Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 12 de setembro de 2017

CRONOLOGIA DA ARTE



Boa Tarde, apos muito tempo sem publicar continuamente na terça,(inclusive se tiverem sugestão de assunto estamos ai porque aqui a inspiração esta pequena), hoje volto com uma publicação: cronologia ou linha do tempo na arte. Um dos lados bons de dar aula é o de pesquisar. É ele que te inspira a estar sempre inovando e descobrir coisas novas para tanto para voce mesmo quanto para os alunos. E nisso, procurando maneiras de melhorar o aprendizado da arte, encontrei vários esquemas de linha do tempo da arte que achei bem legal. Aqui estão alguns deles (alguns modificados):

  •  Desenhos sobre movimentos Artísticos:
Assinatura dos artistas                                                           Cachorros pela visao dos artistas
   
Gatos dos artistas


 
Virus na arte

     Dinossauros na arte

            


  • As linhas do tempo que resumem a historia da arte: 
 Era Pré Historica (é assim conhecida porque nao havia nenhuma forma de registro para sua comprovaçao) - Era Pre clássica (a antiguidade e idade media é onde ocorre o desenvolvimento da escrita e esta passa a ser fonte de poder dos poderosos pois apenas eles sabem ler e escrever sendo assim é usadas para catequisar os dominados atraves das imagens criadas pelos vitrais do gotico e mosaicos do bisantino ) -  Era Clássica que foi incentivada pela perspectiva, foi nesta epoca que desencolveram a tinta a oleo -  Era Moderna por causa das guerras que devastaram a Europa e a influencia do surgimento da fotografia os artistas vão buscar influencias externas. As mascaras possibilitaram o surgimento do Cubismo Fovismo e Futurismo), a simplificação e expressão das formas  - Era Contemporânea: Nesta epoca ocorre o desenvolvimento das tecnologias (computador, TV, filmadora) o artista deixa de ter uma classificação (pintor, escultor desenhista) e passa a ser apenas o artista pois desenvolve multiplas linguagens












       Outros movimentos surgidos no pós anos 60 além da  Pop e OP arte: performance, instalação, video arte, etc.
 A arte se aproxima mais da vida havendo um maior contato entre arte e publico.

Vendo estas imagens que estao disponiveis na internet, o conteúdo do ENEM e os meus conhecimentos adquiridos na faculdade, pude montar minha própria linha da arte claro respeitando cada acontecimentos.   

Era
     Pré-história      
Característica: Não existia a escrita
Se dividiu em 2 períodos 


Paleolítico                                       Neolítico
 (Pedra Lascada)                              (Pedra Polida)
         Representaçao apenas de animais                          Surge a figura do homem
          em tamanho e aparencia real                              As imagens são mais abstratas
           Flechas                                                                    desenho geométrico


Antiguidade ou Pré-Clássica
Característica: Surgimento da escrita
letramento através da imagem

P eriodos: Gotico (vitral), Bizantino (mosaico), arte grega e romana


Arte Clássica (1500-1899)
Descobrimento da perspectiva na Arte


Renascimento                                      Barroco                                 Rococó

       Representantes: 4 tartarugas ninja (associação para lembrar)
   Leonardo, Donatello, Michelangelo e Rafael
A arte atinge seu ápice com o desenvolvimento da tinta a óleo que por sua secagem lenta há inovações na pintura.


Arte Moderna (180...-195...)
Revolução Industrial
 
Impressionismo 
 
Descobrimento da Fotografia                           Período das Grandes Guerras
Possibilitando o conhecimento da cor)          (Com a Europa devastada houve a
possibilidade de olhar para os outros povos: África China)                     
                                                     
                                                                    Influencia das Mascaras
                            
 
O contato com a arte não europeia e o objeto mascara, favoreceram o surgimento destas principais escolas:                                                                                                                                                                      Expressionismo,  Fovismo  e Cubismo
                                 alem dos outros ismos
 
          A Apropriação (uso de elementos comuns do cotidiano) e a Colagem surgem no Cubismo


1960
Arte contemporânea

(Evolução dos meios de comunicação de massa)
O artista se torna mais livre, passando por varias técnicas deixando de ser conhecido por pintor ou escultor passando a ser apenas artista.

Ex:Pop Arte     Arte Abstrata    Arte conceitual   Performance  Instalação  Vídeo






terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

COMO ANDA SUA CRIATIVIDADE?

