Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 2 de agosto de 2016

COMO A ARTE PODE EXPANDIR SUA CONSCIÊNCIA

GEralmente criticAMOS AS ARTES POR NAO SERVIR PARA NADA;POIS É, ESTE NAO SERVIR PARA NADA TEM MUITO MAIS EFEITOS INTERNOS E INVISIVEIS DO QUE NOS IMAGINAMOS.a ARTE É POTENTE POR SI SO...

COMO A ARTE PODE EXPANDIR SUA CONSCIÊNCIA

   Com tantas evidências dos efeitos positivos da yoga e meditação que vemos atualmente, você pode ser surpreendido com o que as pesquisas científicas também tem a dizer sobre os efeitos de arte no cérebro. A arte pode nos curar,  nos inspirar, e alterar a química do nosso cérebro. 

  Muito antes dos estudos da neurociência moderna, os artistas criavam obras para inspirar as pessoas e hoje existem exames de imagem do cérebro complexas que podem comprovar o quanto a arte muda a fisiologia cerebral.

   A contemplação de uma arte pode estimular centros de prazer no cérebro, aumentando o fluxo de sangue em até 10% no córtex orbitofrontal medial. Isso pode levar a um estado elevado de consciência, bem-estar e melhorar consideravelmente a saúde emocional.
O fluxo de sangue aumenta para uma bela pintura da mesma forma que aumenta quando você olha para alguém que ama. A arte induz uma sensação agradável diretamente ao cérebro. – Professor Semir Zeki – University College London
                                   Alex_Grey_Adam_and_Eve
                  Adam and Eve 1988, Oil on Linen, 60 x 60 In. Alex_Grey

Observando a Arte

Neurônios espelho são neurônios que disparam tanto quando um animal realiza um determinado ato, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo ato. Desta forma, o neurônio imita o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar essa ação (Fonte)
Isso nos traz de volta a um conceito muito básico na evolução humana que envolve a modelagem.
Quando você observa uma obra de arte são potencialmente disparados os mesmos neurônios do artista que a criou, abrindo assim novos caminhos neurais e estimulando um estado de inspiração.
Este sentido de ser arrastado para uma pintura é chamado de “cognição incorporada“. 



                                 Perry Kroger

                                                  Perry Kroger 

Cognição Incorporada, o que é? 

O novo estudo, publicado em janeiro no jornal “Psychological Science”, faz parte de um campo imensamente popular chamado cognição incorporada, a ideia de que o cérebro não é a única parte do nosso corpo com uma mente própria.

“A forma como processamos informação está relacionada não apenas aos nossos cérebros, mas ao nosso corpo inteiro”, disse Nils B. Jostmann, da Universidade de Amsterdã. “Usamos todos os sistemas disponíveis para chegar a uma conclusão e compreender o que está acontecendo".

                                    cognicao_incorporada


Pesquisas sobre cognição incorporada revelaram que o corpo leva a linguagem ao coração e pode ser terrivelmente literal.

Dizemos que uma pessoa é calorosa e adorável, o oposto de fria e distante, não é? Num estudo recente de Yale, pesquisadores dividiram 41 estudantes universitários em dois grupos e casualmente pediram que os membros do Grupo A segurassem uma xícara de café quente, enquanto os do Grupo B seguravam café gelado. Os estudantes foram então levados a uma sala de testes e solicitados a avaliar a personalidade de um individuo imaginário com base em algumas informações.

Estudantes que tinham segurado a bebida quente tiveram muito mais probabilidade de julgar o personagem fictício como caloroso e amigável do que os que tinham segurado o café gelado.
Alguns dos processos mais avançados de análise intuitiva humana e expressividade é uma forma fundamental de apreciação estética através da cognição incorporada, a capacidade de projetar-se como um agente na cena retratada – Christopher Tyler, diretor da Smith-Kettlewell Brain Imaging Center
O poder terapêutico da Arte
Isso explica por que nós podemos sentir que estamos sonhando, quando olhamos para artes impressionistas. A capacidade da arte, combinada com a nossa própria imaginação poder nos transportar para outros reinos é surpreendente. Os artistas têm a capacidade de nos mostrar novos mundos, mas não devemos colocá-los em um pedestal, porque cada um de nós é um artista.
Fazer arte, realmente ativa o cérebro e pode promover a integração emocional, cognitiva e sensorial nas pessoas. Joan French 


                    arteterapia   


 O ato de criar a arte também é terapêutico e tem sido o impulso para o movimento da arteterapia.
Cada um de nós viveu como artistas na infância e temos a capacidade de trazer de volta esta poderosa forma de expressão e auto-cura, se nos permitirmos.
Você não precisa ser um especialista para desfrutar de manchas de tinta sobre uma tela e deixar seus centros de prazer acender como uma criança!
Arteterapia, às vezes chamada de arte expressiva ou psicologia da arte, incentiva a auto-descoberta e crescimento emocional. É um processo em duas partes, que envolve tanto a criação da arte e a descoberta de seu significado. – Paula Ford-Martin
Arte e Consciência 

