Aos Leitores do blog

Sejam Bem-vindos!!! Este é um espaço dedicado a arte e aos seus (futuros) admiradores. Ele é uma tentativa de despertar em seus visitantes o gosto pelo assunto. Aqui, poderão ser encontradas indicações de sites, livros e filmes de Artes Visuais, imagens de artistas, alem do meu processo de trabalho. É o meu cantinho da expressão. Espero que sua estadia seja bastante agradável e proveitosa.
Este Blog é feito para voces e por voces pois muitas das postagens aqui presentes foram reproduzidas da internet. Alguma das vezes posso fazer comentarios que de maneira parecem ofensivos porem nao é minha intençao, sendo assim, me desculpem. Se sua postagem foi parar aqui é porque ela interessa a mim e ao blog e tento focar os pontos mais interessantes. A participaçao dos autores e dos leitores é muito importante para mim nestes casos para nao desmerecer o texto nem acabar distorcendo o assunto

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

EM ARTE, É PRECISO ENSINAR A LER TEXTOS SEM PALAVRAS (fragmentado)

    Este texto é sobre leitura de imagem e foi retirado de uma materia para professores mas não precisamos de alguem para fazer as perguntas mostradas no texto, nos mesmos podemos fazê-las. Então vamos a ele.... O que estiver escrito em itálico é opinião minha.

Em Arte, é preciso ensinar a ler textos sem palavras


    Para explorar fotografias, pinturas, ilustrações e charges, é preciso saber a gramática própria que rege a linguagem visual e contextualizar as condições de produção de cada obra estudada
      Contar o que se vê e como se vê e imaginar significados

* TUDO SOBRE LEITURA

   No primeiro contato (do aluno) com a obra, vale a receita óbvia e essencial: fazer um levantamento prévio (com os estudantes) do conhecimento sobre o objeto cultural e deixar claros os objetivos da atividade. 


...a vivência de cada um interfere na primeira impressão: um jovem pode relacionar a imagem com outras já conhecidas ou com algum fato experimentado, evocando sentimentos tão distintos quanto alegria, tristeza e prazer.

     Perceba que todas as questões seguem uma linha clara: elas contribuem para que se pense nos aspectos descritivos, ou seja, tudo aquilo que está ao alcance dos olhos. (...)
     Se a descrição diz respeito à enumeração dos elementos mais visíveis do quadro – o que se diz –, a análise deve focar os elementos formais da linguagem artística – o como se diz. “Desenvolver a habilidade de análise significa descobrir como linhas, formas e cor se organizam no espaço da obra para comunicar algo”, define Anamelia.

    A composição é abstrata ou figurativa? O espaço é bidimensional, tridimensional ou plano? Existem linhas na imagem? De que tipo: retas ou curvas, finas ou grossas? A opção por um tipo de cor (quente, fria, clara, escura) está ligada ao horário do dia ou estação do ano? E quanto às texturas: alguma camada passa a sensação de maciez, dureza, lisura ou aspereza? O trabalho é complementado com a análise de outros elementos formais da linguagem visual – formas, luminosidade, técnicas, gênero (retrato, paisagem, natureza-morta) e estilo a que a obra pertence.

    O momento seguinte, a contextualização, é especialmente necessário quando se realiza a leitura de gêneros como a charge. Por ser uma imagem que trata, geralmente, de algo factual e perde o sentido logo após a criação, artigos de jornais ou livros e revistas que tenham relação com o momento retratado no desenho são fundamentais para a compreensão do significado do desenho. (...)

    As informações de contexto também podem favorecer a intertextualidade – o diálogo entre diferentes produções.

    O fim da leitura é uma volta à imagem (...). A interpretação pode ser feita com a produção de um comentário – o detalhe importante é que as impressões pessoais devem estar acompanhadas de informações descritivas e analíticas sobre a obra. (...)

    Em Arte, o comentário é o texto que amarra a leitura. Costurando as informações que surgiram de forma solta e deram origem a listas de descrição, análise e interpretação, o aluno retoma o que foi conversado durante a leitura coletiva e organiza o seu aprendizado, podendo ainda exprimir sua opinião. Mais do que dizer “gostei, não gostei”, o aluno deve escrever sobre o que a imagem mostra, que sensações provocou nele e que elementos foram usados pelo artista para produzir tal efeito (este é um bom exercicio para se aprender a falar sobre uma obra/exposição que acabamos de ver). (...). Para auxiliar na construção desse texto, anotações e listas concebidas com base na leitura devem estar sempre à mão.