O texto foi retirado de um site sobre artesanato e achei bem interessante pois acontece mesmo. 
   Vamos a ele:

COMO ANDA SUA CRIATIVIDADE?

  Por Cris Turek em 30 de Janeiro de 2015
 
 
    Olha só, estou aqui de novo com um assunto sério. Alias esse é bem sério: a Criatividade. E a grande pergunta é: por onde anda a sua? Ela está legalzinha?

      Em janeiro, com pique da galera em marcha reduzida, eu aproveitei para aprender um pouco mais. De tudo.

      Nisso que parei para pensar na minha turma querida: por ai, como anda o aprimoramento e a capacitação?
    Inicio de ano é uma época boa para estes assuntos. O ritmo das encomendas diminui um pouco, as pessoas se desligam enquanto saem de ferias e ai sobra aquele tempo importante pra investirmos em nos mesmos.

   A criatividade por exemplo, precisa ser trabalhada ou morre. Para mim ela é como um delicioso e cremoso sorvete. Ou a gente saboreia cada lambida ou ele se esvai, melequento entre os dedos.

     Nestes encontros em que pude participar, observei muitas pessoas preocupadas apenas em pegar todas as dicas prontas e mastigadas para dali sair fazendo tudo exatamente igual. O mesmo formato, a mesma cor, o mesmo tamanho. Esse para mim é o sintoma do sorvete derretido. Ele ainda tem sabor, mas não dá mais para saber lambendo.

   Analisando também nosso espaço da internet, ele é um lugar estranho, né não? Possibilita um campo gigantesco de pesquisa e ao mesmo tempo pode levar ao limbo da criatividade estagnada. 
E muito fácil buscar ideias prontas e  sair repetindo. E atenção; não há nada de errado em buscar inspiração na internet ou em livros e revistas. O detalhe é que um bom artesão tira do seu bau de ideias, aquele pulo do gato que vai transformar o projeto visto em algo inovador e com identidade. Identidade e estilo pesam na hora da venda.
    
    Se o bau anda meio vazio talvez seja porque não estamos exercitando para enchê-lo, só copiando. E como exercitar? Simples: pensando fora da caixa.
   
   Se para nosso trabalho é importante ter foco e prioridades, na hora de exercitar a criatividade temos que voltar a ser crianças e nos lambuzar com aquele sorvete. Olhar os objetos mais estranhos e imaginar artesanato neles, encontrar novas respostas para velhas perguntas, soltar a imaginação sem medo de acertar ou errar, apenas criar.
   
    Olhar o mundo redor e "ver" as coisas e a beleza que há nelas.Ousar, mergulhar de cabeça, perder o medo, testar e se desafiar. experimente:
  • Você pode pegar um papel e rabiscar um desenho, mesmo se não souber desenhar.
  • Ou então comprar uma tela limpa e de repente pintar uma figura sendo Picasso por um dia.
  • Pode também usar o celular e capturar uma imagem dentro da sua casa, depois na sua rua, depois pela cidade. Treine o olhar.
  • Pode brincar com algo que nunca usou, trocar de técnica só pra ver no que dá.   
     Tudo isso fará você abrir a mente e guardar lá novos registros de cores, composições formas. Muitas novas ideias que você aproveitará em futuros projetos. Quando precisar, poderá acessar esses registros mentais e usa-los sem medo de estar copiando.
   
    Fuja de copiar, sala da sombra de artesão criativo, seja alguém. Assim terá sucesso, visibilidade e reconhecimento, deixando para trás aquele rótulo de artesanato do "isso eu já vi por ai".(e é o que mais tem em feirinha de artesanato)

  Lembre que peças iguais caem na vala do preço e peças com identidade de inovação ganham em qualidade.

  Mas me diga, o seu sorvete está gostoso? 
  Esta história de as pessoas darem estas aulas para servirem como modelo e o pessoal copiar tudo certinho acontece mesmo. Discordo dessa pratica completamente. Para mim nesta aulas, nem devia falar tudo tão explicadinho. Tipo: ao falar de cores usadas não precisa especificar, o melhor é falar para usar o pincel e a cor do seu gosto, porém geralmente vivem de patrocinadores dai a propaganda. Muitas vezes fazendo cursos, os insights (ideias novas) surgiam la mesmo e eu inovava. Nada de ficar presos a receita gente. 
    As vezes o que se usa no artesanato pode ser usado num outro trabalho, ou uma receita pode ser incrementada com um ingrediente só sei que dará um sabor especial e assim vai. 
   O bom mesmo é seguir apenas a base, o resto deixa por sua conta, só se não der o mesmo efeito exato, ai sim você tem que seguir a risca se não; esquece! E é isso que faz a pessoa ser um inovador e abrir caminhos.