Artistas visionários modernos estão aplicando a ideia de que a arte inspira uma comunidade, é educacional, e tem a capacidade de provocar revelações espirituais.
Pinturas em grupos e pintura ao vivo em eventos musicais, por exemplo, permite que os participantes participem do processo criativo.
O artista Alex Grey abriu o Cosm em Nova York, que está sendo chamado de Capela dos Espelhos Sagrados. Dentro do Movimento de arte visionária a ideia é de que a própria criatividade é um caminho para o divino.
                                           Alex_Grey_Kiss_of_the_Muse
                                               Kiss of the Muse – Alex_Grey
Isso inclui a criação de arte, comemoração da arte e criação de comunidades que promovam a expressão criativa em todas as suas formas.

Criatividade pode ser uma das grandes coisas sobre ser humano e arte pode ser um grande professor para nós nessa jornada evolutiva. Para despertar e catalisar o caminho espiritual de cada pessoa, fornecendo acesso à mais alta verdade mística através da arte e ação criativa. – Cosm 
Atualmente estamos rodeados por outdoors e anúncios que utilizam a arte para nos convencer a comprar coisas que normalmente não precisamos.

Existe também um grande movimento para embelezar lugares públicos com murais que contêm relevância cultural para comunidade. Imagine como podemos criar um mundo mais pacífico e vibrante cercando-nos com belas artes …

                                            alex_grey_1
                                The Visionary Origin of Language – Alex Grey
Fonte:http://yogui.co/como-a-arte-pode-expandir-sua-consciencia/http://yogui.co/como-a-arte-pode-expandir-sua-consciencia/


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

COMO ANDA SUA CRIATIVIDADE?

O texto foi retirado de um site sobre artesanato e achei bem interessante pois acontece mesmo. 
   Vamos a ele:

COMO ANDA SUA CRIATIVIDADE?

  Por Cris Turek em 30 de Janeiro de 2015
 
 
    Olha só, estou aqui de novo com um assunto sério. Alias esse é bem sério: a Criatividade. E a grande pergunta é: por onde anda a sua? Ela está legalzinha?

      Em janeiro, com pique da galera em marcha reduzida, eu aproveitei para aprender um pouco mais. De tudo.

      Nisso que parei para pensar na minha turma querida: por ai, como anda o aprimoramento e a capacitação?
    Inicio de ano é uma época boa para estes assuntos. O ritmo das encomendas diminui um pouco, as pessoas se desligam enquanto saem de ferias e ai sobra aquele tempo importante pra investirmos em nos mesmos.

   A criatividade por exemplo, precisa ser trabalhada ou morre. Para mim ela é como um delicioso e cremoso sorvete. Ou a gente saboreia cada lambida ou ele se esvai, melequento entre os dedos.

     Nestes encontros em que pude participar, observei muitas pessoas preocupadas apenas em pegar todas as dicas prontas e mastigadas para dali sair fazendo tudo exatamente igual. O mesmo formato, a mesma cor, o mesmo tamanho. Esse para mim é o sintoma do sorvete derretido. Ele ainda tem sabor, mas não dá mais para saber lambendo.

   Analisando também nosso espaço da internet, ele é um lugar estranho, né não? Possibilita um campo gigantesco de pesquisa e ao mesmo tempo pode levar ao limbo da criatividade estagnada. 
E muito fácil buscar ideias prontas e  sair repetindo. E atenção; não há nada de errado em buscar inspiração na internet ou em livros e revistas. O detalhe é que um bom artesão tira do seu bau de ideias, aquele pulo do gato que vai transformar o projeto visto em algo inovador e com identidade. Identidade e estilo pesam na hora da venda.
    
    Se o bau anda meio vazio talvez seja porque não estamos exercitando para enchê-lo, só copiando. E como exercitar? Simples: pensando fora da caixa.
   
   Se para nosso trabalho é importante ter foco e prioridades, na hora de exercitar a criatividade temos que voltar a ser crianças e nos lambuzar com aquele sorvete. Olhar os objetos mais estranhos e imaginar artesanato neles, encontrar novas respostas para velhas perguntas, soltar a imaginação sem medo de acertar ou errar, apenas criar.
   
    Olhar o mundo redor e "ver" as coisas e a beleza que há nelas.Ousar, mergulhar de cabeça, perder o medo, testar e se desafiar. experimente:
  • Você pode pegar um papel e rabiscar um desenho, mesmo se não souber desenhar.
  • Ou então comprar uma tela limpa e de repente pintar uma figura sendo Picasso por um dia.
  • Pode também usar o celular e capturar uma imagem dentro da sua casa, depois na sua rua, depois pela cidade. Treine o olhar.
  • Pode brincar com algo que nunca usou, trocar de técnica só pra ver no que dá.   
     Tudo isso fará você abrir a mente e guardar lá novos registros de cores, composições formas. Muitas novas ideias que você aproveitará em futuros projetos. Quando precisar, poderá acessar esses registros mentais e usa-los sem medo de estar copiando.
   
