Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto
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terça-feira, 2 de agosto de 2016

COMO A ARTE PODE EXPANDIR SUA CONSCIÊNCIA

GEralmente criticAMOS AS ARTES POR NAO SERVIR PARA NADA;POIS É, ESTE NAO SERVIR PARA NADA TEM MUITO MAIS EFEITOS INTERNOS E INVISIVEIS DO QUE NOS IMAGINAMOS.a ARTE É POTENTE POR SI SO...

COMO A ARTE PODE EXPANDIR SUA CONSCIÊNCIA

   Com tantas evidências dos efeitos positivos da yoga e meditação que vemos atualmente, você pode ser surpreendido com o que as pesquisas científicas também tem a dizer sobre os efeitos de arte no cérebroA arte pode nos curar,  nos inspirar, e alterar a química do nosso cérebro. 

  Muito antes dos estudos da neurociência moderna, os artistas criavam obras para inspirar as pessoas e hoje existem exames de imagem do cérebro complexas que podem comprovar o quanto a arte muda a fisiologia cerebral.

   A contemplação de uma arte pode estimular centros de prazer no cérebro, aumentando o fluxo de sangue em até 10% no córtex orbitofrontal medial. Isso pode levar a um estado elevado de consciência, bem-estar e melhorar consideravelmente a saúde emocional.
O fluxo de sangue aumenta para uma bela pintura da mesma forma que aumenta quando você olha para alguém que ama. A arte induz uma sensação agradável diretamente ao cérebro. – Professor Semir Zeki – University College London
                                   Alex_Grey_Adam_and_Eve
                  Adam and Eve 1988, Oil on Linen, 60 x 60 In. Alex_Grey

Observando a Arte

Neurônios espelho são neurônios que disparam tanto quando um animal realiza um determinado ato, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo ato. Desta forma, o neurônio imita o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar essa ação (Fonte)
Isso nos traz de volta a um conceito muito básico na evolução humana que envolve a modelagem.
Quando você observa uma obra de arte são potencialmente disparados os mesmos neurônios do artista que a criou, abrindo assim novos caminhos neurais e estimulando um estado de inspiração.
Este sentido de ser arrastado para uma pintura é chamado de “cognição incorporada“. 



                                 Perry Kroger

                                                  Perry Kroger 

Cognição Incorporada, o que é? 

O novo estudo, publicado em janeiro no jornal “Psychological Science”, faz parte de um campo imensamente popular chamado cognição incorporada, a ideia de que o cérebro não é a única parte do nosso corpo com uma mente própria.

“A forma como processamos informação está relacionada não apenas aos nossos cérebros, mas ao nosso corpo inteiro”, disse Nils B. Jostmann, da Universidade de Amsterdã. “Usamos todos os sistemas disponíveis para chegar a uma conclusão e compreender o que está acontecendo".

                                    cognicao_incorporada


Pesquisas sobre cognição incorporada revelaram que o corpo leva a linguagem ao coração e pode ser terrivelmente literal.

Dizemos que uma pessoa é calorosa e adorável, o oposto de fria e distante, não é? Num estudo recente de Yale, pesquisadores dividiram 41 estudantes universitários em dois grupos e casualmente pediram que os membros do Grupo A segurassem uma xícara de café quente, enquanto os do Grupo B seguravam café gelado. Os estudantes foram então levados a uma sala de testes e solicitados a avaliar a personalidade de um individuo imaginário com base em algumas informações.

Estudantes que tinham segurado a bebida quente tiveram muito mais probabilidade de julgar o personagem fictício como caloroso e amigável do que os que tinham segurado o café gelado.
Alguns dos processos mais avançados de análise intuitiva humana e expressividade é uma forma fundamental de apreciação estética através da cognição incorporada, a capacidade de projetar-se como um agente na cena retratada – Christopher Tyler, diretor da Smith-Kettlewell Brain Imaging Center
O poder terapêutico da Arte
Isso explica por que nós podemos sentir que estamos sonhando, quando olhamos para artes impressionistas. A capacidade da arte, combinada com a nossa própria imaginação poder nos transportar para outros reinos é surpreendente. Os artistas têm a capacidade de nos mostrar novos mundos, mas não devemos colocá-los em um pedestal, porque cada um de nós é um artista.
Fazer arte, realmente ativa o cérebro e pode promover a integração emocional, cognitiva e sensorial nas pessoas. Joan French 


                    arteterapia   


 O ato de criar a arte também é terapêutico e tem sido o impulso para o movimento da arteterapia.
Cada um de nós viveu como artistas na infância e temos a capacidade de trazer de volta esta poderosa forma de expressão e auto-cura, se nos permitirmos.
Você não precisa ser um especialista para desfrutar de manchas de tinta sobre uma tela e deixar seus centros de prazer acender como uma criança!
Arteterapia, às vezes chamada de arte expressiva ou psicologia da arte, incentiva a auto-descoberta e crescimento emocional. É um processo em duas partes, que envolve tanto a criação da arte e a descoberta de seu significado. – Paula Ford-Martin
Arte e Consciência 