Fonte: blog Vila do artesão http://us1.campaign-archive2.com/?u=4b0a7ff450c1b85ecdad9c478&id=2239d898cb 

Complemento: como apagar a criatividade


terça-feira, 29 de julho de 2014

COMO A HERANÇA ARQUITETONICA FORMA NOSSA EXPERIENCIA parte 2

Continuaçao de como a herança arquitetonica forma nossa experiencia...
  • Contribuição para a vitalidade da cidade
Apesar de uma das coisas de que eu mais goste no Glen Echo Park seja o fato de ele ser relativamente quieto (com exceção das crianças brincando) e não particularmente urbano, uma nova pesquisa do National Trust confirma que propriedades menores e mais velhas também são responsáveis por contribuições importantes para a vitalidade urbana.
  Com base em análises estatísticas do tecido construtivo de três grandes cidades americanas, a pesquisa (intitulada Mais Velha, Mais Forte, Melhor) indica que bairros estabelecidos com uma mistura de prédios menores e mais antigos têm melhor performance em várias métricas econômicas, sociais e ambientais do que aqueles com estruturas novas e maiores. A chave parece ser a diversidade que prédios mais velhos e menores trazem para os bairros:
   “Edifícios de diversas idades e pequena escala oferecem espaços flexíveis e baratos para empreendedores lançarem novos negócios e servem como cenários atraentes para novos restaurantes e para o comércio local. Eles também oferecem opções de moradia que atraem jovens e criam espaços com escala humana para caminhadas, compras e interações sociais.”
   Em particular, o estudo – conduzido pelo Laboratório Verde de Preservação do National Trust com vários parceiros respeitados – se baseou em análises espaciais para determinar o papel relativo da idade, diversidade de idades e tamanho, além de outras medições. Mais de 40 métricas de performance foram consideradas, entre elas vibração cultural, performance do mercado imobiliário, opções de transporte e intensidade de atividade humana.
   Comparados com distritos dominados por prédios mais novos e maiores, aqueles com edifícios menores e mais velhos têm várias vantagens, de acordo com o estudo:
. Distritos mais antigos têm maior densidade populacional e mais negócios por metro quadrado comercial;
. Prédios menores e mais antigos sustentam a economia local com mais negócios locais e menor presença de grandes cadeias;
. Distritos mais antigos oferecem mais oportunidades para o empreendedorismo, incluindo para mulheres e negócios cujos donos pertencem a minorias;
. Há mais espaços culturais em bairros antigos e de uso múltiplo (residencial e comercial);
. Os índices de Walk Score e Transit Score são melhores;
. Edifícios antigos atraem mais jovens e têm mais diversidade de faixas etárias;
. Há mais vida noturna em ruas com prédios de diferentes idades.
   De fato, pode-se dizer com base nesses resultados que os bairros mais antigos, com prédios de variadas idades e tipos são mais urbanos, pelo menos no sentido tradicional, que aqueles onde há prédios maiores e mais modernos. A metodologia parece ter sido rigorosa e eu aconselho os leitores interessados a mergulhar no estudo completo, que tem cem páginas e muitos apêndices.
  • Contribuição para a sustentabilidade ambiental
   Quando se trata de sustentabilidade – pelo menos no sentido literal – não precisamos de dados para demonstrar a performance de edifícios mais velhos: sua existência continuada prova que eles, de fato, se sustentam ao longo do tempo. Dito isto, temos dados, pelo menos no que diz respeito à sustentabilidade ambiental.
   Em particular, outro estudo do Laboratório Verde de Preservação, lançado dois anos atrás, concluiu que pode demorar entre 10 a 80 anos para que um edifício novo e eficiente do ponto de vista energético supere os impactos causados por sua construção. A pesquisa considerou seis tipos de prédios em quatro cidades americanas de climas diferentes: Portland, Phoenix, Chicago e Atlanta.
   Os dados foram compilados e analisados para os seis tipos de uso dos edifícios (ou reuso, no caso de prédios mais antigos), incluindo residências de uma só família, prédios com mais de uma família, edifícios de escritórios, edifícios de uso misto, escolas fundamentais e armazéns convertidos. O estudo examinou o papel de geografia, performance energética, tipos de energia utilizada, tipo de construção e tempo de vida da construção na performance ambiental geral quando comparados prédios antigos reutilizados e novas construções.
   As principais conclusões do estudo incluem:
. A reutilização de edifícios tipicamente oferece mais ganhos ambientais de curto prazo que demolições e novas construções. Para cinco dos seis tipos de prédios avaliados no estudo, o prazo para superar os impactos ambientais negativos relativos à construção podem levar de 10 a 80 anos, caso o novo prédio seja 30% mais eficiente que um edifício existente de performance energética mediana;
. Os benefícios são maximizados se a reutilização é praticada em escala. Por exemplo, adaptar, em vez de demolir e construir, apenas 1% dos prédios de escritório e residenciais na próxima década ajudaria a cumprir 15% das metas de redução de emissões de CO2 do condado de Multnomah para os próximos dez anos;
. Os maiores benefícios do reuso são obtidos com a minimização do uso de novos materiais de construção.
   Eu acrescentaria que edifícios antigos, desenhados e construídos antes do que meu amigo e arquiteto Steve Mouzon chama de “era do termostato”, costumavam ser planejados com mais atenção às condições climáticas do que as construções atuais. Medidas como paredes mais grossas, pés-direitos altos, ventilação adequada e orientação dão a essas construções as “propriedades verdes” que ajudam a economizar energia e evitar emissões de gases causadores do efeito estufa.
  • Mude, mas faça as perguntas certas
   Para concluir, devo acrescentar enfaticamente que, apesar de tudo, não quero dizer que os lugares não devam mudar ou evoluir. Seria hipocrisia da minha parte, como um defensor da revitalização, sugerir o contrário. Devemos abraçar as mudanças para melhor — uma mudança que, como sugere o professor Ujang, não borra a distinção de lugar, mas sim acrescenta a ela. O que é importante é termos consciência: admito que não é fácil discernir com antecedência quais mudanças serão positivas e quais serão negativas com relação a nossa experiência de lugar, mas os bons planejadores sempre têm de fazer essa pergunta. E temos sempre tentar o nosso melhor para garantir que as mudanças nutram, e não diminuam, a experiência humana.

