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Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 22 de abril de 2014

PRESERVAR É COISA SERIA. RESTAURAÇÃO TAMBEM,

Preservar é coisa séria. Restauração também, por Jorge Luis Stocker Jr

A restauração de bens históricos é competência do profissional arquiteto e urbanista, segundo a legislação existente e as resoluções internas do CAU. O conhecimento técnico e teórico necessário para propor uma restauração, no entanto, ainda passa longe de integrar efetivamente os currículos. Este conhecimento específico está restrito às pós-graduações profissionalizantes, que ainda são poucas e, devido a geral não exigência de especialização para assumir uma obra de restauro, tornam-se pouco atrativas.
 O efeito Dona Cecília está presente em muitas obras de restauração.
O efeito Dona Cecília está presente em muitas obras de restauração.
O resultado deste lapso de informação e de formação é a agressão contínua a bens patrimoniais de importância ímpar, que são submetidos a intervenções equivocadas ou até desastrosas que aceleram sua degradação, desfiguram seu aspecto volumétrico ou mesmo implicam praticamente na perda total do bem.
Antes de mais nada: Existem casos e casos
É preciso sempre deixar muito claro que patrimônio cultural é diverso e não um conceito fechado e absoluto. Existem diferentes tipos de valores, e diferentes intensidades de importância destes valores, que podem ser atribuídos aos bens culturais.
Existe, portanto, aquele bem que pode ser inventariado como patrimônio cultural ainda que não tenha grandes valores artísticos ou históricos – mas em contrapartida, compõe paisagem ou pertence a uma tipologia característica do local. Estes bens patrimoniais normalmente se prestam a receber intervenções mais profundas, desde que mantenham suas características principais (volumetrias, ritmo de fenestrações, etc).
E existem aqueles bens que tem enorme relevância arquitetônica e/ou histórica, bem como paisagística, documental, social e etc. que, por suas características únicas, merecem muita prudência, sensibilidade e cuidados ao receberem intervenções recuperativas. Isso não significa que não possam ser adaptados e receber anexos, e sim que essas adaptações anexos devem ser elaboradas com todo cuidado e seguindo diretrizes de preservação.
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Jogo dos 7, ou mais, erros.
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É importante frisar que o senso comum de “manter apenas a fachada” é bastante perigoso e equivocado. Faz-se necessário analisar sempre muito bem os valores de cada bem histórico, para que se defina o que nele é importante e o que eventualmente possa não ser.
Intervenções desastradas
Recentemente o caso da desfiguração de uma pintura religiosa promovida pela “dona Cecília” teve grande repercussão na mídia internacional. A deformação de uma obra de arte é bastante fácil de reconhecer. Já a deformação de obras de escultura e de arquitetura muitas vezes passam despercebidas, devido aos poucos bons referenciais estéticos e culturais da população.
O efeito "dona Cecilia" - na arte visual é fácil de reconhecer. Já tentou em edificações?
O efeito “dona Cecilia” – na arte visual é fácil de reconhecer. Já tentou em edificações?
O tema torna-se delicado e difícil pois, para o senso comum, qualquer obra recuperativa seria melhor do que o abandono. O problema é que as obras recuperativas equivocadas acabam sendo tão agressivas para a preservação do bem histórico quanto o abandono. A analogia com a pintura anteriormente apresentada é válida – será que esta “recuperação” salvou a pintura? Será que estas reformas desastrosas salvam, de fato, os bens históricos?
O senso comum considera restaurada a edificação que após algumas obras fica em aparente bom estado, com tinta fresca colorida e “ bonita”. A questão, no entanto, é muito mais complexa: além do conceito de “beleza” ser muito relativo, soluções técnicas inadequadas, mesmo com intenção de recuperar, costumam inclusive piorar a saúde da edificação.
Podemos citar como alguns exemplos mais recorrentes o uso de reboco composto por cimento em edificações incompatíveis (deixando as paredes rapidamente com reboco craquelado – o que facilita infiltrações pluviais); uso de tintas inadequadas – como a latex acrílica ou até a antipixação – sufocando as paredes antigas (que rapidamente se destacam da parede, gerando bolhas que igualmente facilitam infiltrações); construção de lajes, proto-lajes e outros tipos de coberturas ou anexos contíguos a edificação histórica com técnicas inadequadas, gerando áreas de contato problemáticas que facilitam infiltrações, exposição indevida de madeiramentos que passaram décadas escondidos por reboco, expondo material frágil às intempéries, envernizamento de taipas de barro; aterramento de porões e fechamento dos respiros, causando umidade ascendente e prejudicando a longo prazo até mesmo as fundações, entre tantos outros inúmeros desastres.
Efeito do uso de tinta inadequada. Bonitinha, mas ordinária!
Efeito do uso de tinta inadequada. Bonitinha, mas ordinária!
As intervenções inadequadas são muito mais dispendiosas a longo prazo, visto que geram novas patologias e até problemas estruturais graves que precisarão ser corrigidos; e principalmente, descaracterizam o conteúdo cultural da edificação, agredindo o direito à memória de todos os cidadãos. A descaracterização dos bens históricos protegidos por lei é gravíssimo, pois torna questionável todo o esforço pela preservação, uma vez que derruba diretamente o principal objetivo que é a manutenção da memória através do documento histórico (edificação e paisagem), servindo a toda a sociedade.
Reboco inadequado para paredes com rejunte a base de barro e cal e seu efeito...
Reboco inadequado para paredes com rejunte a base de barro e cal e seu efeito…
Torna-se, portanto, urgente e necessária a maior difusão do conhecimento técnico de restauração de bens históricos, tanto para o projeto quanto para a execução das técnicas tradicionais. Ainda mais urgente é a evolução das políticas de patrimônio cultural, para que de fato contemplem e possibilitem que proprietários de imóveis particulares tombados ou inventariados financiem a recuperação dos imóveis com assessoramento técnico adequado. E o aparelhamento dos órgãos de preservação nacional e estaduais, permitindo que contribuam no processo de estabelecimento de diretrizes, aprovação de projetos e acompanhamento das obras mais importantes, uma vez que ainda é numericamente impossível que cada Prefeitura mantenha técnicos capacitados nesta área.
Enquanto a questão não evoluir, continuaremos nos deparando com inúmeras restaurações com o padrão “dona Cecília”.
Jorge Luís Stocker Jr., estudante de Arquitetura e Urbanismo, delegado regional da Defender no Vale do Sinos e Encosta da Serra
Fonte: dzeit.blogspot.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SOBRE O NOVO NA ARTE


