Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 14 de junho de 2011

POR QUE O SER HUMANO SENTE A NECESSIDADE DE FUGIR DA REALIDADE ATRAVES DA ARTE

    Este é um resumo de um documentário assistido na TV Escola na série Como a arte Moldou o mundo e foi produzido pela BBC. Me desculpe mas não me lembro de nomes dos entrevistados

   Neste documentário, o apresentador da série, se questiona  do porque que há tantas imagens de humanos distorcidos fugindo da realidade. Como exemplo, ele mostrava esculturas do artista Henry Moore em seguida, algumas pessoas se se transformaram nestas estruturas para que o espectator imaginasse como seria o mundo nestas formas.

   Aqui esta o video:

 Tradução: Estas pessoas estao olhando para algo que os atrai e os inspira afetado todos de alguma forma... é o corpo humano. Outra imagem domina nossas vidas. Figuras de corpos pelas avenidas, telas de tv e revistas. Este é mundo da arte. Os humanos são a obsessão e facinam os grandes artistas. Porém há algo em que todas as imagens possuem em comum. Não importa como elas aparecem ou são usadas, sofremos  influencia dos corpos humanos. Nenhuma pessoa se parece com as imagens representadas. Para entendermos este fato, temos que buscar em nos mesmos e não nas imagens de arte

 A venus de Willendorff

 Vídeo da reportagem:


Traduzindo:

    Aconteceu em 7 de Agosto de 19... quando 3 arqueólogos encontraram uma imagem feminina intacta. Era uma escultura com mais de duzentos anos. Enquanto discutiam quem receberia o credito pela descoberta, o nome foi decidido: Vênus de Willendorff. A primeira imagem mostrada é uma representação da original que mede 4 polegadas =10.16 cm . A Vênus poderia se passar como a qualquer representação feminina da época porem um fato particular nos chama atenção: Que seria tão importante ao ponto de pertencer ao Museu de historia Nacional sendo uma das mais valiosas peças do acervo apesar da vasta coleção da entidade. Não é toda hora que se carrega uma peça de 16.000.000 de dólares (dezesseis milhões de dólares). Esta estátua também nos é a primeira pista que nos mostra o porque das peças artísticas serem irrealistas. Ela é claramente irrealista quanto aos seios, estômago, bumbum e órgãos sexuais. Ela provavelmente é um símbolo da fertilidade porem não explica porque seus braços são inexistentes e sua face é mostrada parcialmente. Deve haver razoes para que as pessoas que viviam nesta região ter exagerado em algumas partes de corpo e ignorado completamente outras. Este fato foi observado durante vários anos.  
   (Agora no bosque) Imagine que esta linha de arvores represente a toda a historia da humanidade durante 115.000 cento e quinze mil anos. E que aqui a 80,000 oitenta mil anos começamos a fazer arte e a 15.000 quinze mil anos atras um pouco ante da Venus de Willendorff começamos a fazer esculturas e corpos. O que é realmente marcante nisso é que as pessoas nao retratavam umas as outras de forma real e esta ideia perpetuou em outros lugares sempre exagerando uma parte e ocultando outra como a venus de Willendorff. E então vem a questão do porque desta destorção.
  Um neorologista acha que descobriu a questão. Antes ele nem se interessava por arte porem se questionou do porque da beleza das imagens. Ele percebeu que o cerebro capta uma parte que mais lhe interessa esquecendo das outras. Este estudo foi constatado nas gaivotas que sao atraidas pela mancha vermelha do bico da mae e quanto mais vermelho tiver mais elas ficam interessadas ignorando outros elementos (mesmo que este vermelho for de um palito - se colocarmos dois palitos um com mais listra vermelha que o outro, o que tiver menos será ignorado).
   Depois foi mostrada imagens dos murais egipcios que apesar de representarem seus corpos de forma realista eles realizavam distorções nas imagens para enfatisar melhor uma parte que a outra

      O rosto de frente nao podia ser tão bem definido como o rosto visto de lado no qual percebemos melhor o seu formato, porem o olho era representado de frente mesmo com a imagem nesta posição.
  Ja o corpo se destaca frontalmente, os pes eram distorcidos para parecerem iguais e do mesmo tamanho o que tambem acontecia com as mãos que era representada repetidas para que a esquerda não diferenciasse da direita no momento da representação. Esta representação da imagem permaneceu sendo representada assim durante gerações egipcias como se fossem molde para que o conceito do corpo humano não sofressem transformações.
  Os Gregos chegaram a descobrir a perfeita simetria e representação humana atraves da observação porém esta relação durou poucos anos pois o real nos passa desapercebidos em nossas mentes e se torna cansativo; o interessante é a distorção. É ela quem faz algumas imagens se tornarem mais belas ou atrativas para nós mesmo parecendo realistas, estas devem ser desproporcionais de alguma maneira. 
   O encanto que temos pela carica é uma perfeita demonstração assim como as manipulações de imagens em programas especificos.