F. Kaid Benfield, Conselheiro Especial para Soluções Urbanas do Natural Resources Defense Council
Fonte: Brasil Post

 Continuando o texto vou alem... nao somente a arquitetura, mas tambem os objetos materiais que nos cercam. Todos eles nos faz fazer parte de um tempo que nao experimentamos. Nos despertam curiosidades de como era viver daquele modo ou usando-o. Ex: Estamos tao dependentes do cartao e dos caixas eletronicos imagina como era na epoca que contavamos apenas com o dinheiro e cheque que tinhamos. Quando nao existia celular ou orelhao. A televisao nao tinha controle e o carro direçao hidraulica. As mulheres e homens usavam aquelas tantas roupas nada praticas. Tudo nos faz pensar naquilo que nao vivemos e como seria.

Proxima Postragem: 12/08 http://www.blogacesso.com.br/?p=7554

terça-feira, 22 de julho de 2014

COMO A HERANÇA ARQUITETONICA FORMA NOSSA EXPERIENCIA DE LUGAR

   O texto de hoje é de uma pessoa de fora do Brasil por isso as referencias em ingles. Ele conta a influencia que a arquitetura tem sobre nos. Consequentemente e indiretamente ele fala tambem sobre a cultura. Como é longo foi dividido em 2 partes

