Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SE OS MUSEUS E AS ARTES FORAM CRIADOS PELA COMUNIDADE E PARA AS COMUNIDADES, POR QUE TAMANHA RESISTENCIA EM CONHECE-LOS OU VISITÁ-LOS.

                                                                    Museu Universitario de Arte

   Este artigo é de minha autoria (Laura Teixeira de Oliveira) e foi escrito para a conclusão do curso a distancia de introdução a restauração Cicrad para  informações consulte o site http://www.restaurabr.org/siterestaurabr/home.html  

   O artigo da companheira de curso Tatiana Gomes "A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL" complementa este artigo. Então aqui esta o link para quem tem interesse de le-lo: http://lauraartes.blogspot.com/2011/11/importancia-da-preservacao-do.html

    O assunto surgiu ao participar de um mini curso relacionado a arte ocorrido na semana do museu. Nele apareceram varias vezes o comentarios da desvalorização da arte e com isso tive a ideia de pesquisar sobre o tema. O artigo completo foi publicado na revista que é virtual e de download gratuito. 
 
ARC - Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação (A Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação (ARC) foi lançada com os resumos do III Simpósio de Técnicas Avançadas em Conservação de Bens Culturais, no dia 14 Maio de 2006, em Olinda, Pernambuco.) link: http://www.restaurabr.org/siterestaurabr/home.html
caminho clique na 3ª aba (Revista ARC), os arquivos do curso estao no volume 3


     Apos ter escrito este texto, a pesquisa de que "90% dos brasileiros não conhecem museus" que  foi postada no site defender e copiada https://www.facebook.com/notes/laura-teixeira-de-oliveira/90-dos-brasileiros-n%C3%A3o-conhecem-museus/10150293036903188
     Ela apenas veio reforçar o meu artigo.

SE OS MUSEUS E AS ARTES FORAM CRIADOS PELA COMUNIDADE E PARA AS COMUNIDADES, POR QUE TAMANHA RESISTENCIA EM CONHECE-LOS OU VISITÁ-LOS.

Introdução

A escolha do tema sobre a relação existente entre arte/museus e público partiu de uma experiência pessoal e de relatos informais realizados por pessoas tanto do meio artístico como fora dele. Isso se deve pelo fato de arte e os museus fazerem parte do nosso cotidiano e do nosso patrimônio cultural; eles representam todo o pensamento de um povo e nos diz quem somos.
Sendo assim durante o decorrer da pesquisa pretende-se examinar e identificar as razões que levam as pessoas a não freqüentarem ambientes do tipo.

Materiais e Métodos   

Tendo como exemplo a área musical e cinematográfica, todos nós, desde cedo, temos acesso a musicas e filmes. Este costume nos torna mais abertos e convidados a assistir uma apresentação musical ou de cinema. Já se nos transferirmos para o campo das artes plásticas e dos museus, a situação é outra. A visão geralmente passada é de que a arte se resume em fazer desenhos e pinturas ou que nos museus encontramos apenas “velharias” (o que em si já é uma visão preconceituosa). De certa maneira não aprendemos a ler imagens, a observar os objetos e a dar a devida importância a eles. Sendo assim, não sabemos que por traz da arte existe toda a pesquisa de materiais, analise de imagens ou não se é percebido que tanto as artes como os museus são a retratação e a manifestação do nosso próprio tempo ou de um tempo que já foi atual, e preservá-los nos ajuda a conhecer tanto outras culturas como a nós mesmos impedindo que estes elementos sejam esquecidos ou desapareçam.
O próprio pessoal do meio plástico/visual tais como: estudantes, professores e indivíduos que trabalham dentro de uma instituição museal ou artística (secretários, seguranças) sentem resistentes e questionam a função de um determinado universo que lhes causam estranhamento sejam eles um material histórico ou da arte contemporânea, artesanal, decorativa, etc.
Este fato acontece pela falta de conhecimento, afetação e interrelação entre museu/arte/público, ou seja, a pessoa não se vê ou se não sente parte daquele mundo apresentado porque há uma falta de conhecimento ou de cultura. Por outro lado, deve haver por parte do museu uma tentativa de quebrar seu isolamento e cativar seu publico para que ele se sinta convidado a fazer parte deste ambiente.

Resultado

    O exemplo de que as pessoas se interessam pela arte e patrimônio foi comprovado com a vinda dos painéis “Guerra e Paz" de Portinari em que filas enormes eram formadas para conhecer as obras. Isso aconteceu porque o publico percebeu que eram trabalhos de um brasileiro, o tema era atual e acessível ao publico alem do que os trabalhos retornariam para o exterior fazendo com que aquela fosse uma oportunidade única para serem visitados e ter um contato mais próximo. Não podemos nos esquecer da grande divulgação utilizada para estas obras.
 