    Fuja de copiar, sala da sombra de artesão criativo, seja alguém. Assim terá sucesso, visibilidade e reconhecimento, deixando para trás aquele rótulo de artesanato do "isso eu já vi por ai".(e é o que mais tem em feirinha de artesanato)

  Lembre que peças iguais caem na vala do preço e peças com identidade de inovação ganham em qualidade.

  Mas me diga, o seu sorvete está gostoso? 
  Esta história de as pessoas darem estas aulas para servirem como modelo e o pessoal copiar tudo certinho acontece mesmo. Discordo dessa pratica completamente. Para mim nesta aulas, nem devia falar tudo tão explicadinho. Tipo: ao falar de cores usadas não precisa especificar, o melhor é falar para usar o pincel e a cor do seu gosto, porém geralmente vivem de patrocinadores dai a propaganda. Muitas vezes fazendo cursos, os insights (ideias novas) surgiam la mesmo e eu inovava. Nada de ficar presos a receita gente. 
    As vezes o que se usa no artesanato pode ser usado num outro trabalho, ou uma receita pode ser incrementada com um ingrediente só sei que dará um sabor especial e assim vai. 
   O bom mesmo é seguir apenas a base, o resto deixa por sua conta, só se não der o mesmo efeito exato, ai sim você tem que seguir a risca se não; esquece! E é isso que faz a pessoa ser um inovador e abrir caminhos.

Fonte: blog Vila do artesão http://us1.campaign-archive2.com/?u=4b0a7ff450c1b85ecdad9c478&id=2239d898cb 

Complemento: como apagar a criatividade


terça-feira, 23 de setembro de 2014

O QUE DEFINE UM CRIATIVO?

 A Criatividade esta em todas parte e em todas as profissoes e subentende-se que nas artes é onde ela mais se concentra então foi decidido colocar aqui o texto
 

  O QUE DEFINE UM CRIATIVO?

   O texto disposto a seguir foi gerado a partir de uma discussão entre membros do grupo de discussão, no Facebook, do programa Trilha 2E1. O debate foi iniciado quando a tutora Carolina Paz apresentou a seguinte questão: “escolha uma característica que você acreditar ser fundamental em todo criativo? O que todos têm em comum e que faz a diferença? Por que?”.
Como em qualquer discussão focando conceitos, semântica e noções abstratas do conhecimento humano, os assuntos em pauta tendem a dividir opiniões, criar novos ângulos de entendimento e, comumente, gerar novos questionamentos. Essas características são naturais do exercício filosófico necessário para o debate de tais temas. Dito isso, é importante ressaltar que a estruturação da síntese aqui apresentada é resultado direto da coletânea e harmonização de múltiplas vozes de uma discussão, agora organizadas com o objetivo de responder apenas uma indagação:

Existe uma característica única e fundamental em todo criativo?

“Risco”, “a capacidade de estabeler relações”, “uma capacidade de antecipação. Uma visualização do que vai ser feito que é diferente do projeto porque não é objetiva. Uma antevisão e clarividência somadas”, “capacidade de estar sintonizado em multifrequência, num estado de aparente impermanência”, “a experimentação”, “curiosidade”… Faça essa pergunta à dez criativos e certamente você receberá onze respostas diferentes.
Não é exatamente um método de pesquisa mais imparcial, mas então para quem poderíamos recorrer para nos dar uma resposta comum ou definitiva? Quem é criativo? Quem não é criativo? Há diferença entre ter novas ideias e criar novas ideias? Inevitavelmente o debate  principal teria de recorrer a um consenso sobre o que faz um criativo ser criativo.
Wagner Priante, membro do Trilha 2E1, aponta o cerne da divergência de opiniões:
“Realmente difícil indicar uma característica, algo que perpasse todos os criativos e seja o que o defina como tal. A tautologia nos levaria à ideia de que todo criativo é aquele que ‘tem criatividade’. A questão então se desloca para o que é ser criativo, o que faz a diferença nas ações que tornam alguém, o mais consensualmente possível, criativo.”
   Então se o criativo é aquele que tem criatividade, precisamos saber o que afinal é criatividade. Felizmente essa resposta possui um consenso mais definido entre os dicionários e senso comum: criatividade é a habilidade de produzir algo através da imaginação ou ideias originais, seja uma nova solução para um problema, um novo método, ou uma nova forma ou objeto artístico.