Artistas visionários modernos estão aplicando a ideia de que a arte inspira uma comunidade, é educacional, e tem a capacidade de provocar revelações espirituais.
Pinturas em grupos e pintura ao vivo em eventos musicais, por exemplo, permite que os participantes participem do processo criativo.
O artista Alex Grey abriu o Cosm em Nova York, que está sendo chamado de Capela dos Espelhos Sagrados. Dentro do Movimento de arte visionária a ideia é de que a própria criatividade é um caminho para o divino.
                                           Alex_Grey_Kiss_of_the_Muse
                                               Kiss of the Muse – Alex_Grey
Isso inclui a criação de arte, comemoração da arte e criação de comunidades que promovam a expressão criativa em todas as suas formas.

Criatividade pode ser uma das grandes coisas sobre ser humano e arte pode ser um grande professor para nós nessa jornada evolutiva. Para despertar e catalisar o caminho espiritual de cada pessoa, fornecendo acesso à mais alta verdade mística através da arte e ação criativa. – Cosm 
Atualmente estamos rodeados por outdoors e anúncios que utilizam a arte para nos convencer a comprar coisas que normalmente não precisamos.

Existe também um grande movimento para embelezar lugares públicos com murais que contêm relevância cultural para comunidade. Imagine como podemos criar um mundo mais pacífico e vibrante cercando-nos com belas artes …

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                                The Visionary Origin of Language – Alex Grey
Fonte:http://yogui.co/como-a-arte-pode-expandir-sua-consciencia/http://yogui.co/como-a-arte-pode-expandir-sua-consciencia/


terça-feira, 26 de julho de 2016

ESTUDOS CONFIRMAM A ARTE CONTRIBUI PARA DIMINUIR A ANSIEDADE E A DEPRESSAO

As duas postagens a seguir, esta e a da proxima semana sao uma complementar a outra pois a de hoje falara sobre os beneficios da arte e a da semana que vem mostrará o porque que isso acontece. Entao espero que gostem e aproveitem. O artigo de hoje esta em espanhol mas acho que nao atrapalha o entendimento na leitura interfere?.
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Estudios confirman que el arte contribuye a disminuir la ansiedad y la depresión


El estudio fue hecho en Noruega. Su base representativa contempla a más de 50 mil adultos, en igual cantidad hombres y mujeres. Sus resultados revelan que aquellas que frecuentan con mayor regularidad galerías y museos o a asisten al teatro o conciertos son más propensos a llevar una vida más sana y equilibrada que quienes no. Los aspectos principales que arroja el estudio muestran que  la ansiedad y la tendencia a deprimirse actúan directamente en la interacción con actividades culturales que una persona realice.
La investigación fue publicada por la revista Journal of Epidemiology and Community Health y confirmó esta teoría a través la vinculación de los aspectos que definió por “buena salud” y “satisfacción con la vida” y la frecuencia y gusto por las actividades culturales. La investigación trató de enforcarse también en el impacto diferencias que distinguía los efectos en el hombre y la mujer, por eso los investigadores de la Universidad Noruega de Ciencia y Tecnología, en Trondheim, autores directos del estudio, se basaron en datos del Estudio de Salud de Trondelag del Norte llevado a cabo con 50,797 adultos de entre 20 y 80 años entre 2006 y 2008. La lejanía de los datos esgrimidos se debe a que no había información de estudios más recientes sobre el tema.
El material recolectado constó de cuestionarios que determinaban con qué frecuencia los encuestados participaban de actividades culturales y cómo se vinculaban directamente con sus hábitos y estilo de vida. De allí tomaron derivaciones de la actividad física y su estado de salud mental. Además, el análisis clínico de cada uno de los participantes seleccionados para que diese registro de su estado de salud, su satisfacción con la vida y sus niveles de ansiedad y depresión.
Para materia teórica, se estableció que las actividades culturales podían ser de dos clases: creativas o receptivas. Las primeras, son las que el individuo hace algo para crear un resultado “cultural”, por ejemplo, una clase de pintura o piano. Y las segundas, el individuo recibe impresiones o experiencias culturales sin tener que “crear”, como ir a un concierto, una exposición de arte, el teatro o visitar un museo.
Los resultaron evidenciaron que las personas que frecuentan con mayor continuidad actividades culturales, revelaban un estado de salud mejor, sobre todo en los aspectos que afectan directamente a la ansiedad y la depresión. Además, exhibían conductas más alegren, iniciativa entusiasta y mayor creatividad.