   O texto fica a desejar se comparado ao comentário "Arte, é preciso ensinar a ler textos sem palavras" que chama muito mais atenção que o próprio texto

sábado, 21 de agosto de 2010

DUAS NOITES E MEIA NO MUSEU (ARTE )‏

  •     Texto: Carlos Rielli

     Quando a gente vai à algum museu de arte, principalmente se forem esses museus europeus enormes, a primeira hora é tudo fabuloso, inacreditável, espetacular! Já na segunda hora, tudo esta muito bonito e uma ou outra obra é maravilhosa. Entramos terceira hora de museu e tem algumas obras bonitinhas e olha que ainda falta “muito museu” para visitar. Sei que depois de três horas de museu, você já não agüenta mais ver nada de arte, tudo se mistura, se for no Louvre confunde até a Monalisa com David de Michelangelo... A parte boa nisso tudo, é que não acontece só com você não, acontece como tooooooodo mundo! Como ninguém confessa isso pra ninguém, ficamos nos considerando incultos e nos forçamos a visitar o museu todo e “adorar” tudo que vimos. Como fazer então? Faz assim.. quando for a um museu, de antemão saiba onde tem aquilo que te interessa ver, consulte no site do museu, onde e em qual ala estão as obras mais famosas e visitadas e o resto.. bom, o resto você vê depois pela Internet mesmo, o que eu duvido! 
     Comprar souvenirs na lojinha do museu também é a maior fria, tudo na hora da morte de tão caro; como eles sabem que você vai sentir sede, você vai se sentir no Saara quando for pagar pelo refrigerante... Outra recomendação, é para não ir a museus que não tem aquilo que realmente te atrai, vai ser um tédio só e te proporcionar uma dor no pé sem cabimento! Opte um restaurante nos arredores do museu, que sempre tem uns típicos e ótimos e quando for questionado se visitou o museu “X”, que a resposta seja sempre... – Claro que fui, maravilhoso! Hipocrisia faz parte da vida de todos nós, na pergunta e na resposta né?
    Fala sério, você pensou que isso acontecia só com você, não é mesmo? Então... ficou mais aliviado? Que bom...

    Sobre o texto acima:
    Realmente concordo com o autor sobre 2 pontos: o fato de tudo dentro do museu ser caro e que passar grandes horas em um museu é um tremendo bombardeio de informações que acabam te desgastando por não conseguir absorver toda aquela informação observada. 
    Porém, discordo dele quando ele aconselha ver as obras menos importantes pela Internet. Ver uma obra pela Internet não é a mesma sensação que ver a obra "in loco", não é necessário ver um museu todo de uma só vez, faça o por partes até porque as grandes obras geralmente estão em exposição permanentemente e as obras menos importantes podem te surpreender. 
    Se selecionarmos as visitas a museus pelos mais famosos, estaremos seguindo o gosto de uma maioria que pode não possui o nosso estilo e fazer o que os críticos fazem com o artesanato: ignorá-lo deixando-o de lado. 
   As pessoas que vivem e gostam de arte tem que preparar seus olhos e mente para ver de tudo até o que não gosta para assim poder fazer o seu trabalho, conhecer o que esta acontecendo e assim por diante.

domingo, 8 de agosto de 2010

CINEMA (histórico)

   
Quem não se encantou quando foi pela primeira vez ao cinema assistir a um filme? (ou assistiu pela TV). Imagine então como ficaram as pessoas que assistiram o primeiro filme do mundo. Até o início do século XVIII, as únicas formas encontradas pelo homem para conservar a imagem de uma paisagem ou pessoa era guardando-a na memória ou sendo retratada em tela por um pintor.
     Essa realidade mudou quando, na França, em 1826, o inventor Nicephóre Niepce conseguiu registrar uma paisagem sem pintá-la, demorou 14 horas para alcançar o feito. A imagem foi registrada com o auxílio de uma câmera escura numa placa de vidro. O filme fotográfico só foi inventado em 1879, por Ferrier e aperfeiçoado pelo americano George Eastman. Algum tempo depois os irmãos Lumière criaram o cinematógrafo, que era uma câmera de filmar e projetar imagens em movimento.
  Com o cinematógrafo em mãos, os irmãos Lumière começaram a produzir seus filmes, cuja apresentação pública foi realizada pela primeira vez em 1895, (no qual a cena de um trem ia em direção a plateia assustando-a de tao real) na França. Para o público que assistiu ao filme aquilo era algo maravilhoso e surpreendente, pois até aquele momento a fotografia ainda era novidade. Foi pelo fato dos filmes não terem sons que surgiu a expressão “cinema mudo” (músicos de verdade eram contratados para fazer a trilha sonora quando ela havia), os atores falavam e em seguida surgia a legenda na tela. Um dos grandes destaques do cinema mudo foi Charles Chaplin.
     O cinema com som surgiu em 1926, com o filme "The Jazz Singer", da Warner Brothers, recurso criado com o auxílio de um sistema de som Vitaphone, porém o som do filme não era totalmente sincronizado. Somente em 1928 a Warner Brothers obteve sucesso com a sincronização entre o som e a cena, no filme “The Lights of New York". A partir desse momento o cinema passou por um processo de evolução até chegar aos dias atuais, com todo seu glamour e encantamento aliado à sofisticação e modernidade.
     Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, Hollywood não é o maior produtor de filmes, a maior indústria cinematográfica do mundo na verdade é a Índia.
Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