                                   

   Fig:1  Exibição dos painéis “Guerra e Paz” de Portinari no museu Municipal do Rio de Janeiro
Foto: Laura Teixeira de Oliveira

Outro bom exemplo é o de turistas que, quando vão conhecer outra cidade ou país, querem registrar e visitar tudo que seja diferente para eles, pois estão abertos para o novo.

Conclusão:
O que se conclui é que a arte não deve ser idealizada e/ou ser vista como algo distante do cotidiano digna apenas da elite ou de uma pessoa culta. Ela precisa fazer parte de todos nós no seu sentido mais amplo.

Referências:

(1) JULIAO, Letícia. Apontamentos sobre a História do Museu. Fonte: IBRAM www.museus.gov.br/sbm/downloads/cadernodediretrizes_segundaparte.pdf
(2) Os museus. Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM): http://www.museus.gov.br/museu/
(3) MUnA:Um acervo em exposição/organizadores: Luciene Lehmkuhl e Renato Palumbo Doria – Uberlândia: EDUFU, 210
(4) COSTA, Cacilda Teixeira da.  Caminho das Pedras: A arte da proximidade. Texto cedido a Folha on-line. Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u9333.shtml
(5) Arte e Sociedade. Fonte: Yahoo Responde link http://br.answers.yahoo.com/ question/index?qid=20100726182845AAt88Op
(6) SANTOS, Maria Célia T. Moura. MUSEU E COMUNIDADE: uma relação necessária. Fonte: REM (Rede de educadores de Museu) www.rem.org.br/download/MUSEU_E_COMUNIDADE_2.pdf
(7) idem
(8) 1 Cultura popular. 2 Cultura  e Educação. I Silva, René Marc da Costa. Brasilia: Ministerio da Educação, Secretaria de Educação a Distancia, 2008.
(9) Folder sobre o Museu Municipal de Uberlândia e o Projeto “De Mala e Cuia” realizado pelo museu.

Proximas Postagens:
    11/10  Historia da Arte: Arte Moderna
18/10 "Cultura: Arte é «porta aberta para o infinito», diz Bento XVI"
   25/10: De onde vem a inspiração 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ARTE-EDUCAÇÃO PARA QUÊ? (Razões e para ensinar e aprender arte)

      Decidi colocar este post pois se alguem ainda tem duvida sobre a importancia da arte, ele exclarece tudo. Entao espero que gostem 


Arte-Educação para quê? (Razões e para ensinar e aprender  arte)


Selma Moura · São Paulo, SP  12/4/2008
   
   A educação é uma das ações que definem nossa humanidade: o ser humano transcende seu status animal pois vai além dos instintos: compreende, reelabora, reflete, cria e recria, critica, aprende, ensina. A busca do homem através da história é sempre uma busca de compreender e transformar a realidade.

      Já foi dito que uma característica distintiva do ser humano é a necessidade do supérfluo. O que ultrapassa os limites das necessidades básicas essenciais à sobrevivência e coloca-se no campo da atribuição de sentido é o que nos torna humanos. A admiração diante de um por do sol, a necessidade de deixar uma marca que dure além do efêmero tempo de nossa existência, o incômodo diante da desorganização e a valorização de uma certa ordem individual, o espanto diante do inusitado, a apreciação da beleza, a reflexão sobre o que é diferente e nos provoca... todos os seres humanos vivenciam essas situações ao longo de suas vidas, pois são constituídos de dimensões físicas, cognitivas, emocionais, sociais, éticas e estéticas.
   

   Essa característica pluridimensional do ser humano por si só já seria válida para justificar a importância da arte na educação, já que sua ausência não favoreceria um desenvolvimento integral da pessoa, um dos principais objetivos da educação. Mas além desse fator há outros que valem a pena serem lembrados.

     A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visão esta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. O contato com a arte de diversos períodos históricos e de outros lugares e regiões amplia a visão de mundo, enriquece o repertório estético, favorece a criação de vínculos com realidades diversas e assim propicia uma cultura de tolerância, de valorização da diversidade, de respeito mútuo, podendo contribuir para uma cultura de paz. O conhecimento da arte produzida em sua própria cultura permite ao sujeito conhecer-se a si mesmo, percebendo-se como ser histórico que mantém conexões com o passado, que é capaz de intervir modificando o futuro, que toma consciência de suas concepções e idéias, podendo escolher criticamente seus princípios, superar preconceitos e agir socialmente para transformar a sociedade da qual faz parte.

     
      Além das já referidas justificativas ontológicas e culturais para a importância da arte na educação, cabe falar da dimensão simbólica da arte, de seu poder expressivo de representar idéias através de linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura, entre outras formas expressivas que a arte assume em nosso dia-a-dia.
    