    No tópico do dia 18/01, citei que tudo em arte de certa forma já foi criado.Não há novidades no ramo apenas uma reestruturação do que já existe e aqui esta um texto que comprova isso (não apenas no ramo da arte mas na vida em geral)

 ARQUÉTIPOS (modelos): O Nosso Programa Básico
                                                                                                     Leonardo Mourão

   Se você se considera um livre pensador, com uma mente indendependente o suficiente para ideias únicas, absolutamente inovadoras, que jamais ocorreram a outros seres humanos, é melhor pensar de novo. Ao analisarmos os princípios da psicologia analítica, fundada pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), concluiremos que a maior parte daquilo que pensamos, conjecturais e acreditamos ter sido descoberto por nos mesmos já foi pensada, já esta escrita, já esta descrita e, de certa maneira, já era pré determinada.
    Isso não acontece porque antes de nós outros bilhões de homens e mulheres já pensaram, imaginaram e sonharam todas as possibilidades existentes sobre a mesa. Como se fosse possível já terem se esgotado todas as ideias e sacadas. Não, o que faz com que as linhas gerais do nosso comportamento corram pelos mesmos trilhos - tenhamos nascidos em São Paulo, nas Ilhas Salomão ou há 20 mil anos nas savanas africanas - é a existência de esquemas mentais que habitam, de forma indefinida e eterea, os mais profundos recônditos de nossa mente. São os chamados arquétipos ou, como a psicologia junguiana também os classifica, o inconsciente coletivo.
    Acreditar nisso costuma ser um desafio para a nossa autoestima, mas a exaustiva pesquisa realizada por Jung, e confirmada metodicamente por ele na analise de centenas de pacientes, mostram que nós todos compartilhamos essa serie de impressões mentais inconscientes - independentemente da nossa origem, cultura e raça, que são determinantes para sermos o que somos. Assim, ao nascermos, já trazemos em nossas mentes imagens genéticas e poderosas da figura da mãe, do pai, de futuros parceiros, filhos, nascimento e morte. Isso mesmo antes de falarmos ou termos pensamentos conceituais,lógicos. Essas imagens serão o norte de nossa jornada; o ponto de referencia, a estrutura sobre a qual construiremos nossas vivências afetivas em sociedade.

Ate a próxima postagem: "Intervenção Urbana" dia 15/02. Que é uma Serie sobre arte de rua e suas modalidades

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