                         cultivate-a-creative-mind-creativity 

    O termo geralmente se refere a uma riqueza de ideias e originalidade de pensamento, mas também nos sugere a resposta da questão principal. Magda Sheeny, membro do Trilha 2E1 parece matar a charada:
“O que faz a diferença em uma pessoa, para poder chama-la de criativa, penso que seria a palavra ‘AÇÃO’. O que responderia, também, a outra questão proposta: Há diferença entre ter novas idéias e criar novas idéias? Mas uma vez,respondo: ‘AÇÃO’. (…) para experimentar, há de se ter ‘AÇÃO’.
Eny Aliperte Ferreira, através de uma curiosa pesquisa etimológica, chega à mesma conclusão em uma notável síntese:
“(…) do século XIX até o início do século XX, postulada por certos gramáticos, a distinção entre criar, ‘alimentar, educar, fazer crescer (pessoas, animais, plantas)’, e crear, ‘gerar do nada (como faz Deus) ou inventar do nada (como fazem artistas)’, distinção cedo denunciada como arbitrária (sobretudo porque a conjugação do alegado crear passava a ser mais arbitrária ainda) (…) parece então que o termo caiu em desuso, mas pensei na palavra creação, que contem o crer e ação. (…)
   Carolina Paz também concorda: “Criar é verbo que se conjuga na prática.” Para a tutora, um criativo é antes de tudo pró-ativo (e não reativo). Em sua ação, o produto da criação é resultante do processo e não do resultado de uma demanda externa anterior ou de consequências posteriores. O criativo é aquele que tem criatividade. É quem age concretamente na criação.
Essa parece ser a resposta mais pragmática entre outras possíveis inúmeras reflexões. Ironicamente o pragmatismo e sua distância de qualquer pensamento lúdico entra frequentemente em choque com vários criativos que exercem sua produção motivados por ideais ou ideias românticas (principalmente no mundo das artes). O escritor Oscar Wilde, por exemplo, dizia que a base da ação é falta de imaginação e que é o último recurso daqueles que não sabem sonhar, mas ao mesmo tempo ele escreveu, publicou e é reconhecido por suas ações e trabalhos realizados.


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Sonhos e imaginação são um combustível para criação e não a criação em si. A criação também não requer inteligência, conhecimento, sabedoria, total originalidade, autocrítica ou até capacidade. É definida pelo ato da ação e realização. Ser capaz de fazer não é o mesmo do que fazer.
“Não pense. O pensar é o inimigo da criatividade. É autoconsciente, e qualquer coisa autoconsciente é horrível. Você não pode tentar fazer coisas. Você simplesmente tem de fazer coisas”. – Ray Bradbury, escritor (1920-2012)

O criativo

A criação e a criatividade é associada frequentemente às artes pelo uso constante do processo pelos que constituem a atividade e/ou profissão, no entanto a criatividade é presente em toda a história humana independente de posições sociais ou profissionais. A denominação “criativo”, como substantivo para designar ofício ou atividade, é utilizada normalmente considerando fatores como: frequência, grau de importância e/ou originalidade do indivíduo em realizar criações. Paralelos podem ser traçados com diversas outras atividades. Exemplo: Um sujeito pode ter a capacidade de cozinhar seu próprio jantar, de criar um prato novo com os recursos que possui e/ou conhecimentos prévios e finalmente cozinhar seu jantar. Ele criou e cozinhou, mas não necessariamente é considerado por convenção social um cozinheiro ou criativo. Somente a ação e a repetição constante de ações com variações alimentadas pela imaginação, referências externas e retroalimentadas pelo próprio trabalho podem constituir a denominação de “criativo”.  Sem ação não há a prática e sem a prática não há criação.
“Nada acontece até algo se mover.” – Albert Einstein, físico teórico e filósofo científico (1879-1955)

FOnte http://doiseum.com/trilha/o-que-define-um-criativo/#more-3190

terça-feira, 26 de agosto de 2014

ESCREVENDO EM ARTE

A postagem da semana é sobre o texto que li chamado escrever em arte e como ele é cheio de links e opções para serem selecionadas e lidas resolvi fazer minha interpretação do mesmo aqui pois ler um texto direto em minha opiniao nao ocorre a interrupção de raciocinio. Obs: Depois quem quiser le-lo, o link estara no final do texto