   Essas formas são linguagens criadas pela humanidade para expressar a realidade percebida, sentida ou imaginada, e como linguagens que são, têm suas próprias estruturas simbólicas que envolvem elementos tais como espaço, forma, luz e sombra em artes visuais, timbre, ritmo, altura e intensidade em música, entre outros elementos inerentes a outras linguagens da arte. Ora, o conhecimento dessas estruturas simbólicas não é evidente aos alunos, nem se constrói espontaneamente através da livre expressão, mas precisam ser ensinados. O ensino das linguagens da arte cabe também à escola, embora não apenas a ela.

      Um outro argumento em defesa da arte na educação passa pela sua importância ao desenvolvimento cognitivo dos aprendizes, pois o conhecimento em arte amplia as possibilidades de compreensão do mundo e colabora para um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento, tais como matemática, línguas, história e geografia. Um exemplo mais evidente é a melhor compreensão da história, de seus determinantes e desdobramentos através do conhecimento da história da arte e das idéias sobre as quais os movimentos artísticos se desenvolveram. Não existe dicotomia entre arte e ciência, entre pensar e sentir, entre criar e sistematizar, e a fragmentação do conhecimento é uma falácia que tem estado presente na educação, devendo ser superada, pois o ser humano é íntegro e total.

       Diante de tal importância que a arte assume na educação, pode-se fazer uma revisão crítica do que a escola tem alcançado em termos de ensino da arte.

      Temos conseguido valorizar nos alunos sua expressividade e potencial criativo? Temos sabido perceber, compreender e avaliar suas idéias sobre as linguagens artísticas? Temos desenvolvido nosso próprio percurso em artes de tal modo que conheçamos os conteúdos, os objetivos e os métodos para ensinar cada uma das linguagens artísticas? Temos tido suficiente bagagem teórico-conceitual para identificar o momento que cada educando vivencia em sua construção de conhecimento sobre a arte e fazer intervenções que lhe permitam avançar? Temos sabido incentivar a formação cultural de nossos educandos e ajudá-los a perceberem-se como sujeitos de cultura?


      Creio que estamos vivenciando um momento histórico de grande importância na educação como um todo e na arte-educação especificamente: o desafio de superar concepções tecnicistas e utilitaristas, mas também de  ir além do “deixar fazer” e da livre expressão apenas, para reconhecer que a arte tem características próprias que devem ser melhor conhecidas pelos educadores, que tem objetivos próprios e seus próprios métodos. Será que nós tivemos, em nossa educação, acesso à arte? E que acesso foi esse? Estamos reconstruindo o ensino da arte, não com base no que aprendemos na escola, mas no conhecimento que estamos a construir agora.

    Nós, como educadores, precisamos aprender mais para ensinar melhor. Cada um de nós deverá ser um construtor de conhecimentos e um semeador de idéias e práticas que, esperamos, darão frutos no futuro.

Indicações de Leitura:

Derdyk, Edith. Formas de Pensar o Desenho: O desenvolvimento do grafismo infantil. São Paulo, Scipione, 1989.

Iavelberg, Rosa. Para gostar de Aprender Arte: Sala de Aula e Formação de Professores. Porto Alegre, Artmed, 2003.
Iavelberg, Rosa. O desenho Cultivado na Criança: Prática e Formação de Professores. São paulo, Zouk, 2006
Nicolau, Marieta Lúcia Machado e Marina Célia Moraes Dias (orgs). Oficinas de Sonho e Realidade na Formação do Educador da Infância. Campinas, Papirus, 2003.

 Meu resumo sobre o texto:  
   Na opiniao de muitos, a artista pode parecer contraditoria ao falar que a arte esta em nós desde que nascemos e que mesmo assim é preciso ensina-la a todos.  Porem para mim não é. Pois, mesmo a arte nascendo conosco, podemos nos tornar insensivel a ela e nao reconhecer mais o seu valor. E ai é que esta o papel perigoso porem necessario do arte-educador; ele pode fazer esta arte aflorar com mais força de dentro do educando ou destruir todas as suas expectativas sobre ela.

   Por a arte ser subjetiva é muito dificil trabalhar-la pois nem o educador e nem o educando a ve ou tem exatamente a noção de como é. O maximo que se pode fazer é senti-la e isso ocorre de maneira pessoal. Entao é preciso ter cuidado com o que faz, tanto o professor quanto o aluno precisam ter uma mente aberta para que ela flua.

  Outro detalhe: quer ato mais simples que desenhar? E este ato simples envolve coordenação, cuidado com o que se faz; controle de pressao da ferramenta sobre o papel,  corremos o risco de nao saber o que será feito alem do ato de se expor e ser julgado pelos outros e botar tudo a perder. Enfim, arte é arte.   

  Proximas postagens: 
  04/10 - Artigo: Se os museus e as artes foram criados pela comunidade e para as comunidades, por que tamanha resistencia em conece-los ou visita-los.
        11/10  Historia da Arte: Arte Moderna
        18/10 "Cultura: Arte é «porta aberta para o infinito», diz Bento XVI"
       25/10: De onde vem a inspiração 

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