Fonte: https://www.arteallimite.com/2016/03/estudios-confirman-que-el-arte-contribuye-a-disminuir-la-ansiedad-y-la-depresion/

Proximas Postagens: 02/08 COMO A ARTE PODE EXPANDIR SUA CONSCIÊNCIA
                          09/08 A importancia do desenho e da pintura para a criança
                           16/08  Treinando o olhar criativo         

terça-feira, 17 de maio de 2016

CULTURA E EDUCAÇÃO

   Recentemente, no país aconteceu uma mudança que causou e está causando muita polemica e irritando profundamente a maioria das pessoas da área da Educação e da Cultura. Esta mudança foi a fusão do ministério da Cultura com o da Educação mas cultura e educação não são a mesma coisa? Posso ate falar besteira, mas educação e cultura não são a mesma coisa podem ter suas semelhanças mas não podem ser colocadas no mesmo balaio. Para não falar besteira vamos recorrer ao dicionario:


    Educação: "Educação é o ato de educar, de instruir, é polidez, disciplinamento.
   Cada país tem a sua própria cultura, que é influenciada por vários fatores. A cultura brasileira é marcada pela boa disposição e alegria, e isso se reflete também na música, no caso do samba, que também faz parte da cultura brasileira.(...)
        Não sei se perceberam com estes significados mas a Cultura vai mais alem que a educação. Um bom exemplo são as pessoas simples que não frequentaram a escola e as vezes tem uma sabedoria ate maior sobre alguns letrados, pois elas aprenderam com a experiencia, testando e vendo como cada ação reagia a um evento e foi se adaptando a ele. As danças, as artes, a nossa comida todos estes elementos foram uma reação de adaptação ao meio ambiente que tínhamos quando surgiram nos formando o que é hoje. 
     Se formos ver também a educação e a cultura antes eram dois ministérios.    O primeiro com enfase nas escolas o outro na tradição do povo do patrimonio material e imaterial e tinham verbas separadas, agora sendo apenas 1 ministério, ele terá que dar conta de toda essa nossa cultura e de todas nossa educação (escolas) com a verba reduzida então nos da area da cultura e o pessoal da área de educação que já lutavamos por mais melhorias e infraestrutura teremos que continuar lidando com os mesmos problemas e com muito menos dinheiro, imaginem só o que vai acontecer. Então não é apenas a fusão de dois ministérios que estamos tratando e sim a banalização e a perda do olhar da diferença cultural e educacional que temos neste imenso país chamado Brasil. São questões muito amplas para serem resolvidas por somente um campo e ministério, é o nosso enfraquecimento como ser.
   Não sei se fui clara, se consegui esclarecer mas era isso que eu queria tratar hoje
   No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte. A educação vai se formando através de situações presenciadas e experiências vividas por cada indivíduo ao longo da sua vida.(...) O conceito de educação engloba o nível de cortesia, delicadeza e civilidade demonstrada por um indivíduo e a sua capacidade de socialização.    
   No sentido técnico, a educação é o processo contínuo de desenvolvimento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano, a fim de melhor se integrar na sociedade ou no seu próprio grupo.
http://www.significados.com.br/educacao/


    Cultura: Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.
        http://www.significados.com.br/cultura/

      A principal característica da cultura é o mecanismo adaptativo, que consiste na capacidade que os indivíduos têm de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais até que possivelmente uma evolução biológica.

Para quem se interessar, aqui esta uma reportagem explicando a diferença entre ministerio da cultura e secretaria: "Entre-o-ministerio-e-a-secretaria-qual-o-poder-da-cultura-5820131.html" ai sim nao  tera mais duvida.