Como a herança arquitetônica forma nossa experiência de lugar, 

por F. Kaid Benfield

      Venho tentando entender o que faz os lugares históricos tão especiais para tantos de nós. Parte da razão é que eles são relativamente raros nos Estados Unidos, eu acho. Durante várias décadas, nossa nova arquitetura cotidiana – nossas subdivisões, os blocos comerciais, prédios de escritórios – tem sido ao mesmo tempo insossa e mortalmente entediante em sua consistência.
   Todos lugares se parecem entre si, ou pelo menos parece ser assim. Apesar de isso não ser literalmente verdadeiro – alguns prédios empolgantes são construídos e erguidos, novos lugares nutritivos estão sendo concebidos –, os nossos melhores prédios e bairros antigos têm uma distinção própria quase automática.
   Mas também acho que talvez exista algo mais profundo acontecendo. Gravitamos para lugares antigos porque eles nos colocam no chão temporal e espacialmente. Também há uma literatura emergente nos ensinando que eles funcionam muito bem. Não quero fingir ter todas as respostas, mas eis alguns conceitos que gostaria de trazer para consideração.
  • Continuidade de lugar
  Deixe-me começar com um conceito que vou chamar de continuidade de lugar. Todos tivemos a experiência de estar num lugar que foi bastante transformado – pela demolição de um grupo de edifícios, talvez, ou pela construção de novos prédios – desde a última vez em que ali estivemos. Às vezes a mudança pode acontecer em só uma semana. As coisas parecem meio erradas, fora do lugar. Geram ansiedade, enquanto tentamos nos localizar e procurar na memória como as coisas eram antes. Essa ruptura na continuidade pode ser irritante.
   No ano passado, Tom Mayes escreveu um artigo para o Preservation Leadership Forum que considera as associações positivas que temos com a continuidade:
   “A ideia de continuidade é que, num mundo em constante mudança, lugares antigos dão às pessoas a sensação de fazer parte de um contínuo necessário para a saúde mental e psicológica. Essa é uma ideia que há muito tempo é reconhecida como um valor subjacente à preservação história, apesar de nem sempre explicado. Em With Heritage So Rich (em tradução livre, com um patrimônio histórico tão rico), a ideia de que a continuidade é capturada na frase ‘senso de orientação’, a ideia de que a preservação dá “um senso de orientação para nossa sociedade, usando estruturas e objetos do passado para estabelecer valores de tempo e lugar.”
   Mayes cita um ensaio do internacionalmente conhecido arquiteto Juhani Pallasmaa, que reforça o conceito de tempo em relação à nossa experiência de lugares antigos:
   “Temos uma necessidade mental de sentir que temos raízes no contínuo do tempo. Não habitamos somente o espaço, mas moramos também no tempo… Prédios e cidades são museus do tempo. Eles nos emancipam da pressa do presente e nos ajudam a experimentar o tempo lento e saudável do passado. A arquitetura nos permite ver e entender o processo lento da história e participar de ciclos temporais que vão além do escopo de uma vida individual.”
    Isso soa verdadeiro para mim. Há algo reconfortante em lugares antigos.
  • Pesquisa sobre ligação a lugares e continuidade
   De fato, isso já foi comprovado por pesquisas acadêmicas internacionais. Pesquisando o tópico para este artigo, encontrei um trabalho do professor malaio Norsidah Ujang sobre “Ligação com Lugares e Continuidade da Identidade de Lugares Urbanos”
Ujang argumenta que conceitos uniformes de planejamento e a “comoditização dos lugares” – tudo parecido com todo o resto – enfraquecem a identificação e a ligação com certos lugares. Depois de questionar sistematicamente 330 usuários de três ruas comerciais importantes de Kuala Lumpur, os pesquisadores concluíram que a familiaridade com um lugar contribui para sensações de conforto psicológico, enquanto “desconforto psicológico e fortes expressões emocionais” são “fortemente sentidos como reação contra mudanças físicas e intervenções inadequadas”.
   O estudo recomenda que planejadores urbanos tomem medidas para reforçar a identidade de lugar e a legibilidade, em vez de rompê-las, e busquem “garantir a continuidade da identidade de lugar por meio do entendimento dos lugares como dimensões físicas, sociais e psicológicas da experiência humana”.
   Outro aspecto importante do nosso legado arquitetônico compartilhado é que ele é, de fato, compartilhado. Nossas experiências e sentimentos de conforto pela continuidade dos lugares antigos são coletivos, não individuais. A praça central e o fórum, talvez também a velha igreja e a antiga escola – até mesmo as mansões vitorianas enfileiradas na rua próxima – nos unem, e essa coesão diminuiria se o lugar mudasse rapidamente. O legado desses lugares e construções não é apenas meu, mas nosso.
  • Engajamento cultural
  Intimamente ligado à continuidade de lugar, mas um pouco diferente, acredito, é algo que chamarei de engajamento cultural. Lugares antigos que não são familiares e com os quais não tivemos continuidade também podem provocar experiências positivas poderosas. Imagine alguém vendo as grandes pirâmides de Gizé pela primeira vez, ou um pueblo de índios americanos. Esses lugares são mágicos justamente porque temos pouca ou nenhuma experiência prévia, ou continuidade, com eles.
   Em vez de nos confortar com sua familiaridade, esses lugares desafiam nossa imaginação ao invocar outros tempos e ao nos conectar com culturas passadas de maneiras a que não estamos acostumados.   
   Eles nos educam e nos equipam com uma visão de mundo mais ampla e profunda – uma visão que nos liga com a sabedoria do passado –, a qual podemos então trazer para nossa existência contemporânea.
    Tenho um exemplo favorito, mas mais modesto, que coloco em meu novo livro People Habitat: 25 Ways to Think About Greener, Healthier Cities (Habitat das pessoas: 25 maneiras de pensar em cidades mais verdes e mais saudáveis, em tradução livre). A apenas alguns quilômetros da minha casa, logo depois da fronteira de Maryland com Washington DC, há um parque de diversões antigo e parcialmente restaurado, da era Art Déco. O antigo carrossel ainda funciona durante a temporada e deleita as crianças; você ainda pode comer algodão doce por lá. Mas não é mais um parque de diversões – não há montanha russa, e o salão onde ficavam os carrinhos de trombar hoje é usado de vez em quando para shows. Com certeza é diferente de qualquer parque de diversões que eu já vi na vida.
   Hoje, ele existe com um lugar de descanso para adultos e de brincadeiras para as crianças e como uma evocação de um parque de diversões, em vez de um parque 100% funcional. Ele desafia o visitante a trazer consigo sua imaginação, para que nos encontremos na metade do caminho: como uma expressão parcial de um passado e uma cultura que não existem mais da mesma maneira. Vou sempre ao Glen Echo Park porque, além de estar no caminho de um dos meus roteiros de treino de bicicleta, eu o amo de um jeito que não amaria se ele fosse novo, mesmo que fisicamente o parque fosse igual. Ele faz uma ligação com conexões culturais que não existiriam se eu soubesse que o lugar não teve uma história anterior para dividir com seus visitantes.