Proxima reportagem dia 20-06 Texto sobre a Gravura

terça-feira, 5 de abril de 2011

A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE ARTE ao longo do tempo

 Aqui será postado sobre a evolução de pensamentos em relação aos conceitos de arte e de artistas ao longo da história da arte que está sempre em constante movimento.

Os artistas no Renascimento:

    Considerados pouco mais que artesão no inicio do Renascimento, os artistas dependiam do favor dos nobres cultos. Cenas de torneio de cavalaria e batalhas eram temas populares, representados com frequência em tapeçarias - uma arte julgada por muitos superior à pintura. pag 20

A natureza-morta:
     
   A natureza-morta sempre foi um tema menor. Embora muitas grandes obras contenham primorosos detalhes, uma pintura de objetos inanimados não era considerada suficiente para expressar os objetivos e ideais da Grande Arte. Os pintores do norte europeu, com sua técnica meticulosa gostavam deste tipo de detalhe, e os holandeses foram os primeiros a estabelecer uma tradição de naturezas-mortas. Essa tradição se desenvolveu mais no século XVIII, em especial com Chardin e ganhou vida própria no final do século XIX, quando artistas como Cézanne derrubaram a autoridade da Grande Arte que as academias continuavam a promover. pag 53

Chardin, Jean-Baptiste-Siméon The Silver Goblet 
Oil on canvas (190 Kb), 33 x 41 cm (13 x 16 1/4"); Musée du Louvre, Paris














                                                                          Table, Napkin, and Fruit 1895-1900  - Paul Cezanne

  Issac e Rebeca:

    Até o final do século XIX, a paisagem não era considerada um tema sério de pintura. Havia uma hierarquia, em que a pintura histórica, que incluía cenas da Bíblia figurava no topo. Introduzindo temas da Bíblia, Lorrain (o artista do quadro citado) era visto como um pintor sério. pag.55
   Issac e Rebeca de Lorrain



   Pintura de Gênero
    
   Com a recém-conquistada liberdade política e cultural, artistas holandeses desenvolveram novos temas em seus quadros, avidamente colecionados pela emergente classe média. Paisagens, naturezas-mortas e pinturas de gêneros celebravam a nova república e seu estilo de vida, ignorando velhas tradições de pinturas religiosas e históricas, que continuavam a dominar a arte das monarquias católicas. pag. 59



    Putti privilegiados
     
   Os putti são os únicos "deuses" da Antiguidade admitidos por Watteu na tela ("Viagem a Citera"). Cansados de se voltar para os deuses da Grécia, os artistas do Rococó viam a natureza morta como guia de inspiração, aludindo os deuses apenas de modo brincalhão e romântico.  (pag.60)

     

   Pintura retrato x Pintura de Paisagens


   Embora Gainsbourough tenha construído sua reputação como pintor de retratos muito bem-sucedido da alta sociedade da época, seu interesse era a pintura de paisagens, que não era considerada uma forma séria de arte. Nas palavras do artista: "Estou farto dos retratos e gostaria muito de pegar minha viola de gamba e ir para algum bom povoado onde pudesse pintar paisagens..." (pag. 66/67)



Titulo Die Tränke  
Thomas Gainsbourough  (Imagens)
Technique Öl auf Leinwand (oleo sobre tela) Ano 1777                Pintura de Grainsbourought
Dimensions=147 × 180 cm 
 London, National Galery


    A Grande Arte
     
   A maioria dos pintores com aspirações tenta fazer da arte com conteúdo intelectual, moral ou sério. No passado, isso significava temas de história antiga e da Bíblia, mas não paisagens, naturezas-mortas e pinturas de gênero, que eram consideradas decorativas, mas não Grande Arte. Pelo final do século XIX essa hierarquia acabou, e a paisagem se destacou. Logo se reconheceu que Wright (o pintor) tinha levado a arte séria a um território não mapeado, criando uma nova categoria, de tema moderno, para a Grande Arte (pag 69)

Proxima Postagem: Dia 12/04 Curiosidades sobre a Arte e glossário

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O GOSTO e a BELEZA

     Já que este é um blog de arte e a Filosofia tem muita relação com o assunto, aqui vai o primeiro de uma serie de textos filosoficos para se pensar...