   ESCREVENDO EM ARTE

     No texto é mencionado a principal forma de expressao do artista sao os objetos, imagens e codigos diferentes da "leitura comum". Mesmo assim não quer dizer que ele nao se utilize desta expressao normal ate porque as vezes há necessidade de comunicar com as pessoas sobre o trabalho e para isso e ele deve escrever. Isso tambem o ajuda a entender melhor sua forma de expressao e ajuda outros artistas a melhorarem seu trabalho. Esta forma de comunicar nao necessita ser uma forma academica ou rebuscada mas ele precisa exercita-la. E como é preciso, o artista pode fazer de maneira que o estimule tais como escrevendo livremente sem precisar fazer uma escrita logica, usando papeis que diferentes do usual mesclar com imagens (emoticons/smiles) para se tornar um ato comum e natural, apesar de ate chegar neste ponto havera muitos atritos caso o ato de escrever nao é um costume.
   O texto deve ser como seu trabalho, dar espaço para o leitor fazer multiplas interpretações e nao ver o trabalho a sua maneira sem espaços para a subjetividade porem sendo claro no entendimento nao deixando o leitor entediado ou perdido. A escrita como o trabalho é interminavel por isso troque ideias, tenha coragem de expo-la e assim  havera um melhor entendimento e uma expansao das suas ideias.
  Ah nao sr esqueça, o papel do artista nao é apenas fazer arte e sim saber sobre ela, descreve-la em forma de projetos enfim ser multiplo.
  Para voces verem o  texto tinha 2 paginas, entao....

fonte: http://doiseum.com/trilha/escrevendo-em-arte-parte-1-de-2/
           http://doiseum.com/trilha/escrevendo-em-arte-parte-2-de-2/

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

PROCESSOS CRIATIVOS: CRIAR MAIS E MELHOR!

Nosso post da semana é sobre criatividade que por se sinal esta em todos os campos nao so na area artistica apesar de nelas ser mais ressaltada.

Processos criativos: criar mais e melhor

Criativos somos todos. Os pequenos saltos da evolução vieram de momentos insanos, em que resolvemos fazer algo diferente.
Assim, os macacos pelados acabaram conseguindo correr, navegar, voar até viajar ao espaço. Só não nos entendemos muito bem com a Mãe Terra, mas ainda temos chance de consertar isso.
As ideais estão por aí, disponíveis para todos. Individualmente, ou  coletivamente, abra um espaço para elas.  Basta arriscar, novas soluções e formas não só nos processos artísticos/funcionais/elaborativos,  mas na própria vida.
Processos criativos tem algo de parto, e nunca se sabe na hora  o que vai aparecer primeiro, a cauda ou a cabeça do bicho.
Pode ser rápido, imperceptível ou chegar como um caminhão te atropelando.  Ideias surgem assim, instantâneamente, como um sonho caído no chão.
Seja como for, não perca a chance.  Rabisque, grave, desenhe, anote, fotografe. Não pense.
Ninguém é dono  das ideias. Elas tem vida própria e cabe a nós apenas entender o que querem dizer. Elas tem algo mágico que precisa ser cuidado e guardado.
Seguem três  dicas para exercitar e melhorar o resultado de seus processos criativos e aproveitar melhor o que pode surgir deste mundo das ideias:

1) O valor de fazer: Tem que exercitar, deixar o processo germinar. Não é questão de  encontrar uma ideia ou outra. O fazer é mais importante do que o resultado, sem se preocupar com o tempo. A observação e a prática criam o melhor espaço para fazer acontecer.

2) Juntando pedaços: As partes nem sempre aparecem em ordem. Aprenda a separar, achar o tom, a estrutura. Uma coisa puxa outra e tudo acaba se encaixando.  Você vai  acabar descobrindo a forma e o tamanho da coisa.

3) A arte do acabamento Todas as artes passam por um trabalho longo de molde e aperfeiçoamento. É  a parte mais trabalhosa, cansativa,  onde se faz e refaz , cria-se forma, ritmo, estrutura.  É importante  terminar e perceber quando o trabalho chegou ao fim.

A criação tem  este toque, de gerar de vida e deixar a coisa viver por conta própria. Começar e terminar é a principal arte.
Alguns tem ideias aos montes, outros menos. Mas o  que acontece com elas  é que define o futuro das criações e dos criadores, sejam artistas, cientistas, filósofos ou pessoas comuns.

As obras e as artes apresentam os dois lados da moeda.  Querem dizer algo e  querem ser entendidos de alguma forma.  Todos precisam da emoção e do entendimento das pessoas.
E no final das contas, nada supera a objetividade e a simplicidade.  A natureza  nos ensina isso, todos os dias.

Roberto Tostes é consultor de comunicação e web na área de marketing digital e design gráfico, publicitário, escritor e colaborador dos blogs Webinsider, PontoMarketing e Popmídia Talentos. Twitter: @robertotostes - Web: robertotostes.com

fonte: http://www.popmidia.com.br/talentos/processos-criativos-criar-mais-e-melhor/

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

DIVERSIDADE CULTURAL

  O texto de hoje foi pego direto no site Ministerio da Cultura e fala sobre o que a uniao de pessoas com costumes e modos diferentes podem ser vantajoso. É estranho falar isso, mas nos somos ao mesmo tempo iguais e diferentes. Somos iguais porque pertencemos a mesma raça: a Humana com caracteristicas identicas porem nos diferenciamos nos detalhes e no modo de agir e nesse ponto ao tentarmos ser iguais perdemos nossas maiores qualidades e sao elas que nos fazem evoluir por isso é interessante ser diferente sim desde que respeitemos o outro para que juntos podemos caminhar para a busca de uma vida melhor. 

