a arte muda a fisiologia cerebral.

   A contemplação de uma arte pode estimular centros de prazer no cérebro, aumentando o fluxo de sangue em até 10% no córtex orbitofrontal medial. Isso pode levar a um estado elevado de consciência, bem-estar e melhorar consideravelmente a saúde emocional.
O fluxo de sangue aumenta para uma bela pintura da mesma forma que aumenta quando você olha para alguém que ama. A arte induz uma sensação agradável diretamente ao cérebro. – Professor Semir Zeki – University College London
                                   Alex_Grey_Adam_and_Eve
                  Adam and Eve 1988, Oil on Linen, 60 x 60 In. Alex_Grey

Observando a Arte

Neurônios espelho são neurônios que disparam tanto quando um animal realiza um determinado ato, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo ato. Desta forma, o neurônio imita o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar essa ação (Fonte)
Isso nos traz de volta a um conceito muito básico na evolução humana que envolve a modelagem.
Quando você observa uma obra de arte são potencialmente disparados os mesmos neurônios do artista que a criou, abrindo assim novos caminhos neurais e estimulando um estado de inspiração.
Este sentido de ser arrastado para uma pintura é chamado de “cognição incorporada“. 



                                 Perry Kroger

                                                  Perry Kroger 

Cognição Incorporada, o que é? 

O novo estudo, publicado em janeiro no jornal “Psychological Science”, faz parte de um campo imensamente popular chamado cognição incorporada, a ideia de que o cérebro não é a única parte do nosso corpo com uma mente própria.

“A forma como processamos informação está relacionada não apenas aos nossos cérebros, mas ao nosso corpo inteiro”, disse Nils B. Jostmann, da Universidade de Amsterdã. “Usamos todos os sistemas disponíveis para chegar a uma conclusão e compreender o que está acontecendo".

                                    cognicao_incorporada


Pesquisas sobre cognição incorporada revelaram que o corpo leva a linguagem ao coração e pode ser terrivelmente literal.

Dizemos que uma pessoa é calorosa e adorável, o oposto de fria e distante, não é? Num estudo recente de Yale, pesquisadores dividiram 41 estudantes universitários em dois grupos e casualmente pediram que os membros do Grupo A segurassem uma xícara de café quente, enquanto os do Grupo B seguravam café gelado. Os estudantes foram então levados a uma sala de testes e solicitados a avaliar a personalidade de um individuo imaginário com base em algumas informações.

Estudantes que tinham segurado a bebida quente tiveram muito mais probabilidade de julgar o personagem fictício como caloroso e amigável do que os que tinham segurado o café gelado.
Alguns dos processos mais avançados de análise intuitiva humana e expressividade é uma forma fundamental de apreciação estética através da cognição incorporada, a capacidade de projetar-se como um agente na cena retratada – Christopher Tyler, diretor da Smith-Kettlewell Brain Imaging Center
O poder terapêutico da Arte
Isso explica por que nós podemos sentir que estamos sonhando, quando olhamos para artes impressionistas. A capacidade da arte, combinada com a nossa própria imaginação poder nos transportar para outros reinos é surpreendente. Os artistas têm a capacidade de nos mostrar novos mundos, mas não devemos colocá-los em um pedestal, porque cada um de nós é um artista.
Fazer arte, realmente ativa o cérebro e pode promover a integração emocional, cognitiva e sensorial nas pessoas. Joan French 


                    arteterapia   


 O ato de criar a arte também é terapêutico e tem sido o impulso para o movimento da arteterapia.
Cada um de nós viveu como artistas na infância e temos a capacidade de trazer de volta esta poderosa forma de expressão e auto-cura, se nos permitirmos.
Você não precisa ser um especialista para desfrutar de manchas de tinta sobre uma tela e deixar seus centros de prazer acender como uma criança!
Arteterapia, às vezes chamada de arte expressiva ou psicologia da arte, incentiva a auto-descoberta e crescimento emocional. É um processo em duas partes, que envolve tanto a criação da arte e a descoberta de seu significado. – Paula Ford-Martin
Arte e Consciência 

Artistas visionários modernos estão aplicando a ideia de que a arte inspira uma comunidade, é educacional, e tem a capacidade de provocar revelações espirituais.
Pinturas em grupos e pintura ao vivo em eventos musicais, por exemplo, permite que os participantes participem do processo criativo.
O artista Alex Grey abriu o Cosm em Nova York, que está sendo chamado de Capela dos Espelhos Sagrados. Dentro do Movimento de arte visionária a ideia é de que a própria criatividade é um caminho para o divino.
                                           Alex_Grey_Kiss_of_the_Muse
                                               Kiss of the Muse – Alex_Grey
Isso inclui a criação de arte, comemoração da arte e criação de comunidades que promovam a expressão criativa em todas as suas formas.

Criatividade pode ser uma das grandes coisas sobre ser humano e arte pode ser um grande professor para nós nessa jornada evolutiva. Para despertar e catalisar o caminho espiritual de cada pessoa, fornecendo acesso à mais alta verdade mística através da arte e ação criativa. – Cosm 
Atualmente estamos rodeados por outdoors e anúncios que utilizam a arte para nos convencer a comprar coisas que normalmente não precisamos.