Obs: o que estiver em parentese foi um acrescimo meu: Laura

domingo, 9 de maio de 2010

DEFINIÇÕES DE MODALIDADES ARTISTICAS CONTEMPORANEAS

  • ARTE CONCEITUAL
 
    Performance de Yoko: "Cortando peças"

 A Arte conceptual (ou arte conceitual), define-se como o movimento artístico moderno ou contemporâneo que defende a superioridade das idéias veiculadas pela obra de arte, deixando os meios usados para a criar em lugar secundário. O artista Sol LeWitt definiu-a como:
    Em arte conceitual, a ideia ou conceito é o aspecto mais importante da obra. Quando um artista usa uma forma conceptual de arte, significa que todo o planejamento e decisões são tomadas antecipadamente, sendo a execução um assunto secundário. A ideia torna-se na máquina que origina a arte.
      Esta perspectiva artística teve os seus inícios em meados da década de 1960, parcialmente em reacção ao formalismo, sendo depois sistematizada pelo crítico nova-iorquino Clement Greenberg. Contudo, já a obra do artista francês Marcel Duchamp, nas décadas de 1910 e 1920 tinha prenunciado o movimento conceitualista, ao propor vários exemplos de trabalhos que se tornariam o protótipo das obras conceituais, como os readymades, ao desafiar qualquer tipo de categorização, colocando-se mesmo a questão de não serem objectos artísticos.
   A arte conceitual recorre frequentemente ao uso de fotografias, mapas e textos escritos (como definições de dicionário). Em alguns casos, como no de Sol Lewitt, Yoko Ono e Lawrence Weiner, reduz-se a um conjunto de instruções escritas que descrevem a obra, sem que esta se realize de facto, dando ênfase à ideia no lugar do artefacto. Alguns artistas tentam, também, desta forma, mostrar a sua recusa em produzir objectos de luxo - função geralmente ligada à ideia tradicional de arte - como os que podemos ver em museus.
     O movimento estendendeu-se, aproximadamente, de 1967 a 1978. Foi muito influente, contudo, na obra de artistas subsequentes, como no caso de Mike Kelley ou Tracy Emin que são por vezes referidos como conceptualistas da segunda ou terceira geração, ou pós-conceptualistas.

Alguns artistas:
  • Art & Language
  • Michael Asher
  • Robert Barry
  • Mel Bochner
  • Ian Burn
  • Hanne Darboven
  • Henry Flynt
  • Dan Graham
  • Hans Haacke
  • Douglas Huebler
  • On Kawara
  • Joseph Kosuth
  • Sol LeWitt
  • Yoko Ono
  • Adrian Piper
  • Lawrence Weiner
  • Michel Gondry
  • Frazer Lewis
Autor: Anonimo

  • PERFORMANCE
     Performance é uma modalidade de artes visuais que, assim como o happening, apresenta ligações com o teatro e, em algumas situações, com a música.
     Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Assim, como geralmente possui um "roteiro" previamente definido, é passível de ser reproduzida fielmente, em outros momentos ou locais.
    Como muitas vezes a performance é realizada para uma plateia restrita ou mesmo ausente, seu conhecimento depende de registros através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos.
      O desenvolvimento da performance como modalidade artística se deu durante a década de 1960, a partir das realizações do grupo Fluxus e, muito especialmente, pelas obras do artista Joseph Beuys.     Numa de suas performances, Beuys passou horas sozinho na Galeria Schmela, em Düsseldorf, com o rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras expostas.
       Em alguns momentos, as performances de outros artistas tiveram ligação direta com as obras de body art, especialmente através dos Ativistas de Viena, no final da década de 1960.