texto de Carmo D'Orey

As teorias baseadas na subjectividade do gosto

1. Algumas explicações caracterizam-se por definir as noções de "bom" (esteticamente) e de "valor estético" em termos dos estados psicológicos dos sujeitos. [...] Daí que o valor estético não seja uma qualidade perceptível nos objectos, como a cor ou a dimensão, mas sim uma relação que consiste no fato de alguém tomar uma atitude determinada a respeito deles. A tarefa da avaliação da arte reduz-se inteiramente à manifestação dos nossos gostos e preferências a respeito das obras de arte.
    A forma mais simples e mais divulgada deste ponto de vista é o subjetivismo pessoal, para o qual "bom" é definido em termos de uma referência direta ou indirecta ao emissor. "X é esteticamente bom" ou "X tem valor estético" significa "Eu gosto de X". Há no entanto tantas formas de subjetivismo quantas as formas de classificar pessoas. Por exemplo, "X é esteticamente bom" significa "Todos os indivíduos da espécie humana gostam de X" ou "Os mais conceituados críticos de arte gostam de X". Mas como o subjetivismo pessoal é o mais vulgarizado, limitar-nos-emos a ele.
    O subjetivismo tem uma certa plausibilidade, dado que há efetivamente uma relação frequente, embora não necessária [...], entre as qualidades que reconhecemos a um objeto e e o fato de gostarmos dele e, a ser correto, teria algumas vantagens manifestas. [...] Permitiria explicar um fenómeno embaraçoso para as teorias filosóficas do valor que é a variabilidade, de época para época, do que é considerado esteticamente bom. Se o subjetivismo tem razão, este fenômeno é facilmente explicável, uma vez que é admitido que os gostos estão sujeitos a amplas variações.
    2. Tem sido frequentemente observado que, do ponto de vista lógico, as teorias baseadas na subjetividade trazem como consequência que as discussões críticas não têm significado. Se dois críticos discordam acerca do valor de uma pintura, [...] esse desacordo não diz realmente respeito às propriedades da pintura, mas sim aos diferentes gostos dos críticos. O que diz que é boa diz efectivamente que gosta dela e o que diz que é má diz apenas que não gosta dela. Como as duas afirmações podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, não há de fato desacordo e, uma vez que os gostos não se discutem, a disputa não tem sentido. O único argumento que B poderia usar para refutar o juízo estético de A seria o de mostrar que A estava enganado, ou de que mentia [...]. Na prática é raro que os críticos subscrevam esta versão extrema de subjetivismo. [Mas] esta consequência conduz à principal objecção que tem sido colocada às teorias baseadas na subjetividade e que decorre da prática efectiva da linguagem crítica. [...]

As teorias da beleza

    1. Ao contrário das teorias subjetivistas e emotivistas, a definição de valor estético das teorias da beleza é uma definição objetiva, isto é, não faz referência às atitudes psicológicas dos seres humanos. É de inspiração platônica e supõe que as avaliações críticas são absolutas, ou seja, verdadeiras independentemente destas atitudes. [...] Segundo o ponto de vista destas teorias, as obras de arte além de possuírem propriedades empíricas, tais como as cores, os sons ou as formas, possuem uma propriedade não empírica à qual nos referimos com o termo "beleza". A tese central dos platonistas é a de que o valor estético consiste na posse da beleza e que o grau de valor estético depende da intensidade desta propriedade. O valor estético é, assim, definido como valor que um objeto tem devido à sua beleza. [...]

    2. A primeira e mais óbvia dificuldade destas teorias é a de que a beleza é uma noção vaga. Se a usarmos num sentido estrito, obviamente algumas grandes obras de arte não são belas: os Goyas do período sombrio ou dos Desastres da Guerra, obras de Picasso e de Francis Bacon. A beleza não é, então, uma característica necessária da boa arte e não pode ser o único critério de valor. Se usamos a noção num sentido amplo, então temos de admitir que na arte, o feio pode ser belo, mas neste caso "beleza" é apenas um outro nome para o conceito de "valor estético".

  3. Em terceiro lugar, as teorias da beleza não podem explicar a discussão crítica. Aparentemente a sua vantagem seria o facto de, em princípio, nos oferecerem uma forma objectiva para analisarmos o valor das obras de arte. Uma vez que a beleza é uma propriedade objetiva das obras de arte, se há desacordo apenas uma das partes em litígio tem razão, porque uma obra de arte tem de ter ou não ter a propriedade da beleza. [...] Ora, não é possível dar razões para mostar que um objeto é belo. Vejamos porquê:
    Grande parte dos platonistas aceita que a beleza depende de propriedades empíricas dos objetos, dos seus elementos e das relações entre esses elementos. Tem, por isso, cabimento averiguar se existem condições perceptuais que determinem que um objeto possui a propriedade da beleza, ou seja, se existem quaisquer condições que sejam necessárias e suficientes para que um objeto seja belo. A resposta é negativa. [...] Não há qualquer propriedade empírica que seja comum a todas as coisas belas. Uma obra de arte é bela porque é delicada e luminosa, outra porque é forte e sombria. Sendo assim, como não há nada que esteja necessariamente correlacionado com a beleza, a capacidade de intuir a beleza é sempre indispensável para saber se uma obra de arte é bela e, por isso, uma pessoa que não tem essa capacidade não dispõe de quaisquer meios para saber se uma determinada obra de arte tem valor estético. Este torna-se um mistério ao qual apenas uns poucos têm acesso. Segue-se daqui que, de acordo com o platonismo, dar razões para justificar uma avaliação é uma actividade sem significado e que a solução dos diferendos pela discussão crítica das propriedades perceptíveis das obras de arte é impossível.

Carmo D'Orey, A Exemplificação na Arte, pp. 567–584.

fonte: Site A Arte de Pensar endereço http://www.didacticaeditora.pt/arte_de_pensar/leit_gosto.html 

Glossario

Empirico: que pode ser provado, existe realmente, é palpavel

Impirico: Que é subjetivo, mundo das ideias, irreal

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