Proxima postagem: dia 07/06/2016 "O artista paga alto por levar uma vida nao convencional"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Continuaçao de: "MUSEU FAZ BEM A SAUDE" (parte 2)

Vamos ao segundo exemplo. No fim de 2015 houve a inauguração do Museu do Amanhã, um gigante (em custos, em mídia, arquitetura e objetivos) que teve a infelicidade de, após inúmeros adiamentos, ser lançado enquanto a saúde do Rio de Janeiro enfrentava (ainda enfrenta) mais um baque, com o fechamento de hospitais e o habitual desrespeito aos doentes e seus acompanhantes.
A crucificação foi imediata. A julgar pela reação das pessoas nas redes sociais, não se pode investir em um equipamento novo se outros estiverem em mau estado. E não se deveria investir tanto dinheiro em cultura se a saúde estiver no CTI. Não concordo com a segunda afirmação, e não sei se acredito na primeira.
É verdade que vários museus, dos mais de três mil existentes no Brasil, estão em situação delicada: imóveis que precisam de restauro, equipamentos quebrados, gestão ineficiente, escassez de pessoal especializado, falta de recursos – para falar dos problemas mais evidentes. Temos museus fechados de facto e museus "fechados" porque não sabem ou não conseguem se relacionar com o público e o entorno. Neste cenário, há um tema que precisa ser debatido com urgência, num exercício interno da área museal, mas também compartilhado com toda a população: a ideia do "museu do século XXI".
E que museu é esse? O que devemos esperar, o que podemos cobrar dele? Muito. A ideia de museu se modificou imensamente nas últimas décadas, e mesmo a mais recente definição de museu, divulgada em 2007 pelo Conselho Internacional de Museus (Icom, na sigla em inglês), está sendo rediscutida. Usada como referência na comunidade internacional, essa definição afirma que "o museu é uma instituição sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, que adquire, conserva, pesquisa, comunica e expõe o patrimônio tangível e intangível da humanidade e do ambiente, com o propósito de educação, estudo e prazer". Para além do fato de esta definição já estar defasada, se quiséssemos chamar de "museu" apenas as instituições que se encaixam, ao pé da letra, nessa classificação, teríamos problemas.
Os museus mudaram muito, mas precisam continuar mudando para se adaptar a uma sociedade e a um planeta completamente diferentes daqueles do século passado. Há pouco mais de trinta anos, não havia internet, redes sociais, selfies e nem buscadores como o Google. Não tínhamos noção da enormidade do problema ambiental que a raça humana estava impingindo ao planeta. A superpopulação assustava menos. Os modelos intelectuais do século XIX, no que diz respeito à economia, à política e à educação, ainda eram vigentes (ainda o são, embora estejam em plena transformação).
O museu do século XXI não precisa ser físico nem ter patrimônio tangível. Ele pode, por exemplo, ter acervo virtual ou colecionar memórias pessoais, como é o caso do Museu da Língua Portuguesa (cujo imóvel foi consumido pelo fogo há alguns meses, mas cujo acervo foi salvo porque havia backup) ou do novíssimo e experimental Museu das Coisas Banais, projeto de pesquisa de um grupo de estudantes da Universidade Federal de Pelotas.