DIVERSIDADE CULTURAL

Artigo da ex - ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e da secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, publicado no Jornal Correio Braziliense em 21/05/2012

        Em 2001, a Unesco adotou a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, que reconheceu, pela primeira vez, a Diversidade Cultural como “herança comum da humanidade”, considerando sua salvaguarda imperativo concreto e ético inseparável do respeito à dignidade humana. Em seguida, a Assembleia Geral da ONU proclamou o 21 de maio como Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, para conscientizar a população sobre a riqueza das diversas culturas do mundo, e aprofundar a reflexão sobre as oportunidades que a Diversidade Cultural pode trazer às sociedades. Essas reflexões nos levam a conclusões.
 
      A de que a Diversidade Cultural só pode ser protegida e promovida ao reconhecer, como princípio fundador, o diálogo e o respeito entre as civilizações e as culturas, indo além de sexo, idade, nacionalidade, pertencimento cultural, religião ou etnia, para a construção de um futuro de paz numa sociedade em que a pluralidade cultural desempenha papel de enriquecimento mútuo, reconhecimento e respeito às diferenças. Outra conclusão é que a Diversidade Cultural é fonte de representações, conhecimentos, práticas e, igualmente, de afirmação, inovação e criatividade, que contribuem para a construção de um sistema relacional viável, sustentável e harmônico entre a humanidade e os recursos terrestres. Nesse sentido, a Diversidade Cultural constitui força motriz do desenvolvimento, indispensável para atenuar a pobreza.
      
    Para o antropólogo sociocultural indiano Arjun Appadurai, a Diversidade Cultural é a ligação crucial entre as dimensões material e imaterial do desenvolvimento. Ele explica que, enquanto desenvolvimento material pode ser avaliado em termos de saúde humana, capacidades econômicas, fluxo de mercadorias e garantias físicas quanto à segurança e à produtividade, o desenvolvimento imaterial reside no espírito de participação, no entusiasmo da autonomia, nas alegrias do reconhecimento e na felicidade da aspiração. Ele nos remete à contribuição das tecnologias, dos conhecimentos e crenças culturais e religiosas, dos valores sociais e espirituais, especialmente dos povos e comunidades tradicionais, na exploração sustentável dos recursos e na preservação dos ecossistemas dos quais dependem. Isso é, inclusive, tema da Convenção sobre a Diversidade Biológica.
     No momento em que o Brasil se prepara para receber a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio, é de grande importância incluir a Cultura nas discussões, pois, além de diverso em termos biológicos, nos destacamos internacionalmente pelas Políticas Culturais que desenvolvemos, buscando garantir as expressões de nossa rica Diversidade Cultural e estabelecer maior equilíbrio entre a pluralidade de expressões. O Ministério da Cultura atua em consonância com a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Unesco em 2005, que reúne 122 países, inclusive o Brasil.

   Trata-se de compromisso de trabalhar para reforçar a cooperação e a solidariedade internacionais, de modo a fazer que países mais industrializados contribuam para ampliar a capacidade dos países em desenvolvimento de proteger e promover a diversidade de suas expressões culturais. Enquanto a Unesco trabalha com relações multilaterais, focada no desequilíbrio das trocas de bens e serviços culturais entre países, e no risco de uma homogeneização das expressões culturais no mundo, tendo a Convenção de 2005 como maneira de reforçar as indústrias culturais dos países em desenvolvimento, o Brasil trabalha a Diversidade Cultural de modo mais complexo, de acordo com nossas especificidades. Além do desequilíbrio entre as diversas regiões, nosso país abriga históricos desequilíbrios socioculturais, que provocam dificuldades a significativos segmentos em lidar com os mecanismos e códigos de acesso às políticas públicas de Cultura, como elaboração de projetos, convênios e prestação de contas.

   Assim, o MinC (Ministerio da Cultura) implementa políticas específicas para esse público, elaboradas a partir de processo que conta com a participação dos interessados, como culturas populares, povos indígenas, povos de terreiro, ciganos, crianças, jovens, idosos, LGBT e outros. Um de nossos programas de maior repercussão é o Cultura Viva, que tem como ação principal a identificação e o fomento de Pontões e Pontos de Cultura,(...). 

Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

Márcia Rollemberg
Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural

terça-feira, 21 de agosto de 2012

COMO SER CRIATIVO?