Existe também um grande movimento para embelezar lugares públicos com murais que contêm relevância cultural para comunidade. Imagine como podemos criar um mundo mais pacífico e vibrante cercando-nos com belas artes …

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                                The Visionary Origin of Language – Alex Grey
Fonte:http://yogui.co/como-a-arte-pode-expandir-sua-consciencia/http://yogui.co/como-a-arte-pode-expandir-sua-consciencia/


terça-feira, 26 de julho de 2016

ESTUDOS CONFIRMAM A ARTE CONTRIBUI PARA DIMINUIR A ANSIEDADE E A DEPRESSAO

As duas postagens a seguir, esta e a da proxima semana sao uma complementar a outra pois a de hoje falara sobre os beneficios da arte e a da semana que vem mostrará o porque que isso acontece. Entao espero que gostem e aproveitem. O artigo de hoje esta em espanhol mas acho que nao atrapalha o entendimento na leitura interfere?.
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Estudios confirman que el arte contribuye a disminuir la ansiedad y la depresión


El estudio fue hecho en Noruega. Su base representativa contempla a más de 50 mil adultos, en igual cantidad hombres y mujeres. Sus resultados revelan que aquellas que frecuentan con mayor regularidad galerías y museos o a asisten al teatro o conciertos son más propensos a llevar una vida más sana y equilibrada que quienes no. Los aspectos principales que arroja el estudio muestran que  la ansiedad y la tendencia a deprimirse actúan directamente en la interacción con actividades culturales que una persona realice.
La investigación fue publicada por la revista Journal of Epidemiology and Community Health y confirmó esta teoría a través la vinculación de los aspectos que definió por “buena salud” y “satisfacción con la vida” y la frecuencia y gusto por las actividades culturales. La investigación trató de enforcarse también en el impacto diferencias que distinguía los efectos en el hombre y la mujer, por eso los investigadores de la Universidad Noruega de Ciencia y Tecnología, en Trondheim, autores directos del estudio, se basaron en datos del Estudio de Salud de Trondelag del Norte llevado a cabo con 50,797 adultos de entre 20 y 80 años entre 2006 y 2008. La lejanía de los datos esgrimidos se debe a que no había información de estudios más recientes sobre el tema.
El material recolectado constó de cuestionarios que determinaban con qué frecuencia los encuestados participaban de actividades culturales y cómo se vinculaban directamente con sus hábitos y estilo de vida. De allí tomaron derivaciones de la actividad física y su estado de salud mental. Además, el análisis clínico de cada uno de los participantes seleccionados para que diese registro de su estado de salud, su satisfacción con la vida y sus niveles de ansiedad y depresión.
Para materia teórica, se estableció que las actividades culturales podían ser de dos clases: creativas o receptivas. Las primeras, son las que el individuo hace algo para crear un resultado “cultural”, por ejemplo, una clase de pintura o piano. Y las segundas, el individuo recibe impresiones o experiencias culturales sin tener que “crear”, como ir a un concierto, una exposición de arte, el teatro o visitar un museo.
Los resultaron evidenciaron que las personas que frecuentan con mayor continuidad actividades culturales, revelaban un estado de salud mejor, sobre todo en los aspectos que afectan directamente a la ansiedad y la depresión. Además, exhibían conductas más alegren, iniciativa entusiasta y mayor creatividad.

Fonte: https://www.arteallimite.com/2016/03/estudios-confirman-que-el-arte-contribuye-a-disminuir-la-ansiedad-y-la-depresion/

Proximas Postagens: 02/08 COMO A ARTE PODE EXPANDIR SUA CONSCIÊNCIA
                          09/08 A importancia do desenho e da pintura para a criança
                           16/08  Treinando o olhar criativo         

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A AURA E OBRA



    A invenção da fotografia assinala uma revolução no âmbito das linguagens figurativas, não apenas por ela mesma, como modo de expressão, mas também pelas conseqüências dela, derivadas para o processo de reprodução da obra de arte. Este é o tema do célebre ensaio de Walter Benjamin A Obra de Arte na Época da Reprodutibilidade Técnica.
    
    Antes da invenção da fotografia, a reprodução de uma obra de arte – a Mona Lisa, por exemplo – só podia ser feita, artesanalmente, ou seja, por alguém que a reproduzisse tão fielmente quanto possível sobre uma outra tela. Pondo-se de lado o fato de que seria praticamente impossível fazê-la em tudo igual ao original, resta o fato de que, mesmo que o conseguissem, esta reprodução seria considerada uma falsificação, pela simples razão de que o valor e a autencidade da Mona Lisa, residem em seu caráter de objeto único, insubstituível, nascido das mãos de Da Vinci. A reprodução fotográfica supera esses óbices (s.m. Empecilho, obstáculo; dificuldade, impedimento) porque não é uma imitação da obra e, sim, a reprodução de sua imagem real – é a obra mesma captada pela objetiva da máquina fotográfica e impressa numa folha de papel. Noutras palavras, a autencidade do original se transfere para a cópia que assim se torna um novo modo de existência dele.
 