O museu de hoje pode estar num prédio histórico ou ser todo um território, como o recém-inauguradoEcomuseu de Santa Cruz, no Rio. Ele pode viajar num ônibus cheio de mestrandos que ensinam ciências em regiões remotas, como o Questacon Science Circus australiano, ou ser um dos pilares de transformação de toda uma cidade, como o Parque Explora foi para Medellín, na Colômbia. O museu do século XXI transcende seu espaço, reavalia, propõe, inova, incomoda. Cria formas de ajudar pessoas com demência, como fez oNational Museums Liverpool, no Reino Unido, e abre literalmente as portas para a comunidade à sua volta (expondo-se, inclusive, a reações acaloradas nada positivas), como fez o Santa Cruz Museum of Art & History, nos Estados Unidos. Ele pode inovar nas redes sociais, como o Horniman Museum, de Londres, que passeou com sua morsa taxidermizada pelo sul da Inglaterra e criou para ela um perfil no Twitter que interagia com as pessoas ao longo da viagem. Pode falar do legado do inimigo a um país, como fez o Canadian War Museum em 2014, em sua exposição sobre os alemães em memória da I Guerra Mundial. Pode ser o Museu da Empatia, ou o Museu dos Relacionamentos Partidos.
Ao contrário de um tempo em que museu era sinônimo de coisa velha e empoeirada, os museus do século XXI querem ser espaços de discussão, criatividade e pensamento crítico. São fóruns dinâmicos, e não caixinhas de joias. São relevantes para a vida real do público que o frequenta porque o ajudam a lidar com ela. Abrem diálogo com imigrantes, drogados, marginalizados. Constroem exposições e projetos em conjunto com adultos, crianças e idosos, leigos e doutores.
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Vista lateral do Museu do Amanhã (Foto: MAHM)
É neste contexto que acho que o Museu do Amanhã tem sua maior relevância. Para além da discussão sobre seu potencial turístico ou de seus elevados custos de implantação, ele traz para a população do Rio de Janeiro uma proposta muito diferente da que ela está acostumada a entender como museu. Ele apresenta todo o seu conteúdo por meio de tecnologia digital, de um modo grandioso e interativo como ainda não tínhamos visto na cidade. Ele é contemporâneo, impactante, fresco, ambientalmente sustentável. Já nasceu trabalhando em parcerias, tanto com o Museu de Arte do Rio (MAR) quanto com outros museus, como o Museu da Vida (da Fiocruz) e o Science Museum de Londres. Ele fala de ambiente fazendo advocacia do tema: ele se posiciona, o que é raro num museu.
Se o Museu do Amanhã vai resistir ao amanhã, isso o tempo vai dizer. Espera-se que um projeto dessa dimensão tenha um plano de gestão coerente com a realidade brasileira, e isso inclui previsão de recursos para manutenção, tanto do equipamento, quanto do conteúdo em si, que, no modelo proposto, terá de ser renovado com periodicidade razoavelmente curta. Mas o fato é que se trata de um museu que buscou trazer para o cidadão do Rio outros tipos de respostas, diferentes das que estavam, antes, ao nosso dispor. Sua existência vem estabelecer outros patamares, liberar novas possibilidades, definir novos parâmetros de expectativa do público.
Não sei se o Museu do Amanhã, que muito promete, será um bom museu, pois evito julgar um museu em seus primeiros momentos de vida. Também não sei se o MAM, com seu curador recém-empossado, será um museu melhor. O que sei é que os museus, quando são bons, inspiram, alegram, aceleram, acalmam, agregam, melhoram, frutificam. Eles fazem bem à saúde, de uma forma mais sutil do que a de uma cirurgia bem feita, mas com resultados igualmente positivos e duradouros. Com a vantagem de que suas intervenções podem alcançar toda uma sociedade.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