 Esta é uma serie de reportagens que estou achando na internet sobre a criatividade e que penso ser importante compartilhar com pessoas que trabalham com diariamente com o assunto. Isso nao impede que outros publicos tambem possam ler pois criatividade esta presente em tudo e principalmente no mundo de hoje que precisamos ser bastante criativos o tempo todo. Leiam abaixo:

 

   A criatividade hoje não é mais uma habilidade desejável apenas em profissionais como designers ou publicitários. Em todas as áreas vemos uma busca constante por inovação que vai da criação de novos modelos de negócios à melhorias em processos produtivos.
    Isso deve-se muito a um consumidor mais exigente, cansado da mesmice de mercados saturados e de empresas que oferecem menos por mais. Quem já entendeu este consumidor está sempre explorando novas possibilidades para seu produto, campanha e experiência de compra (do consumidor).
      Apesar de todo este cenário, dificilmente encontramos um loja com um ambiente realmente inovador, um produto com uma proposta diferenciada ou uma campanha que não seja mais do mesmo.
    Mas como treinar sua criatividade e atingir resultados realmente satisfatórios quando o assunto é mudança?
    Jairo Siqueira, consultor em gestão estratégica, gestão da qualidade e inovação de processos empresariais, nos dá algumas dicas para que nos tornemos mais criativos. Vejam:

1. Formule melhor o problema

  Se você está com dificuldades em encontrar boas respostas (e soluções) para algum problema, provavelmente não deve ter feito boas perguntas para o mesmo.
   Formule perguntas desafiadoras, que abram o leque de soluções e possibilidades. As perguntas devem ser reflexivas, estimular a reflexão, promover a investigação e dar origem a outas perguntas. Leia aqui sobre como formular boas perguntas e “pensar fora da caixa”.

2. Não faça pré julgamentos antes da hora

    Separe a fase de geração de ideias da fase de avaliação. Não tenha pressa durante o processo criativo. Você deve primeiro anotar todas as ideias que tiver, mesmo que elas pareçam no momento totalmente fora de cogitação, para depois canalizá-las. Até porque, mesmo as ideias que não forem utilizadas, podem gerar insights para outras soluções ou ainda serem amadurecidas durante o processo de avaliação.
    A confiança é muito importante durante todo o processo de criação. Não julgue nada antes da hora, uma ideia absurda no início deste processo pode tornar-se eficaz após uma análise mais ampla do problema.

3. Avalie suas ideias com diferentes visões

    O processo de avaliação de ideias pode ser tão importante quanto ao de geração delas. Isso porque quando iremos avaliar quais as ideias que estão próximas a viabilidade técnica e econômica, por exemplo, tendemos a uma avaliação conservadora e trivial, fazendo sucessivas eliminações de ideias que podem ser inovadoras.
    Quando for “comparar ideias” não use um único critério para avaliá-las, classifique-as de forma diferente para que, no final, não haja apenas uma ou duas ideias com um único conceito, sem dar a possibilidade de explorar o problema a ser resolvido com visões diferentes.

4. Não tenha medo de errar

           
 Você pode ter o conhecimento e habilidade para realizar determinado “projeto criativo”, mas nada disso servirá se não tiver convicção de que PODE realizá-lo. O medo é um dos principais obstáculos à inovação, ele pode bloqueá-lo e não fazê-lo sair do lugar.
    O medo de falhar decorre principalmente ao nosso “modelo de educação”, onde a primeira resposta deve ser a certa, sem que haja ao menos a possibilidade de uma diferente interpretação. Acredito inclusive que este “modelo de educação” do Brasil é um dos principais responsáveis por profissionais acomodados que tem preguiça de pensar e até agir, sair do lugar. Fomos treinados a seguir sempre uma mesma linha de raciocínio e exigidos a sempre acertar na primeira.
    Para crescer, precisamos sair da zona de conforto e experimentar, sem medo de errar e sem pensar no julgamento que o outro terá se , por acaso,  errarmos.

5. Assuma a criatividade como um “estilo de vida”

    Treine sua criatividade todos os dias, não se submeta a mesmice do dia a dia. Seja curioso, confronte  desafios, procure novas formas de realizar as tarefas do dia a dia,  seja flexível e não deixe que pré-conceitos o atrapalhem.
Manter a mente aberta durante o dia poderá trazer ótimos “resultados criativos”.
      Além das dicas citadas acima, sugiro aqui uma prática que me ajuda a ser mais criativo e que potencializa meu senso analítico: explore as situações do seu dia, enxergue-as com outros olhos e imagine uma história para elas. Veja um simples exemplo:
     Há algumas semanas, numa tarde ensolarada, em um metrô de São Paulo, uma garotinha gritava (ao ouvir o som que anunciava a estação) para todos em cada parada do metrô: “Todos a bordoooo!”, prosseguido de um barulho de “Maria Fumaça” que fazia com a boca.
     Apesar do mau humor comum do dia a dia paulistano, todos (inclusive eu) foram contagiados pelos berros da garotinha e, claro,  por sua espontaneidade e carisma. Isso, de certa forma, deixou-me espantado. Pensei em como uma criança, mesmo gritando e em um lugar (que é por muitas vezes) cheio de mau humor, pode trazer sorrisos quase que de forma unânime em todo vagão. Além de ter achado o fato curioso (e até bonito), aquilo fez para mim um sentido enorme. Enxerguei o fato como uma possível “história” que poderia ser inserida facilmente em uma ação ou até mesmo “adaptada” para transmitir um conceito, por exemplo.
    Com este simples exemplo quero apenas dizer que explorar situações durante o dia, com uma visão ampliada do fato em si, é uma forma fácil de praticar sua criatividade.