continua dia 29/07

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

DIVERSIDADE CULTURAL

  O texto de hoje foi pego direto no site Ministerio da Cultura e fala sobre o que a uniao de pessoas com costumes e modos diferentes podem ser vantajoso. É estranho falar isso, mas nos somos ao mesmo tempo iguais e diferentes. Somos iguais porque pertencemos a mesma raça: a Humana com caracteristicas identicas porem nos diferenciamos nos detalhes e no modo de agir e nesse ponto ao tentarmos ser iguais perdemos nossas maiores qualidades e sao elas que nos fazem evoluir por isso é interessante ser diferente sim desde que respeitemos o outro para que juntos podemos caminhar para a busca de uma vida melhor. 

DIVERSIDADE CULTURAL

Artigo da ex - ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e da secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, publicado no Jornal Correio Braziliense em 21/05/2012

        Em 2001, a Unesco adotou a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, que reconheceu, pela primeira vez, a Diversidade Cultural como “herança comum da humanidade”, considerando sua salvaguarda imperativo concreto e ético inseparável do respeito à dignidade humana. Em seguida, a Assembleia Geral da ONU proclamou o 21 de maio como Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, para conscientizar a população sobre a riqueza das diversas culturas do mundo, e aprofundar a reflexão sobre as oportunidades que a Diversidade Cultural pode trazer às sociedades. Essas reflexões nos levam a conclusões.
 
      A de que a Diversidade Cultural só pode ser protegida e promovida ao reconhecer, como princípio fundador, o diálogo e o respeito entre as civilizações e as culturas, indo além de sexo, idade, nacionalidade, pertencimento cultural, religião ou etnia, para a construção de um futuro de paz numa sociedade em que a pluralidade cultural desempenha papel de enriquecimento mútuo, reconhecimento e respeito às diferenças. Outra conclusão é que a Diversidade Cultural é fonte de representações, conhecimentos, práticas e, igualmente, de afirmação, inovação e criatividade, que contribuem para a construção de um sistema relacional viável, sustentável e harmônico entre a humanidade e os recursos terrestres. Nesse sentido, a Diversidade Cultural constitui força motriz do desenvolvimento, indispensável para atenuar a pobreza.
      