MUSEU FAZ BEM A SAÚDE (parte 1)

 O texto a seguir ao mesmo tempo que fala bem da instituição  Museu, faz tambem uma critica ao modelo empregado na maioria das instituiçoes do Brasil que ate agora nao se atentaram para a importancia que o local tem aos seu publico, pois geralmente nao cuidamos ou valorizamos as instituições educadoras, apenas as criamos e nao a mantemos alem de nao acompanharmos suas evoluçoes... Enfim, é preciso ler para entender.  

Museu faz bem à saúde

Ao contrário de um tempo em que museu era sinônimo de coisa velha e empoeirada, os museus do século XXI querem ser espaços de discussão, criatividade e pensamento crítico. São fóruns dinâmicos, e não caixinhas de joias. São relevantes para a vida real do público que o frequenta porque o ajudam a lidar com ela. Abrem diálogo com imigrantes, drogados, marginalizados. Constroem exposições e projetos em conjunto com adultos, crianças e idosos, leigos e doutores.
"Museu faz bem à saúde". Esta afirmação, cada vez mais repetida por profissionais de museus, pesquisadores e acadêmicos no mundo todo, ainda pega muitas pessoas desprevenidas, inclusive no Brasil. No início deste ano, no Rio de Janeiro, vivenciei dois exemplos de como nós ainda não nos convencemos do poder benéfico que o museu pode ter na saúde e no bem-estar do ser humano.
O primeiro foi de natureza pessoal. Comemorando o ano novo, aderi à provocação de uma campanha no Twitter que incitava as pessoas a visitarem um museu novo, logo após o réveillon. Certo, eu trapaceei: o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) não era exatamente novo para mim, pois foi lá que comecei minha carreira, há mais tempo do que me interessa confessar. Mas fazia tempo que não ia até lá, e havia uma exposição que interessava à família toda. Fomos.
Não bastasse o espetacular projeto arquitetônico de Eduardo Affonso Reidi, em meio a um parque planejado por Lina Bo Bardi com jardins de Burle Marx, o MAM possui um acervo igualmente grandioso, ao qual se junta a Coleção Gilberto Chateaubriand (cedida em comodato ao museu desde 1993), uma das melhores seleções de arte moderna e contemporânea brasileira. Para esta museóloga de alma modernista, tudo isso já seria garantia de um ótimo domingo. Não foi.
A visita nos lembrou o castelo da Bela Adormecida, um reino perfeitamente próspero e funcional que, de repente, para no tempo. Os jardins e espelhos d’água estavam descuidados, sem corte, sem poda e com lixo.
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O estado do balcão de madeira logo à entrada do Café do MAM (foto: Claudia Porto)
À entrada do museu, nem mesmo um "bom dia". Tudo o que ouvimos, ao encostar o código de barras do bilhete no leitor digital da catraca, foi um "pode passar direto, não está funcionando". "Vivemos ", pensei, "na terra em que os equipamentos são instalados mas não se planeja a sua manutenção no longo prazo".
O castelo adormecido ficou ainda mais palpável quando subimos para o segundo andar e percorremos as exposições. O MAM costuma ter uma programação de qualidade irretocável; o que precisa ser urgentemente repensado é o modo como esse conteúdo é tratado.
Uma das coisas que mais incomoda no MAM é a falta de qualquer oportunidade de nos aprofundarmos em um determinado assunto, seja lendo mais sobre a técnica e o pensamento de um artista, sobre a época em que ele viveu ou até sobre fatos curiosos de sua personalidade. Será que o público não adoraria saber o que passou pela cabeça de Cildo Meireles ao criar o Zero Dollar? Isso poderia ser feito, por exemplo (mas não só), por meio digital: tablets, telas touch e apps para as exposições temporárias seriam apenas algumas formas de ampliar o conteúdo, despertar o interesse de diferentes faixas etárias e grupos sociais e promover uma maior interação com o público – outra coisa que o MAM não vem explorando em sua programação.
Se a exiguidade de conteúdos disponíveis nas exposições do MAM nos remete ao distanciamento entre o museu e seu público, as etiquetas só reforçam esse fato. Em um país onde as estatísticas não param de alertar para o fato de que a população está envelhecendo, etiquetar as obras com letra de corpo pequeno é não se importar com a transmissão da informação mais básica (lembro-me de mostras em que as etiquetas, em letra muito pequena, foram aplicadas diretamente no chão, e dava pena ver as pessoas mais velhas se curvando ou, pior, desistindo de ler).
A expografia que se repete há décadas, a falta de conhecimento, diálogo e relacionamento com o público, a dificuldade de ressignificar as coleções, de provocar questionamentos e de, assim, passar a ocupar um espaço real e relevante na vida das pessoas: nada disso é prerrogativa do MAM. Há inúmeros museus nessa situação, no Brasil e em tantos outros países – mesmo naqueles do "primeiro mundo".
Postei um resumo desta crítica nas redes sociais e duas respostas surgiram de imediato: a culpa seria dos curadores e da falta de dinheiro. Não concordo (quem dera o problema fosse tão simples!) e deixo o assunto propositalmente em aberto, esperando que este artigo possa gerar novas respostas e debates.
Continua (09/02)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O QUE É HOJE UM MUSEU? DOS OBJETOS AS EXPERIENCIAS (materia em espanhol) Parte 2 de 4

"Los museos hoy son espacios de encuentro y debate, pero también de educación no formal y esparcimiento. Los más exitosos son aquellos que, parafraseando al museólogo norteamericano Stephen E. Weil, pasaron «de ser museos sobre cosas a ser museos para personas». En América Latina esta transición todavía está en curso", dice desde Chile Claudio Gómez, director del Museo Nacional de Historia Natural de ese país. Recomienda conocer a los públicos, tener una misión institucional clara, un equipo de trabajo motivado, echar mano de las redes sociales y estar atento al entorno.

  Frente a la obra hoy se ha vuelto rara la actitud contemplativa. Los dispositivos electrónicos se interponen y generan un nuevo tipo de acceso. "Las redes pueden llenar las lagunas que existen entre los museos tradicionales y nuestro mundo moderno", dice la especialista inglesa Mar Dixon, creadora de #MuseumSelfie y #MusSocks. "Son plataformas para que el público vea que los museos pueden ser y son diversión", explica. La semana pasada la consigna fue #MuseumInstaSwap: diez instituciones de Londres se aliaron para compartir en Instagram sus historias. El 16 de septiembre será @AskACurator, el día para hacer preguntas difíciles a los curadores más respetados de la aldea global: participan 700 espacios de 40 países.