Fonte: http://www.ideiademarketing.com.br/2012/03/19/como-ser-mais-criativo/


Finalizando com 33 dicas para ativar a criatividade:



Proxima postagem: 28/08 
 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

AS 5 FASES DA CRIATIVIDADE

Bom dia Pessoal,

    O texto de hoje é sobre a Criatividade. A autora o escreve de maneira bem simples, gostosa e acessivel comparando-o com a culinaria e todo o momento de fazer uma receita. Ele é bem legal e vale a pena conferir.

Vamos conversar um pouquinho sobre a empolgante novela “A Criatividade”?

    Em meus treinamentos e oficinas, costumo fazer uma humorística comparação que tem se mostrado muito eficiente. Digo sempre que ser criativo é como cozinhar, como fazer sorvete, por exemplo. Imaginem que ao retornar de uma peregrinação, eu decida fazer sorvete de chocolate, uma de minhas especialidades gastronômicas. Preciso ter ovos, chocolate, nata fresca, açúcar. Se ao buscar estes ingredientes na despensa me der conta, por exemplo, de que não tenho nem ovos nem chocolate, só me resta um caminho: ir à rua em busca do material, sem o qual não terei sorvete. Posso buscá-lo na feira, na quitanda, no supermercado, na casa do vizinho. Não importa onde. Importa a busca. O mesmo se dá com o Processo de Criatividade. A busca por materiais para se ter idéias é a primeira fase do Processo. É permanente, eterna, gulosa. Como dizia vovó, não tem fim nem acabamento. Existe quando alimentamos nossa ânsia de saber coisas lendo de livros gordos, destes que ficam em pé sozinhos, a catálogos, do mais moderno e discutido especialista em determinada área à poesia, revista em quadrinho, o que seja. “Compramos chocolate” quando vemos filmes, ouvimos música, conversamos, vemos o mundo ao nosso redor.
Na teoria da Criatividade chamamos a isto Fase da Preparação.

    Muito bem, depois que temos ovos e chocolate em boa quantidade, é preciso fazer a calda, o suspiro e misturá-los gentilmente. Ocorre um fenômeno assaz instigante. Ao juntarmos tudo numa vasilha, podemos, bem de início, identificar o que são ovos, o que é calda de chocolate, o que é a brancura da nata fresca. Misteriosamente, aromas, textura, sabores vão se misturando e transformando à medida que vão se incorporando. É uma boa analogia com a segunda fase do processo de criatividade. Corresponde ao que se chama Fase da Incubação, em que pedaços de filmes, trechos de lidos, retalhos de lembranças se misturam, formando novas substâncias, novas idéias.
      Voltando à minha cozinha, digo-lhes que sempre me maravilho quando percebo que as identidades de cada coisa usada no sorvete se uniu à outras e virou, de uma hora para outra, sorvete. É sempre um milagre e requer celebração. O mesmo se dá com os retalhos de idéias, que famintos, colecionamos. De uma hora para outra emergem da Fase da Incubação e costumam fazê-lo com tal força e intensidade que iluminam nosso ser, fazem nosso olhar brilhar, nosso rosto resplandecer de alegria. Estamos diante da terceira fase do processo: a Iluminação.
       É tão embriagadora esta fase que muitas vezes se torna perigosa armadilha.
     Para que meu sorvete vá à mesa em grande estilo, jamais o levo ao congelador sem antes ter provado a massa. Afinal, tenho que proteger a reputação tão arduamente construída. O mesmo se dá no mundo das idéias. É preciso provar, verificar se a idéia que emergiu na embriagadora Fase da Iluminação é adequada à solução que buscamos. Caso não for, corremos riscos desnecessários, e o pior é que desperdiçamos uma boa idéia. Mais esperto é guardá-la para usar em outra ocasião como resposta à outra busca por soluções. Em teoria da criatividade este cuidado é denominado Fase da Verificação.
Bem, queridos por hoje é só. (...)
     Deixo-lhes como aperitivo a epígrafe do dia e meu votos de este dia seja repleto de saborosos acontecimentos.

“Um pressentimento é a criatividade tentando te dizer algo.” (Frank Capra)
Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel é consultora empresarial especializada em coaching para profissionais. Twitter: @OrionEmpresa
Fonte: http://www.popmidia.com.br/talentos/a-criatividade/

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