    Foi a observação deste fato que levou Walter Benjamin a elaborar a teoria da aura e seu desaparecimento com a possibilidade de reprodução técnica, ou seja, fotográfica. Com razão, o filósofo alemão constata que a obra de arte, em sua origem, é expressão mágica, depois religiosa, de modo a fundir-se nela o artístico e o mágico ou místico. Essa aura teológica, que acompanhou a obra de arte em quase toda a sua história, transformou-se em aura estética, na medida em que a sociedade foi se tornado menos religiosa e mais laica, com o desenvolvimento do capitalismo e da concepção burguesa dos valores sociais. A essa vinculação com o mágico e o místico, somou-se o caráter da obra como objeto único, assim definido no espaço e no tempo. A possibilidade de reproduzi-lo mecanicamente em milhares de cópias que são a imagem fiel do original eliminou, segundo a teoria de Benjamin, a aura que mantinha a obra de arte como raridade, fora do alcance da vasta maioria dos homens. 
   
    Na sua visão de marxista, ele exulta com o fim da aura, cuja declínio “deriva de duas circunstâncias, estreitamente ligadas à difusão e intensidade dos movimentos de massas. Fazer as coisas ficarem ‘mais próximas’ é uma preocupação tão apaixonada das massas modernas como sua tendência a superar o caráter único de todos os fatos através da sua reprodutibilidade. A cada dia fica mais irresistível a necessidade de possuir o objeto, tão perto quanto possível, na imagem, ou antes, na sua cópia, na sua reprodução”. E acrescenta: “Retirar o objeto de seu invólucro (pacote, proteçao), destruir sua aura, é a característica de uma forma de percepção, cuja capacidade de captar ‘o semelhante no mundo’ é tão aguda que, graças à reprodução, ela consegue captá-lo até no fenômeno único”. Como conseqüência última deste processo, ele considera que, “no momento em que o critério de autenticidade deixa de aplicar-se à reprodução artística, toda a função social da arte se transforma. Em vez de fundar-se no ritual, ela passa a fundar-se em outra práxis: a política”. Por isso mesmo, conclui dizendo que, no futuro, talvez a função artística da obra se torne secundária.
 
   Se a análise que faz Walter Benjamin das novas relações surgidas, no campo da expressão visual com as novas técnicas de reprodução, é penetrante e inovadora, algumas de suas conclusões foram negadas pelo futuro. A previsão de que a reprodução fotográfica e gráfica das obras de arte as despiria de toda e qualquer aura não se confirmou; pelo contrário, a multiplicação da imagem da Mona Lisa em milhões de cópias fiéis ao original, ao invés de desmistificá-la, fez com que um número crescente de pessoas no mundo inteiro desejem ver-lhe o original. Basta ir ao Museu do Louvre para constatá-lo. Aliás, o que ocorreu foi o contrário do que previra o pensador: a multidão que, atraída pela aura daquela obra, invade diariamente o museu para contemplá-la, não consegue manter-se diante dela mais que dois minutos e a uma distância de cinco metros. Como o quadro se encontra, numa espécie de nicho e dentro de uma caixa de vidro, mais que nunca lembra uma santa relíquia a que a multidão vai prestar reverência. A aura que a envolvia, em vez de apagar-se, aumentou.

    Mas a Mona Lisa, bem ou mal, é uma obra de arte do século 16 pintada por um gênio. O que dizer, porém, de objetos industriais do século 20, produzidos em série, que não se podem classificar de obra de arte, como automóveis de passeios, carros de corridas? No entanto, alguns exemplares desses veículos, saídos de linha há muitos anos, são conservados como preciosas raridades, isto é, ganharam aura, embora não tenham origem nem mágica nem religiosa. Parece lógico admitir que, ao contrário do que Walter Benjamin pensava, envolver os objetos de aura é uma necessidade do ser humano.
 
    E o que ocorre com os chamados clássicos do cinema? Vejam bem: o cinema foi citado por Benjamin como o exemplo da arte sem aura, uma vez que não possui original. O “original” do filme é um negativo, que não é de fato o filme, uma vez que, lá, as imagens estão ao revés do que são quando projetadas. O filme é uma obra sem corpo, mera ilusão criada pela projeção luminosa na sala escura. Por isso mesmo já houve quem comparasse uma seção de cinema a um sonho, que acaba quando a luz de serviço da sala se acende e o espectador “acorda”. Não obstante, esta obra sem corpo também ganhou aura, pois é com indisfarçável reverência que o cinemaníaco se põe como espectador para ver (ou mesmo rever) obras-primas como "O Encouraçado Potenkim" ou "Cidadão Kane".
 

Fonte original: Revista Continente Multicultural: www.continentemulticultural.com.br
Proximas postagens:
  • Arte versus mercado
  • Arte na idade industrial
  • Impasse da Antiarte
 

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