   Luis Marcelo Mendes, consultor de comunicación de Fundação Roberto Marinho, dice que los museos deben entrar en la cultura de la apertura de la información, el libre flujo de datos. "Se reservan para sí mismos, como su primera obligación, la conservación. Sin su trabajo, la mayor parte del patrimonio ya habría sido reducida a escombros, como la destrucción de las estatuas históricas y el templo de Baalshamin de Palmira o la detonación de los Budas de Bamiyán. Pero la pregunta es cómo salir de la posición de software propietario, entrar en la era del software libre y revisar el significado de la autoridad". Mendes se refiere a la idea de Open Authority de la blogger estadounidense Lori Byrd Phillips (activista de Wikipedia), que propone la integración de comunidades abiertas, digitales y cooperativas en el diálogo con los museos: "Una mezcla de experiencia institucional con los debates, experiencias y puntos de vista de un público amplio".

   Pero también los museos siguen planteando problemas vinculados con el patrimonio material de algunos grupos sociales. En este momento en el Instituto Nacional de Antropología se están embalando las 4500 piezas arqueológicas que habían sido ingresadas ilegalmente en el país desde 2003 y que en estos días serán restituidas a Perú y Ecuador. "Estamos empezando a hacer preguntas sobre lo que pasó y por qué, y qué pasó con nuestra cultura material. La respuesta obvia es que acabaron en colecciones de museos de todo el mundo como curiosidades. Pero se han convertido en repositorios culturales de nuestro saber indígena pasado, porque no tenemos un registro escrito. ¿Cómo conseguir el acceso a este conocimiento? Tenemos que trabajar en el cambio de conciencia de la sociedad mundial", dice Sven Haakanson, conservador de Antropología Norteamericana en el Museo Burke de Washington, nativo sugpiaq, arqueólogo y artista.
El investigador Néstor García Canclini defiende el valor de la interculturalidad. 

"Hoy no está tan claro qué es un museo, sino lo que ya no puede ser. No puede exhibir la cultura como trofeo de las conquistas, ni como simple orgullo de la identidad nacional. No puede consagrar al arte contemporáneo como si fuera la última etapa de las bellas artes y no puede ser una app del mercado. Al repensarlo como medio de comunicación, se trata de que se vean las obras como parte de procesos sociales", señala.

Sobre los avances, se muestra escéptico: "Dos recursos de las últimas décadas están menguando. Uno es construir envases arquitectónicos que desean asombrar más que las obras. ¿Cuántos Guggenheim o equivalentes se pueden seguir encargando a Frank Gehry o a Herzog & de Meuron? En los países árabes y en China -que el año pasado construyó unos 300 museos nuevos- los necesitan para acompañar su potencia de coleccionar y edificar. 


  Pero en Francia, España, México y Brasil, la austeridad post-2008 está permitiendo pensar en otras cosas. La otra gran fantasía innovadora son las herramientas tecnológicas. Permiten visualizar bienes culturales sin la posesión de grandes colecciones. Contribuyen notablemente a la interactividad. Pero también la estrechez financiera atrofia los programas: en España, de los más de 1500 centros públicos y privados existentes sólo un 1,6% utiliza aplicaciones móviles. Muchos museos locales y provinciales, como en América Latina, carecen de páginas web. Habría que hallar la forma de que se incorporen a esa mezcla del mundo real y el virtual", analiza.

"Ya no es adecuado para los museos presentar sus colecciones y esperar pasivamente a los visitantes. En un entorno de redes sociales y comunicación instantánea, los museos proponen estrategias atractivas que calan hondo en las comunidades, demuestran capacidad de respuesta a los problemas sociales, y se convierten en lugares de debate cívico. Esta transformación tiene lugar ahora con liderazgos jóvenes y enérgicos en los museos", señala James Volkert, asesor norteamericano sobre desarrollo de exposiciones y gerenciamiento de museos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CRIANÇA E OS MUSEUS parte 2

Continuando as reportagens sobre criança e museu, enquanto no texto anterior a mãe ja começava empolgada achando que museu é espaço de diversao para qualquer criança desde cedo fazendo questao de levar seu filho para as instituiçoes por achar que la é um espaço para passar horas e brincar, a mae deste texto ja diz que seus filhos no inicio faziam cara feia ao falar em museu (entao quer dizer que a visao museu depende de como os adultos veem e como eles a transmitem isso para suas crianças). Ela tambem nao acha que devemos visitar o todo museu em um dia ou passar muito tempo nele. Entao, ja temos pontos diferentes entre os dois textos  para serem comparados e ver o que há de melhor, pois ambos tratam o mesmo assunto com olhares diferentes e ao mesmo tempo complementares.