Alguns artistas:
  • Chris Burden
  • Gilbert & George
  • Hermann Nitsch
  • Joseph Beuys  (O mais famoso de todos)
  • Marina Abramovic
  • Otto Müehl
  • Rudolf Schwarzkogler
  • Vito Acconci
  • Youri Messen-Jaschin

Autor (a): Anonimo



 DEFINIÇÃO PELA NEGATIVA.
OU.
AFIRMAÇÃO DEFINITIVA.

a performance não é teatro. a performance
não é dança. a performance não é poesia.
a performance não é escultura. a performance
não é música. a performance não é
áudio. nem visual. a performance
não é pintura. muito menos pictórica.
a performance não é expressão. corporal.
(cultural ?). a performance não é mímica.
(é mínima ?). a performance não. é arte.
Fernando Aguiar


  • Happening
       Happening (do inglês, acontecimento) é uma forma de expressão das artes visuais que, de certa maneira, apresenta características das artes cênicas. Neste tipo de obra, quase sempre planejada, incorpora-se algum elemento de espontaneidade ou improvisação, que nunca se repete da mesma maneira a cada nova apresentação.
         Apesar de ser definida por alguns historiadores como um sinônimo de performance, o happening é diferente porque, além do aspecto de imprevisibilidade, geralmente envolve a participação direta ou indireta do público espectador. Para o compositor John Cage, os happenings eram "eventos teatrais espontâneos e sem trama".
       O termo happening, como categoria artística, foi utilizado pela primeira vez pelo artista Allan Kaprow, em 1959. Como evento artístico, acontecia em ambientes diversos, geralmente fora de museus e galerias, nunca preparados previamente para esse fim.
      Na Pop Art, artistas como Kaprow e Jim Dine, programavam happennings com o intuito de "tirar a arte das telas e trazê-la para a vida". Robert Rauschenberg, em Spring Training (do inglês, Treino de Primavera), alugou trinta tartarugas para soltá-las sobre um palco escuro, com lanternas presas nos cascos. Enquanto as tartarugas emitiam luzes em direções aleatórias, o artista perambulava entre elas vestindo calças de jóquei. No final, sobre pernas-de-pau, Rauschenberg jogou água em um balde de gelo seco preso a sua cintura, levantando nuvens de vapor ao seu redor. Ao terminar o happening, o artista afirmou: "As tartarugas foram verdadeiras artistas, não foi?"
    Durante o movimento Provos, de 1964 a 1966, os membros do grupo faziam happening nas praças de Amsterdan.
   Em 2005, o Happening, não é ainda uma ferramenta extinta. Como tal, em Portugal, artistas como Miguel Palma que transporta portfólio e currículo provocatório, ou mesmo Francisco Eduardo reivindicando a "também autoria" de todas as exposições da rua miguel bombarda do Porto, levando a mãe a defender o seu trabalho e vestindo-se a rigor com mais 6 pessoas para almoçar na Desportiva com o Director do Museu de Serralves João Fernandes, após um meinho com este último ao meio. Movimento apelidado pelos autores de Projecto Individual, criou uma visibilidade muito própria e tem sido um foco de relativa importância para o meio artístico Portuense.

Alguns artistas:
  •  Allan Kaprow
  • Claes Oldenburg
  • Jim Dine
  • John Cage
  • Robert Rauschenberg
  • Roy Lichtenstein
Autor: Anonimo


  • INSTALAÇÃO
     Pensando no significado da palavra instalar entendemos este conceito que foi pego pelas artes. Instalar significa colocar no lugar, funcionar.
    Instalação nas artes é isso: montar objetos em um local de modo a dar sentido a ele. Uma instalação é feita para um lugar especifico e ao se mudar ela ganha outro significado.
    A instalação ganha novos sentidos quando há um visitante pois ele acaba fazendo parte do trabalho. Exemplo imagine uma pessoa vendo de fora uma instalação com visitantes em seu interior e em outro momento a instalação sem nenhum visitante. Esta visão muda o trabalho todo.
  Por isso, mesmo que não pareça, por traz da instalação há sempre uma ideia. Aquele lugar nem ela foram montados a toa.
  Existe também trabalhos de instalação em vídeo. São as chamadas vídeo-instalações.
Autora: Laura Oliveira

sábado, 10 de abril de 2010

CULTURA ARTISTICO RELIGIOSA. Tapetes da Semana Santa

    Nossa cultura brasileira é tão vasta que até um simples ato religioso de uns pode transformar uma cidade e encantar mesmo que de maneira visual muitos visitantes. Assim é a tradição de fazer tapetes na pascoa Semana Santa, pessoas espalham sacos de serragem colorida por toda a cidade de dia e a noite vão juntando este minúsculos pedacinhos transformando os em símbolos cristãos ou simplesmente obras de arte que enfeitam as ruas de algumas cidades. O interessante é que milhares de pessoas arcodam cedo para ver e fotografar estes tapetes por onde a procissão religiosa vai passar.

    Estas fotos foram tiradas em Ouro Preto, MG mas pode ser vista em outros lugares de Minas e talvez do Brasil.





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