    Para o antropólogo sociocultural indiano Arjun Appadurai, a Diversidade Cultural é a ligação crucial entre as dimensões material e imaterial do desenvolvimento. Ele explica que, enquanto desenvolvimento material pode ser avaliado em termos de saúde humana, capacidades econômicas, fluxo de mercadorias e garantias físicas quanto à segurança e à produtividade, o desenvolvimento imaterial reside no espírito de participação, no entusiasmo da autonomia, nas alegrias do reconhecimento e na felicidade da aspiração. Ele nos remete à contribuição das tecnologias, dos conhecimentos e crenças culturais e religiosas, dos valores sociais e espirituais, especialmente dos povos e comunidades tradicionais, na exploração sustentável dos recursos e na preservação dos ecossistemas dos quais dependem. Isso é, inclusive, tema da Convenção sobre a Diversidade Biológica.
     No momento em que o Brasil se prepara para receber a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio, é de grande importância incluir a Cultura nas discussões, pois, além de diverso em termos biológicos, nos destacamos internacionalmente pelas Políticas Culturais que desenvolvemos, buscando garantir as expressões de nossa rica Diversidade Cultural e estabelecer maior equilíbrio entre a pluralidade de expressões. O Ministério da Cultura atua em consonância com a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Unesco em 2005, que reúne 122 países, inclusive o Brasil.

   Trata-se de compromisso de trabalhar para reforçar a cooperação e a solidariedade internacionais, de modo a fazer que países mais industrializados contribuam para ampliar a capacidade dos países em desenvolvimento de proteger e promover a diversidade de suas expressões culturais. Enquanto a Unesco trabalha com relações multilaterais, focada no desequilíbrio das trocas de bens e serviços culturais entre países, e no risco de uma homogeneização das expressões culturais no mundo, tendo a Convenção de 2005 como maneira de reforçar as indústrias culturais dos países em desenvolvimento, o Brasil trabalha a Diversidade Cultural de modo mais complexo, de acordo com nossas especificidades. Além do desequilíbrio entre as diversas regiões, nosso país abriga históricos desequilíbrios socioculturais, que provocam dificuldades a significativos segmentos em lidar com os mecanismos e códigos de acesso às políticas públicas de Cultura, como elaboração de projetos, convênios e prestação de contas.

   Assim, o MinC (Ministerio da Cultura) implementa políticas específicas para esse público, elaboradas a partir de processo que conta com a participação dos interessados, como culturas populares, povos indígenas, povos de terreiro, ciganos, crianças, jovens, idosos, LGBT e outros. Um de nossos programas de maior repercussão é o Cultura Viva, que tem como ação principal a identificação e o fomento de Pontões e Pontos de Cultura,(...). 

Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

Márcia Rollemberg
Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural

terça-feira, 11 de outubro de 2011

HISTORIA DA ARTE: Arte Moderna


  Técnicas da Arte Moderna
 
   Ao contrário da arte tradicional, em que a habilidade, a técnica e a forma são o mais importante, dentro da arte moderna a mensagem, o significado e a inovação são o mais importante, nem sempre traduzido numa forma própria





Apropriação na arte

Apropriação é quando um artista, ao invés de criar um conceito ou imagem original, simplesmente se apropria de um conceito já existente. Por exemplo, um filme de faroeste, que utiliza-se de conceitos fartamente conhecidos (O caubói solitário, o deserto, etc) ao invés de criar conceitos desconhecidos ou quando alguém faz uma sátira a um filme já existente(exemplo, filmes como Todo Mundo em Pânico).
   Dentro da arte moderna, a apropriação teve início com Marcel Duchamp, que colocou um bigode dentro de um postal da Mona Lisa. Ele não criou uma imagem, simplesmente se valeu da fama e do valor estético de uma imagem já existente – se você não conhece a Mona Lisa, ela não tem valor. Picasso e Salvador Dali também produziriam homenagens a quadros conhecidos. A chamada arte pop também se utilizaria dela, só que com elementos da cultura de massa – personagens de HQs, filmes e embalagens de produtos de supermercado (Vide a obra de Andy Warhol e Roy Liechenstein).
   A base da apropriação está em não só saber criar uma imagem diferente, mas em saber utilizar o valor já existente de uma imagem já existente. Pode ser uma sátira, uma homenagem, mas sempre usando uma imagem já existente.
   A criação de softwares de tratamento de imagens permitiu que a apropriação fosse levada a extremos e de uma certa forma até vulgarizada.

Fonte do Texto: site Arte + Educação

Proxima postagem: 18/10 "Cultura: Arte é «porta aberta para o infinito», diz Bento XVI"
                            25/10: De onde vem a inspiração 

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