Como educar uma criança para gostar de museus

Educação Museus

Algo estranho acontece conosco quando nos tornamos pais: nós esquecemos quão chato “o pensamento adulto” pode ser.
 
Quando eu era criança, a ideia de passar horas em um museu ou galeria de arte já era o suficiente para me fazer fechar a cara. E, no entanto, algumas vezes, eu me encontro oferecendo os mesmos argumentos de “devemos ir para o museu” para meus próprios filhos e, em seguida, me vejo surpresa por eles não ficarem empolgados com a proposta.
 
Mas, depois de dezenas de visitas a museus e uma diminuição no número de reclamações, eu acho que encontrei um segredo que vou compartilhar. Encoraje seus filhos a aprender ao longo da vida com esses cinco truques:
1. Leve em conta o que eles querem
 
Muitas vezes, nós, pais, começamos levando nossos filhos aos museus que estão ao nosso redor, em vez de procurar os que despertem maior interesse deles. Começando a partir dos interesses, irá garantir que eles queiram fazer o passeio, pelo menos a princípio.
 
Seu filho ama dinossauros? (...)Eles querem ser astronautas?(...)
 
E se você não pode ir ao museu que te sirva com maior precisão, pelo menos, faça uma pesquisa prévia para escolher as exposições certas. A grande placa que diz “você está aqui” na entrada do museu não é hora de começar a decidir como você vai passar o seu dia.
 
2. Repense como é o passeio em um museu

Paredes, teto, portas… Tudo isso é para ser levado em conta quando você está procurando uma experiência museológica. Hoje em dia, arte pode ser encontrada nos mais diversos lugares. Pense nos murais de arte (...) uma caminhada para ver os grafites, ou nas exposições anuais ao ar livre para começar.
 
E mesmo em suas caminhadas diárias, considere procurar arte na arquitetura em torno de você, isso pode transformar o significado que o “ir para o museu” tem para seu filho.
 
Você poderia ir a Paris e nunca por os pés dentro do Louvre e ainda ter muita “arte” para discutir. Deixe seu filho adolescente tirar selfies (...)

3. Mantenha interativo
 
É a maneira infalível de tocar o coração das crianças, mas exposições interativas deixará as crianças maiores (e os pais) entretidos, também. Muitos de nós, jovens e menos jovens, aprendem melhor através do toque e de jogo. Procure por museus que incentivem a interação.
 
O museu em si é muito bom para crianças e não impõe regras sobre como o passeio deve ser conduzido.
 
Os centros de ciência são sempre um sucesso com as crianças.
 
4. Comece enquanto eles ainda são jovens
 
Você não tem que estar na Itália – ou em qualquer outro país estrangeiro – para fazer uma visita ao ser parte da rotina.
 
Certa vez eu estava pronta para levar as crianças para a Galeria de Arte de Ontário, no Canadá, e os deixei engatinhar do lado de fora, onde esculturas gigantes os mantiveram hipnotizados. Um dinossauro gigante do Museu Real de Ontário nas janelas superiores fez meus filhos me pedirem para entrar, e não o contrário.
 
Museus também podem ser incríveis experiências de ensino para as crianças mais velhas começarem a compreender alguns aspectos menos lisonjeiros da humanidade.
 
5. Vá embora cedo

Este é o segredo para qualquer coisa. Os deixe querendo mais.

Qualquer espaço se tornar chato quando você fica muito tempo nele. E quem quer voltar a um espaço quando você já esgotou todas as atividades que ele oferece?
 
Faça a você mesmo esse favor e não tente percorrer todo o museu em uma única tarde. Escolha algumas exposições e siga em frente muito antes das crianças pedirem isso.
 
* Texto publicado originalmente em inglês, no site Family Time, da National Geografic.
 
  O que podemos concluir que de certa forma é um gosto transmitido pois se os pais nao veem tanto sentido num museu para que querem levar seus filhos, eles vao perceber isso na hora.
 Enquanto uma mae é mais didatica e já prepara o filho antes para ir ao museu nao importa qual seja o tipo dele e lá incentivar o gosto dele, a outra mae já quer direcionar escolha da instituiçao de acordo com o gosto da criança.

Proximas Postagens:13/01e 20/01 Precisamos falar de Imagens parte 1 e 2

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